quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Coleção Itaú Leia Para Uma Criança













Como vocês já devem saber, todos os anos o Banco Itaú distribui livrinhos infantis fofos para quem quiser recebê-los. E a coleção de 2016 já está disponível para solicitação. Saiba como fazer para receber os seus livros, sem custo nenhum:

Qualquer pessoa pode solicitar a coleção, não precisa ser cliente do banco, pois o programa é para qualquer pessoa que queira adquirir os livros e, claro, ler para uma criança.

Basta acessar o link do banco clicando aqui, responder um breve questionário com seus dados pessoais e esperar. Como já pedi a coleção em alguns anos anteriores, sei que pode demorar um pouquinho para chegar, então, fiquem tranquilos quanto ao tempo. Já teve uma vez que eu não recebi, então, extravios pelos Correios e até o fim do estoque de livros pode acontecer.

Os livros desse ano são:


Selou e Maya - Lara Meana

Selou e Maya são duas crianças vizinhas que, através de diferentes atividades do dia a dia - como acordar, comer, brincar, tomar banho e escutar histórias -, inventam vários mundos fantásticos.







Poeminhas da Terra - Marcia Leite

Diferentes versos compostos por palavras de origem tupi celebram a convivência do homem com a natureza. Esse livro aproxima as crianças da cultura de povos indígenas.






Peçam agora mesmo seus livrinhos, a distribuição vai até o fim dos estoques. E não deixem de lê-los para uma criança, isso realmente muda o mundo.


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O que eu li em setembro


Como setembro é lindo, não? Ele sempre nos surpreende com a rapidez com que passa e traz a primavera! Eu sei, clichê, mas não gosto de inverno, então o fim dessa estação me deixa muito feliz =)


As leituras de setembro também foram ótimas, e vou falar um pouquinho sobre elas:


A garota do calendário - fevereiro (tem resenha aqui), foi uma leitura gostosa de fazer, um pouquinho diferente do que eu imaginava, mas muito interessante. E O amor nos tempos de #likes é bem young-adult. Gostei. Vejam minha opinião na resenha clicando aqui.


O fofo O caderninho de desafios de Dash e Lily já tem resenha aqui, e é uma estória bonitinha, bem fantasiosa, que agrada ao leitor menos exigente. O que dizer de Talvez um dia da minha diva Colleen Hoover? Contei tudo (ou quase tudo) sobre ele na resenha, clica aqui e vai correndo pra lá! O garoto do cachecol vermelho me lembrou em alguns momentos A culpa é das estrelas e Cinquenta tons de cinza, mas a estória é boa - e triste. A resenha sai na próxima quinta-feira.




Lembra do desafio Alfabeto literário (aqui)? Vamos às atualizações desse mês:

Título
A- Amor vampiro
B- Beijos de vampiro
C- Clímax
D- Deixe-me entrar
E- Espadachim de carvão
G- O garoto do cachecol vermelho
J- Jogos mentais
L- Loving the band
M- Mônica é daltônica
N- O nome do vento
P- Pavor espaciar
R- Reformed vampire
S- Se eu morrer
T- Too late
W- Will & Will

Nome de protagonista
A- Asa Jackson (Too late)
B- Bela (A punição da Bela)
C- Cláudia (Entrevista com vampiro)
D- Denna (O nome do vento)
E- Eva (Somente sua)
H-Hector (Sangue de lobo)
J- Julianne (Deixe-me entrar)
K- Kate (Até que eu morra)
L- Luna (Jogos mentais)
M- Matias (Ele não é isso)
N- Nathan (A substituta)
R- Rebekah (The originals)
S- Silas (Nunca jamais)
Z- Zack (A caçadora)
W- Will Grayson (Will & Will)

Autores
A- Anne Rice
B- Bel Rodrigues
C- Chuck Palaniuk
D- David Levithan
J- Josh Malerman
K- Karen Alvares
L- Letícia Godoy
M- Marcelo Rubens Paiva
P- Paulo Henrique Bragança
R- Rodrigo Moreira
S- Sylvia Day
T- Terri Tery
V- Vivianne Fair


Bom, é isso. Voltamos com nossa programação normal, rsrs. Em outubro teremos muita leitura, muita resenha e, espero, muitos comentários. Beijocas!


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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ball Jointed Alice: uma história de amor e morte [Resenha]

onde comprar: Editora Draco//Extra//Amazon

"Frank é um homem sem esperança nenhuma. Um punk com um passado insano que, numa manhã de ressaca, acorda com uma boneca lhe desejando bom dia. Ele sabem bem quem é essa boneca e como ela se chama. Alice é uma ball jointed doll criada por Frank em seu projeto mais ambicioso: recuperar as memórias e os sentimentos de uma louquinha de mesmo nome. Mas ao tentar puxar a linha da lembrança do embolado novelo que é o passado, Frank acaba puxando a linha da tragédia. Acompanhado por seus antigos companheiros de hospício: a gothic lolita Tay, o estudante de direito Shin e a sociopata Emi, ele se envolve em um plano de vingança contra o hospital que os massacrou a alma e levou Alice à morte."

Uma narrativa crua, que escancara o psicológico dos personagens e leva o leitor para dentro de suas mentes. Assim é o romance de Priscilla Matsumoto, que choca e confunde, mas que surpreende no final.

Sem dar maiores explicações sobre como é possível, logo de cara conhecemos a boneca criada por Frank, que pensa, fala e age quase como uma humana. Ela foi criada à imagem e semelhança do grande amor dele, Alice, que morreu num hospício. Frank tem uma obsessão por Alice, e não se conforma com sua morte, por isso, batizou a boneca com o mesmo nome, e tenta encontrar nela um pouco de alento para sua perda.

O que só descobrimos um pouco mais tarde, é que Frank também era paciente desse hospício, e, incentivado por seus amigos, também ex-internos da instituição, vai tentar invadir o local e matar os médicos que abusaram e maltrataram deles por muito tempo. Frank é um cara pacífico, que tem lá suas neuroses, mas que só quer viver e amar.

A estória é para maiores de 18 anos, por conter muitas cenas de sexo, bebedeira e abusos de diversas formas. Frank é bem promíscuo, e, além de manter relações sexuais constantes com Shin, seu amigo descendente de orientais, também transa com mulheres e, em certo momento, até com a boneca Alice. Além disso, para curar suas mágoas e tentar esquecer a perda de Alice, ele está quase sempre bêbado.

Seus amigos são muito interessantes: psicologicamente atormentados e violentos, alimentam a loucura uns dos outros, tanto dentro quanto fora do hospício. E um plano de destruição arquitetado por um deles não poderia terminar bem.

A problemática do protagonista se desenvolve após ele retornar para o hospício, enquanto começam a por em prática sua vingança. Lá a narrativa mistura realidade com a imaginação de Frank, envolvendo muitos personagens de Alice no país das maravilhas, e a autora tece esse devaneios de forma tão peculiar, que o leitor consegue se sentir dentro da mente do personagem, sem perceber que passou do real para o imaginário. É tudo uma viagem maluca entre o que ele realmente está vendo e o que é fruto de sua imaginação perturbada.

Toda essa loucura é o diferencial da narrativa: enquanto o personagem discute consigo mesmo se realmente levou um tito que explodiu sua cabeça, o leitor sabe que isso não seria possível, já que ele ainda está consciente de seu corpo e de sua imagem no espelho. Ainda assim, o momento do tiro causa impacto no leitor, que espera que a qualquer momento Frank encontre a morte realmente. 

A interação com a boneca Alice é outro ponto que merece destaque no livro. Ela é praticamente humana, apesar de manter algumas características de boneca, mas em diversos momentos ela fala com Frank, lhe joga algumas verdades na cara, o faz pensar se realmente está agindo corretamente, e põe em dúvida algumas de suas resoluções. Todo mundo sabe que ela é uma baal jointed, mas falam com ela normalmente, como se fosse humana. Alice acompanha Frank no hospício, e é ela quem o ajuda a se equilibrar entre o limite da realidade e a loucura.

Os capítulos são sempre nomeados com alguma mudança no comportamento de Alice, como por exemplo "Quando Alice aprende a ficar calada" ou "Quando Alice aprende a beijar", e é possível perceber um paralelo entre as ações do próprio Frank e as de Alice. Enquanto esperamos Alice aprender a ficar calada, observamos isso no protagonista, e de maneira sutil percebemos as atitudes dela como um espelho das de Frank.

Há diversos momentos de reflexão profunda sobre a vida, o universo e tudo mais durante a narrativa, mas de uma maneira totalmente integrada à estória, o que não cansa o leitor nem permite que ele perca o interesse. Depois de conhecer todos os problemas de Frank, como abuso sexual na infância, problemas mentais e a perda do grande amor, o leitor anseia pelo desfecho da estória, e conhecer o rumo que sua vida vai tomar depois de enfrentar seus piores fantasmas, ao lado da bonequinha.

O final é cheio de revelações, e eu particularmente me surpreendi com algumas delas. É difícil prever o que vai acontecer depois da invasão ao hospício, só sabemos que haverá muitas mortes, e que os piores medos dos personagens serão colocados à prova. Eles terão que enfrentar seus inimigos, enquanto enfrentam suas próprias neuroses. O leitor não sabe quem conseguirá escapar das garras da Rainha de Copas, e quem terá sua cabeça cortada, mas sabe que o sentimento dos personagens é verdadeiro, e que o livro todo trata de amar e ser amado, de todas as formas possíveis, sobre a verdadeira natureza do mundo em que vivemos e de como sobreviver a tudo isso.

Para o leitor que tem mais de 18 anos, ele livro é super indicado. As referências à Romeu e Julieta, Alice no país das maravilhas, ao escritor japonês Haruki Murakami e a cultura contemporânea como um todo eleva o interesse pela leitura, e transporta o leitor para um universo totalmente surreal, mas não permite que ele se distancie totalmente da realidade.


Ball jointed Alice
Priscilla Matsumoto
editora Draco
212 páginas
nota no Skoob: 4.0
nota do blog: 4.2
livro cedido pela editora em parceria


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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domingo, 9 de outubro de 2016

Sorteio 4 anos do blog LiteRata

Hoje o blog completa 4 anos de existência e durante esse tempo fiz várias amizades na blogosfera, amigos que tenho certeza que posso contar sempre que precisar de uma forcinha por aqui. Logo, eles não poderiam deixar de participar da festa. Sendo assim convidei os especiais para fazermos um sorteio bem bacana para presentear os protagonistas dessa história, e sabe quem eles são? Isso mesmo, vocês!


O sorteio foi dividido em três kits que é para não assustar ninguém com o tamanho do formulário, participem e divirtam-se, mas não esqueçam das regras hein!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Comentarista Premiado outubro










Esse mês tem! E quero ver todo mundo comentando!

Não sei se todos sabem, mas mudaram as regras e agora não é necessário comentar em todos os posts, apesar de eu amar quando vocês o fazem, rsrs. Cada comentário feito, ainda que seja num post só durante o mês, ganhará um número, que será parte do sorteio final. Os números serão inseridos no random.org, que dará o vencedor. Simples assim.

Tá bom, vou revelar o prêmio de outubro para o comentarista ganhador:




O lacrador Esc@ndalo, da Therese Fowler; aqui tem fofoca, romance e invasão de privacidade. Uma super leitura!

Só para reforçar, leiam as regras básicas:

- é obrigatório curtir a fanpage do blog (clique aqui). Eu confiro todos!
- deixe um e-mail para contato nos comentários desse post, para que você seja encontrado caso ganhe o sorteio;
- confira no final do mês qual ou quais foram seus números da sorte (tipo loteria, rsrs), e torça para ser o ganhador.

Já tem um post anterior a esse valendo também, se quiserem, podem comentar clicando aqui.

Então não percam nenhum post desse mês, vai ter muita coisa legal, e quero ler vários comentários lindos por aqui, combinado?

Bjkas!



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Um pouquinho de...

"Oi, Frankie. - Ela piscou os enormes olhos pretos.
- Oi, Alice, - Ela sorriu e me abraçou.
Respirei.
Havia alguma coisa boa dentro de mim! Eu não estava podre, nem oco, nem recheado de merda. Eu ainda sentia.
- Você me ama? - ela perguntou. Quis me jogar pela janela que não havia na parede suja da minha cela.
- Eu te criei. - respondi.
- Você me ama?
- Ela poderia ter feito uma pergunta mais fácil do tipo "De onde vêm os bebês? Deus existe? Por que não podemos matar pessoas?". Mas não.
Aquela era Alice, afinal. Eu não podia me esquecer disso.
- Eu... - abri a boca, mas as palavras foram despojadas em pequenos fonemas que, juntos formaram uma grande lufada de ar.
Alice observou meu silêncio. Ela própria não diria mais nada. Alice já tinha aprendido a ficar calada."

(capítulo 6 - Quando Alice aprende a beijar)


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