Nosso planeta foi tomado por seres "alienígenas", chamados de "almas", que têm o intuito de salvar a civilização humana. Eles acham que os terráqueos são seres terríveis, que estão destruindo seu próprio planeta. Assim, eles implantam nos humanos as almas, que dominam seu hospedeiro por completo, pensando e agindo por ele enquanto preserva seu corpo. Essas almas são extremamente civilizadas, têm conhecimento avançado em medicina e usam seus métodos estranhos para salvar o planeta. A história se concentra em Melanie, que foi capturada pelas almas mas está resistindo à dominação de seu corpo e mente por elas. Peregrina é a alma designada para habitar o corpo de Melanie, e vai aos poucos descobrindo que sua hospedeira ainda está por ali, resistindo. Mel compartilha com Peg suas lembranças de seu amado Jared e de seu irmão caçula, atormentando Peg com imagens e sentimentos que ela nunca havia conhecido antes. Assim, essa hospedeira vai induzir a alma a ir atrás das pessoas que ela ama, com convicção de que eles estão resistindo em algum lugar no meio do deserto. Peg vai em busca de Jared, e acaba descobrindo que, além dele e do irmão de Melanie, existe um grupo grande de pessoas que estão escondidas e resistindo à ocupação das almas.
Para quem leu Crepúsculo e espera que Stephanie Meyer siga a mesma linha nesse livro, vai se decepcionar (eu achei que foi melhor assim). A história envolve ficção científica, amizade e amor, mas não apenas o amor entre homem e mulher; ela aborda todo o tipo de amor que se possa pensar, deixando claro que esse sentimento está acima de qualquer outro.
Gostei muito desse livro, é bem diferente e a narrativa consegue prender a atenção do leitor. No começo tudo é um pouco confuso, até monótono, confesso que pensei em abandonar a leitura, que foi ficando cansativa à medida que as coisas demoravam para acontecer, mas valeu a persistência, pois a história fica bem interessante quando Peregrina (enfim!) se junta aos "selvagens".
Claro que está presente aqui o estilo da autora, abordando os sentimentos mais profundos dos personagens, principalmente seu sofrimento. Mas isso não tira o valor da obra, muito pelo contrário, enriquece a história, nos fazendo imaginar como seria o mundo se realmente essa invasão acontecesse, e até desejando tomar "emprestado" alguns métodos utilizados pelas almas para transformar nosso mundo num lugar melhor. O leitor acaba adquirindo uma proximidade com os personagens que Stephanie cria, e se vê envolvido emocionalmente nas situações mais bizarras e insolúveis, porém, quando o livro acaba, fica aquela vontade de continuar a história e saber o que vai acontecer com Mel e Peg, como vão viver a partir dali, resolvendo seus conflitos internos e seus amores.
Uma coisa muito bacana dessa história é tentar imaginar os cenários, o lugar onde eles ficam escondidos, as pessoas, a forma como sobrevivem, e, principalmente, como são essas almas e como ficaria o mundo sob o domínio delas.
O livro é bom, e, se for adaptado para o cinema, espero que escolham um diretor competente e experiente, que saiba explorar bem todas as situações presentes na história, para que o filme não se torne mais um "Crepúsculo" da vida.
A hospedeira
Stephenie Meyer
560 páginas
Editora: Intrínseca




