Olá leitores. quero compartilhar com vocês um dos lançamentos da Cia. das Letras dessa semana:
"As virgens suicidas", de Jeffrey Eugenides, foi originalmente lançado em 1993 e fez muito sucesso na época, tendo sido adaptado para o cinema em 99, dirigido por Sofia Coppola, em sua estreia com longas-metragens.
A estória se passa num subúrbio americano nos anos 70, quando cinco irmãs adolescentes se matam em sequência, sem motivo aparente. A família das meninas ainda segue restrições morais e religiosas, mesmo depois dos efeitos da revolução sexual ficarem aparentes em toda a sociedade. Toda a narrativa é feita por um grupo de garotos da vizinhança, e todos eles estão fascinados pelas meninas e pela tragédia acontecida, o que ajuda a dar o tom de fábula que o autor queria nessa narrativa sobre a perda da inocência.
Esse foi o primeiro trabalho do autor, traduzido para 34 idiomas e sucesso de público e crítica. Após o seu lançamento, Jeffrey se tornou um cult da literatura norte-americana, e viu seu trabalho receber elogios como o do crítico Michiko Kakutani, que disse que a estória é como uma pequena ópera no formato inesperado de romance. Seus próximos livros foram: "Middlesex" (2002) e "A trama do casamento" (2012).
Olá leitores! Sei que o último dia do nosso carnaval deveria ter sido ontem, mas não pude colocar o post no ar, peço desculpas e convido vocês a acompanhar nossos últimos autores britânicos dessa série, alíás, os tops da lista: J.K.Rowling e J.R.R.Tolkien.
Tolkien é o pai da literatura fantástica e conhecido de todos, mundialmente, principalmente depois das adaptações de sua trilogia "O senhor dos anéis" para os cinemas. Suas obras foram traduzidas para mais de 34 idiomas e venderam mais de 200 milhões de cópias.
Nascido na África, ele foi para a Inglaterra com três anos e naturalizou-se britânico. Desde criança se interessava por linguística e formou-se em Letras na Universidade Exeter. Serviu durante a Primeira Guerra Mundial e nesse período começou a escrever os rascunhos do que chamava de "mundo secundário": um lugar chamado Arda, que depois seria o palco de "O Hobbit", "O senhor dos anéis" e "O Silmarillion". Essa última só foi publicada depois de sua morte, e é considerada sua obra principal, apesar de não ser a mais famosa.
Tolkien foi muito amigo de outro escritor famoso, C.S.Lewis, e ambos participaram de um grupo de discussão informal ligado a Universidade de Oxford, chamado "The Inklings", onde os membros falavam sobre literatura e enfatizavam o valor da narrativa de ficção, além de encorajar a criação de histórias de fantasia. Foi participando de grupos assim que ele se sentiu encorajado a continuar escrevendo e a publicar suas obras, pois lá encontrava pessoas que o encorajavam e prestigiavam suas criações.
A primeira edição de "O Hobbit" saiu em 1937, após Tolkien ser aconselhado por uma bacharel de Oxford a continuar escrevendo. Depois, Tolkien tentou publicar "O Silmarillion", mas o editor não se interessou pelo livro. Assim, o autor aceitou continuar a escrever a saga do hobbit, mas com algumas inovações: isso lhe consumiu ao todo 12 anos de trabalho, mas depois valeu a pena. A saga "O senhor dos anéis" faria de Tolkien um dos autores mais conceituados de todos os tempos.
O livro foi dividido em três partes para baixar os custos de impressão, e o terceiro volume foi publicado em 1955. Mas foi só na década de 60 que "O senhor dos anéis" tornou-se conhecido nos Estados Unidos, após a chegada de uma edição pirata ao país, que fez muito sucesso entre os universitários americanos e se tornou cult entre os jovens.
Mas o que torna esses livros tão geniais? Tolkien realmente criou um mundo secundário ao escrever a estória do "um anel", com seres, lugares e até um idioma único, idealizado pelo próprio autor, que usou seus conhecimento linguísticos e mesclou as línguas finlandesa e galesa para formar as línguas élficas faladas em suas obras. O autor, que falava "só" 16 idiomas, acreditava que primeiro vinha a palavras, depois a estória, e que um idioma só sobrevive se existirem lendas em torno dele que o façam ser lembrado.
Tolkien recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Letras da Universidade de Oxfors em 1972, e depois foi condecorado pela Rainha Elizabeth como Sir John Ronald Reuel Tolkien ao receber a Ordem do Império Britânico.
J.R.R.Tolkien morreu em 1973, mas seu legado é eterno e até hoje ainda conquista cada vez mais fãs que conhecem sua obra através dos livros, filmes e até de jogos RPG (como Dungeons & Dragons), além de influenciar diversos gêneros artísticos, como música, histórias em quadrinhos e jogos de computador.
Talvez, a pessoa que melhor conseguiu trabalhar com a obra de Tolkien tenha sido o diretor Peter Jackson, que adaptou seus livros para o cinema e conseguiu reproduzir, se não um mundo exatamente igual ao criado pelo autor, um universo ainda melhor que o dos livros. Particularmente, eu acho que o único caso em que o filme é melhor que o livro é esse, pois Jackson conseguiu transformar a narrativa monótona e extremamente detalhista do autor num espetáculo visual sem precedentes, tornando a estória mais leve e muito mais interessante. "O senhor dos anéis" está entre os poucos livros que eu não consegui terminar de ler, mas acho os filmes incríveis.
Diferentemente da trilogia, "O Hobbit" é um livro encantador e de leitura muito mais interessante, que também foi trazido para o cinema peplo mesmo diretor, e, o que já era bom, conseguiu ficar ainda melhor nas mãos de Jackson (agradeço aos deuses por ser contemporânea desse maluco, rs):
Algumas pessoas acreditam que a autora de "Harry Potter" também tenha buscado inspiração nas obras de Tolkien, da qual ela é grande apreciadora. Mas ela certa vez afirmou que seria incapaz de criar toda uma mitologia, como fez o autor, e que seus livros são bem diferentes, apesar de terem em comum dragões, varinhas mágicas e magos. O autor do livro "O mundo mágico do Senhor dos Anéis", David Colbert, escreveu que ambos os autores criaram estórias de mundos imaginários habitados por magos, mas não existe muita semelhança entre elas. Então vejamos:
Joanne Rowling, autora de "Harry Potter", desde criança gostava de ler contos como "O vento nos salgueiros" e "O cavalinho branco", e isso despertou nela a vontade de ser escritora.
No início, ela escrevia em locais públicos, como cafés em Londres, com sua filha pequena ao lado. Numa viagem de trem ela teve a ideia de criar a estória do menino bruxo, e passou a escrever assim o primeiro livro da série. Seus livros foram traduzidos para 64 línguas e venderam 450 milhões de cópias, fazendo dela a primeira pessoa a se tornar bilionária escrevendo livros. J.K. Também foi nomeada pela revista "Forbes" como a segunda mulher mais rica do mundo, perdendo apenas para a apresentadora Oprah Winfrey.
Depois de muitas recusas, "Harry Potter e a Pedra Filosofal" foi publicado em 1997, com uma pequena tiragem de 1000 exemplares, sendo que metade deles iria para bibliotecas. Mas o livro sempre esteve entre os mais vendidos, e abriu de vez as portas do mercado literário para a autora, que ainda escreveu mais 6 livros da série, ansiosamente aguardados, dia após dia, pelos fãs ao redor do mundo.
O último livro da série, "Harry Potter e as Relíquias da Morte", foi lançado em 2007, deixando muitos fãs órfãos das aventuras do menino bruxo, crianças que cresceram lendo as estórias criadas por Rowling e que consideravam Potter quase como parte da sua família. Todos os livros foram adaptados para o cinema e o último deles estreou em 2011, finalizando, assim, a saga do menino que sobreviveu. A autora participou da escolha do elenco para os filmes e exigiu que todos os atores fossem britânicos, para dar veracidade às atuações. As três crianças escolhidas para representar Harry, Rony e Hermione (Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson) não poderiam tem sido mais perfeitas e, desde o primeiro filme, eles passaram a ser a personificação dos personagens fictícios já amados por todos.
J.K ainda criou o site "Pottermore", onde os fãs de Harry têm acesso a conteúdos exclusivos como detalhes sobre as estórias e os personagens que não foram publicados e podem participar de experiências interativas: passear pelo Beco Diagonal, serem classificados em casas, aprenderem feitiços, preparar poções, duelar, coletar objetos e até enviar seus próprios desenhos. Além disso, os usuários competem entre si para ganhar a taça das casas, e podem ler os sete livros da série ou ouvi-los no formato audiobook.
Não é possível fazer uma comparação entre os dois autores, já que são de épocas distintas e suas obras têm o contexto totalmente diferente, apesar do cenário místico onde se desenvolvem os enredos. A verdade é que, cada um a seu modo, contribuiu imensamente para a literatura e conseguiu realizar aquilo que todo o autor deveria fazer: conquistar muitos leitores, fazer com que jovens e adultos leiam suas obras, as discuta e leve para a vida inteiro o gosto pela leitura.
Espero que todos vocês tenham curtido essa semana especial aqui no blog, e vejo vocês por ai.
Como vão leitores, já recuperados do Carnaval? Por aqui continuamos pulando a festa e falando sobre os maiores e melhores escritores britânicos. Hoje só um deles vai desfilar por aqui, e o escolhido foi:
Essa graça de pessoa ai em cima é Ian McEwan, talentosíssimo autor de sucessos como "Reparação" e "Cães Negros". Esse simpático senhor de 64 anos já foi chamado de Ian Macabro por causa da natureza de suas obras no início da sua carreira, mas, felizmente, conforme seus romances iam sendo publicados, essa fama caiu por terra e ele acabou se tornando um dos escritores mais conhecidos da sua geração.
Sua primeira publicação foi a coletânea de relatos "Primeiro amor, últimos ritos", em 1975, e em 1997 ele lançou "O fardo do amor", considerado pelos críticos como o melhor livro sobre quem sofre da síndrome de Clerambault, também conhecida como erotomania, que é quando o doente acredita que uma pessoa de classe social mais elevada que a sua está apaixonado por ela.
Ian ganhou o prêmio Booker Prize, em 98, pelo romance "Amsterdam", livro que deixa bem claro o estilo do autor, que gosta de explorar o perfil psicológico dos personagens, e deixar evidente por meio das escolhas deles, seu verdadeiro caráter. Além disso, ele sempre faz uma crítica social em seus romances, tratando de temas polêmicos, como nesse caso, o aquecimento global e a eutanásia.
E logo depois desse romance, Ian escreveu "Reparação", que já foi resenhado aqui, e que foi adaptado para o cinema em 2007, com o título de "Desejo e Reparação": dirigido por Joe Wright, com James McAvoy e Keira Knightley, esse longa ganhou o Globo de Ouro de melhor filme/drama.
O último trabalho de Ian foi lançado mundialmente aqui no Brasil, durante a FLIP de 2012: "Serena" conta a estória de uma jovem que lê compulsivamente e é recrutada para exercer uma função burocrática junto ao Serviço Secreto britânico na década de 70, e se vê obrigada a envolver um aspirante a escritor num plano secreto, e falso. Novamente, o autor expõe a fragilidade humana ao misturar a ficção com a vida real da personagem, que em alguns momento é agente e em outros é a vítima, e também ao questionar esses papéis exercidos por ela dentro da trama. (Muito McEwan *___*)
E a semana começou hoje para mim... mas já termina amanhã \o/
Vamos a mais um dia no nosso Carnaval literário, e os escolhidos de hoje são:
Charles Lutwidge Dodgson, ou apenas Lewis Carroll, romancista e poeta britânico que viveu entre 1832 e 1898, mundialmente conhecido por sua clássica criação "Alice no país das maravilhas". Alguns de seus poemas estão nesse livro, mas a maioria de suas aventuras poéticas foi publicada ao longo de sua carreira, num estilo nonsense e são considerados por críticos como pioneiros da poesia de vanguarda.
Um fato no mínimo bizarro sobre o autor é que ele gostava de fotografar ou desenhar meninas nuas, com permissão de suas mães. Ele ainda dizia que só gostava de fazer as fotos se as garotas estivessem 100% a vontade com sua nudez, pois, se ele sentisse um vislumbre de acanhamento por parte delas, achava que não deveria prosseguir com o trabalho. Quando ele morreu, pediu que eliminassem as fotos e os quadros, ou os devolvessem para as 'modelos' e que elas fizessem com eles o que bem entendessem, por isso, é quase impossível hoje em dia encontrar um desses trabalhos. Quatro ou cinco ainda existem, e estão em livros de fotografia.
Sem preconceitos, em todas as fotos dele que eu pesquisei, achei que ele estava meio... delicado, rs.
Enfim, seus gostos secretos não importam para nós, apenas sua obra literária. A história de Alice começou a ganhar vida na cabeça de Carroll em 1862, enquanto ele passeava de barco em companhia de uma garota de 10 anos e suas duas irmãs; ele inventou uma história sobre uma menina que entrava num mundo fantástico depois de cair na toca de um coelho. A menininha, que também se chamava Alice, adorou a história e pediu para Carrol a escrever.
Os textos de Lewis são cheios de problemas de matemática e lógica ocultos, e muitos enigmas contidos em seus livros são quase imperceptíveis para nós, já que eles continham referências da época em que foram escritos, com piadas locais e trocadilhos que só fariam sentido se contados em língua inglesa e para quem já é familiarizado com eles.
Apesar de seus gostos estranhos e as possíveis mensagens subliminares contidas em suas histórias, Lewis Carroll é um dos escritores mais importantes de todos os tempos, e seu livro "Alice no país das maravilhas" é um clássico maravilhoso, daqueles que não cansam o leitor e vão passando de geração para geração. E suas adaptações, sejam no estilo Disney ou com um toque sinistro de Tim Burton, são sempre aventuras imperdíveis para quem gosta de literatura e cinema.
Catherine Johnson, escritora britânica, nascida em 1957, e autora da história que deu origem ao musical "Mamma Mia!".
Catherine teve momentos conturbados em sua vida: foi expulsa da escola com 16 anos, casou-se com 18 e com 24 já estava divorciada. Aos 29 anos estava desempregada, com um filho pequeno e grávida de outro, ele viu um anúncio num jornal de Bristol que anunciava uma competição de roteiros para uma companhia de teatro da cidade. Então ela se inscreveu com o pseudônimo de Maxwell Smart, o mesmo nome do personagem principal da série "Agente 86", com um texto chamado "Rag Doll", que falava sobre abuso infantil e incesto. Seu trabalho ganhou a competição e foi encenado em teatros locais.
Ela também escreveu vários roteiros para séries televisivas, como "Casualty", e peças para teatros de Bristol, antes e depois de fazer sucesso com "Mamma Mia!", musical que foi encenado pela primeira vez em 1999, no Prince Edward Theatre, em Londres.
Esse famoso musical é baseado em canções do grupo ABBA, como "Dancing queen", "Money, money, money" e a música que dá título à peça. Já foi visto por mais de 42 milhões de pessoas no mundo todo e é o musical mais bem sucedido financeiramente em toda a história dos musicais.
Sua adaptação para o cinema conta com a presença de Maryl Streep no papel principal, além de Pierce Brosnan e Colin Firth. O filme, que estreou em 2008 e foi dirigido por Phyllida Lloyd, ganhou o Globo de Ouro de "melhor filme - comédia/musical" e "melhor atriz - comédia/musical" (Maryl Streep).
Para encerrar, deixo o trailer do filme, que é muito divertido e é um dos preferidos da minha sobrinha Isabella (o que equivale a dizer que ela já assistiu - e nos fez assistir - mais de mil vezes) =D
Fui indicada pelo blog Na entrelinha, da minha colega Mariane para participar dessa brincadeira. O objetivo aqui é indicar outros blogs que estão começando, de preferência com menos de 200 seguidores, para que possamos fazer novas amizades e divulgar nosso trabalho. Para tanto, tenho que responder a listinha de perguntas que segue, e fazer a indicação de 10 blogs:
1. Como escolheu o nome do blog?
O nome nasceu dentro da sala de aula de Linguística Aplicada em Língua Inglesa, quando minha professora disse: "não sei de muitas coisas, mas as que eu sei, eu sei que sei!", e essa frase ficou permeando meus pensamentos por muito tempo, até que resolvi criar o blog.
2. Quanto tempo se dedica ao blog?
Menos do que eu gostaria, rs; geralmente tenho poucas horas por dia (as vezes minutos!) para cuidar do blog e fazer os posts, em meio a correria diária, mas me esforço para estar sempre por aqui.
3. Já teve problemas com comentários anônimos no blog? Qual?
Nunca.
4. Você se inspira em outro blog? Qual?
As vezes vejo uns layouts bacanas em outros blogs que me dão várias ideias, mas como não sei fazer nada nesse sentido, fico só admirando. E quanto as postagens, sempre tem coisa legal rolando pela blogosfera, e as vezes dá vontade de fazer coisas parecidas, mas sempre tento criar minhas próprias colunas, com ideias únicas.
5. Há quanto tempo está na blogosfera?
Meu primeiro blog nasceu em 2007, e estou por aqui desde então.
6. Quantos blogs visita por dia?
Em média uns 10.
7. Quantos livros lê por mês?
Outra vez, menos do que eu gostaria... mas dá pra ler uns 3 ou 4, depende muito do tamanho e da disponibilidade de tempo.
8. E eles são curtos ou grandes?
Tanto faz, não escolho por tamanho, e sim pela carinha deles: paro na frente da estante e olho para os livros, eles me olham de volta e aquele que me chamar mais a atenção eu pego para ler.
9. Já ficou sem inspiração para postar? Como superou isso?
Sim, é terrível, mas logo passa. Não sei dizer como, mas passa.
10. Pretende mudar algo no blog em 2013?
Por enquanto não, vou mantendo como está.
Andei pesquisando blogs novos e achei uns bem legais, por isso minhas indicações serão 11, e não 10 como pede a brincadeira, por que não consegui deixar nenhum deles de fora, rs, são todos fofos e eu espero que as meninas gostem de participar:
É quarta-feira de cinzas, mas por aqui a literatura não para. Hoje vamos com mais dois autores ingleses e suas obras mais famosas:
Arthur Conan Doyle, nasceu na Escócia em 1859 e, além de escritor, também era médico. Antes de morrer em 1930 escreveu 60 histórias sobre o detetive mais famoso da literatura: Sherlock Holmes. Além de ser um dos responsáveis pela inovação da literatura criminal, ele também escrevia ficção-científica, novelas históricas, peças, romances, poesias e obras de não-ficção.
Ele começou a escrever suas primeiras histórias enquanto ainda era estudante, e teve seu primeiro trabalho publicado no Chamber's Edinburgh Journal antes de completar 20 anos de idade.
Após se formar na universidade, ele serviu como médico de bordo num navio, mas a embarcação teve sérias dificuldades no mar e retornou para Liverpool antes do previsto. Nessa época, Doyle revelou a sua mãe que não voltaria para o navio por lá ganhava menos do que poderia ganhar escrevendo.
Mais tardem, quando passou a praticar medicina de forma independente, voltou a escrever suas histórias enquanto aguardava os pacientes.
A primeira aparição de Holmes foi em 1887, quando Conan publicou um texto no Beeton's Christmas Annual, na história chamada "Um estudo em vermelho". Algumas características do personagem foram baseadas em um dos professores de Doyle na universidade.
Em 1890, o autor começou a estudar oftalmologia e queria seguir nesse ramo da medicina. Para isso ele pensou em matar seu personagem mais famoso, já que precisava de tempo para exercer a profissão e escrever seus livros históricos, que passaram a lhe interessar mais. Foi em 1893 que ele então causou a morte de Holmes, na história "The final problem". Porém o público se manifestou negativamente e ele teve que trazer o detetive de volta. E assim Sherlock continuou sendo sua principal criação, e lhe rendeu 56 contos e 4 livros.
Segundo Conan, o detetive Holmes viveu em Londres, na Baker Street, apartamento 221B por quase vinte anos, muitos deles passados ao lado do amigo Dr. Watson. Hoje, nesse endereço, funciona um museu dedicado ao personagem.
A famosa frase "elementar, meu caro Watson" não existe em nenhuma das histórias originais criadas por Doyle: ela teria sido criada em uma das adaptações da obra para o teatro, onde também foi incluído o cachimbo usado pelo personagem. Muitos defendem que a frase foi dita logo no início de "Um estudo em vermelho", mas ela não foi encontrada no original e nem em traduções do texto, tampouco no restante da obra do autor.
As histórias de Sherlock Holmes sempre foram muito adaptadas, e o trabalho mais recente foi o filme dirigido por Guy Ritchie, de 2009, com Robert Downey Jr. interpretando o detetive e Jude Law como seu fiel escudeiro Watson.
Quem é fã da série "House" sabe que seu criador, David Shore, é fã de Holmes e baseou seus personagens principais, House e Wilson, nas criações de Conan Doyle. Entre as muitas semelhanças estão os nomes dos personagens: tanto Holmes tem a mesma sonoridade que House, e Wilson se parece muito com Watson. Em alguns episódios da série vemos outras particularidades, como o número do apartamento do médico é exatamente o mesmo que o do detetive; Holmes tocava violino e House toca guitarra e piano; Sherlock era viciado em cocaína, enquanto o médico é dependente de um remédio chamado Vicodin e ambos usam seu grande poder de observação e dedução para solucionar seus casos. No caso dos amigos/ajudantes também acontecem algumas 'coincidências': os dois personagens têm as mesmas iniciais - J. W. (John Watson e James Wilson).
Outra curiosidade sobre a série House é que seu criador incluiu em alguns episódios personagens do próprio Sherlock Holmes, como o homem que atirou no médico, Moriarty, é o maior inimigo do detetive, e o nome de uma mulher usado por Wilson numa brincadeira com os médicos Taub e Kurtner: ele diz aos novos funcionários que House conheceu a mulher chamada Irene Adler, que teria morrido, mas ele nunca se recuperou pela sua perda. Nos romances de Doyler essa personagem é referida sempre como "a mulher".
Nosso próximo autor é Bram Stocker, o pai do Drácula.
Esse senhor com cara de bravo criou o mais famoso vampiro da literatura, e sem ele, provavelmente, não existiria "Crepúsculo" nem outras histórias vampirescas por ai.
Vocês podem discordar da presença de Stoker aqui por ele ter nascido na Irlanda, mas acho válida a inserção de seu nome na nossa coluna de hoje, por ele ter vivido muito tempo em Londres e, inclusive, ter morrido lá.
Quando criança, Bram tinha sérios problemas de saúde que o impediam até de se locomover, o que o obrigava a ficar sempre em casa, lendo livros e contos de terror sobrenatural ou ouvindo as histórias contadas por sua mãe.
Na faculdade fez parte da Sociedade Filosófica e produziu um ensaio chamado "Sensationalism in Fiction and Society". Mais tarde, já formado, ele mostrou grande interesse por teatro e se ofereceu para trabalhar sem remuneração como crítico no jornal Dublin Evening Mail. Com críticas inteligentes e bem embasadas, ele passou a ficar conhecido no meio dos intelectuais e conheceu Oscar Wilde, Arthur Conan Doyle e William Butler Yeats. Foi nessa época que ele começou a produzir seus primeiros contos e publicá-los em jornais da cidade, e assim seu primeiro texto de terror sobrenatural foi publicado em 1875, chamado "The chain of destiny".
Nesse mesmo ano, Bram se casou com Florence, que na verdade havia sido prometida à Oscar Wilde, porém, ela optou por Stoker por ele ter um emprego estável como funcionário público.
No final de década de 1890 começa a fase mais criativa do autor: ele publica "The people", "O castelo da serpente", "The watter's mou" e "The shoulder of Shasta". "Drácula" foi publicado em 1897 e incluiu definitivamente o nome de Stoker na literatura mundial como mestre do terror sobrenatural. O romance é escrito de forma epistolar, ou seja, baseado em cartas, e conta a trajetória de Conde Drácula que sai da Transilvânia rumo a Inglaterra. Nesse livro também foi criado o personagem Van Helsing, que tinha como primeiro o mesmo do autor, Abraham.
Como não poderia deixar de ser, o livro foi bem recebido por parte da crítica, que consideram sua trama muito bem construída, e mal visto por outros, que não gostaram da forma como o autor abordava o tema e questionavam as referências usadas pelo autor para construção dos personagens. Dizem que Bram teve a inspiração para escrever o livro depois de um sonho em que um vampiro emergia do túmulo, além dos livros "Carmilla" (Sheridan Le Fanu, de 1872) e "The vampyre" (Polidori, de 1819). Mas os indícios mais fortes são de que o autor tenha se inspirado na biografia do rei Vlad Tepes - o empalador, que teria influenciado a criação do vampiro. Por outro lado, alguns especialistas acreditam que Stoker usou o comportamento dominante de sua esposa para dar a Drácula o poder de dominar as mulheres.
Bram Stoker continuou escrevendo e publicando livros depois de Drácula, mas nenhum outro obteve tanto sucesso quanto esse.
A história do Conde Drácula também foi diversas vezes adaptada para as telas do cinema, sendo a última em 1992, dirigida por Francis Ford Coppola.
No elenco estão nomes como Gary Oldman, Keanu Reeves, Anthony Hopkins e Winona Ryder. O filme foi indicado para o Oscar de 1993 na categoria melhor direção de arte, e levou a estatueta nas categorias melhor figurino, melhor maquiagem e efeitos sonoros.