terça-feira, 12 de março de 2013

Toda sua - resenha


"Eva Tramell tem 24 anos e acaba de conseguir um emprego em uma das maiores agências de publicidade dos Estados Unidos. Tudo parece correr de acordo com o plano, até que ela conhece o jovem bilionário Gideon Cross, o homem mais sexy que ela - e provavelmente qualquer pessoa - já viu. Gideon imediatamente se interessa por Eva, que faz tudo o que pode para resistir à tentação. Mas ele é lindo, forte, rico, bem-sucedido, poderoso e sempre consegue o que quer - Eva acaba se entregando. Uma relação intensa começa. O sexo é considerado por eles como incrível. Capaz de levar os dois a extremos a que jamais tinham chegado. E, então, eles se apaixonam - o que pode ser tanto a chave para um futuro feliz quanto a faísca que trará de volta os traumas do passado."

*** Há alguns spoilers ao longo da resenha.

Claro que esse livro seria amplamente comparado a "Cinquenta tons de cinza" (e eu só me interessei por ele por causa disso), por seu conteúdo sexual, com cenas descritas nos seus mínimos detalhes. A diferença aqui é que não existe ninguém puro e inocente como Anastasia: tanto Eva quanto Gideon (aliás, que nome horrível!) são experientes e cheios de traumas. Ela sofreu abuso sexual durante anos dentro da própria casa, e ele... bem, ainda não ficou muito claro o que aconteceu com Cross para que ele tenha tantos pesadelos a noite, mas parece que ele teve alguns problemas com a família e algumas experiências sexuais não consensuais.

Algumas coisas realmente lembram bastante a trilogia de E. L. James, mesmo que você tente desvincular as duas estórias e se concentre em ler esse livro, como por exemplo o cara lindo e podre de rico que fica ainda mais perfeito usando seus ternos feitos sob medida para seu corpo escultural, os pais separados da protagonista, os carros de luxo, as roupas de grife e, claro, muito, mas muito sexo (apesar de ainda não terem usado nenhum brinquedinho).

Mas o interessante na estória de Sylvia Day é que as coisas acontecem rápido, sem lenga-lenga. Assim que Gideon conhece Eva, ele deixa bem claro que quer transar com ela, que tenta de muitas formas se mostrar ofendida com a proposta , mas também está desejando a mesma coisa. Enfim, eles vão se acertando rapidamente, tanto sexual quanto emocionalmente, e passam a namorar de um jeito meio torto e confuso, mas o namoro existe, sem contratos ou quartos secretos.

Eva também tem um grande amigo, que a princípio é gay, depois é bissexual e pervertido, sem falar em auto-destrutivo e com um passado cheio de sofrimento e dor, o que não o fez ser menos bonito. Aliás, a autora dá muita ênfase à sua beleza estonteante, que deixa homens e mulheres com inveja. O legal é que ele não é apaixonado por Eva e eles não formam um triângulo amoroso onde um deles certamente vai se machucar no final (uhu!!!).

A protagonista, apesar de bem decidida, tem suas paranoias de vez em quando, como nas incontáveis cenas de ciúmes por causa das ex-namoradas de Gideon. Eva é uma maníaca sexual: está sempre pensando em sexo e sempre "pronta" para receber Cross, como eles dizem muitas vezes. Por ela ter sido estuprada durante a adolescência, ficou meio que sugerido que esse seu comportamento é desencadeado pelas agressões... talvez seja apenas uma opinião minha, mas acho que isso fica um tanto quanto implícito no decorrer dos fatos.

Para falar a verdade, não caí de amores pelo livro, como aconteceu com "Cinquenta tons de cinza", mas também não o achei ruim; é uma leitura agradável, dentro do possível. Como se trata de outra trilogia, o final fica em aberto, e nada se conclui, por isso, não consigo afirmar com certeza se a estória me conquistou inteiramente. Vamos esperar para saber o que acontece na continuação.

Toda sua
Sylvia Day
editora Paralela
280 páginas

segunda-feira, 11 de março de 2013

Douglas Adams

O homenageado de hoje no doodle do Google é o escritor Douglas Adams, autor da série "O guia do mochileiro das galáxias", que estaria completando 61 anos nessa data.


O escritor britânico, morto ao 46 anos por um ataque cardíaco, além de ser o autor da série mais badalada entre os nerds do mundo todo, também era roteirista da série de TV "Monty Phyton's Flying Circus", que foi ao ar na Inglaterra de 1969 a 1974. Até hoje o grupo Month Python faz sucesso com seus vídeos escrachados pela internet.


A estória de "O guia do mochileiro das galáxias" era inicialmente um programa de rádio, apresentado pelo próprio Adams, que foi ao ar pela primeira vez em 1978, e, bem mais tarde, foi transformada em livros.

A saga completa compõe-se de cinco volumes:
- O guia do mochileiro das galáxias
- O restaurante no fim do universo
- A vida, o universo e tudo mais
- Até logo, e obrigado pelos peixes
- Praticamente inofensiva


Todos os cinco livros são recheado de situações hilárias, que eram usadas pelo autor para ironizar a política e a burocracia, além de retratar com humor as pessoas e suas manias. Um sexto volume foi escrito por Eoin Colfer, autor da série "Artemis Fowl", após a morte de Adams, autorizado por sua família, chamado "And another thing...".

Mas para os fãs da série, esses detalhes são os menos importantes: eles adotaram como verdadeiros os símbolos usados por Adams na estória, como a toalha, que seria uma das coisas mais úteis para um mochileiro das galáxias. Na fantasia criada pelo autor, esse simples objeto do nosso dia a dia pode ser usado pelo mochileiro para se proteger do frio e da chuva, pode servir como venda para os olhos, no caso de precisar evitar olhar para alguma coisa (como atravessar alturas muito grandes ou se defender da terrível besta voraz de Traal - um animal muito burro que acredita que, quando a vítima não pode vê-lo, ele também não a vê). Além disso, a toalha também serve para forrar o chão, caso o viajante precise dormir ao relento, e até mesmo para se secar após um banho, se estiver limpa e seca.

A importância da toalha nos livros é tanta que foi criado o "Dia da toalha", em 25 de maio, para homenagear o autor depois de sua morte. Alguns fãs aventaram a possibilidade de se transferir essa data para 42 dias após o falecimento de Adams, também fazendo referência ao número que, nos livros, seria a resposta para "a vida, o universo e tudo mais". Nesse dia também é comemorado o "Dia do orgulho nerd", por ser a data de lançamento do primeiro filme da série "Star Wars", em 1977. Nesse dia, os fãs costumam carregar uma toalha para todos os lugares onde vão.


Outra frase que os fãs gostam muito é "Não entre em pânico", que aparece já na capa do primeiro livro. 

A série já teve várias adaptações, incluindo teatro, série de TV, jogo de computador e quadrinhos, além da versão para os cinemas, lançada em 2005:


Homenagens e referências à obra de Adams podem ser vistas em muitos lugares, como no desenho "South Park", onde o personagem Towlie sempre diz: "não se esqueça de trazer uma toalha", ou na música da banda Radiohead, "Paranoid Android", que foi criada com base no Marvin, o Androide Paranoide. A Nintendo também homenageou a série no jogo "GoldenEye 007", do Nintendo 64: era dado ao jogador multiplayer que tivesse menos mortes em uma partida o premio chamado "praticamente inofensiva", que é como a Terra é chamada no "Guia".

Marvin, o Androide Paranoide

A União Astronômica Internacional, um dia antes da morte de Adams, batizou o asteroide 18610 de "Arthurdent", em homenagem ao personagem principal da série.

O autor também gostava de música boa e de ajudar as pessoas, então, no seu aniversário de 42 anos, ele tocou violão em um concerto do Pink Floyd, como um presente para o amigo Dave Gilmour, que pediu para Douglas ajudá-lo a escolher o nome do próximo álbum da banda que estava quase finalizado. Em 94 o Floyd lançou "The division bell" e em retribuição à ajuda, o Gilmour doou 5 mil libras para uma instituição de caridade ajudada por Adams. Literatura e música juntas por um bem maior.

capa do álbum "The division bell"

Vivemos cercados por fatos criados por Douglas Adams em seu "Guia", mesmo que não saibamos disso: as referências estão nas artes, na ciência, na tecnologia, na cultura popular e, quem sabe, na cabeça do seu amigo ai ao lado... Não é a toa que o autor é até hoje cultuado e adorado por seus fãs ao redor do mundo.

Os livros são de leitura leve e simples, cheia de momentos engraçados e indicados para todas pessoas, em todas as idades, não só para os chamados nerds nem exclusivamente para os adolescentes. 


domingo, 10 de março de 2013

Caricaturas de escritores famosos

O site Estante Virtual, grande concentrador de sebos virtuais e físicos que fazem vendas pela internet, também mantém um blog, onde posta notícias e curiosidades literárias, além de novidades do universo dos livros. Numa dessas postagens encontrei essas caricaturas de vários escritores, que replico agora para vocês. As que mais gostei foram de Edgar Allan Poe e George Orwell. 

Quem ainda não conhece o site, clique aqui e descubra como como é fácil comprar seus livros direto dos sebos e com ótimos preços.

"Caricaturas interessantes e divertidas de alguns escritores

Ao escrever, nenhum autor é igual ao outro. Por mais que fossem chamados para escrever sobre um mesmo assunto e com os mesmos dados informativos, cada escritor o faria à sua maneira e aplicaria em sua história seus traços narrativos mais marcantes. Gabriel Garcia Márquez, por exemplo, poria elementos de seu realismo fantásticos, Castro Alves daria enfoque às possíveis questões sociais e João Guimarães Rosa criaria neologismos para expressar suas ideias. Agora imagine um texto onde esses traços da narrativa fossem exagerados e ganhassem um tom humorístico? Esse é o papel das caricaturas: exacerbar gestos, vícios, hábitos particulares e traços físicos de cada indivíduo. Por isso, mais divertido e esclarecedor do que conhecer alguém por fotos e vê-lo através das caricaturas. Muitas vezes, acabamos tomando conhecimento de traços bem íntimos da personalidade daquela pessoa. Reunimos abaixo caricaturas divertidas, interessantes e reveladoras de alguns escritores. Confira:"





publicação original em: http://www.estantevirtual.com.br/blogdaestante/2012/10/11/caricaturas-interessantes-e-divertidas-de-alguns-escritores/

quarta-feira, 6 de março de 2013

Ele é o cara #10

O cara de hoje é o autor Jeff Kinney. Por quê? Simplesmente porque ele escreveu a série de livros "Diário de um banana", o preferido de 9 entre 10 adolescentes atualmente.


Jeff além de escritor é cartunista e designer de games on line. Ele não fez tanto sucesso quanto J.K.Rowling quando começou a escrever "Harry Potter", mas seus livros são de grande importância na formação de novos leitores. É comum ver crianças e adolescentes carregando seus livros por aí e acompanhando as desventuras do personagem principal Greg, um menino comum que poderia ser qualquer um de nós.


Desde o lançamento do primeiro volume, "Diário de um banana" em 2007, Greg vem arrebatando fãs por vários países, inclusive aqui no Brasil, onde, graças aos céus, é possível ver cada vez mais jovens com um livro nas mãos, e isso só nos faz manter a crença na força da literatura e continuar espalhando esse gosto pela leitura por todos os lugares.

O protagonista da estória tem que encarar em seu dia a dia a difícil tarefa de conviver com seus irmãos Rodrick e Manny, seus pais, e seus colegas de escola. Além disso, ele ainda sonha em se tornar famoso e popular. Ele e seu melhor amigo Rowley enfrentam juntos esses desafios diários, ás vezes em situações embaraçosas e outras engraçadas, enquanto tentam terminar a sexta série. Em meio a essas aventuras, descobrimos que Greg é apenas um garoto comum, mas que acaba se tornando um herói um pouco diferente do normal, às voltas com as confusões da puberdade, essa fase tão difícil e conturbada da vida de todos nós.

Só por retratar as situações mais complicadas das vidas dos jovens de uma maneira bem humorada e que trás tudo para tão perto da realidade dos adolescentes, Jeff já merece nosso reconhecimento: escrever sobre a puberdade muita gente faz, mas falar desse assunto usando uma linguagem que o torne mais leve e conquiste tantos leitores poucas vezes aconteceu, e ele consegue fazer isso muito bem. Além disso, os livros são cheios de ilustrações feitas pelo próprio autor, que os deixam mais descontraídos e chamativos para os jovens leitores.


Para aumentar ainda mais a popularidade dos livros de Kinney, seu primeiro livro foi adaptado para os cinemas em 2010, tendo o jovem ator Zachary Gordon dando vida a Greg, que executou com perfeição sua tarefa.

A coleção completa de "Diário de um banana é formada por 7 livros: "Diário de um banana", "Diário de um banana: Rodrick é o cara", "Diário de um banana: a gota d'água", "Diário de um banana: dias de cão", "Diário de um banana: a verdade nua e crua", "Diário de um banana: casa dos horrores" e 'Diário de um banana - faça você mesmo".

Ainda não se convenceu de que Jeff Kinney é o cara? Que tal ler um de seus livros e entender do que estou falando? A leitura vale a pena, mesmo para quem já passou da adolescência.

E para quem é muito fã da série, vale a pena fazer uma visita ao site oficial clicando aqui.  

segunda-feira, 4 de março de 2013

Esse livro é para você

O site Livros só mudam pessoas sempre traz notícias interessantes sobre o universo literário, e também algumas ideias interessantes, das quais eu adoro tirar inspiração para os posts aqui do blog. Foi por lá que eu conheci o Tumblr "Eu te dedico", que é uma compilação de fotos, sempre enviadas por internautas, de livros autografados, que em geral são curiosos e bem criativos. Embaixo de cada foto tem a explicação do significado da dedicatória, além da tradução da letra, que nem sempre está legível. 

Gostei de muita coisa que li por lá e achei interessante replicar aqui a iniciativa, mostrando a vocês os meus livros autografados:


Esse é o livro "Clusters", com poemas escritos por meu professor Pedro Marques. Estive no lançamento do livro e foi muito divertido. A dedicatória diz o seguinte: "Para minha mais que querida Joana Poeta este livro em flores. com um beijo do Pedro Marques". Ele é um fofo, e os poemas são ótimos. Indico.


A segunda dedicatória que recebi também foi na noite de lançamento do livro do Paulo André, jogador do Corinthians, que escreveu "O jogo da minha vida". É uma quase-biografia que narra as aventuras e desventuras do atleta desde que decidiu seguir nessa carreira. O Paulo foi muito simpático, apesar de ter prometido que entraria aqui no blog para conhecer, mas acho que nunca chegou a fazê-lo (tudo bem, está perdoado, rs). A leitura é bem interessante e mostra um lado do esporte que quase ninguém conhece. Traduzindo: "Para Joana e Alexandre, um grande abraço do amigo corinthiano Paulo André".

Depois, na Bienal do Livro de SP, consegui os autógrafos da Thalita Rebouças (foram horas na fila em meio a centenas de pré-adolescentes todas loucas pela autora e com pilhas de livros nas mãos para serem beijados por ela! Me diverti muito com as meninas e adorei ver que ainda existem jovens leitores nesse país: era lindo admirar algumas meninas sentadas no chão do Anhembi com um livro aberto devorando as estórias da Thalita e esperando para conhecê-la):


E do Edson Rossatto, que tem um site muito legal, o "Cem toques cravados", onde ele cria nanocontos com cem toques cada um. Vale a pena passar por lá e conhecer o trabalho dele, tem muita coisa boa, cliquem aqui e se divirtam com os nanocontos.  Os contos também viraram livro, mas infelizmente eu não pude comprá-lo. 


"À Joana com um beijo do Edson Rossatto. Espero que goste! Beijos! Edson Rossatto!". Não sei se ele ficou tímido na hora do autógrafo, mas ele repetiu 2 vezes o próprio nome, e quando percebeu, riu muito!


O livro "Manfelos" que ganhei na promoção "Incentivo à literatura nacional no blog Lendo de Tudo  também veio autografado pelo autor, Rafael de Souza: "Deixe Freud a levar a Manfelos e ajude-o a desvendar os mistérios! Bem vinda ao início da saga Septem Signum".


Outro que ganhei foi numa promoção realizada pelo blog Enquanto escrevo um livro e outros blogs parceiros. "Cabra-cega" foi escrito por Sheila Mendonça e vocês podem ler a resenha clicando aqui.  
A dedicatória: "Querido leitor ou leitora, que você tenha uma leitura prazerosa cheia de diversos tipos de sentimentos com esse meu primeiro romance-suspense. O que posso garantir é que foi feito com muito amor e carinho pelas palavras. Parabéns por ter ganhado a promoção!"

E agora quero saber de vocês: quais os livros que têm autografados? Alguma história interessante? Espero que tenham gostado da ideia do Tumblr "Eu te dedico" e também se empolguem para compartilhar suas conquistas!

domingo, 3 de março de 2013

Li até a página 100 e... #8



Toda Sua
Sylvia day
editora Paralela
280 páginas

Post inspirado na ideia do blog Eu leio, eu conto.

Primeira frase da página 100:

"Sério? - Virei o vidro de cabeça para baixo e dei um tapinha no fundo." 

Do que se trata o livro?

Eva conhece por acaso um deus grego chamado Gideon Cross e, claro, se apaixona por ele. Mas se apaixonar não é o suficiente, ela só pensa em sexo, sexo, sexo. E para sua alegria, ele também! Assim, os dois vão se acertando, aos trancos e barrancos, entre uma sessão de sexo e outra de ciúmes, brigas e insegurança. 

O que está achando até agora?

Bom. Sem fazer muita comparação com outros livros do gênero, esse é mais "direto", digamos assim, rs.

Melhor quote até aqui:

Difícil escolher, pois não achei que nenhum merecia tamanho destaque, e a maioria deles é inapropriado para menores de idade, rs:

"O que seria de mim sem você, Cary Taylor?" "Gata - ele pôs a mão sobre meus ombros e apertou seu rosto contra o meu - isso você nunca vai saber". "Você está lindo, aliás." "Não estou?" Ele piscou para mim e deu um passo para trás, exibindo-se. À sua maneira, Cary era um duro concorrente para Gideon... em termos de aparência, é claro. Cary tinha feições mais delicadas, quase femininas em comparação à beleza bruta de Gideon, mas ambos eram homens maravilhosos, que faziam você querer olhar duas vezes e depois continuar olhando por puro deleite."

Algum personagem merece destaque?

A estória tem poucos personagens, além de manter sempre o foco em Eva e Cross (me recuso a ficar repetindo Gideon, achei o nome horrível!), a moça divide o apartamento com um amigo daquele tipo que toda mulher sonha em ter: Cary. 

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"Você não está me levando a sério. - Balancei a cabeça e dei outra mordida no sanduíche."