sexta-feira, 7 de março de 2014

Sexta de música #58 - Só mulheres



Amanhã é o Dia Internacional da Mulher e por isso a playlist do blog hoje é em homenagem a nós. Escolhi algumas das minhas cantoras preferidas para integrar essa lista, e algumas ainda ficaram de fora, se não, a seleção ficaria longa demais. Outro problema foi escolher uma música de cada uma delas, já que gosto de muitas, e algumas têm bastante significado pra mim. Como escolher apenas uma favorita de Rita Lee ou de Marisa Monte? Não dá. Então, tentei montar a playlist de uma forma que agrade a todos. 

Espero que curtam e que todas as minhas leitoras tenham um ótimo Dia da Mulher:


1. I'm just a girl - No Doubt
2. Dois - Fernanda Abreu
3. Infernal - Cássia Eller
4. Ando meio desligado - Marisa Monte
5. You know I'm not good - Amy Winehouse
6. No escuro - Pitty
7. Tatuagem - Marjorie Estiano
8. Vestido estampado - Ana Carolina
9. Pagu - Maria Rita
10. Luz del fuego - Rita Lee

E que tal um bonustrack? Com ela que é a rainha de todas as cantoras e está comigo durante toda a minha vida e também é mulher e mãe: Madonna!



quinta-feira, 6 de março de 2014

Carnaval literário: Amor impossível, possível amor - resenha


"Fernanda tinha certeza que morreria de dor depois que seu namorado secreto se mudou para o interior. Restaram pequenas lembranças e dispersas impressões. Ao tentar decifrar um enigma matemático - 'Tenho o dobro da idade que tu tinhas quando eu tinha a idade que tu tens. Quando tu tiveres a minha idade, ambos teremos noventa anos. Que idade eu tinha quando tu nasceste?' -, Fernanda estava, sem saber, mudando o rumo de sua vida. O que são as diferenças numéricas diante da intensidade dos sentimentos?"
Aqui podemos encontrar várias situações que, certamente, compõem a adolescência de muitas meninas: o primeiro amor secreto, a perda, a descoberta da importância da família, a rival na escola, a timidez, as dúvidas e a necessidade de encontrar alguém para amar.

Fernanda é uma garota bem comum, que mora numa pequena vila desde que nasceu e tem como melhor amiga a vizinha de frente, Clarissa. O irmão da amiga acaba se tornando seu amor platônico: ela adora Daniel à distância, guarda qualquer coisa que possa se tornar uma lembrança dele numa caixa embaixo da cama, e acredita que um dia ele possa nutrir por ela o mesmo sentimento. Até que um belo dia, a família da amiga se muda para uma cidade distante e ela perde de uma só vez a confidente e a primeira paixão.

Com apenas 14 anos a menina sente muita falta da amiga, e não consegue se abrir para novas amizades na escola. Além disso, o pai está muito doente, afastado do trabalho, o que o deixa muito deprimido, e precisa de um transplante que é muito caro, mas eles não têm condições de pagar.

Somando-se a isso, Fernanda está passando por aquela fase em que tudo é exacerbado: o amor, a dor, a timidez, o medo, as carências, enfim, ela se sente como toda adolescente da sua idade.

Sozinha e sem ter com quem compartilhar nada, ela vive entre adorar as lembranças que colecionou de Daniel e se preocupar com a situação do pai, que parece estar ficando cada vez mais macambúzio. Tudo isso faz com que ela acabe indo mal em matemática, e a mãe tenta encontrar um professor particular para ajudá-la.

É nesse meio tempo que se muda para a antiga casa de Clarissa uma senhora muito simpática e seu filho único, Bruno, que tem 28 anos e quase não fica em casa, pois passa a maior parte do tempo na faculdade. As mães se entendem e dão um jeito de Bruno dar aulas de matemática para Fernanda algumas noites na semana, quando ele estiver livre. E assim começa uma relação bonita entre os dois.

A princípio, Bruno se limita às tarefas de matemática, e Fernanda vai aos poucos pegando confiança em conversar com ele sobre outros assuntos. Assim, dia após dia, eles acabam se tornando bons amigos. Ela fala abertamente com ele sobre os problema de saúde do pai, e ele a conforta da maneira que pode.

Dessa amizade com o professor surge uma oportunidade para que pai de Fernanda faça a cirurgia que tanto precisa; Bruno consegue que um amigo de faculdade trate o problema do pai da menina e tudo se resolve. Essa parte do livro é bastante emocionante, pois fica claro a mensagem passada pelo autor de que precisamos dar valor à família. A mãe de Fernanda tem sacadas muito inteligentes e o leitor consegue sentir a angústia das personagens enquanto torcem para que tudo dê certo.
Como se não bastasse a aflição pela condição do pai, Fernanda ainda tem que lidar com a garota mais popular da escola, que, a princípio parecia sua inimiga, pois ficava provocando-a com a paixão que Fernanda sentia por Daniel, dizendo que o menino na verdade gostava dela e que nunca se interessaria por Fernanda. Essa menina é a típica adolescente que domina a escola com sua beleza, deixando todos os meninos aos seus pés. Ela sonha em ser modelo e já está encaminhada na profissão, tendo uma sessão de fotos marcadas para aqueles dias.

Eis que a menina some da escola e não dá notícia durante dias, o que preocupa Fernanda, que descobre que a sessão de fotos da colega não terminou como ela imaginava. Surpreendentemente, as duas se tornam amigas e dessa mudança surge mais uma lição: a amizade supera qualquer barreira.

Aos poucos, Fernanda vai percebendo que sua amizade por Bruno se transformou em amor, mas ela sabe que é impossível que eles tenham qualquer tipo de relação, já que ele tem o dobro da idade dela. Ela também nota que o professor está agindo de forma estranha e parece estar tentando evitá-la. Os dois se veem numa situação complicada, já que Bruno se acha velho demais para Fernanda, e a menina acredita que exatamente pela diferença de idade, ele nunca pensaria em namorar com ela.

O momento decisivo da trama é quando Bruno passa para Fernanda um enigma matemático para que ela resolva: Tenho o dobro da idade que tu tinhas quando eu tinha a idade que tu tens. Quando tu tiveres a minha idade, ambos teremos noventa anos. Que idade eu tinha quando tu nasceste? - a partir desse problema de lógica é que ambos começam a por pra fora tudo o que sentem um pelo outro.

O livro tem uma linguagem muito simples, e, apesar de ser classificado como infanto-juvenil, em alguns momentos ele é bem infantil, mas isso não dita o tom da narrativa. A profundidade dos personagens e a capacidade que o autor tem de nos fazer sentir tudo o que eles estão sentindo deixa a estória bastante envolvente, e não tem como um adolescente lê-la e não se identificar com pelo menos um momento ou dois.

Claro que é necessário levar em conta que ele foi escrito há muitos anos e a realidade era outra: ninguém tinha celular ou internet, TV em casa era apenas uma, e os vizinhos ainda confiavam uns nos outros, mantendo uma bonita relação de amizade e companheirismo. Indicado para todas as idades, mas, especialmente para os jovens que, com certeza, vão levar a experiência dessa leitura para toda a vida.

Amor impossível, possível amor
Pedro Bandeira
editora Moderna
120 páginas
nota do blog: 3.7
nota do Skoob: 3.9
compre pelos links: Submarino, Americanas, Saraiva ou Cultura 

Carnaval literário: A marca de uma lágrima - resenha



"Isabel, secretamente apaixonada por seu primo Cristiano, acaba vendo sua melhor amiga, Rosana, se envolver com ele e, para ajudar no relacionamento, escreve lindos versos de amor que um manda para outro como se fossem deles. Mas a morte da diretora da escola altera a vida de Isabel, que foi testemunha de uma cena suspeita e se sente ameaçada. A ideia da morte começa a tomar conta de seus pensamentos, enquanto seu coração se despedaça de amor por Cristiano."

Esse livro pode ser considerado como a porta de entrada das adolescentes da época para os livros de romance. Quando eu o li na escola, todas as meninas da minha faixa etária o liam e se apaixonavam pelos lindos poemas que a protagonista Isabel escrevia para seu amado Cristiano.

Numa festinha de aniversário Isabel reencontra o primo, depois de muito tempo, e se impressiona com a mudança do menino, que agora é quase um homem, e está muito bonito. Ela logo se encanta com ele e acredita que ele também está nutrindo sentimentos por ela. Um dos detalhes que chama a atenção de Isabel é a correntinha que Cristiano usa no pescoço e que na opinião dela o deixa ainda mais charmoso.

Para não ir sozinha à festa, ela convida sua melhora amiga, Rosana, que aceita lhe fazer companhia. Mas para tristeza de Isabel, Cristiano acaba se interessando por sua amiga, e dias depois, os dois começam a namorar.

Ainda na festa, Isabel está muito triste por perceber a aproximação de Rosana e Cristiano quando conhece um outro menino, Fernando, que é muio gentil com ela, mas por quem ela não tem a menor curiosidade. A menina está um pouco tonta por causa da bebida e acaba desmaiando no jardim, longe de todas as pessoas que estão dançando na festa. Em meio a seu entorpecimento ela vê o vulto de seu salvador e de uma correntinha pendurada em seu pescoço, o que lhe enche de alegria por pensar que seu amado Cristiano veio em seu socorro.

Enquanto os dias vão passando Isabel vai nutrindo seu amor por Cristiano e um sentimento de depressão que a acompanha o tempo todo. Os momentos em que isso fica mais claro é quando ela está em frente ao espelho e tem alguns diálogos com ele, imaginando que o espelho a chama de feia, gorda e a menospreza, afirmando que ninguém jamais poderia se interessar por ela.

A única forma que Isabel encontra para extravasar todos esses sentimentos confusos é escrevendo, e ela consegue passar para o papel suas dúvidas e seus medos em forma de poesia. E é esse seu dom que a coloca numa situação complicada.

Rosana está namorando Cristiano, mas não consegue mostrar que gosta mesmo dele. Então Isabel escreve um lindo poema, imitando a letra da amiga, e entrega ao primo, que lê e adora as palavras que supostamente vieram de sua namorada. Isso vai ficando cada vez mais frequente, já que Rosana sempre pede que a amiga lhe escreva novas cartas para Cristiano. Ao mesmo tempo em que Isabel coloca seus próprios sentimentos nas cartas, ela vai ficando cada vez mais deprimida por ajudar os dois a se aproximarem cada vez mais, com base nas palavras que ela queria dizer para o menino.

Algum tempo depois, Isabel é surpreendida por um pedido de Cristiano: ele sabe que ela escreve bem e quer que ela faça alguns versos para ele entregar a Rosana, já que a namorada sempre lhe escreve coisas tão lindas. Incapaz de negar um pedido do menino, Isabel passa a escrever as respostas das cartas de Rosana, como se fosse o próprio Cristiano quem as escrevesse. E essa confusão só faz com que a pobre Isabel fique cada vez mais triste.

Em meio a esse drama adolescente, ainda acontece a morte da diretora da escola, e Isabel, sem querer, se transforma na principal testemunha do crime: ela vê no laboratório uma pessoa com uma atitude suspeita, e que pode ter envenenado o bombom que matou a diretora. 

Essas situações vão martirizando Isabel. Ela não aguenta tanta depressão e decide que não quer mais viver: se ingerir comprimidos em excesso certamente vai morrer, e é isso que ela faz. Isabel toma diversos comprimidos e fica deitada na sala esperando a morte.

O final do livro é emocionante, e o autor consegue resolver tanto a desilusão amorosa de Isabel quanto o assassinato da diretora de forma surpreendente. 

Claro que é impossível ficar alheio aos poemas de Isabel, que são carregados de emoção e que refletem os sentimentos de muitas meninas nessa fase da vida: tímidas, não se acham bonitas o suficiente para serem amadas e inseguras quanto a sua capacidade de conquistar o menino que gostam.

Tenho certeza que todas as meninas que leem esse livro se enxergam, pelo menos um pouquinho, nos dramas vividos por Isabel. A menina também tem seu lado divertido, apesar de sentir tanta vontade de deixar de viver.

A marca de uma lágrima
Pedro Bandeira
editora Moderna
128 páginas
nota do blog: 3.8
nota do Skoob: 3.9
compre pelos links: Saraiva ou Cultura

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval literário: Pântano de sangue - resenha


"A turma dos Karas luta contra o crime organizado que está agindo no Pantanal de Mato Grosso, sob liderança do implacável Ente. Em um enredo fascinante, repleto de suspense do começo ao fim, os Karas envolvem-se na trama criminosa que leva à dramática destruição dos jacarés, dos índios e da natureza."

Os Karas estão de volta, e, dessa vez, numa aventura ainda mais arriscada que a primeira. Um professor do Colégio Elite é misteriosamente assassinado numa rua de São Paulo, e o responsável por sua morte faz a polícia acreditar que se trata apenas de mais um assalto seguido de morte, parte da violência da grande cidade. Mas o jovem Crânio, que não tem esse apelido à toa, pois é o melhor aluno da escola, não deixa a investigação terminar assim, e acaba descobrindo algumas pistas que o direcionam ao Pantanal.

Ao lado do corpo do professor havia uma pequena maleta com alguns slides. Crânio foi até a casa da vítima e falou com sua esposa, que lhe mostrou os slides das fotos tiradas pelo antigo professor. Todas estavam na ordem em que foram tiradas, mas no meio delas havia três que não se encaixavam na sequência, o que levantou as suspeitas de Crânio, que conhecia a mania de organização do professor.

Diante desse fato estranho, o líder dos Karas convoca uma reunião extraordinária e comunica ao grupo suas descobertas, e também avisa que quer investigar as circunstâncias do assassinato. Para descobrir o real motivo desse crime ele pretende ir até o Pantanal e refazer os passos do professor, de acordo com a ordem dos slides. Crânio acredita que ali deve haver alguma informação crucial para descobrirem quem assassinou o dono das fotos.

Os demais membros do grupo são contra a investigação particular de Crânio, mas o rapaz não muda de ideia, e parte para o Mato Grosso, onde tem uma tia muito rica que vai recebê-lo por alguns dias. Mas as coisas não saem como ele planejou e Crânio acaba caindo direto nas mãos dos maiores criminosos do Pantanal.

Miguel, Magri, Calu e Chumbinho vão com o detetive Andrade ao encontro de Crânio, já sabendo que algo deu errado, e eles passam a seguir algumas pistas deixadas pelo amigo, que levam ao misterioso chefe do crime organizado local, conhecido como Ente.

Entre planos que dão errado, sequestros e um grande segredo em torno do Ente, os cinco amigos vão entrando cada vez mais fundo no Pantanal e descobrindo que nem só de turismo vive a região.

Além da grande reviravolta do enredo, Pedro Bandeira também aproveita para passar um aviso aos leitores: é preciso cuidar da natureza enquanto ainda possuímos uma flora e uma fauna incomparável.

Pântano de sangue
Pedro Bandeira
editora Moderna
190 páginas
nota do blog: 3.5
nota do Skoob: 3.8

segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnaval literário: A droga da obediência - resenha


"Num clima de muito mistério e suspense, Os Karas enfrentam uma trama internacional macabra, que está testando uma perigosa droga em adolescentes dos melhores colégios de São Paulo. Essa droga pretende reduzir a humanidade inteira à obediência absoluta e aos desígnios do sinistro Doutor Q.I."

Na primeira aparição do grupo de amigos auto denominado Os Karas, conhecemos os jovens Calu, Crânio, Miguel, Magri e Chumbinho, alunos de um colégio particular de São Paulo, o Elite, e que, aparentemente, são apenas estudantes comuns, mas que se mostram muito corajosos e inteligentes, capazes de resolver grandes mistérios que nem a polícia consegue solucionar.

Um caso vem desafiando as autoridades da cidade: adolescentes desaparecem sem deixar rastros, e o único detalhe conhecido é que somem dois alunos de cada colégio renomado da cidade. Esses jovens nunca deram nenhum tipo de trabalho antes, sendo alunos exemplares e ótimos filhos, o que só aumenta a curiosidade da imprensa e da polícia.

No colégio Elite um menino sumiu, e seguindo o mesmo padrão, mais cedo ou mais tarde outro aluno irá desaparecer. É ai que entre o grupo dos Karas. Os meninos se reúnem no forro do ginásio da escola para tentar traçar um plano e impedir o sequestro de mais um jovem inocente. Calu, Crânio, Miguel e Magri já estão acostumados a trabalhar juntos resolvendo alguns enigmas - nada tão sério quanto agora - e têm até um código secreto para se comunicar. De repente eles descobrem que um menino bem mais novo que eles quer entrar para o grupo, e que já sabe de todos os detalhes sobre Os Karas, incluindo o local onde se encontram e até o código secreto.

Os três acabam cedendo à pressão de Chumbinho, mas pretendem apenas distraí-lo com pistas falsas enquanto investigam o caso realmente. Eis que, para surpresa do trio, é o pequeno Chumbinho quem fica cara a cara com o possível sequestrador de estudantes, e acaba sendo a sua próxima vítima.

Chumbinho é levado para um lugar estranho, afastado de tudo, sem nenhuma janela e muito bem guardado por seguranças armados, onde os outros jovens raptados estão servindo de cobaia para um homem misterioso, que está testando uma nova droga. Os meninos e meninas que já estão sob o efeito dessa droga agem como robôs, só fazendo o que lhes é mandado e sem ter nenhum tipo de emoção ou reação espontânea. Chumbinho se mostra muito esperto e consegue enganar os homens que trazem a droga não ingerindo o comprimido, e, assim, ele consegue ver e sentir tudo o que está acontecendo ali.

Enquanto isso, os outros Karas vão tentando descobrir o que aconteceu com o membro mais novo do grupo, que eles julgavam ser apenas um adolescente deslumbrado, mas que se mostra digno de fazer parte da turma. Ele deixou algumas pistas que só os Karas são capazes de decifrar, e com elas os meninos conseguem encontrar o local onde as cobaias estão, com a ajuda do detetive Andrade, que depois se tornará um amigo do grupo.

O homem misterioso por trás da droga da obediência é o Doutor Q.I., que pretende lançar no mercado esse comprimido que controla todo e qualquer sentimento dos adolescentes, fazendo com que eles não pensem por si mesmos nem tenham vontade própria. Ele quer assim controlar a mente das pessoas e fazer com que elas percam a noção de autopreservação, de medo e de dor, passando a ser super humanos, sem nenhum limite físico. Um mundo onde ninguém pensa, ninguém opina e faz tudo o que é mandado é o sonho de qualquer ditador maluco: não seria mais preciso enfrentar revoltas ou desobediências, e todos seriam submissos e passivos ao controle do ditador.

Os Karas conseguem invadir o laboratório Pain Control, onde a droga é fabricada e testada, e salvar todos os jovens que ainda estavam ali sob o domínio do malvado Doutor Q.I., que foge e por um curto período ainda mantém sua identidade em segredo. Até isso os Karas conseguem descobrir, e o detetive Andrade faz as prisões e dos envolvidos e elucida todo o caso.

"A droga da obediência" tem todos o elementos necessários para uma boa estória policial: um vilão malvado, um policial bom contra um ruim, planos bem traçados, perseguição e até um toque de romance. Talvez sejam essas características que tenham conquistado tantos leitores através dos anos, ou mesmo a forma como Pedro desenvolve sua narrativa, o fato é que todos os jovens que leem esse romance se encantam com Os Karas, e levam essa experiência para o resto de suas vidas.

A droga da obediência
Pedro Bandeira
editora Moderna
140 páginas
nota do blog: 4.9
nota do Skoob: 3.9
compre pelos links: Cultura ou Saraiva  

domingo, 2 de março de 2014

Carnaval literário - Pedro Bandeira

Olá leitores! Esse ano vamos driblar o carnaval falando um pouco sobre um dos maiores autores nacionais e algumas de suas obras voltadas para o público infanto-juvenil.


Não é fofo esse Pedro Bandeira? Um dia ainda vou apertar a mão dele e agradecer por ter feito parte da minha adolescência e ter ajudado a criar meu gosto pela leitura. Mas enquanto isso não acontece, vamos conhecer de sua carreira?

Ele tem 71 anos, 80 livros publicados, um Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, que ganhou em 1986 pelo livro infantil "O mistério de feiurinha", e um sorriso contagiante. É de sua autoria a série "Os Karas", que lhe deu visibilidade no meio literário, e cujo primeiro volume é "A droga da obediência", lançado pela primeira vez em 1984, que vem conquistando fãs até hoje, com 1,6 milhões de exemplares vendidos até 2012.


Os livros de Pedro já venderam mais de 23 milhões de cópias, por isso, ele é considerado o autor de literatura juvenil com o maior número de livros vendidos no Brasil. Imaginem se ele fosse indicado pelos professores para leitura paradidática no lugar de "Dom Casmurro" ou "Memórias de um Sargento de Milícias"!

O primeiro livro escrito por Pedro foi "O dinossauro que fazia au-au", e teve grande sucesso logo de cara. Nessa época, ele ainda trabalhava na Editora Abril, escrevendo para diversas revistas da rede, e ainda escrevia como free-lancer para outras editoras, publicando pequenas estórias em revistas de banca. 


Entre seus livros mais conhecidos estão "Alice no país da mentira", "A droga da obediência", "A droga do amor", "A marca de uma lágrima", "Amor impossível, possível amor", "Brincadeira mortal", "Droga de americana!", "Mais respeito, eu sou criança!", "O mistério da fábrica de livros", "Descanse em paz, meu amor", "O reizinho da estrada" e "Pântano de sangue".

Durante os próximos quatro dias vou postar para vocês algumas resenhas de livros do Pedro Bandeira que eu reli recentemente, e assim passaremos juntos mais um carnaval. Então acompanhem, comentem, quem sabe rola um sorteio no final da semana. Qual desses dois vocês preferem para sorteio?