Se a Joana não vai até o Pedro Bandeira, o Pedro Bandeira vem até a Joana! Explico: na Bienal de SP, por uma falha na minha organização, acabei perdendo a sessão de autógrafos com o autor de
"A droga da obediência", o que me deixou muito triste, pois era um dos meus maiores desejos conhecê-lo. Enfim, saí de lá chateada e com medo de não ter mais nenhuma oportunidade para chegar pertinho daquele que criou os personagens me acompanharam durante vários anos.
Dias depois, minha amiga Carol, do
blog Dramin, esteve na Bienal e conseguiu chegar até ele, e, carinhosamente, pediu que ele autografasse pra mim o ticket do bate papo. Fiquei muito feliz com o gesto dela, mas ainda assim, faltava vê-lo pessoalmente, de pertinho.
Ontem, graças aos céus, ele esteve em Campinas, divulgando seu novo livro,
"A droga da amizade", uma continuação da estória dos Karas, que aqueles personagens de quem eu falei agora há pouco, meus companheiros de ensino fundamental. E eu fui lá, realizar o sonho de conhecer o autor que eu carinhosamente apelidei de Pedroca.
O Pedro é uma graça, simpaticíssimo com todos, independente da idade - e tinha pessoas de várias gerações lá - com muitos de seus livros em mãos, uma beleza de imagem. Um garoto de 10 ou 11 anos, com a coleção dos Karas completa, e um rapaz, talvez da minha idade, com a primeira edição de "O mistério do feiurinha", o que chamou a atenção do próprio Pedro, que de longe viu o livro e comentou: "Esse é velho hein, primeira edição!"
Levei meu exemplar de
"Pântano de sangue" para o Pedro assinar, que é o segundo volume da série, e comprei o novo, que está com uma edição linda! Aliás, todos os livros dos Karas saíram em nova edição, cada um com a capa de uma cor diferente, que, juntos, podem deixar a estante ainda mais bonita ;)
Quando chegou a minha vez, fiquei emocionada com tanto carinho que ele dispensou comigo, assim como ele já tinha feito com cada pessoa antes de mim. Ele me deu um abraço apertado, ouviu as minhas histórias de leitura e autografou tudo que eu levei.
Também foi super bacana quando pedi para ele carimbar a minha mão com o símbolo dos Karas, e fiquei me sentindo um membro do grupo, assim como eu queria ser quando li
"A droga da obediência" pela primeira vez.
Pronto, sonho realizado, conheci o Pedro Bandeira e ele correspondeu a todas as minhas expectativas, com sua simpatia e simplicidade. Só não tive coragem de pedir para apertar as bochechas dele, porque achei muita petulância, rs. Mas saí de lá querendo que ele fosse meu avô fofo que nunca tive.
Agora é ler
"A droga da amizade" e voltar correndo aqui para contar para vocês se ele é bom.