sábado, 3 de janeiro de 2015

Top comentarista janeiro 2015


Sim leitores, finalmente aconteceu, temos um Top Comentarista!

Para manter um blog é super importante o retorno dos leitores, através de seus comentários. E como forma de agradecimento àqueles que estão sempre presentes, deixando sua opinião sobre o trabalho feito aqui, nada mais justo que um prêmio. Então, mensalmente, o leitor que mais comentar em nossos posts, receberá um livro, que será sempre anunciado no início do mês.

E o primeiro prêmio será...



"Extraordinário", de R. J. Palacio! Para participar basta seguir algumas regrinhas:

- Comentar nesta postagem com nome de seguidor, email válido e perfil no Facebook ou Twitter para validar sua participação. É importante que esses dados estejam corretos, pois serão usados para contato caso você seja o vencedor;
- Curtir a fanpage do blog no Facebook clicando aqui;
- E claro, comentar em todas as postagens do mês (exceto de sorteio).


Lembrando que:

  • Os posts de sorteios ou resultados de sorteios não valem para o TC;
  • Somente um comentário por post será validado, e ele precisa ser coerente com a postagem: não serão contabilizados comentários do tipo "gostei" ou "participando";
  • O ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil;
  • A promoção começa sempre no dia primeiro e vai até o último dia de cada mês. Mesmo que o post com o TC ainda não tenha sido publicado, valem comentários em postagens anteriores.
  • Se houver empate em número de comentários, o ganhador será definido por sorteio;
  • O ganhador será avisado por email e terá 72 horas para respondê-lo. O prazo para envio do prêmio é de 45 dias úteis, contados a partir da resposta do email, e o blog não se responsabiliza por perdas ou extravios por parte dos Correios;
  • O descumprimento de qualquer uma das regras resultará na eliminação do ganhador.


Boa sorte!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Sexta de música #81 - Megamente

Esse período de festas de final de ano trazem diversas maratonas de filmes e séries na TV fechada: são horas e horas de programação repetida, para aqueles que perderam seus programas preferidos ao longo ano, ou para aqueles que querem apenas ficar jogados no sofá vendo algo que os entretenha enquando se recuperam de alguns excessos.

Eu sou fã desse tipo de programação, pois adoro rever filmes que já assisti várias vezes, como Harry Potter, O senhor dos anéis ou Transformers. Ontem vi uma das minhas animações preferidas de todos os tempos, Megamente, que, além de ser muito divertida, tem uma trilha sonora incrível.


O filme é de 2010, produzido pela Dreamworks, e os dubladores dos personagens principais (no original em inglês) são Will Ferrell e Brad Pitt. Tendo como tema central a eterna disputa entre o bem e o mal, a animação mostra o vilão Megamente, que desde pequeno se sentia excluído de tudo por ser diferente, e que descobre que é bom em ser mal, e o herói Metroman, o protetor da cidade e eterno rival de Megamente. Entre os dois, a repórter Rosane Rocha, que sempre é sequestrada por Megamente para ser salva por Metroman, até que um dia, o salvador da mocinha se cansa dessa dinâmica e sai de cena, deixando a cidade e a população nas mãos do malvado azul.

Com um toque de comicidade e frases memoráveis, o filme diverte a crianças e adultos, talvez até mais aos adultos, que podem acompanhar com mais facilidade algumas piadas, além de aproveitar as músicas, que são parte muito importante do enredo.


A trilha sonora foi produzida por Lorne Balfe e Hans Zimmer, esse último, ganhador de Oscar e responsávela penas pelas músicas em Batman, cavaleiro das trevas, Superman e A origem, então só podia dar em coisa boa!

A playlist é recheada de clássicos do rock, e faz qualquer pessoa que viveu os anos 80 e 90 vibrar enquanto assiste ao filme:


1. Back in black - AC/DC
2. Crazy train - Ozzy Osbourne
3. A little less conversation - Elvis Presley
4. Welcome to the jungle - Guns'n'Roses
5. Bad - Michael Jackson
6. Highway to hell - AC/DC
7. Bad to the bone - George Thorogood and the Destroyers
8. Lovin' you - Minnie Riperton
9. Alone again - Gilbert O'Sullivan


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Novidades para 2015!

Olá leitores! Olha quem chegou, 2015! rsrsrs. Como todo início de ano, fazemos promessas e resoluções, algumas factíveis, outras nem tanto. E aqui não poderia ser diferente, tenho várias ideias para posts esse ano, e espero que vocês curtam ;)


Algumas colunas fixas vão voltar, e quero falar mais sobre séries e filmes, além de manter um conteúdo atualizado sobre livros: lançamentos, promoções, resenhas, perfis de nossos personagens preferidos, tudo o que vocês gostam!

Atendendo a vários pedidos, nosso colaborador, João Oliveira, vai retornar em breve com seus comentários sobre HQs.

E a melhor de todas as notícias: teremos um top comentarista!!!!!! Isso mesmo, quem mais comentar, vai ganhar um livro no final de cada mês, começando em janeiro.

Já começando o ano com o pé direito, entrei em dois desafios, um de leitura, que vai durar o ano todo, e um fotográfico, com duração de 30 dias:



O Book Photographer foi criado pelas meninas do blog Antes das Cinco, e consiste em fotografar um determinado livro por dia, conforme as instruções acima, e postar no Instagram. Já participei em outubro de um desafio como esse, e foi muito divertido, por isso, resolvi  tentar mais uma vez.



E como fui um fracasso nos desafios de leitura anteriores, decidi entrar nesse, que parece mais tranquilo, já que o prazo é bem longo e dá pra ir encaixando tranquilamente as leituras em cada categoria. Quem me indicou foi a Domenica, colaboradora do Leitor Cabuloso, e eu também vi no Facebook do Kaio, meu parceiro do Os Dragões de Fogo.

Conto com a participação de todos os meus queridos leitores no TC, e espero vê-los sempre por aqui, lendo, comentando e ajudando a divulgar nossos posts.

E feliz ano novo a todos!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O presente de Natal de J. K. Rowling para os fãs de Harry Potter #5

Finalmente chegamos ao último texto que J. K. Rowling deu de presente de Natal para os fãs de Harry Potter. Aqui ela fala um pouco sobre "A Ordem de Merlim", prêmio recebido por Dumbledore. Lembrando que o texto foi publicado originalmente no Pottermore, e traduzido pela equipe do Armada Escrita (que, aliás, todo potterhead deve conhecer!).


- Sobre a Ordem de Merlim:

"A Ordem de Merlim é um prêmio dado à bruxas e bruxos que realizaram grandes feitos para o mundo bruxo. Existem três categorias para o prêmio: Primeira Classe, Segunda Classe e Terceira Classe.
A Ordem de Merlim (às vezes abreviado por O.M.), é premiado pela Wisengamot, uma organização que antecede o Ministério da Magia e atualmente funciona como uma combinação de corte e parlamento. A Ordem compreende uma elegante medalha sobre uma fita verde (Primeira Classe), fira roxa (Segunda Classe) ou fita branca (Terceira Classe).
A Ordem de Merlim, celebrando o bruxo mais famoso de seu tempo, tem premiado desde o século XV. Uma lenda diz que a fita verde, que sustenta a Ordem de Primeira Classe, é para simbolizar a casa de Hogwarts a que Merlim pertenceu.
A Ordem de Primeira Classe é dada ´por ilustres atos de bravura e distinção' mágicos, o de Segunda Classe é dado por 'realização ou esforços além do comum', e o de Terceira Classe é dado para aqueles que 'contribuiram para nosso abastecimento de conhecimento e entretenimento'.
Como frequentemente acontece com um prêmio tão cobiçado, os favoritos do Ministério da Magia tendem a receber a Ordem de Merlim, especialmente as classes mais altas, com mais frequência do que se pode esperar. Enquanto ninguém foi contra quando Albus Dumbledore recebeu sua O.M. (Primeira Classe) por derrotar o bruxo das trevas Grindewald, houve um considerável burburinho na comunidade bruxa quando Cornelius Fudge, Ministro da Magia, premiou a si mesmo com uma O.M. (Primeira Classe), por uma carreira que muitos consideravam menos que significante. Outros poucos da alta classe que receberam um prêmio dignamente incluem Arcturus Clack, avô de Sirius Black, que acreditaram veementemente ter emprestado uma grande quantia de ouro ao Ministério."

É isso leitores, as novidades acabam aqui, mas se vocês querem saber, eu acredito que a partir desses pequenos textos e reflexôes, Rowling vai criar muito mais coisas dentro do universo HP, e nós não vamos parar de ler coisas novas por um bom tempo. Alguém está reclamando? Eu não, rsrs.

E não posse deixar de agradecer a todos vocês que me acompanharam durante esse ano, lendo, comentando, ajudando a divulgar esse trabalho que é feito com tanto carinho. Vou aproveitar esses últimos dias de 2014 para descansar um pouco e dar descanso para vocês também. Volto na primeira semana de janeiro, com mais novidades. Feliz ano novo a todos!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O presente de Natal de J. K. Rowling para os fãs de Harry Potter #4

Olá leitores! Espero que o Papai Noel tenha lhes trazido ótimos presentes e muitos livros!

Mais dois contos publicados no Pottermore foram traduzidos pelo pessoal do Armada Escrita, que falam sobre Draco Malfoy, com detalhes de sua vida que ainda não conhecíamos. Eles foram publicados em duas partes, porque ficou muito extenso, mas nesse post vou reproduzir o texto completo. Por isso, o último conto vai ficar para amanhã, não percam!


- Draco Malfoy - parte 1:

"Nascimento: 5 de junho
Varinha: espinheiro alvar e pelo de unicórnio, dez polegadas, flexível
Casa de Hogwarts: Sonserina
Parentesco: mãe bruxa, pai bruxo

Draco Malfoy cresceu como filho único no feudo Malfoy, a mansão magnífica em Witshire que esteve em posse de sua família por séculos. A partir do momento em que começou a falar, esteve claro para ele que era triplamente especial: em primeiro lugar como bruxo, em segundo como um sangue-puro, e em terceiro como membro da família Malfoy.
Draco foi criado numa atmosfera de pesar por Lord Voldemort não ter conseguido assumir o controle dda comunidade bruxa, embora tenha sido lembrado prudentemente de que tais sentimentos não deveriam ser expressos não fosse dentro do pequeno círculo familiar ou amigos próximos, senão o papai arranjaria confusão. Na infância, Draco se relacionou principalmente com os filhos dos amigos íntimos de seu pai, ex Comensais da Morte, portanto, já chegou à Hogwarts com um bando de amigos feitos, incluindo Theodore Nott e Vicent Crabble.
Assim como qualquer criança da idade de Harry Potter, Draco ouviu histórias sobre O menino Que Sobreviveu durante sua infância. Por anos, muitas teorias diferentes circularam sobre como Harry sobreviveu ao que deveria ter sido um ataque mortal, e o que mais persistiu foi que Harry deveria ser um grande bruxo das trevas. O fato de ele ter sido tirado da comunidade bruxa pareceu (para os pensadores ávidos) sustentar essa ideia, e o pai de Draco, o astuto Lucio Malfoy, foi o mais ávido em aderir tal teoria. Foi confortável para ele, Lucio, pensar que poderia estar prestes a ter uma segunda chance de dominar o mundo, caso este garoto Potter provasse ser outro, e grande, defensor do sangue-puro. Portanto, foi sabendo que ele não faria nada que seu pai desaprovasse e na esperança de poder transmitir boas notícias para casa, que Draco Malfoy estendeu a mão a Harry Potter quando percebeu quem estava no Expresso Hogwarts. A recusa da proposta amigável de Draco por parte de Harry, e o fato de que ele já havia formado laços com Rony Weasley, do qual a família era contrária aos Malfoy, ocasionou seu primeiro desagrado. Draco percebeu, devidamente, que a grande esperança dos ex Comensais da Morte - a de que Harry Potter era outro, e melhor, Voldemort - era completamente infundada, e a inimizade mútua entre os dois é assegurada a partir desse momento."

- Parte 2:

Muito do comportamento de Draco na escola foi modelado sobre a pessoa mais impressionante que ele conhecia - seu pai - e ele copiou fielmente o jeito frio e desdenhoso de Lucio com as pessoas fora de seu círculo íntimo. Tendo recrutado seu segundo homem de confiança (com Crabble já estando na posição antes de Hogwarts) no trem para a escola, a imposição menos física que Malfoy impôs sobre Crabble e Goyle foi a combinação de escudeiro e guarda-costas durante seus seis anos escolares.
Os sentimentos de Draco em relação a Harry eram, na maioria do tempo, inveja. Embora nunca tenha pedido por fama, Harry era inquestionavelmente a pessoa mais falada e admirada na escola, e isso naturalmente abalou um garoto que foi levado a acreditar que ele ocupou uma posição quase nobre dentro da comunidade bruxa. Para acrescentar, Harry era mais talentoso em voar, a única habilidade com a qual Malfoy esteve confiante que brilharia em seus primeiros anos na escola. O fato de o professor de Poções, Snape, ter uma agradável preferência por Malfoy, e desprezar Harry, era uma leve compensação.
Draco recorreu a diversas táticas sujas em sua busca perpétua de irritar Harry, ou desacreditá-lo em frente a outras pessoas, mas não limitado a isso, contar mentiras sobre ele para a imprensa, fabricar emblemas insultantes para usar, tentativas de enfeitiçá-lo pelas costas, e vestir-se como um Dementador (para o qual Harry mostrou-se particularmente vulnerável). No entanto, Malfoy teve seus próprios momentos de humilhação nas mãos de Harry, especialmente nas partidas de Quadribol, sem nunca se esquecer da vergonha de ter sido transformado num furão orgulhoso por um professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Enquanto muitas pessoas pensaram que Harry Potter, que testemunhou o renascimento do Lorde das Trevas, era um mentiroso ou que fantasiava, Draco Malfoy era um dos únicos que sabia que Harry dizia a verdade. Seu próprio pai sentiu sua Marca Negra queimar, e voou para reunir-se com o Lorde das Trevas, testemunhando o duelo entre Harry e Voldemort no cemitério.
As discussões desses eventos na Mansão Malfoy aumentaram as sensações conflituosas em Draco Malfoy. Por um lado, ele estava emocionado pelo segredo do retorno de Voldemort, e pelo que seu pai sempre descreveu como o período de glória de sua família havia voltado de uma vez pro todas. Por outro lado, os sussurros a respeito da maneira com que Harry escapou, novamente, na tentativa do Lorde das Trevas de matá-lo, causou em Draco mais pontadas de raiva e inveja. Por mais que os Comensais da Morte não gostassem de Harry como um obstáculo ou um símbolo, ele era discutido seriamente como um adversário, ao passo que Draco ainda era relegado ao status de 'garoto da escola' pelos Comensais da Morte que o encontravam na casa de seus pais. Embora estivessem em lados opostos na batalha, Draco sentiu inveja do status de Harry. Ele se animava pensando no triunfo de Voldemort, vendo sua família honrada sob um novo regime, e ele mesmo glorificado em Hogwarts como o importante e impressionante filho do braço direito de Voldemort.
A vida na escola deu uma reviravolta no quinto ano de Draco. Embora proibido de discutir em Hogwarts sobre o que tivesse ouvido em casa, Draco tomou prazer em triunfos mesquinhos: ele era um Monitor (e Harry não era), e Dolores Umbridge, a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, parecia detestar Harry tanto quanto ele. Ele tornou-se um membro do Pelotão Inquisitorial de Dolores Umbridge, e fez de seu interesse descobrir o que Harry e um bando de alunos descrepantes estavam fazendo, enquanto eles formaram e treinaram, em segredo, como  uma organização proibida, a Armada de Dumbledore. No entanto, no momento crucial de triunfo, quando Draco encurralou Harry e seus camaradas, e pareceu que Harry seria expulso por Umbridge, Harry escorregou por entre os seus dedos. Pior ainda, Harry conduziu a frustrante tentativa de Lucio Malfoy em tentar matá-lo, e o pai de Draco foi capturado e mandado para Azkaban.
O mundo de Draco desmoronou. De terem estado, como ele e seu pai acreditavam, à beira do autoritarismo e prestígio como eles nunca estiveram antes, seu pai foi levado da família e aprisionado, bem longe, naterrível prisão bruxa guardada por Dementadores. Lucio tinha sido o modelo e herói de Draco desde o nascimento. Agora, sua mãe e ele eram pários entre os Comensais da Morte; Lucio era falho e desacreditado aos olhos do furioso Lorde das Trevas.
A existência de Draco foi reclusa e protegida até esse ponto; ele havia sido um garoto privilegiado com pouco a atormentá-lo, seguro de seu status no mundo e com a cabeça cheia de preocupações insignificantes. Agora, com seu pai longe e sua mãe perturbada, Draco tinha de assumir a responsabilidade de um homem.
O pior ainda estaria por vir. Voldemort, em busca de punir Lucio Malfoy, ainda longe pela captura remendada de Harry, pediu que Draco realizasse uma tarefa tão difícil que ele certamente falharia - e pagaria com sua vida. Draco teria de assassinar Alvo Dumbledore - como, Voldemort não se deu ao trabalho de dizer. Draco deveria ser deixado com suas próprias iniciativas e Narcisa adivinhou, corretamente, que havia uma armação para seu filho falhar armada por um bruxo desprovido de pena e que não poderia tolerar falhas.
Furioso com o mundo que subitamente pareceu ter se voltado contra seu pai, Draco aceitou por completo ser membro dos Comensais da Morte e concordou em realizar o assassinato ordenado por Voldemort. No início, cheio de desejo de vingança e de ter o pai de volta pelo favor de Voldemort, Draco mal compreendeu o que lhe foi pedido. Tudo o que ele sabia era que Dumbledore representava tudo o que seu pai aprisionado não gostava; Draco, com bastante facilidade, convenceu a si mesmo de que ele, também, achava que o mundo seria um lugar melhor sem o diretor de Hogwarts, em torno do qual a oposição de Voldemort sempre se reuniu.
Escravo da ideia de que era um verdadeiro Comensal da Morte, Draco partiu para Hogwarts com um ardente senso de propósito. Gradualmente, no entanto, enquanto ele descobria que sua tarefa era bem mais difícil do que havia previsto, e após ele ter chegado próximo a assassinar acidentalmente outras duas pessoas em vez de Dumbledore, os nervos de Draco começaram a falhar. Com a ameaça de injúria contra ele e sua família em suas mãos, ele começou a perder o controle sob a pressão. As ideias que Draco tinha a seu respeito, e seu lugar no mundo, estavam desintegrando. Toda sua vida, ele idolatrou um pai que advogou violência e não temia em usá-la, e agora que seu filho descobriu em si mesmo um desgosto por matar, ele sentiu-se um fraco vergonhoso. Ainda assim, ele não poderia livrar-se de sua condição: ele negou repetidas vezes a ajuda de Severus Snape, pois ele temia que Snape tentasse roubar sua glória.
Voldemort e Snape substimaram Draco. Ele provou-se adepto à Oclumência (a arte mágica de repelir tentativas de ler a mente), o que era essêncial para o trabalho secreto que tinha assumido. Após duas tentativas falhas de tirar a vida de Dumbledore, Draco teve êxito em seu engenhoso plano de trazer Comensais da Morte para dentro de Hogwarts, resultando no fato de Dumbledore ter sido, realmente, morto - embora não pelas mãos de Draco.
Mesmo defronte à um Dumbledore fraco e desarmado, Draco encontrou-se incapaz de entregar 'ocupe de gracê' (algo como 'presente', o ato final, no contexto) porquê, apesar de si mesmo, ele foi tocado pela bondade e pena de Dumbledore, pela sua tentativa de ser um assassino. Snape em seguida cobriu Draco, mentindo a Voldemort sobre a prévia baixa da varinha de Draco para sua aparição no topo da Torre de Astronomia; Snape engatizou a habilidade de Draco em introduzir os Comensais da Morte à escola, e encurralando ele mesmo Dumbledore à morte.
Quando Lucio foi libertado de Azkaban logo mais tarde, a família foi autorizada a retornar à Mansão Malfoy com vida. No entanto, agora eles eram completamente desacreditados. Dos sonhos do mais alto status sob o novo regime de Voldemort, eles se encontraram na mais baixa categoria de Comensais da Morte; fracos e falhos, a quem Voldemort era irrisório e desdenhoso dali em diante.
Draco mudara, embora ainda conflituoso, a personalidade revelada em suas ações durante o restante da guerra entre Voldemnort e aqueles que tentavam pará-lo. Embora Draco não tivesse se livrado da esperança de devolver à família a antiga alta posição, sua inconveniente consciência despertada levou-o a tentar - meio indeciso, talvez, mas indiscutivelmente o melhor naquelas circunstãncias - a salvar Harry de Voldemort quando fora capturado e arrastado para a Mansão Malfoy. Durante a batalha final em Hogwarts, no entanto, Malfoy fez outra tentativa de capturar Harry e assim salvar o prestígio de seus pais, e possivelmente suas vidas. Se ele mesmo poderia ter entregado Harry é outra questão; eu suspeito que, como na sua tentativa de matar Dumbledore, ele teria descoberto novamente que causar a morte de outra pessoa é na verdade bem mais difícil na prática do que na teoria.
Draco sobreviveu ao cerco de Voldemor em Hogwarts porque Harry e Rony salvaram sua vida. Após a batalha, seu pai escapou da prísão por ter provido evidências contra os colegas Comensais da Morte, ajudando a garantir a captura de muitos dos seguidores de Lord Coldemort que fugiram para se esconder.
Os eventos dos últimos anos da adolescência de Draco mudaram sua vida para sempre. Ele teve suas crenças com as quais cresceu questionadas da forma mais assustadora; ele experimentou terrot e desespero, vendo seus pais sofrerem por suas alianças, e testemunhou o desmoronamento de tudo que sua família acreditou. Pessoas pelas quais Draco foi educado, ou ensinado, a odiar, como Dumbledore, lhe ofereceram ajuda e baondade, e Harry Potter deu a ele sua vida. Após o evento da segunda guerra bruxa, Lucio encontrou seu filho carinhoso como nunca, mas negando-se a seguir a mesma linha sangue-puro.
Dravo casou-se com a irmã mais nova de um colega da Sonserina, Astoria Greengrass, que passou por uma similar (embora menos violenta e assustadora) conversão de sangue-puro para um ponto de vista mais tolerante, foi considerada por Narcisa e Lucio um desapontamente como nora. Eles tinha tido grandes esperanças de uma garota a qual a família fosse destaque na 'Scared Twenty Eight', mas como Astoria recusou-se a criar o neto Scorpius na crença de que Trouxas eram escória, reuniões em família eram muitas vezes cheias de tensão."

- Reflexões de Rowling:

No ínício da série, Draco é, em quase todo o tempo, um arquétipo valentão. Com a inquestionável crença em seu próprio status superior de que foi ensinado pelos pais sangue-puro, ele inicialmente oferece a Harry amizade na presunção de que a oferta precisa apenas ser feita para ser aceita. A riqueza de sua família está em contraste com a pobreza dos Weasley; isto, também, é uma fonte de orgulho para Draco, embora as referências do sangue Weasley seja, idênticas às dele;
Todo mundo reconhece Draco porque todo mundo já conheceu alguém como ele. Tais pessoas que acreditam em seua próprias superioridades podem ser irritantes, ridículas ou intimidadoras, dependendo das circunstâncias de quem os encontra. Draco tem êxito em provocar todos esses sentimentos em Harry, Rony e Hermione, uma vez ou outra.
Meu editor britânico questionou o fato de Draco ser tão talentoso em Oclumência, que Harry (por toda sua habilidade em produzir um patrono tão jovem) nunca dominou. Eu argumentei que era perfeitamente consistente para o caráter de Draco conter emoções, compartimentalizar, e negar partes essenciais de si mesmo. Dumbledore diz a Harry, no fim de 'A ordem da fênix', que é parte essencial de sua humanidade o fato de ele sentir tanta dor; com Draco, eu estava tentada a mostrar que a negação da dor e a supressão de conflitos internos podem apenas levar a uma pessoa machucada (quem é muito mais favorável em causar danos a outra pessoa).
Draco nunca percebe que ele se torna, pela maior parte de um ano, o verdadeiro dono da Varinha das Varinhas. Não percebe também, parte pro causa de o Lorde das Trevas ser hábil em legilimência, e ele o teria matado num piscar de olhos se tivesse pressentido a verdade, mas também, sem contar sua consciência dissimulada, por Draco permanecer preso à todas as tentações que ele foi ensinado a admirar - violência e poder incluídos.
Sinto pena de Draco, assim como sinto pena de Duda. Ser criado pelois Malfoys ou pelos Dursleys seria uma experiência prejudicial, e Draco é julgado terrivelmente como resultado direto dos princípios desorientados de sua família. No entanto, os Malfoy têm, sim, uma graça que pode ser salva: eles se amam. Draco é motivado tanto pelo medo de acontecer algo a seus pais, quanto a ele mesmo, enquanto Narcisa arrisca tudo no fim de 'As relíquias da morte' e mente para Voldemort, dizendo que Harry está morto, apenas para chegar a seu filho. Por tudo isso, Draco permanece como uma pessoa moralmente dúbia nos sete livros publicados, e eu tenho frequentemente comentado sobre quão incomodada tenho ficado pelo número de garotas que se apaixonaram particularmente por esse tipo de personagem (embora eu não tire os créditos da atração de Tom Felton, que interpreta Draco Malfoy brilhantemente nos cinemas e, ironicamente, é uma das pessoas mais legais que você pode encontrar). Draco tem todo o glamour de um anti-herói; garotas são aptas a romantiza com tais pessoas. Tudo isso me deixou na invejável posição de derramar um frio senso comum nos fogosos devaneios das leitoras, como disse a elas, preferindo severamente que Draco não estivesse escondendo um coração de ouro debaixo daquele sarcástico e preconceituoso, e que não, ele e Harry não estavam destinados a acabar melhores amigos.
Eu imaginei que Draco cresceu para conduzir uma versão modificada da existência de seu pai; independentemente da riqueza, sem nenhuma necessidade de trabalhar, Draco vive na Mansão Malfoy com sua esposa e seu filho. Eu vejo em seus  passatempos a confirmação posterior de sua natureza dúbia. A coleção de artefatos das Trevas soam na história de sua família, embora ele os mantenha em caixas de vidro e não os use. No entanto, seu estranho interesse em manuscritos alquimistas, do qual ele nunca tentou fazer uma Pedra Filosofal, sugere algo além de riqueza, talvez até o desejo de ser um homem melhor. Eu tenho grandes esperanças de que ele criará Scorpius para ser um Malfoy muito mais bondoso e tolerante do que ele foi em sua juventude.
Draco teve muitos sobrenomes antes de eu estabelecer 'Malfoy'. Em vários momentos nos mais recentes rascunhos ele é Smart, Spinks ou Spunge. Seu nome cristão vem da constelação - o dragão - e o núcleo de sua varinha é de unicórnio.
Isso foi simbólico. Essas são, depois de tudo - e correndo o risco de reacender fantasias doentias - algumas bondades do coração de Draco trazidas à tona."


Se você leu até aqui, parabéns! Esse texto é imenso, rsrsrs. Não deixe de ler amanhã o último conto que Rowling escreveu como presente de Natal para os fãs da série Harry Potter.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O presente de Natal de J. K. Rowling para os fãs de Harry Potter #3

Continuando a saga de novos textos de J. K. Rowling, neste post vou reproduzir um conto em que ela fala sobre Snape e vampiros, e outro sobre os Inferi, onde cita ninguém menos que o rei do pop, Michael Jackson. Os textos foram traduzidos pela equipe do Armada Escrita:


- Sobre Snape e os vampiros:

"Embora vampiros existam no mundo de Harry Potter, como mostrados pela literatura que Harry e seus amigos estudam em Defesa Contra as Artes das Trevas, eles não representam parte significativa na história. O mito vampiresco é tão rico, e tem sido explorado tanta vezes na literatura e no cinema, que senti que teria pouco a acrescentar a essa tradição. De todo modo, vampiros são a tradição na Europa Oriental, e no geral, ao criar adversários para Harry Potter, eu tentei extraí-los da mitologia e do folclore britânico. Além de passagens mencionadas, portanto, o único vampiro que Harry encontra nos livros é Sanguini em Enigma do Príncipe, que faz uma fraca aparição cômica na festa.
Olhando recentemente nos meus blocos de notas, no entanto, descobri que na minha mais recente lista de personagens, houve um professor vampiro zé-ninguém que eu esqueci, chamado 'Trocar'. Um 'Trocar' é um penetrante dardo pontiagudo inserido nas artérias e nas cavidades para extração de fluídos do corpo, então achei um nome bastante apropriado para um vampiro. Evidentemente eu não pensei muito nele como um personagem, pois ele desapareceu completamente das minhas anotações.
Por muito tempo houve um rumor persistente de que Snape era um vampiro. Enquanto era verdade de que ele tinha uma palidez nada saudável, e ás vezes é descrito olhando como um morcego em sua longa capa preta, ele nunca realmente transformpu-se em um morcego, nós o encontramos fora do castelo durante a luz do dia, e nenhum cadáver com marcas de perfurações no pescoço jamais apareceu em Hogwarts. Em resumo, Snape não é outro vampiro como 'Trocar'."



- Os Inferi:

"Inferi são cadáveres; corpos mortos que foram encantados para cumprirem a ordem de um Bruxo das Trevas. Inferi podem ser homens, mulheres ou crianças, e tem olhos sugados e cegos e pele gelada.
Um Inferius (Inferi, no plural) é um cadáver que foi reanimado por uma maldição de um bruxo das trevas. Eles se tornam um fantoche macabro, e pode ser usado como um servo imprescindível pelo bruxo em questão. O sinal mais óbvio de que alguém está encarando um Inferius a um ser humano são os claros e nebulosos olhos. Os feitiços usados para reanimar um corpo são bem mais complexos que aqueles usados, por exemplo, para fazer objetos inanimos voarem. O Inferius deve ser amaldiçoado para responder letalmente caso perturbado, matar indiscriminadamente, e comprometer-se a tarefas perigosas pelos seus mestres. Suas limitações são, no entanto, óbvias; não tem vontades e juízo por conta própria, e não serão capazes de pensar sozinhos uma maneira de livrar-se de um problema imprevisto. Como um guerreiro ou guardião sem qualquer consideração para com sua segurança, no entanto, tem vários atributos. Os Inferi que Harry e Dumbledore encontram no abismo do lago em 'Harry Potter e o Enigma do Príncipe' eram, quando vivos, na maioria mendigos, trouxas sem teto que Voldemort assassinou para o propósito durante sua primeira ascensão ao poder, embora alguns fossem o restante dos bruxos ou bruxas mundanos que 'desapareceram' sem explicação. Preservados indefinidamente por Magio Negra, um Inferius apenas pode ser destruído por fogo, por nenhum feitiço ter sido encontrado que pudesse dar cabo de carne morta a não ser queimá-la. Inferi são, portanto, encantados para evitarem chamas por seus mestres."

- Reflexões  de J. K. Rowling:

"Inferi tem muito em comum com zumbis, que são mencionados como criaturas separadas dentro do mundo de Harry. Eu tenho diversas boas razões para não desejar chamar os guardiões do esconderijo da 'Horcrux' de zumbis. Primeiro, zumbis não fazem parte do folclore britânico, e sim, associados com mitos do Haiti e partes da África. Enquanto os estudantes de Hogwarts aprenderiam sobre eles, não esperariam encontrá-los andando pelas ruas de Hogsmead. Em segundo lugar, enquanto os zumbis da tradição Vodoo podem não ser nada além de cadáveres reanimados, uma tradição separada mas relacionada diz que os feiticeiros usam sua alma, ou parte de suas almas, para sustentar a si próprio. Isso colidiu com a minha história da Horcrux, e eu não gostaria de sugerir que Voldemort tivesse dado aos seus guardiões qualquer serventia além de guardiões da sua Horcrux. Por último, zumbis têm sido representados e reapresentados com tantao frequência nesses últimos cinquenta anos, com tantas associações que não teve utilidade para mim. Faço parte da geração Thriller; para mim, zumbis significarão para sempre Michael Jackson numa brilhante jaqueta vermelha de bombeiro.
O nome Inferius foi uma peça em 'Inferus', o latim de 'abaixo', mas com uma óbvia conotação de ser 'menos' que um ser humano. 'Inferi' significa o mundo dos mortos."

É isso leitores, a tia Jo parece ter muitas explicações para dar sobre a sua própria obra, não é mesmo? Para os fãs de HP, quanto mais melhor, sempre. Mas, na minha singela opinião, concordo com o que disse meu colega Kaio, do blog Os Dragões de Fogo; essas novas publicações parecem mais pequenos textos explicativos do que contos propriamente ditos.

Amanhã trago mais traduções para vocês, ok? Feliz Natal a todos vocês!