onde comprar: Editora Arwen//Livraria Cultura
"Em uma sociedade governada por militantes, com um sistema incorruptível, as crianças são isoladas no regimento militar aos sete anos de idade e treinadas para serem soldados. Lá, eles aprendem da forma mais cruel a atirar e a matar, perdendo muito cedo a sua inocência. Depois da Grande Guerra, o mundo passou a ser dividido entre governantes e governados e cada um tem as suas dores, suas mágoas e limitações. E o que nos resta saber é: de qual lado você está? Porque no final das contas, não estamos vestidos para lutar... Assim como nunca estaremos vestidos para morrer..."
Após um evento chamado de A Grande Guerra, o que restou do mundo é governado pelo Regimento, que controla tudo e todos com mãos de ferro, e as pessoas são divididas em duas classes: Governantes e Governados. Logo no início fica claro que os Governantes não pensam no bem estar dos Governados, apenas em manter a ordem das coisas e ter tudo sob controle.
Os jovens Governados são recrutados pelo regimento muito cedo, e saem de casa ainda crianças, para viverem no Regimento sob um regime militar duríssimo, que os ensinará a arte da guerra. Lá eles aprendem a lutar, se defender, ser independente e manusear armas, e são tratados com bastante crueldade por parte de alguns soldados.
O foco da estória é em Laura e Tiago, ela, filha de um Coronel, portanto Governante, e ele um soldado do Regimento, típico Governado. Claro que essa divisão de classes não permite nenhum tipo de relacionamento entre eles, mas contrariando a tudo o que foi estabelecido até então, eles acabam se encontrando e se envolvendo.
Enquanto Tiago é um garoto inteligente, destemido e que anseia por um futuro melhor, Laura é uma patricinha mimada e cheia de vontades, que sempre teve tudo o que quis e ainda assim não está contente. Apesar da personagem irritar um pouco durante a leitura, acho que foi muito bem construída, e o intuito da autora era realmente causar esse desconforto no leitor com as atitudes dela.
Um ponto negativo no livro é justamente essa infantilidade de Laura, que em diversos momentos me deixou em dúvida sobre qual é a sua idade, pois ela age como se tivesse 10 ou 12 anos. Mesmo acompanhando seu crescimento durante a narrativa, ela ainda se comportava como uma criancinha birrenta. Mas, colocando no contexto da estória, isso até faz sentido, devido ao tratamento que ela recebe por parte dos pais e dos irmãos.
Já o ponto positivo é Tiago e sua relação com os outros garotos do Regimento: existe entre eles uma amizade verdadeira, que ajuda os meninos a superar as maiores dificuldades que eles enfrentam durante seu treinamento. Além de estarem o tempo todo sob pressão, tendo que crescer e amadurecer a qualquer custo, eles vão crescendo e tendo que enfrentar as dúvidas e medos da adolescência, e isso foi um detalhe muito bacana explorado pela autora, que mostra o lado humano dos personagens.
O livro segue o típico roteiro de uma distopia, mas isso de forma alguma o torna chato ou menos interessante. O diferencial desse livro é que ele explora um universo que está muito em alta atualmente, mas com elementos bem brasileiros, que conhecemos muito bem, e personagens cativantes, cheios de humanidade. Como em todo futuro distópico, há muito sofrimento, disputas por poder, lutas e mortes.
Distopia é muito bom, levando-se em consideração que é o livro de estreia da autora. Ela ainda precisa afinar um pouco a escrita, explorar alguns aspectos da estória que poderiam ser melhor trabalhados, mas num geral, o livro agrada a quem gosta do gênero, sem deixar nada a dever para os estrangeiros.
Para conhecer mais detalhes sobre o trabalho da Kate, visitem a página da autora no Facebook clicando aqui.
Após um evento chamado de A Grande Guerra, o que restou do mundo é governado pelo Regimento, que controla tudo e todos com mãos de ferro, e as pessoas são divididas em duas classes: Governantes e Governados. Logo no início fica claro que os Governantes não pensam no bem estar dos Governados, apenas em manter a ordem das coisas e ter tudo sob controle.
Os jovens Governados são recrutados pelo regimento muito cedo, e saem de casa ainda crianças, para viverem no Regimento sob um regime militar duríssimo, que os ensinará a arte da guerra. Lá eles aprendem a lutar, se defender, ser independente e manusear armas, e são tratados com bastante crueldade por parte de alguns soldados.
O foco da estória é em Laura e Tiago, ela, filha de um Coronel, portanto Governante, e ele um soldado do Regimento, típico Governado. Claro que essa divisão de classes não permite nenhum tipo de relacionamento entre eles, mas contrariando a tudo o que foi estabelecido até então, eles acabam se encontrando e se envolvendo.
Enquanto Tiago é um garoto inteligente, destemido e que anseia por um futuro melhor, Laura é uma patricinha mimada e cheia de vontades, que sempre teve tudo o que quis e ainda assim não está contente. Apesar da personagem irritar um pouco durante a leitura, acho que foi muito bem construída, e o intuito da autora era realmente causar esse desconforto no leitor com as atitudes dela.
Um ponto negativo no livro é justamente essa infantilidade de Laura, que em diversos momentos me deixou em dúvida sobre qual é a sua idade, pois ela age como se tivesse 10 ou 12 anos. Mesmo acompanhando seu crescimento durante a narrativa, ela ainda se comportava como uma criancinha birrenta. Mas, colocando no contexto da estória, isso até faz sentido, devido ao tratamento que ela recebe por parte dos pais e dos irmãos.
Já o ponto positivo é Tiago e sua relação com os outros garotos do Regimento: existe entre eles uma amizade verdadeira, que ajuda os meninos a superar as maiores dificuldades que eles enfrentam durante seu treinamento. Além de estarem o tempo todo sob pressão, tendo que crescer e amadurecer a qualquer custo, eles vão crescendo e tendo que enfrentar as dúvidas e medos da adolescência, e isso foi um detalhe muito bacana explorado pela autora, que mostra o lado humano dos personagens.
O livro segue o típico roteiro de uma distopia, mas isso de forma alguma o torna chato ou menos interessante. O diferencial desse livro é que ele explora um universo que está muito em alta atualmente, mas com elementos bem brasileiros, que conhecemos muito bem, e personagens cativantes, cheios de humanidade. Como em todo futuro distópico, há muito sofrimento, disputas por poder, lutas e mortes.
Distopia é muito bom, levando-se em consideração que é o livro de estreia da autora. Ela ainda precisa afinar um pouco a escrita, explorar alguns aspectos da estória que poderiam ser melhor trabalhados, mas num geral, o livro agrada a quem gosta do gênero, sem deixar nada a dever para os estrangeiros.
Para conhecer mais detalhes sobre o trabalho da Kate, visitem a página da autora no Facebook clicando aqui.
Distopia
Kate Willians
editora Arwen (Facebook da Arwen)
318 páginas
nota do Skoob: 4.4
nota do blog: 3.9
livro cedido pela autora em parceria
livro cedido pela autora em parceria
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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

Oi, Joana!
ResponderExcluirSempre arrasando nas resenhas!
Tô participando do Book Tour desse livro!
A ansiedade tá a mil agora!
=D
http://osdragoesdefogo.blogspot.com/
Tenho muita curiosidade de ler ese livro, pois amo distopias e fico feliz em saber de uma nacional.
ResponderExcluirhttp://www.bookstante.blogspot.com
Oi, Joana. Esse livro já me fisgou pelo título, já que gosto bastante de um clima distópico. Sua estória me deixou curioso, principalmente sobre a divisão de classes entre Governantes e Governados, além, claro, dos acontecimentos de A Grande Guerra. Outro aspecto que chamou a minah atenção no livro foi o cenário bem conhecido, mas com tons brasileiros.
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