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sábado, 2 de maio de 2015

Momento HQ - Batman, Dia das Bruxas

Olá, galera. Depois de uma semana regada a Marvel, vamos virar o disco e discutir um pouco sobre a DC Comics. Hoje falaremos sobre uma das mais aclamadas e sombrias histórias do Homem-Morcego. Preparem suas fantasias, usem a máscara mais horripilante e enfrentem seus medos em: Batman, Dia das Bruxas.



Não há cenário mais propício ao tema halloween do que a soturna cidade de Gotham, então esse encadernado reúne três diferentes estórias do Batman publicadas para o dia das bruxas, todas escritas por Jeph Loeb e desenhadas por Tim Sale: Temores (1993), Loucura (1994) e Fantasmas (1995).




























O mais longo e primeiro conto, Temores, tem três partes e narra a saga do Espantalho mexendo com a mente e sanidade de Bruce Wayne. Agora o Homem-Morcego terá que lutar contra seus medos internos, suas incapacidades desconhecidas e toda fraqueza de um humano para ter o autocontrole necessário para deter o vilão em pleno dia das bruxas. Mexer com uma mente como a de Bruce, é brincar com o desconhecido, e o Espantalho sabe disso. Entender que o maior vilão do Batman são suas memórias e medos faz de Jonathan Crane, um de seus inimigos mortais.




























Logo a seguir, Loucura, é uma história baseada em Alice no País das Maravilhas, onde Jarvis Tetch se passa por Chapeleiro Maluco. O quadrinho começa com Batman perseguindo Jarvis, que consegue escapar e ferir seriamente o Homem Morcego. Depois disso, na noite de halloween, algumas crianças desaparecem, dentre elas, a filha do Comissário Gordon. O chapeleiro tem estado ocupado recriando as cenas de Alice e usa as crianças fantasiadas para cumprir seu insano desejo e o cavaleiro das trevas está ferido demais para ajudar. O trabalho fica para Gordon descobrir onde estão as crianças desaparecidas.




























O último conto, Fantasmas, é uma tempestade interna e perturbadora para Bruce Wayne. Durante uma festa na véspera do dia das bruxas na Mansão Wayne, o Pinguim aparece para causar o caos. Logo o Batman consegue detê-lo, mas tem estranhos pressentimentos. Durante sua noite de sono, ele vê seu falecido pai e passa a ter alucinações com seus piores inimigos.


As três estórias têm o foco no desespero psicológico do herói, mas cada uma de uma maneira diferente. Os autores exploraram os medos do Batman e do Bruce Wayne em aspectos diversos, trouxeram à tona fatos da sua infância e ensinamentos que ele deveria ser aprendido com o pai. Em cada estória o lado sombrio prevalece, desde os desenhos até a escolha de palavras para descrever as cenas.
Eu já ouvi pessoas dizerem que não gostam das histórias do Batman exatamente pelo fato de que, todos em Gotham City são lunáticos e insanos. Bom, em minha descartável opinião, essa é a grande qualidade da pacata vida em Gotham: um grande manicômio onde nenhum vilão tem pudor para medir suas ações, um local sombrio e desconhecido onde o único herói tem problemas mentais suficientes para gerar destruição, mas se mantém são. Ou não.





Antes de sair de casa para um inocente dia das bruxas, lembrem-se que todo mundo possui uma máscara, mesmo que você não a veja. Desconfie de todos e sempre tema uma noite sem luar. Gostosuras ou travessuras?



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João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
@oliveira_jh