Olá, galera. Depois de uma semana regada a Marvel, vamos
virar o disco e discutir um pouco sobre a DC Comics. Hoje falaremos sobre
uma das mais aclamadas e sombrias histórias do Homem-Morcego. Preparem suas
fantasias, usem a máscara mais horripilante e enfrentem seus medos em: Batman,
Dia das Bruxas.
Não há cenário mais propício ao tema
halloween do que a soturna cidade de Gotham, então esse encadernado reúne três
diferentes estórias do Batman publicadas para o dia das bruxas, todas escritas
por Jeph Loeb e desenhadas por Tim Sale: Temores (1993), Loucura (1994) e Fantasmas (1995).
O mais longo e primeiro conto,
Temores, tem três partes e narra a saga do Espantalho mexendo com a mente e
sanidade de Bruce Wayne. Agora o Homem-Morcego terá que lutar contra seus medos
internos, suas incapacidades desconhecidas e toda fraqueza de um humano para
ter o autocontrole necessário para deter o vilão em pleno dia das bruxas. Mexer com uma mente como a de Bruce, é brincar com o desconhecido, e o Espantalho sabe disso. Entender que o maior vilão do Batman são suas memórias e medos faz de Jonathan Crane, um de seus inimigos mortais.
Logo a seguir, Loucura, é uma
história baseada em Alice no País das Maravilhas, onde Jarvis Tetch se passa por
Chapeleiro Maluco. O quadrinho começa com Batman perseguindo Jarvis, que
consegue escapar e ferir seriamente o Homem Morcego. Depois disso, na noite de
halloween, algumas crianças desaparecem, dentre elas, a filha do Comissário
Gordon. O chapeleiro tem estado ocupado recriando as cenas de Alice e usa as
crianças fantasiadas para cumprir seu insano desejo e o cavaleiro das trevas
está ferido demais para ajudar. O trabalho fica para Gordon descobrir onde estão as crianças desaparecidas.
O último conto, Fantasmas, é uma
tempestade interna e perturbadora para Bruce Wayne. Durante uma festa na
véspera do dia das bruxas na Mansão Wayne, o Pinguim aparece para causar o
caos. Logo o Batman consegue detê-lo, mas tem estranhos pressentimentos.
Durante sua noite de sono, ele vê seu falecido pai e passa a ter alucinações
com seus piores inimigos.
As três estórias têm o foco no
desespero psicológico do herói, mas cada uma de uma maneira diferente. Os
autores exploraram os medos do Batman e do Bruce Wayne em aspectos diversos, trouxeram à tona fatos da sua infância e ensinamentos que ele deveria ser aprendido com o pai. Em
cada estória o lado sombrio prevalece, desde os desenhos até a escolha de
palavras para descrever as cenas.
Eu já ouvi pessoas dizerem que não
gostam das histórias do Batman exatamente pelo fato de que, todos em Gotham City são lunáticos e insanos. Bom, em minha descartável opinião, essa é a grande
qualidade da pacata vida em Gotham: um grande manicômio onde nenhum vilão tem
pudor para medir suas ações, um local sombrio e desconhecido onde o único herói
tem problemas mentais suficientes para gerar destruição, mas se mantém são. Ou
não.

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