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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

5 grandes escritores e suas leituras preferidas

Olá leitores! No Carnaval também se lê! E se bloga, rs.

Sabemos que um bom escritor deve ser primeiro um leitor assíduo, certo? Não dá para desenvolver a escrita se não tiver uma boa base de leitura e conhecimento literário. E isso é válido para todo mundo, desde um aspirante a escritor até um autor já consagrado por grandes obras.




Alguns desses autores famosos, em algum momento de suas vidas, deram entrevistas e comentaram sobre suas leituras preferidas, e hoje vamos falar sobre cinco deles. Esse post tem como fonte de informação a publicação do site Livros e Pessoas, que pode ser lida na íntegra clicando aqui. 

Ernest Hemingway, autor dos clássicos Por quem os sinos dobram e O velho e o mar, fez, em 1935, uma lista com seus livros prediletos, onde estavam A rainha Margot, As aventuras de Huckleberry Finn, Guerra e Paz e O morro dos ventos uivantes. Hemingway dizia que não existe amigo mais leal do que um livro, e eu acho que ele estava certíssimo.

F. Scott Fitzgerald não era apenas um boêmio que gostava de curtir a noite com sua esposa Zelda, como aparece no filme Meia-noite em Paris, mas sim, um grande escritor que teve pelo menos duas histórias marcantes publicadas: o conto O curioso caso de Benjamin Button e o romance O grande Gatsby. Pouco antes de sua morte, em dezembro de 1940, ele fez uma lista com 22 livros que achava indispensáveis, entre eles A revolta dos anjos, de Anatole France e Guerra e Paz, de Liev Tosltói.

George R. R. Martin, aquele senhor com cara de bonzinho e que não termina nunca de escrever Game of Thrones também tem seus livros preferidos. Como já declarou diversas vezes, ele é fã de O senhor dos anéis, que leu pela primeira vez na escola, e que lhe despertou a vontade de escrever. Outro livro que ele não dispensa é Estação onze, de Emily St. John Mendel, que ele define como 'um romance melancólico, mas lindamente escrito'.

Jane Austen é mundialmente conhecida por seus romances, dentre eles o clássico Orgulho e preconceito, e também era grande leitora de poesia e peças de teatro. Ela era fã do conto The corsair, escrito por Lord Byron, e do livro A história de Sir Charles Grandison, de Samuel Richardson.

J. K. Rowling, a deusa master da literatura contemporânea, revelou que seu favorito é Emma, de Jane Austen, e justificou a escolha dizendo que 'você é levado pela história, atraído até o final e sabe que acompanhou algo magnífico em ação'.




Talvez a própria Jane escolhesse hoje um dos livros da saga Harry Potter como seu favorito, o que você acham? 

A verdade é que todo leitor tem seu autor queridinho e pelo menos um livro que levará para a vida toda. Eu nunca consigo escolher um só, mas tenho entre meus favoritos Ian McEwan, Colleen Hoover, Carina Rissi e Marcelo Rubens Paiva. Além dos livros desses autores, posso incluir como meus favoritos da vida A mulher só, de Harold Robbins e Mais leve que o ar, de Felipe Sali. Mas a lista é muito maior que isso e pode mudar a qualquer momento, rs.

Contem-me nos comentários o que vocês acharam das escolhas dos autores e quais são as suas obras preferidas de todos os tempos.



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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

sábado, 11 de junho de 2016

Salve Ferris!

Há 30 anos era lançado um dos filmes mais importantes na formação de toda uma geração, Curtindo a vida adoidado, ou Ferris Bueller's Day Off, no original em inglês.



Se você é bem novinho e ainda não assistiu ao filme, aconselho a fazê-lo assim que possível. O longa é uma comédia, que retrata com inteligência um dia na vida de um adolescente que só quer se divertir e aproveitar o dia lindo de verão, sem ter que ir para a escola.

Ferris Bueller tem o plano perfeito para passar o dia com a namorada e o melhor amigo: finge estar doente, e os pais deixam que ele fiquei em casa. Depois, liga para a escola e se passa pelo pai de Sloane, a namorada, e convence Cameron, o amigo, a pegar a Ferrari do pai para saírem num dia de aventuras.



Algumas coisas dão muito errado, claro, mas a maioria dá certo, e as situações que eles enfrentam são muito divertidas. Eu adoro  esse filme, já vi centenas de vezes, e nunca me canso. Ainda que você não tenha assistido, deve conhecer ou já ter ouvido falar na  clássica cena em que Ferris aparece em cima de um carro alegórico de uma parada que está acontecendo nas ruas de Chicago. É ali que ele pega o microfone e interpreta o clássico Twist and should, dos Beatles.




O destaque do filme vai para os momentos em que Ferris, interpretado por Matthew Broderick, fala diretamente com o espectador, olhando para a câmera e interagindo com quem está assistindo. E isso vai até os últimos minutos, por isso, não desligue antes dos créditos finais.




Na época do lançamento (11 de junho de 1986), o filme não foi bem visto pela crítica, mas com todos os méritos se tornou um clássico, visto e aclamado por todos desde então. 

Depois de tanto sucesso, os produtores até pensaram em filmar uma segunda parte para o longa, mas a ideia acabou sendo abandonada por não conseguirem encontrar um gancho para isso. A continuação seria com Ferris na faculdade ou já no primeiro emprego, mas, aqui entre nós, tinha tudo para dar errado, já que o diferencial do filme é exatamente o plot surpreendente, e um  segundo talvez não conseguisse manter o mesmo padrão.




Também foi ao ar, na NBC, uma série baseada no filme, em 1990, chamada Ferris Bueller, mas que não teve muito sucesso e foi cancelada depois de 13 episódios. Já na área literária, foi publicado um livro com o roteiro do filme, em 1996, com o título em inglês Ferris Bueller's day off: screenplay, e  também um enredo romantizado por Todd Strasser, em 1987.

Apesar de todas essas mídias diferentes, nenhuma delas consegue ser melhor que o próprio filme, e vale a pena assistir, pois ele é atemporal (ou pelo menos para ver a participação de Charlie Sheen). Fica a dica ;)

 


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

sexta-feira, 6 de março de 2015

SQS Indica: Ciclo de palestras CPFL Cultura

Se você é de Campinas ou região, vale muito a pena participar das palestras que serão promovidas pelo CPFL Cultura, para debater e refletir alguns temas bastante atuais a partir de livros clássicos como Maquiavel, Cervantes, Hobbes, Flaubert e Shakespeare.



















As palestras começam hoje e serão realizadas todas as sextas-feiras até 29 de abril, com convidados influentes e conhecedores do meio literário, como Julio Pimentel Pinto, professor da USP.

A programação completa está no site da CPFL (que você pode acessar clicando aqui). Na palestra de hoje o convidado será José Alves de Freitas Neto, historiador e professor da Unicamp, com o tema "O príncipe e a mandrágora de Maquiavel e a capacidade de enganar-se", que visa transportar para a vida privada as discussões sobre o cumprimento das regras e a capacidade de burlá-las, e as dificuldades morais que acompanham as escolhas que fazemos na vida. Tudo isso sob a ótica das obras do grande pensador florentino.

A palestra que mais me chamou a atenção é a do dia 24/04, "Hamlet de Shakespeare e o mundo como palco", conduzida por Leandro Karnal, também historiador e professor da Unicamp. Eu já disse aqui diversas vezes o quanto gosto de Hamlet, e essa é uma boa oportunidade para rever essa peça e conhecer outros aspectos dela.

Para aqueles que pensam que eu não gosto de clássicos, preciso esclarecer que não tenho nada contra essas obras, e sim, contra o uso delas como leitura paradidática no ensino fundamental, onde alunos que são potenciais leitores em formação deveriam estar lendo obras que os atraísse para a literatura, o que é exatamente o efeito contrário causado pelos clássicos, que afastam esses alunos do universo literário, muitas vezes, para sempre.

Então querido leitor, se você está com as noites de sexta livres, recomendo que assista tantas palestras quanto puder, e depois volte aqui no blog para comentar como foi, ok? Todas as palestras começam as 19h e acontecem no auditório da CPFL (endereço completo no site). 



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Não li, mas ninguém precisa saber!







Queridos leitores, imaginem chegar numa roda de amigos e alguém começar a comentar sobre aquele livro que está na sua estante há tempos e vocês não conseguem ler. E pior, imaginem vocês fazerem a sua melhor cara de conteúdo e entrarem na discussão, como se fossem experts naquele livro. Isso é mais comum do que se imagina, e tenho que admitir que eu mesmo já fingi ter lido um clássico que não li.

Pensando nessa situação, analisei minhas atitudes, pesquisei e conversei com algumas pessoas que já passaram por algo parecido, e optaram por assumir conhecer um livro sem nunca tê-lo lido, e fiz uma pequena listinha com aqueles títulos que são comumente causadores dessa saia justa.



1. 1984, George Orwell: esse era a pedra no meu sapato! Durante muito tempo, inclusive na época da faculdade, ouvi comentários e fiquei à margem de discussões sobre o enredo, sem saber exatamente do que se tratava. Comecei a lê-lo uma vez, na época da primeira edição daquele reality show famoso do grande irmão, mas não consegui avançar, e por isso, toda vez que alguém falava dele comigo, eu fingia já ter lido. Recentemente isso foi corrigido e eu li o livro de verdade.







2. O apanhador no campo de centeio, J. D. Salinger: esse clássico da literatura mundial faz muita gente posar de intelectual,  e confesso que estou no grupo dos que ainda não o leram. Silvia, minha professora de literatura sempre elogiava essa obra, e até hoje estou procurando um tempo para conhecê-la.









3. Os sertões, Euclides da Cunha: acho que dá para contar nos dedos quem conseguiu chegar ao fim desse livro, mas tá cheio de gente por ai que não assume e jura que já leu. Talvez por querer garantir um certo status.










4. Crime e castigo, Fiódor Dostoiévski: admitam, só de saber pronunciar o nome do autor já dá uma alegria né, rs. Todo mundo gosta de dizer que já leu, mas a maioria só pegou um resumo ou uma resenha na internet para parecer mais inteligente. Eu tentei, mas a leitura não evoluiu, e desisti.










5. Orgulho e preconceito, Jane Austen: posso até não ter lido, mas vi o filme e é a mesma coisa, me dá bagagem para discutir a obra com qualquer pessoa. Ou não. Acho que muita gente tem esse mesmo pensamento, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, certo? O filme é bom, mas tenho certeza de que o livro é bem mais interessante. Estou lendo, depois conto para vocês o que achei.







Vejam bem, não quero criar polêmica com esse post, já que estou incluída na turma dos leitores fakes de obras clássicas, mas isso realmente acontece mais do que imaginamos. Não é vergonha pra ninguém não ter lido todos os livros do mundo, muito menos admitir que não o fez. Prometo que da próxima vez que alguém me perguntar, vou falar que não li e pronto. 




Quem sabe depois desse post eu não tente novamente encarar "Cem anos de solidão"?




Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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