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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Um pouquinho de...

"Uma delas era um fotógrafo de uma revista feminina chique. Tirava fotos em dose de minha fuça. Diante da minha entediante inexpressividade, ele pediu 'atitude no olhar'. Continuou fotografando e eu me perguntando o que é um olhar com atitude.
É um olhar bravinho? É um olhar sensual? É um olhar demente, destemido, desinteressado. ditador, corrupto, carente, crítico, confuso, criminoso, cético, babaca, bacana, baitola, bastardo, ateu, apaixonado, apimentado ou aprisionado? Ou com tudo isso junto e mais um pouco, tal qual um suflê de olhares?
Fiz bravinho. Ele: 'Ótimo.' Fiz demente. Ele: 'Ótimo.' Fiz desinteressado, corrupto, confuso, bastardo, ateu e aprisionado. Ele: 'Ótimo, ótimo, ótimo, ótimo, ótimo e ótimo.' Na verdade, qualquer coisa que eu fizesse seria um olhar com atitude. Na verdade, atitude não significava nada."

(página 119)


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ainda estou aqui [Resenha]

onde comprar: Amazon//Saraiva//Submarino

"Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, voltamos à luta de uma família pela verdade, através de Eunice Paiva, uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última lua, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971."

Mais um livro de Marcelo Rubens Paiva, onde ele mostra a sua incrível habilidade de contar histórias, sejam elas de ficção ou que retratem a mais dura realidade. Em Ainda estou aqui ele revisita todo o sofrimento que foi a prisão e morte de seu pai durante a ditadura, e relata como passou a ser a vida de sua família depois do desaparecimento de Rubens Paiva.

Além disso, a narrativa envolve mais duas histórias: a emoção de ser pai e a vida de sua mãe, Eunice. Marcelo relembra fatos marcantes desde a sua infância, e conta em detalhes como foi a última vez que viram o pai, como ele foi levado pelos militares, e nunca mais voltou. Como pano de fundo ele usa o cenário político da época, e vai revelando descobertas que sua família fez sobre a prisão do pai, sua posterior morte nos porões da ditadura, e como a mãe militou por décadas para se fazer justiça às vítimas daquele horror vivido no Brasil.

Com o desaparecimento do mario, e depois de se reinventar diversas vezes, Eunice Paiva foi diagnosticada com Alzheimer, e sua vida mudou novamente. Marcelo conta detalhes da doença que poucas pessoas conhecem, e explica como ela pode destruir o relacionamento do doente com a família em pouco tempo, se não houver compreensão e paciência.

Ele começa a fazer um paralelo com o filho pequeno e como ele não vai se lembrar de muitas coisas que fez quando tinha 1 ou 2 anos, com a mãe, que vai perdendo sua memória aos poucos, esquecendo, inclusive, quem é o neto, confundindo-o, algumas vezes, com Marcelo quando tinha aquela idade.

Apesar do tom carregado de tristeza pela morte do pai, e agora pela doença da Mãe, o autor consegue narrar tudo de forma quase educativa, tanto quando fala sobre o lado mais sujo do regime militar, quanto ao descrever o sofrimento da mãe enquanto perde a capacidade de viver por si só. Os assuntos são sérios, mas há um clima de nostalgia que deixa a leitura um pouco mais leve, quando ele relembra de sua infância no Rio de Janeiro, uma cidade bem diferente da que é hoje e descreve momentos felizes que viveu, apesar da tragédia.

Ao final, fica o registro de uma vida cheia de altos e baixos, da luta constante pela busca da verdade e do amor de uma família, que ficou ainda mais unida depois da tragédia que viveu. Sou muito fã do trabalho do Marcelo, e adoro seu estilo narrativo, mas esse livro mostrou um lado dele que eu ainda não conhecia: a relação com a mãe e com seu filho, além de mostrar como ele cresceu e se acostumou com a ausência do pai, sem saber se ele estaria vivo ou morto.

Apesar de já ter lido quase todos os seus trabalhos anteriores, eles eram de ficção, com exceção de Feliz ano velho, que retrata o acidente que o deixou paraplégico. Ainda estou aqui é um livro muito pessoal, que mostra o lado humano do autor, detalhes de sua vida particular. O livro pode ser de memórias, um registro da história do Brasil, ou até uma homenagem à mãe, mas a verdade é que Marcelo escreveu uma história emocionante, que deve ser lida por todos, para que entendam o passado e se preparem para o futuro, seja ele qual for.

Esse é um relato corajoso da vida real, e com a intensidade da narrativa do autor, dá para sentir o drama que a família viveu até a verdade ser revelada, e isso torna a leitura ainda mais intensa. Gostaria que todos vocês lessem, é um livro marcante, cheio de ensinamentos e relatos que exigem reflexão, e tenho certeza que todos vão gostar (e se emocionar).


Ainda estou aqui
Marcelo Rubens Paiva
editora Alfaguara
296 páginas
nota no Skoob: 4.4
nota do blog: 4.7


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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Um pouquinho de...

"A vida é um blá-blá-blá para quem sofre de uma doença que o afasta de tudo em volta. E toda vez que vejo alguém gripado se queixar de que está doente, eu penso que ele não sabe realmente o que é estar doente, não tem ideia do que é uma doença que leva toda a cultura da humanidade a se transformar num besta blá-blá-blá, que faça o debate político da semana não passar de blá-blá-blá, os livros da estante são blá-blá-blá, o que se diz no rádio, na televisão, nos jornais, não serve para nada, blá-blá-blá de quem não tem mais o que fazer, blá-blá-blá de gente que faz ruídos sem parar, barulhos irritantes.
Música não é blá-blá-blá, ela diria:
- De música eu gosto. Canto, até. A melodia entra na alma, não no cérebro. A poesia musicada não exige compreensão daquele que já não compreende muita coisa. O resto é blá-blá-blá."

(página 49, parte I)



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sábado, 2 de janeiro de 2016

Top comentarista janeiro

Olá 2016!!! Seja gentil conosco, ok?










Bem vindos leitores ao nosso primeiro top comentarista do ano! Espero que todos vocês tenham se divertido muito nas festas, e que também tenham aproveitado suas leituras.

Para começar muito bem 2016, o prêmio para o maior comentador de janeiro será um livro que eu adoro, de um escritor que eu amor, e que acredito que todos deveriam conhecer:




Feliz ano velho, do Marcelo Rubens Paiva. E para concorrer é muito simples, basta seguir pequenas regrinhas que estão explicadas a seguir:

Comentar nesta postagem com nome de seguidor, e-mail válido e perfil no Facebook ou Twitter  para validar sua participação. É importante que esse dados estejam corretos, pois serão usados para contato com o vencedor. 

Curtir a fanpage do blog no Facebook clicando aqui;

- E claro, comentar em todas as postagens do mês.

Lembrando que:
  • Os posts de sorteios ou resultados de sorteios não valem para o TC;
  • Somente um comentário por post será validado, e ele precisa ser coerente com a postagem: não serão contabilizados comentários do tipo "gostei" ou "participando";
  • O ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil;
  • A promoção começa sempre no dia primeiro e vai até o último dia de cada mês. Mesmo que o post com o TC ainda não tenha sido publicado, valem comentários em postagens anteriores.
  • Se houver empate em número de participantes, o ganhador será definido por sorteio, realizado no site random.org ou no sorteador.com;
  • O ganhador será avisado por email e terá 72 horas para respondê-lo. O prazo para envio do prêmio é de 45 dias úteis, contados a partir da resposta do e-mail, e o blog não se responsabiliza por atrasos ou extravios por parte dos Correios;
  • O descumprimento de qualquer uma das regras resultará na eliminação do ganhador.


Que comecem os trabalhos e que vença o mais persistente, rsrs.


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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Tarde de autógrafos com Marcelo Rubens Paiva

Sim caros leitores, meu desejo se realizou! Desde a primeira vez que li Feliz ano velho, eu tinha essa vontade de conhecer o Marcelo Rubens, e depois que conheci Blecaute então, nem se fala. Aliás, vocês que acompanham o blog, sabem da verdadeira paixão que tenho por esse livro, não é mesmo?

Minha coleção de livros do Marcelo Rubens Paiva, ainda faltam alguns

Então vocês vão entender a alegria que senti quando soube que o autor estaria autografando seu novo livro, Ainda estou aqui, na Livraria Cultura da Avenida Paulista. Pois bem, lá fomos nós tentar chegar perto dele e conseguir o tão sonhado autógrafo. Pena que não foi exatamente como imaginei.

Explico: a fila estava enorme, mas, felizmente, eu estava entre os 20 primeiros, e isso dava certa esperança. Poderia vê-lo chegar, observá-lo enquanto conversava com as pessoas que estavam na minha frente, e o melhor, ele ainda estaria de bom humor quando chegasse minha vez, e eu poderia, pelo menos, dizer o quanto adoro seus livros e agradecer pela viagem proporcionada por Blecaute. Mas, para decepção dessa que vos escreve, quase não consegui tirar uma foto ao lado dele.

Os dois liros autografados
Tudo estava sendo feito na maior correria, e uma moça, acredito que agente da editora, estava coordenando a fila e organizando a entrada e a saída de cada pessoa na área dos autógrafos. Ela pegava os livros da mão das pessoas, colocava na frente do Marcelo, junto com o papel onde já estava anotado nosso nome, e ele só assinava e devolvia. Assim, meio que em série, sem um sorriso, sem uma palavra. A foto também tinha que ser rápida, já que a mocinha continuava nos apressando.

Apesar dessa correria, ele fez uma piada com o meu exemplar de Blecaute, que é bem velhinho, e, como eu comprei no sebo, tem o nome da antiga dona na primeira página, e ele perguntou se eu tinha pegado o livro da Cláudia. Ademais, entreguei para ele um marcador de páginas do blog, pedi para ele acessar e ler a resenha, e tirei poucas fotos.

Marcelo brincando com o nome na primeira página de Blecaute, e posando para a foto depois de autografar
Acredito que o Marcelo não era o responsável pela rapidez do contato com os leitores, e por um lado até entendo que tudo tenha sido corrido, já que tinha mais 200 pessoas na fila, e se cada um demorasse o tempo que quisesse com ele, aquilo não terminaria nunca. Enfim, essa foi a sessão de autógrafos mais sem graça a que já fui, e sai um pouco decepcionada. Só espero que o livro seja tão bom que compense o fato de mal ter trocado duas palavras com o autor.

Pelo pouco que pude ler até agora, já percebi que será uma leitura bem emocionante. Leiam  sinopse abaixo e vocês vão entender:


Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, a luta de uma família pela verdade. Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas: casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.





Mesmo depois desse post-desabafo, não deixei de gostar nem um pouquinho do Marcelo, e nem do seu trabalho, e continuo indicando para todo mundo sua obra-prima, Blecaute. Ainda não leram? Prefiro nem comentar, rs.


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sábado, 25 de julho de 2015

Dia Nacional do Escritor, primeira parte


Muitas pessoas lindas estão lembrando nas redes sociais que hoje é o Dia Nacional do Escritor. Aqui no blog, as comemorações a essa data tão importante será em duas partes. Hoje e amanhã, vou falar um pouquinho sobre quatro dos meus autores nacionais preferidos e indicar livros deles para vocês.

Estão vendo esse sorriso simpático? É com ele que Pedro Bandeira recebe todos os seus leitores, sempre. Tive a honra de conhecê-lo ano passado, e ele foi muito amor! Autografou meus livros, ouviu minhas histórias, tirou muitas fotos e carimbou minha mão com o K dos Karas. Se vocês não sabem do que estou falando, precisam urgente ler a série Os Karas, escrita por Pedro, que tem como primeiro volume A droga da obediência (com resenha aqui). Outro livro super indicado, mas de um gênero um pouco diferente, é A marca de uma lágrima, que qualquer menina que está sofrendo por causa do primeiro amor tem que ler (conheça mais lendo a resenha aqui). Além disso, Pedro também escreve para o público infantil, e um dos seus livros de maior sucesso é O fantástico mistério do feiurinha.


A mais nova edição da série Os Karas, com capas lindas de viver!

Para saber mais detalhes sobre a vida e a obra desse escritor/avô querido, acessem seu site clicando aqui. Lá tem muita notícia, fotos, textos inéditos e dicas de leitura, cinema e teatro.


E quanta beleza pode se esconder atrás dessa barba? Marcelo Rubens Paiva é um dos meus escritores favoritos na vida, e seu livro Blecaute é o que mais indico para todo mundo que conheço (leiam a resenha aqui). Além dele, Marcelo também escreveu Feliz ano velho, contando em detalhes como foi o acidente que o deixou paraplégico, e como sua vida mudou depois disso. Se vocês acham que nunca ouviram falar desse cara, lembrem-se do filme E ai, comeu? (2012), que foi baseado numa peça escrita por ele. A segunda vez que te conheci (resenha aqui) e Bala na agulha são outros livros necessários do autor. Seu mais novo trabalho é o livro Ainda estou aqui, que está sendo lançado em agosto, pela editora Alfaguara, falando sobre o desaparecimento misterioso de seu pai na época da ditadura e das das dificuldades atuais da mãe, que enfrenta o Alzheimer.


Capa da nova edição de Feliz ano velho e o lançamento Ainda estou aqui

Tem muito mais para ler sobre o Marcelo na sua coluna no blog do Estadão, chamada Pequenas neuroses contemporâneas. Conheça clicando aqui.

Se interessaram pelos livros indicados? Para comprá-los pelos menores preços usem os links abaixo:

- A droga da obediência - Saraiva;
- A marca de uma lágrima - Saraiva;
- O fantástico mistério de feiurinha - Submarino
- Blecaute - Submarino
- Feliz ano velho - Submarino
- A segunda vez que te conheci - Submarino
- Ainda estou aqui - Saraiva

E voltem amanhã para conhecer mais dois escritores nacionais lindos de bonitos!


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terça-feira, 12 de maio de 2015

5 livros que deveriam virar filme

Olá leitores! Algum de vocês já imaginou, durante a leitura daquele super livro, que ele daria um ótimo filme? Isso acontece sempre comigo, e a listinha de hoje traz para vocês 5 desses livros que eu gostaria que virassem filme.



1. Blecaute, Marcelo Rubens Paiva: Sim, de novo estou falando de Blecaute! E vocês ainda não leram né? Não sabem o que estão perdendo, esse livro é incrível, e sua estória daria um filme ótimo (nas mãos de um bom roteirista, porque o enredo é muito denso e necessitaria de uma boa adaptação). Tem resenha aqui ó.

2. Cemitérios de dragões, Raphael Draccon: Eu falei na resenha desse livro que ele tem cara de história em quadrinhos, mas acredito que ele também ficaria perfeito como filme. Personagens bem construídos, narrativa inteligente e uma estória capaz de conquistar desde os fãs de Jaspion e Power Rangers até os mais jovens que curtem o universo tokusatsu.

3. O nome do vento, Patrick Rothfuss: vocês também já devem ter lido bastante sobre esse livro aqui, mas é só porque ele é perfeito!!!! E um filme baseado na estória de Kvothe com certeza iria ser a maior bilheteria do ano, rs. Resenha aqui.

4. O espadachim de carvão, Affonso Solano: uma fantasia única, com personagens complexos e um universo totalmente novo, esse livro merece um a adaptação para o cinema. Tenho certeza que tá cheio de nerd ai que concorda comigo. Se vocês ainda não conhecem essa estória, cliquem aqui e leiam a resenha ;)

5. Feios, Scott Westerfeld: no gênero distopia, acho que está faltando uma adaptação desse livro, que segue a mesma linha de Divergente, e é o melhor da trilogia de Westerfeld. Não sei se já existe algum rumor sobre esse filme, se tiver, deixem nos comentários, ok? Também tem resenha linda de viver aqui, deem uma lidinha =)

É isso queridos leitores. Faltou algum livro que vocês sonham ser adaptado para as telonas? Contem-me tudo! E qual das minhas indicações vocês já conhecem e torcem para ver nos cinemas? Quero muitos comentários!


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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

5 livros para ler em 1 dia

Olá leitores! Estou de férias, e todo ano aproveito para adiantar minhas leituras nessa época, já que é bem mais tranquilo ler quando se está em casa o dia inteiro. Lembrando do livros que li no ano passado, percebi que alguns deles poderiam facilmente ser lidos em um dia.


Se vocês também têm uma grande fila de leitura, vale a pena analisar cada livro e aproveitar as folgas para ler aqueles menorzinhos, que vocês podem começar e terminar no mesmo dia. Além disso, o post de hoje é para dar a vocês algumas dicas de livros fofos que podem ser lidos com rapidez. Se liguem:



- A garota que eu quero, de Markus Zusak: o autor tem um jeito meigo de contar uma estória romântica, que conquista o leitor e nos faz lembrar de quando nos apaixonamos pela primeira vez;

- Mudanças, de L. L. Alves: tem drama, tem alegria, tem dificuldade, tem perdão, tem insanidade, e tem romance também, tudo junto e misturado nesse livro incrível;

- A probabilidade estatística do amor à primeira vista, de Jennifer E. Smith: para quem gosta de um bom romance, cheio de momentos gracinha, e personagens apaixonantes, esse livro é o ideal;

- Eleanor & Park, de Rainbow Rowell: só porque a autora se chama Rainbow, ela decidiu criar personagens que nos fazem vomitar arco-irís de tão fofos!;

- Blecaute, de Marcelo Rubens Paiva: já cansaram de me ouvir falar desse livro aqui? Se nem com tanta insistência minha vocês o leram, então preciso insistir mais. Parem tudo o que estão fazendo agora e leiam!

Esses livros, além de serem curtinhos, têm estórias muito legais, e vocês vão se divertir muito lendo. Boas leituras a todos!

terça-feira, 17 de junho de 2014

TAG Moda e Literatura

 imagem: Flávia Kitty

Olá leitores! Hoje vou responder mais uma TAG pela qual não fui indicada, rsrs, mas que achei interessante quando vi no Fofocas Literárias. Originalmente criada pelo blog Expressão Moda & Literatura, aqui é necessário indicar um livro para cada categoria:

1) Um livro "pretinho básico" - aquele que, em qualquer época, todo mundo leu/tem e se não leu tem que ler:

Se você está sempre aqui pelo blog já deve estar cansado de me ouvir elogiar o Marcelo Rubens Paiva. Na maioria das vezes indico "Blecaute", que também é uma leitura obrigatória para todos, mas hoje escolhi "Feliz ano velho", porque é uma leitura NECESSÁRIA para qualquer pessoa. Se você ainda não leu, leia, e depois volte para me contar o que achou ;)

2) Um livro "alta-costura" - aquele pelo qual vale pagar caro, pela qualidade literária e/ou editorial:


Esse livro vale cada centavo, mas é muito caro! Tanto que ainda não o tenho. Já li "A casa dos espíritos", mas peguei na biblioteca, e quando fui comprar me assustei com o preço, mais de 50 reais! Enfim, apesar de ser caro, vale a pena ler, a estória é incrível.

3) Um livro "fast-fashion" - aquele que você leu quando estava todo mundo lendo e gostou, mas hoje já não leria:


Preciso fazer algumas ressalvas quanto a esta escolha: esse livro se encaixa na categoria fashion, já que sua capa é muito bonita, mas não é exatamente uma leitura que eu tenha gostado... todo mundo estava lendo, e ia sair o filme, então fui ler, mas não achei "Cidade dos ossos" tão legal assim. Devido a essa experiência, acho que hoje não o leria.

4) Um livro "calça jeans" - descontraído, que agrada a todos os estilos de leitores:


Esse é um livro muito descontraído, e, além de ser recheado de textos leves e inteligentes, de autores anônimos e famosos, tem 2 textos meus! *___* Por isso todo mundo deveria ler, rs.

5) Um livro "sapato bico fino" - muito bom, mas que foi difícil de ler; pode ter causado desconforto pela forma de escrita/narrativa ou por algum detalhe da estória, e mesmo assim, você leria outras vezes:


Eu adoro os livros sobre vampiro da Anne Rice, mas, esse do Lestat em certo momento fica meio lento, a estória não evolui, e eu fiquei um pouco decepcionada. No geral, ele é bom, por isso, acho que no momento certo vou ler de novo.

Vou deixar a indicação para dois blog legais que tenho lidos ultimamente: Estante da Ale e Clã de Leitores.

Gostaram das minhas escolhas? Deixem suas opiniões no final do post ;)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

TAG Redes Sociais


Olá caríssimos leitores! Hoje venho responder uma TAG que me foi indicada pela Gabe, do blog Mundo Mágico dos Livros, que aliás, eu super recomendo para todos vocês, porque é muito legal!

A brincadeira consiste em associar um livro a uma determinada rede social, de acordo com suas características, seguindo as dicas de cada pergunta:

1. Twitter - Um livro que você quer compartilhar com todo mundo:


Por que esse livro é incrível, e todo mundo deveria conhecê-lo.

2. Facebook - Um livro do qual você gostou muito e que foi recomendado por outra pessoa:



É João, a culpa é toda sua! Na época em que li esse livro, bem antes de todo o frenesi em torno do filme e e as demonstrações de amor calorosas por parte das fãs dos personagens, quem me apresentou à estória de Bella e Edward foi meu cunhado, que tinha lido "Crepúsculo" só para agradar a namorada, rs.

3. Tumblr - Um livro que você leu antes de criar seu canal no Youtube ou blog, e do qual ainda não falou em vídeo ou post:


Eu gostei demais desse livro, mas ainda não postei a resenha dele por aqui... #vergonha

4. Myspace - Um livro que você não tem a intenção de reler:


Como falei na resenha de "1984", achei esse livro pesado, e não o leria novamente.

5. Instagram - Um livro com uma capa bonita ou um livro fotogênico:


Difícil escolher, porque tenho vários livros com capas bonitas, desde os Harry Potter até "Métrica", com sua capa minimalista, ou "Misery", com aquela máquina de escrever retrô que eu adoro. Mas optei por uma capa com pessoa, e a escolhida foi a do Paulo André: ele está bem sério, nem parece aquele cara simpático e sorridente que eu conheci na noite do lançamento do livro, e isso deixou a foto muito bonita.

6. Youtube - Um livro do qual você gostaria de ver uma adaptação para o cinema:


Eu ia escolher "Blecaute", mas em quase todas as minhas listas ele está presente, então mudei. "Easy" é um romance lindo e tem uma mensagem bacana sobre abuso e violência contra a mulher, acho que daria um bom filme.

7. Skype - Um livro com personagens com os quais você gostaria de conversar:


Com certeza eu queria conversar com o Professor Lockhart, que é meu personagem preferido de "Harry Potter e a câmara secreta". Eu adoro aquele jeito dele, todo convencido, se achando a última bolacha do pacote o tempo todo, e as pessoas em volta, como se ele realmente fosse muito importante. Ele é hilário e no filme ele rouba a cena.

É isso colegas, curtiram minhas indicações? E que tal deixar nos comentários suas escolhas?

Vou indicar o blog Dramin, da Carol P. e o Forever a Bookaholic da Camylla para responderem a TAG, mas quem quiser fazer também, pode ficar à vontade, só não se esqueçam de citar as fontes, OK?

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A segunda vez que te conheci [Resenha]


"Depois de ver seu segundo casamento ruir e perder o emprego, Raul vai morar num flat, e no prédio conhece uma prostituta. Quando percebe, está gerenciando uma dezena de garotas de programa. Esse novo homem, porém, é colocado em xeque com o reaparecimento da sua primeira mulher."

A estória começa quando Ariela comunica a Raul que está saindo de casa e terminando o casamento. Sem maiores explicações, ela simplesmente diz que a relação não está mais funcionando, e deixa Raul perturbado, ora pensando que sua dedicação ao trabalho de jornalista foi o que acabou com o casamento, ora imaginando que sua esposa está se envolvendo com outro homem. A verdade é que Ariela saiu do apartamento, deixando para trás apenas alguns de seus livros de filosofia.

Em meio ao desespero pelo fim do casamento, Raul passa a conversar bastante com uma amiga de sua ex-esposa, Fabi, que parece compreendê-lo perfeitamente e sempre tem tempo para ouvir suas lamentações. Dessa convivência surge um forte desejo, de ambas as partes, e eles acabam ficando juntos. A ligação se fortalece tanto que Fabi se muda para o apartamento de Raul e eles passam a viver como um casal.

No fundo Raul nunca esqueceu Ariela, apesar de gostar muito de Fabi. Quando ela disse que queria terminar a relação, assim como fez sua primeira esposa, foi Raul quem saiu do apartamento, deixando toda uma vida para trás, e foi morar num flat emprestado por um amigo.

É a partir desse momento que sua vida começa a mudar radicalmente: com dois casamentos falidos e morando sozinho, Raul ainda é demitido da revista em que trabalhava há anos, ficando meio sem rumo. Então, em seus dias de ócio, a única coisa que ele encontrou para fazer foi ficar à beira da piscina do flat, aproveitando o sol. 

Desde a primeira vez em que esteve na piscina Raul percebeu a presença de várias meninas lindas, que, aos poucos, ele foi descobrindo serem garotas de programa. Inesperadamente, ele faz amizade com uma delas e começa a ser seu motorista, levando-a de um programa para outro e recebendo parte de seu pagamento por isso. A notícia se espalha e outras garotas pedem que ele faça o mesmo com elas.

Raul acaba gostando desse novo ofício, e começa a ganhar uma boa grana também, mas isso não lhe traz felicidade e ele continua sempre pensando em Ariela, desejando que ela volte e eles reatem o casamento.

Entre uma corrida e outra, o personagem Raul vai se aprofundando em filosofia, fazendo algumas reflexões interessantes sobre o ser ou não ser, sobre o agora e o ontem e sobre sua própria existência. De tanto pensar sobre o fim de seus casamentos, ele tenta criar poemas que expressem seus sentimentos, e esses são os momentos mais legais do livro. As frases do personagem são profundas, e ao mesmo tempo hilárias, mostrando toda a versatilidade do autor. 

O estilo de narrativa de Marcelo Rubens Paiva é muito peculiar, dando uma velocidade boa à leitura e envolvendo o leitor com seu ritmo crescente. Os parágrafos são curtos e sem rodeios; mesmo nos momentos em que ele fala sobre filosofia, que é um assunto mais complexo, o ritmo da leitura é mantido e não diminui o interesse do leitor.

Apesar de envolver o dia a dia de garotas de programa, descrevendo minuciosamente algumas situações vividas por elas, o livro não foca apenas nesse assunto, e não é em nenhum momento vulgar ou apelativo. A narrativa nada mais é que um retrato da vida das profissionais do sexo, em paralelo aos dilemas de Raul, que começa como um homem comum, que trabalha e mantém em casamento feliz, mas que descobre que é possível ganhar dinheiro fácil explorando a satisfação alheia.

O final do livro é muito inteligente, misturando um momento trágico com uma solução feliz para o impasse sentimental de Raul, e confesso que fiquei satisfeita com o desfecho que o autor preparou para ele, principalmente com a maneira que Marcelo encontrou para revelar o final. Os últimos momentos da narrativa podem surpreender o leitor e ao mesmo tempo fazê-lo pensar que, na segunda vez, nada poderia ter sido diferente da primeira.

"A segunda vez que te conheci"
Marcelo Rubens Paiva
Editora Objetiva
192 páginas
Nota do blog: 4,7
Nota do Skoob: 3,8
Compre pelos links: Submarino, Saraiva ou Cultura.