Sim caros leitores, meu desejo se realizou! Desde a primeira vez que li Feliz ano velho, eu tinha essa vontade de conhecer o Marcelo Rubens, e depois que conheci Blecaute então, nem se fala. Aliás, vocês que acompanham o blog, sabem da verdadeira paixão que tenho por esse livro, não é mesmo?
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| Minha coleção de livros do Marcelo Rubens Paiva, ainda faltam alguns |
Então vocês vão entender a alegria que senti quando soube que o autor estaria autografando seu novo livro, Ainda estou aqui, na Livraria Cultura da Avenida Paulista. Pois bem, lá fomos nós tentar chegar perto dele e conseguir o tão sonhado autógrafo. Pena que não foi exatamente como imaginei.
Explico: a fila estava enorme, mas, felizmente, eu estava entre os 20 primeiros, e isso dava certa esperança. Poderia vê-lo chegar, observá-lo enquanto conversava com as pessoas que estavam na minha frente, e o melhor, ele ainda estaria de bom humor quando chegasse minha vez, e eu poderia, pelo menos, dizer o quanto adoro seus livros e agradecer pela viagem proporcionada por Blecaute. Mas, para decepção dessa que vos escreve, quase não consegui tirar uma foto ao lado dele.
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| Os dois liros autografados |
Tudo estava sendo feito na maior correria, e uma moça, acredito que agente da editora, estava coordenando a fila e organizando a entrada e a saída de cada pessoa na área dos autógrafos. Ela pegava os livros da mão das pessoas, colocava na frente do Marcelo, junto com o papel onde já estava anotado nosso nome, e ele só assinava e devolvia. Assim, meio que em série, sem um sorriso, sem uma palavra. A foto também tinha que ser rápida, já que a mocinha continuava nos apressando.
Apesar dessa correria, ele fez uma piada com o meu exemplar de Blecaute, que é bem velhinho, e, como eu comprei no sebo, tem o nome da antiga dona na primeira página, e ele perguntou se eu tinha pegado o livro da Cláudia. Ademais, entreguei para ele um marcador de páginas do blog, pedi para ele acessar e ler a resenha, e tirei poucas fotos.
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| Marcelo brincando com o nome na primeira página de Blecaute, e posando para a foto depois de autografar |
Acredito que o Marcelo não era o responsável pela rapidez do contato com os leitores, e por um lado até entendo que tudo tenha sido corrido, já que tinha mais 200 pessoas na fila, e se cada um demorasse o tempo que quisesse com ele, aquilo não terminaria nunca. Enfim, essa foi a sessão de autógrafos mais sem graça a que já fui, e sai um pouco decepcionada. Só espero que o livro seja tão bom que compense o fato de mal ter trocado duas palavras com o autor.
Pelo pouco que pude ler até agora, já percebi que será uma leitura bem emocionante. Leiam sinopse abaixo e vocês vão entender:
Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, a luta de uma família pela verdade. Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas: casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.
Mesmo depois desse post-desabafo, não deixei de gostar nem um pouquinho do Marcelo, e nem do seu trabalho, e continuo indicando para todo mundo sua obra-prima, Blecaute. Ainda não leram? Prefiro nem comentar, rs.
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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog
Milonga.
Twitter: @joana_masen