sábado, 6 de julho de 2013

Li até a página 100 e... #16


*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto


Primeira frase da página 100:

"Juuuuura? Uau, então é brilhante., eu respondi."

Do que se trata o livro?

É a estória de Miles, um adolescente que não tem amigos e coleciona últimas palavras de pessoas famosas. Ele vai estudar num colégio interno, onde conhece o Coronel e Alasca, a menina por quem se apaixona imediatamente. Os três passam a viver juntos as maiores aventuras e Miles  descobre que é capaz de manter uma amizade enquanto vai descobrindo o lado bom e o ruim de amar alguém.

O que você está achando até agora?

No começo estava meio lento, achei que não iria ser tão legal quanto os outros livros de John Green, mas agora parece que vai melhorar. Depois de conhecer um pouco melhor os personagens, a estória fica  mais interessante.

Melhor quote até aqui:

"Simples assim. De centenas de quilômetros por hora ao repouso em um nano segundo. Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolvê-la nos meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão." (página 98)

Algum personagem merece destaque?

Os três personagens principais são bons e têm o mesmo nível de importância até agora: Miles, o Coronel e Alasca.

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"Em vez de dizer, sei lá, um 'oi' ou algo assim, o Coronel começou: 'Fui instruído a convidá-los para a ceia de ação de graças na Mansão Martin'."

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sexta de música #28

Passada toda a comoção em torno da perda do cantor Chorão do Charlie Brown Jr., voltei a ouvir as músicas da banda e percebi que "Rubão, o dono do mundo" ainda é a melhor música deles. Coloquei no Twitter essa minha opinião e recebi muitas respostas concordando comigo, inclusive do Canisso, dos Raimundos.


Com sua formação original (Chorão, Champignon, Marcão e Pelado), o Charlie Brown Jr. emplacou muitas músicas nesse estilo punk, boas para ouvir enquanto anda de skate, que era um dos passatempos preferidos do vocalista da banda. Algumas músicas nesse estilo dinâmico e pesado: "Confisco", do álbum "Preço curto, prazo longo" (1999), "T.F.D.P." ("Abalando sua fábrica", 2001) e "My mini ramp", ("Bocas Ordinárias" de 2002).

Mas está no terceiro disco da banda a melhor música deles, que é a minha preferida também. "Rubão, o dono do mundo" é um hard rock com com letra polêmica e que caiu no gosto dos fãs do Charlie Brown Jr.: foi a sétima música mais tocada no Brasil em 2000 e seu vídeo ganhou 2 prêmios na MTV - "Melhor videoclipe de rock" e "Escolha da audiência", além de ter sido indicado em mais 3 categorias. Nessa música eles conseguiram mostrar o melhor da bateria de Pelado, com os rifs da guitarra do Marcão apoiados pelo baixo espetacular de Champignon, e no vídeo dá para perceber que eles estavam realmente curtindo aquele momento: 


Esse foi o único vídeo que consegui carregar, mas se vocês quiserem ver o oficial, sem a simulação do Guitar Hero na frente, acessem aqui.  

Bem antes disso, a primeira música da banda que ouvi foi "O coro vai comê", do primeiro trabalho deles "Transpiração Contínua e Prolongada", de 1997. Ali eles já mostraram seu estilo e deixaram sua marca no cenário musical nacional, mesclando rock com a cultura skatista:


Outra música dos caras que é muito legal, mas já com um estilo um pouco diferente, com melodia mais calma e letra romântica, que também seria uma das marcas da banda, é "Só por uma noite" ("Bocas Ordinárias"). Na verdade foi o vídeo que me chamou a atenção na época, por contar a participação de Paulo Miklos, dos Titãs, e mostrar um lado mais irreverente dos integrantes da banda:



E vocês leitores, quais são suas músicas preferidas do Charlie Brown Jr.?

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Personagens clássicos do cinema criados pela Pixar?

Li essa matéria no site do jornal O Globo e achei muito legal. Sou fã dos desenhos da Pixar e a ideia de pegar personagens já conhecidos do grande público e lhe dar novas roupagens é bem interessante.

Para os leitores nerds de plantão, uma releitura de um poster de "Star Wars"
O designer canadense Phil Postma imaginou que todos os clássicos do cinema poderiam ser produzidos pela Pixar (estúdio de animação responsável por sucessos como "Procurando Nemo" e "Toy Story"), e recriou alguns cartazes e algumas cenas de seus filmes preferidos a partir dessa ideia, e conseguiu um resultado super divertido, que ele mostra em seu blog Minion Factory.
Uma das cenas mais conhecidas de "O homem aranha", recriada por Phill
O legal do trabalho do artista é usar os mesmo traços dos personagens da Pixar para redesenhar os clássicos, como a Princesa Leia de "Star Wars". Ele passeia entre os mais variados gêneros do cinema, desde "O fantasma" até "Dick Tracy". Mas os meus preferidos até agora foram os desenhos dos super heróis, como esse abaixo, do Homem de Ferro, que lembra muito os personagens de "Os incríveis":


Visitem o blog Minion e conheça mais do trabalho de Phill, vale muito a pena. Eu adorei a Mulher Maravilha e o Thor =D


Outro desenho que me chamou bastante a atenção foi do "Jurassic Park", com o dinossauro Rex, do "Toy Story" (aquele que tem bracinhos tão curtos que não consegue apertar os botões do controle do video game) como base:


Tem muita coisa bacana lá, espero que gostem tanto quanto eu ;)

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ela é o cara #23

Depois de 16 anos do lançamento do primeiro livro da série "Harry Potter", ela merece ser a homenageada do blog: Hermione Granger.


 Na época do lançamento do primeiro filme (2001) a atriz Emma Watson, intérprete de Hermione, tinha essa carinha fofa, que logo conquistou todos os fãs da série. Ela foi tão perfeita ao dar vida a personagem que acabaram se fundindo numa pessoa só, ficando difícil desvincular a imagem de Emma da Hermione.

Nascida trouxa, Mione tem grandes cabelos castanhos e os dentes da frente maiores do que deveriam ser (mas isso ela resolve no livro 4, abusando um pouco de uma poção dada por Madame Pomfrey). Mas certamente suas caracaterísticas mais marcamtes são a inteligência e a curiosidade: ela está buscando sempre aprender mais e procurando respostas para todas as suas perguntas nos livros. Isso faz com que a maioria dos professores em Hogwarts a considerem uma aluna modelo, exceto Snape, que acha que ela não passa de uma sabe-tudo irritante (ela sempre quer responder às perguntas feitas pelos professores, mesmo que não sejam para ela).



Ser tão esperta e astuta sempre ajuda seus melhores amigos Harry e Rony em muitas situações: ela as auxiliou diversas vezes nos estudos, dando dicas para trabalhos ou até mesmo fazendo-os ela mesma, e em casos extra-classe, como as soluções de alguns mistérios em que o trio sempre se envolvia. Se não fossem as dicas de Hermione e sua brilhante capacidade de elucidar charadas, eles jamais teriam conseguido encontrar a Pedra Filosofal, nem teriam descoberto que tipo de monstro morava na Câmara Secreta. Apesar de os meninos não gostarem muito dela no começo da estória e implicarem com seu jeito sempre "certinho", depois do primeiro desafio que enfrentaram juntos a amizade deles se consolidou e nunca mais se separaram.

Entre os méritos de Hermione estão, além dos dois já citados anteriormente, no terceiro ano ela ganhou de Dumbledore um 'vira-tempo', dispositivo que permitia que ela assistisse a mais de uma aula ao mesmo tempo, e que no final ainda ajudou o trio a salvar Sirius Black e Bicuço; durante o torneio Tribruxo, no quarto livro, ela tem um pequeno envolvimento com o astro do quadribol Vitor Krum (o que desperta ciúmes em Ronny) e aparece no baile toda arrumada, tão diferente que Harry mal a reconhece. É nesse mesmo livro que ela cria a F.A.L.E, Fundação de Apoio a Liberdade dos Elfos, para tentar livrá-los do trabalho escravo a que são submetidos, mas os próprios elfos não apoiam muito a ideia. No quinto ano, Mione é nomeada monitora da Grifinória e ajuda Harry a formar a Armada Dumbledore, um grupo que fazia oposição ao regime imposto por Dolores Umbridge e que só queria aprender feitiços de verdade para poder se defender de um possível ataque daquele-que-não-deve-ser-nomeado. No ano seguinte, quando Rony começa a namorar Lilá, Hermione fica muito abalada e se afasta um pouco do menino para que não sinta tanto ciúmes ao vê-los juntos. Ela se oferece para ajudar Harry a encontrar as Horcruxes de Voldemort.



Mas é no sétimo livro que nossa bruxinha mostra realmente sua capacidade de organização e toda a sua inteligência: ela sai com Harry e Rony para procurar Horcruxes e leva uma pequena bolsa de contas, onde ela leva de tudo, desde livros a muda de roupas, e até uma barraca para acamparem (ela aplicou um feitiço na bolsa que faz com que seu interior fique enorme e carregue tudo o que ela quiser). Mione é torturada por Belatrix, sofre com a perda de Dobby e por ter enfeitiçado os pais antes de sair de casa, mas continua forte a luta bravamente na batalha final de Hogwarts.



Se você não conhece ainda o final da estória, pare de ler agora. Felizmente, durante o sétimo livro ela e Rony se acertam e dão seu primeiro beijo. Já no epílogo, onde J. K. Rowling mostrou um pouquinho do futuro dos personagens, Mione e Rony estão casados e, assim como Harry e Gina, levam sua primeira filha a estação para pegar o trem que a levará à Hogwarts.

Hermione trabalha no Departamento de Regulação e Controle das Criaturas Mágicas e continua lutando pelos direitos dos elfos domésticos, e defendendo o avanço nas leis contra a opressão dos nascidos trouxas.


Por ser o elo forte que mantém a amizade entre Rony e Harry, e sempre se mostrar imprescíndivel nas situações mais complicadas, além de ser carismática, inteligente e altruísta, Hermione merece nossa admiração e estará sempre nos corações de todos os fãs da série, assim como Emma Watson, a Mione de carne e osso.


terça-feira, 2 de julho de 2013

O temor do sábio - resenha


"Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens. Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos. Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver - até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos. Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo."

Depois de passar um mês e meio lendo esse livro, Kvothe já era quase parte da minha família, e foi difícil me desapegar. Voltar ao universo criado por Rothfuss traz a mesma sensação que na primeira vez: estamos diante de uma história grandiosa, com personagens marcantes, ambientes únicos e uma trama cheia de altos e baixos, mas que não deixa nenhuma ponta solta em momento algum, apesar de seu grande volume de páginas. O segundo dia começa exatamente onde terminou o primeiro, e, quem olha o tamanho desse livro e acha que vai ser só enrolação se engana completamente. Tem muita ação, viradas na trama e ainda mais coisas a descobrir sobre o universo e o próprio Kvothe.

É impressionante como o autor consegue desenvolver sua narrativa de forma que não canse o leitor, e não fique repetitiva, apesar de parte do livro se passar nos mesmos ambientes que o primeiro, como a Universidade, por exemplo. Kvothe continua tendo dificuldades para continuar na universidade, sem conseguir dinheiro suficiente para pagar a taxa escolar ou comprar roupas e sapatos novos, mas a história cresce e começa a abordar outros conflitos, mostrando a versatilidade do autor e envolvendo ainda mais o leitor nos dramas do protagonista.

Os desentendimentos com Ambrose acabam obrigando o jovem Kvothe a deixar a sua querida Universidade por um período. E, como ele tenta há muito tempo encontrar um mecenas para patrocinar sua música, resolve seguir a dica de um amigo e viaja para a cidade de Vintas, que fica muito distante da escola e de tudo aquilo a que ele já tinha se habituado. É uma mudança grande tanto na vida de Kvothe quanto na própria narrativa, que agora se passa em um outro ambiente, cheio de pessoas e costumes novos, onde o jovem terá que aprender a lidar com as pessoas e o estilo de vida local.

O conflito se dá quando Kvothe passa a ajudar o rei de Vintas a conquistar uma mulher, usando seus talentos de músico para escrever belos poemas à moça como se fosse o próprio rei. Nesse meio tempo, o jovem também salva sua majestade da morte por envenenamento, e ganha sua confiança. Como prêmio, Kvothe é incumbido de sair em busca de bandidos que estão aterrorizando o povo e matá-los. Então ele parte para a floresta, na companhia de um grupo de mercenários briguentos e, nessa jornada, acaba aprendendo muito mais coisas do que na Universidade. Desde conviver conviver com pessoas muito diferentes entre si até conciliar as brigas que acabam surgindo entre eles, o jovem Ruh aproveita para absorver a maior quantidade de conhecimento possível. Ele descobre características importantes sobre as árvores e ervas existentes na mata, como usá-las nas mais diversas situações, além de começar a treinar com o ademriano que viaja com o grupo.

É durante essa viagem que Kvothe se encontra com Feluriana, ser encantado que é a mulher mais bonita do mundo e de quem nenhum homem nunca conseguiu escapar antes: todos eles morreram ou ficaram loucos. Mas nosso jovem personagem usa toda a sua astúcia e seu poder de controle mental para se livrar das garras dela e ainda deixá-la esperando por sua volta. Esse tempo ao lado da criatura dá a ele toda a experiência que ele não tinha com mulheres, além de lhe conceder muito mais segurança para agir na frente deles. Isso sem falar em todo o conhecimento místico que ele adquire ao passar um tempo preso no mágico universo daquele ser misterioso.

Com todas as estórias sobre Kvothe se espalhando rapidamente, ele acaba se tornando uma lenda viva, e descobre que ouvir absurdos sobre si mesmo contados pelas pessoas não é muito agradável. Mas mesmo se tornando uma lenda, seu passado o persegue, e ao revelar ao rei de Vintas que ele é parte dos Edena Ruh, acaba sendo expulso do castelo, mesmo depois de todo o bom trabalho prestado e resolve que é hora voltar para a Universidade.

Mesmo com todas as aventuras que está vivendo, Kvothe nunca deixa de pensar em Denna, e em seus poucos momentos juntos podemos ver o quanto ele gosta dela, e espera que um dia possa dar à moça tudo o que ela deseja. É um romance delicado e gostoso de ler, além de complicado, capaz de despertar no leitor todo tipo de reação. Muitos detestam Denna, mas alguns leitores a amam e veem nela tudo aquilo que Kvothe também vê, apesar do mistério que a envolve durante toda a trama.

Mais uma vez o livro termina mostrando o lado surpreendente de alguns personagens, e o leitor continua com a sensação de que o mocinho nem sempre é mocinho, e que no final da trilogia muitas máscaras vão cair.

Não há um só ponto negativo a apontar nesse livro. Talvez o grande número de páginas, que pode afugentar alguns leitores, mas nem isso o desabona, pelo contrário, só aguça a curiosidade de quem já leu o primeiro volume da série. Os leitores de Rothfuss estão ávidos por mais informações, para descobrir o que aconteceu com Kvothe entre o período na Universidade até o momento em que ele se tornou dono de uma hospedaria no meio do nada. Ainda há muitos mistérios a serem desvendados, principalmente depois desse livro, que se encerrou deixando ainda mais perguntas em aberto, e muita desconfiança sobre o caráter de alguns personagens.

Leitura indicada para quem já gosta de uma boa fantasia, para fãs de Harry Potter, que tenham a mente aberta para conhecer outro tipo de magia, em outro universo fantástico, com criaturas mágicas e personagens cheios de mistérios. Mas, se você ainda não é adepto desse tipo de leitura, tome cuidado ao ler; você corre o sério risco de se apaixonar pela criação de Rothfuss e não sair de lá nunca mais.


O temor do sábio: as crônicas do matador do rei - segundo dia
Patrick Rothfuss
editora Arqueiro
960 páginas
nota no Skoob: 4.8
nota do blog: 5.0

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Um pouquinho de...


"... quando ela começava a escrever uma história, ninguém podia saber. Fingir com as palavras era uma coisa tão hesitante, tão vulnerável, tão constrangedora, que ninguém podia ficar sabendo. Só de escrever 'disse ela' ou 'e então', Briony envergonhava-se, sentia-se ridícula, por fingir conhecer as emoções de um ser imginário. Cada vez que falava sobre a fraqueza de um personagem, inevitavelmente se expunha; era fatal que o leitor imaginasse estar ela descrevendo-se a si própria. De que outra maneira poder ter descoberto aquilo?"

Reparação - capítulo 1