segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Um pouquinho de...

"Cobras: conforme ensinado pelo aventureiro popstar Bear Grylls em seu programa 'À prova de tudo', cobras podem ser uma  excelente fonte de nutrientes. O problema é abatê-las.

Como abater: você deve surpreender a cobra, pegando-a pelo rabo e girando-a no ar rapidamente para que ela se veja impedida de mordê-lo. Então, você deve acertá-la contra o chão para desacordá-la. Infelizmente, não encontramos voluntários para  testar a prática, então esteja por sua conta e risco."

(página 180, capítulo 4, Sobrevivência - o que comer)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Li até a página 100 e... #20



*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto



Primeira frase da página 100:

"Como o leitor já aprendeu no capítulo anterior, o mundo como o conhecemos muito em breve deixará de existir, graças às mudanças profundas e irreversíveis provocadas pelo T. zombie."

Do que se trata o livro?

Com a ameaça iminente de um ataque zumbi, é melhor estar preparada para enfrentar a epidemia que poderá devastar o planeta. Nesse manual podemos aprender a como sobreviver durante o apocalipse zumbi e como se defender de ataques de mortos-vivos.

O que você está achando até agora?

Incrível.  

Melhor quote até aqui:

"Saiu de casa, desobedeceu às regras , não seguiu o protocolo? Não vai ter homem do saco, não vai ter 'balinha' nem mariola: os zumbis  vão pra cima de você tal qual um centauro enfurecido e não vai ter papai nem mamãe para lhe salvar. Para preservar a vida dos filhos adolescentes, Frederick recomenda o uso de uma das mais antigas e eficazes ferramentas pedagógicas: o medo. 'Vale de tudo: cortar propositadamente a luz, deixar os filhos se, sua cota de ração, acordá-los aos berros no meio da madrugada, fazê-los enterrar ou cremar zumbis." (página 98)

Algum personagem merece destaque?

Não existem personagens fixos nesse livro, já que ele é um manual de sobrevivência para um possível ataque zumbi. 

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"Muitas pessoas se julgam preparadas para enfrentar esse cenário tão aterrador, mas a arrogância e a esperança são dois sentimentos fatais para um sobrevivente."

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Sexta de música #54 - Bruno Mars no Super Bowl

Vocês viram o show do Bruno Mars no intervalo do Super Bowl no último domingo? Foi muito bom! Teve a participação do Red Hot Chilli Pepers cantando Give it away e, apesar de curtinho, conseguiu empolgar a galera que estava no MetLife Stadium em New Jersey. Só para lembrar, a partida final da NFL foi entre o Denver Broncos e o Seattle Seahawks, que venceu por 43 a 8, conquistando pela primeira vez um título da liga.


O show de intervalo do Super Bowl é um dos eventos mais assistidos pelos americanos. Inicialmente, no intervalo se apresentavam bandas marciais, e só a partir de 1993, com a apresentação de Michael Jackson, foi que começaram a chamar grandes nomes para cantarem entre um tempo e outro do jogo. Desde então, os shows vêm ficando cada vez maiores e mais assistidos no mundo todo.

A apresentação que teve mais audiência na história do Super Bowl foi a de Madonna em 2012, que alcançou mais de 114 milhões de espectadores. Grandes nomes já passaram pelo evento, como Black Eye Peas, Beyoncé, Bruce Springsteen, Rolling Stones, Paul McCartney, Sting, U2, Phil Collins e Janet Jackson com Justin Timberlake, naquela polêmica cena do seio da cantora aparecendo no meio do show.

Quando anunciaram Bruno Mars como atração desse ano confesso que fiquei em dúvida se ele conseguiria fazer um show empolgante. Não que eu não goste dele, acho que ele tem ótimas músicas, mas ainda não tem tanta experiência para encarar um evento tão grande. Enfim, ele acabou me convencendo de que é capaz sim, fazendo uma apresentação impecável que levantou a galera com seus maiores hits.

Apesar dos comentários polêmicos sobre o playback feito pelo Red Hot, a participação deles só abrilhantou ainda mais a performance de Mars, que entrou arrasando na bateria antes de começar a cantar Locked out of heaven.

Então a playlist de hoje vem com as minhas músicas preferidas de Bruno Mars e depois a apresentação dele no Super Bowl XXXVIII.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O guia do mochileiro das galáxias - Não entre em pânico - resenha


"Arthur Dent tem sua casa e seu planeta destruídos no mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse. Os dois escapam da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Ford, que vivia na Terra disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do 'Guia do Mochileiro das Galáxias', o melhor guia de viagens interplanetário."

Todos os nerds amam os livros de Douglas Adams (já falei um pouco sobre ele aqui) e comentam que essa estória é o máximo, que é incrível e como assim você ainda não leu???? Bem, agora eu li e constatei: o livro é muito bom, mas não é tudo isso que dizem.

O começo é meio lento, mas não sei se poderia ser diferente, já que é o momento em que o autor nos apresenta os elementos da estória: Arthur Dent é um cidadão comum que está lutando para que sua casa não seja demolida e dê lugar a uma estrada, e seu amigo Ford Perfect, ator sempre desempregado, agindo de modo estranho, quer tirar Arthur dali antes que algo muito ruim aconteça.

Assim, inesperadamente, Arthur descobre que o amigo é um extraterrestre e que a Terra está prestes a ser destruída. Antes que consiga entrar em desespero, naves amarelas imensas invadem o espaço e emitem raios amarelos que assustam o mundo todo e depois silenciam totalmente o planeta. É numa dessas naves que a dupla de amigos pega carona e Ford espera voltar ao seu planeta de origem, Betelgeuse.


Mas nem tudo sai como ele esperava, eles descobrem que o capitão da nave não é nada amigável com caronas e que vai jogá-los no hiperespaço, onde, com certeza, morrerão rapidamente. E a narrativa começa a ficar mais dinâmica.

Durante o pouco tempo que conseguem ficar anônimos na nave, Ford revela a Arthur que estava na Terra apenas para estudar o planeta e ajudar na edição do novo "Guia do Mochileiro das Galáxias", que, nas palavras do próprio Ford, "é uma espécie de livro eletrônico. Tem tudo sobre todos os assuntos. Informa sobre qualquer coisa."

Quando são salvos pela nave Coração de Ouro, eles partem para uma exploração a um planeta há muito tempo abandonado, Magrathea, onde, antigamente, eram criados planetas sob medida, inclusive a Terra. A partir daí vamos conhecendo novos personagens, como o Presidente do Governo Imperial Galáctico - e semiprimo de Ford - Zaphod Beeblerox, sua piloto Trillian e o robô depressivo Marvin, que é um fofo mesmo sendo negativo o tempo todo.

O destaque do livro é o humor aplicado pelo autor na maioria das situações, utilizando muito sarcasmo para criticar algumas instituições e debochar de políticos da época:

"Você parece desconcertado - disse o homem, atencioso.
- Não, quero dizer... é, estou, sim. O senhor sabe, é que a gente não esperava encontrar ninguém aqui. Eu pensava que todos já tinham morrido, sei lá...
- Morrido? - disse o velho. - Não, que ideia! Estávamos apenas dormindo.
- Dormindo? - exclamou Arthur, surpreso.
- É, por causa da recessão econômica. sabe? - disse o velho.
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Mas, como eu ia dizendo - disse ele, tentando retomar o fio da meada -, veio a recessão e resolvemos que o melhor a fazer seria dormir por uns tempos. Assim, programamos os computadores para nos acordarem quando tudo tivesse voltado ao normal.
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- Mas isso é um comportamento imperdoável, não acha?
- Você acha? - perguntou o velho, cortês. - Desculpe, ando meio desatualizado."

Um dos momentos mais interessantes é quando descobrimos o por quê do número 42 ser a resposta para a vida, o universo e tudo o mais. Dentro do contexto, esse capítulo não me pareceu ser tão importante, mas talvez ele seja apenas uma introdução para algo que ainda vai acontecer nos próximos volumes da trilogia de cinco livros.

Outra coisa importante para todos os nerds que adoram essa série é a toalha. Segundo o 'Guia do Mochileiro das Galáxias', um mochileiro deve sempre carregar a sua toalha por onde quer que vá:

"Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e, naturalmente, pode usá-la para enxugar-se com ele se ainda estiver razoavelmente limpa."

As partes que mais gostei foram: a da baleia e do vaso de flores que se materializam na superfície de um planeta e mal têm tempo de pensar onde estão ou quem são; o momento em que Arthur descobre a que se refere a definição 'praticamente inofensiva'; a revelação da verdadeira identidade dos ratos que vivem na Terra e sua intenção; e finalmente, o capítulo onde Prostetnic Vogon Jeltz declama sua poesia para Arthur e Ford. Como o próprio livro define, a poesia vogon é a terceira pior do Universo, perdendo apenas para a poesia dos azgodos de Kria e para a pior de todas: a da poeta Paula Nacy Millstone Jennings, da Inglaterra, que desapareceu com a destruição da Terra. A tentativa de compreensão por parte de Arthur e Ford é impagável.

A estória se fecha no final do livro, O autor não cria necessariamente um clímax para o próximo volume, apesar de mencionar que a viagem continua. O livro tem seus momentos, mas, infelizmente, não vai ficar entre as minhas leituras mais marcantes da vida, talvez por toda a expectativa criada antes da leitura. A única coisa que vai ficar para sempre na minha memória é o peixe-babel, que seria muito útil se existisse de verdade. 

O guia do mochileiro das galáxias
Douglas Adams
editora Arqueiro
156 páginas
nota do blog: 4
nota do Skoob: 4.3
onde comprar: (box com os 5 volumes da série) Submarino ou Americanas

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Pote de coisas boas 2014

Demorei mas terminei meu pote de coisas boas. A ideia foi da Renata do blog Entre aspas, e eu curti muito. É uma coisa simples mas que ajuda a fazer aquele balanço de final de ano que todo mundo gosta de fazer. 


Para quem gosta de guardar suas lembranças em diários, a ideia é diferente e inovadora. Anotar tudo de bom em papeizinhos e depois voltar a lê-los no final do ano pode ser muito bacana, já que, pelo menos comigo era assim, quando está tudo em diários, dificilmente voltamos a ler o que escrevemos.

Então vou mostrar pra vocês como ficou minha obra de arte (não riam, eu não levo jeito pra coisa). E se vocês gostarem e quiserem aderir a ideia, basta fazer o seu pote e mandar a foto pro blog Entre Aspas, para que no dia 31 de dezembro elas façam um post especial com eles:



Joguei um pouco de glitter na tampa, e o visual ficou legal, mas para manusear está complicado, já que o brilho fica caindo por todos os canto da casa, rs.

Se vocês fizerem, mandem fotos para eu conhecer o pote de vocês, ok?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Um pouquinho de...

"A Inglaterra não existia mais. Isso ele entendia - de algum modo conseguia entender. Tentou de novo: a América não existe mais. Não conseguia entender isso. Resolveu começar com coisas pequenas, de novo. Nova York não existia mais. Nenhuma reação. Na verdade, no fundo ele nunca acreditara mesmo na existência de Nova York. 'O dólar', pensou ele, 'caiu completamente'. Isso lhe provocou  um pequeno tremor. 'Todos os filmes de Humphrey Bogart desapareceram', pensou ele, e esta ideia lhe causou um choque desagradável. 'O McDonald's', pensou. 'Não existe mais nenhum Big Mac'.
Desmaiou. Quando voltou a si, um segundo depois, chorava, chamando sua mãe."


(capítulo 6, página 52)