Robert Galbraith vai lançar a continuação de "The cuckoo's calling". Ou seja, J. K. Rowling vai continuar escrevendo sob o pseudônimo revelado no ano passado. "The silkworm" será a segunda parte de seu primeiro romance, e chegará às livrarias inglesas em 19 de junho. No Brasil a editora Rocco marcou o lançamento para novembro.
Só para relembrar, "O chamado do cuco" teve uma venda inexpressiva antes de "vazar" na internet que seu autor era na verdade a mãe de Harry Potter.
Abaixo uma pequena sinopse do enredo de "The silkworm":
"Quando o romancista Owen Quine desaparece, sua esposa chama o detetive Cormoran Strike para investigar o caso. Primeiramente, a senhora Quine acreditava que seu marido desaparecera por vontade própria apenas por alguns dias — como já fizera antes — e precisava que Strike só o encontrasse e o trouxesse para casa.
Mas conforme Strike investiga, fica claro que há muito mais em seu desaparecimento do que a esposa de Quine revela. Afinal, o romancista acaba de finalizar um manuscrito que pode deixar em alerta — e incomodar — muitos de seus conhecidos. Se o livro for publicado, ele arruinará carreiras — o que significa que muitos querem seu silêncio.
Quando Quine é encontrado brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, a investigação se torna uma corrida contra o tempo para entender os motivos de um assassino cruel; um assassino como nenhum outro que Strike já conheceu…"
Em comemoração ao episódio de número 550, Os Simpsons vão se transformar em Lego.
No dia 4 de maio, durante o episódio chamado "Brick Like", Homer vai acordar e perceber que Springfield foi transformada em blocos de montar, e ele terá a responsabilidade de fazer com que tudo volte ao normal.
A parceria faz parte de um conjunto de ações da empresa Lego, que já lançou esse ano o filme "Uma aventura Lego", e vai aproveitar para os blocos de montar da família amarela, que está prevista para chegar as lojas ainda em 2014.
casa dos Simpsons em Lego que será lançada esse ano
"Nestas páginas de diário, uma adolescente fora do comum escreve sobre seus dramas e conflitos familiares ao mesmo tempo corriqueiros e excepcionais, em uma narrativa envolvente, cheia de suspense e, claro, com o toque de fantasia característico de Carolina Munhóz."
O conto é curtinho, como um bom conto deve ser, e em poucas páginas consegue criar um universo interessante: no início da leitura não fica claro a verdadeira identidade de quem está escrevendo no diário, mas é possível notar sua decepção com a família e a vontade que essa pessoa tem de ser normal.
Até ai nada de estranho, todo adolescente que escreve em diários quer ser normal, quer que sua família o entenda e desabafa no papel seus mais profundos desejos e frustrações.
Mas, passadas algumas páginas, a menina que escreve se revela bem diferente dos jovens 'normais', com uma família muito característica, mas que talvez não fosse a ideal para ela até então.
Depois de perder a mãe numa noite que deveria ser especial para todos, a jovem se revolta e sai de casa, deixando para trás toda uma tradição familiar, da qual ela teoricamente deveria fazer parte, e tenta viver uma vida tranquila longe de tudo. Mas o passado sempre volta a seu pensamento, e a falta que ela sente da mãe a faz lembrar de tudo o que quer esquecer.
Ela vai repassando as lembranças dos últimos momentos que teve com a mãe, e não consegue entender o que ela estava tentando fazer enquanto revirava seu armário em busca de alguma coisa, e tentava fazer com que a menina aceitasse a sua condição de pertencer a uma família muito especial.
O único detalhe que pode insinuar algo sobre a jovem e a família é sua descrição física: muito branca e com cabelos da mesma cor. Mais a frente, o ambiente em que ela vive também dá pistas sobre sua origem, descrito como um lugar muito frio e com neve, onde todos trabalham o ano inteiro para satisfazer os desejos de muitas crianças numa única noite do ano.
Agora ficou fácil ambientar o enredo, e o leitor começa a entender o motivo de toda a revolta da menina, que queria apenas ser mais uma dessas crianças que recebem uma gratificação por terem se comportado bem durante o ano todo.
O desfecho é bem emocionante, quando o pai se aproxima da menina e explica a ela como foi que a mãe morreu, e por quê a família é tão especial para o mundo. A menina reluta a aceitar a herança familiar, mas no final, tudo acaba bem.
Como diz a sinopse do conto, ele tem o toque especial de Carolina Munhoz. Todo o texto é repleto de fantasia, e a autora inseriu no universo fantástico um pequeno drama cotidiano, desmistificando um dos seres mais amados por todos nós, nos aproximando dele mais um pouquinho, mesmo que não sejamos mais crianças para acreditar.
"Colin continuava convencido de que o comportamento romântico era basicamente monótono e previsível e que, portanto, seria possível criar uma fórmula bastante simples que anteciparia a rota de colisão de duas pessoas quaisquer. Mas ele temia não ser genial o suficiente para estabelecer as conexões. Ele simplesmente não conseguia imaginar um jeito de prever corretamente as outras Katherines sem estragar as que já tinha destrinchado direitinho. E, por algum motivo, o medo de não alcançar a genialidade necessária fez com que ele sentisse mais falta da K-19, mais do que quando ficou com a cara no carpete do quarto. O pedaço que faltava em seu estômago doía demais - ele acabou parando de pensar no Teorema e ficou se perguntando simplesmente como algo que não está lá pode causar tanta dor em alguém."
Nas últimas semanas foram lembrados o primeiro show dos Beatles nos Estados Unidos e o último show da banda, que pôs fim a uma era de sucessos do Fab Four.
Diante de uma plateia de 8.000 pessoas, um record até então, a banda fez, em 11 de fevereiro de 1964 no Uline Arena, em Washington, sua primeira apresentação em solo norte americano.
A data é tão marcante para os fãs que o grupo de tributo Beatlemania Now recriou na íntegra esse show, começando exatamente no mesmo horário que o de 64, às 20h30, e teve 35 minutos de duração.
Em contrapartida, no último dia 30 relembramos do ato final dos Beatles: o show que eles fizeram, há 45 anos, no terraço da Apple Records, em Londres.
A apresentação foi gravada para o filme "Let it Be" e registrou a última reunião dos quatro integrantes da banda, que depois ainda gravariam o álbum "Abbey Road", mas já não subiria mais aos palcos. Uma multidão alucinada pela banda teve o privilégio de assistir a esse show, que tinha entre o repertório os sucessos "Get Back" e "Don't Let me Down".
Eu nunca vi os Beatles tocando ao vivo - ainda não era nascida -, mas gosto muito da banda. Tenho algumas músicas preferidas, e na playlist de hoje vou mostrá-las para vocês. Espero que curtam e depois compartilhem comigo as que mais gostam também ;)
1.I want hold your hand 2.Eight days a week 3.Love me do 4.Help! 5.A hard day's night 6. She loves you 7.Can't by me love 8.From me to you 9.Come together 10.Please please me
"Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, esse livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco de sabe - a não ser pelo que ele conta nas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela. Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história, presente e futura, ora como um personagem invisível, à espreita por trás das cortinas, ora como protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora, mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo."
Já no início do livro o autor deixa claro que revelará pouco sobre a identidade do protagonista, Charlie, um adolescente que passa pela fase dos conflitos e das dúvidas pela qual todos os jovens passam, mas que é muito mais inocente do que os jovens realmente são. Ele escreve cartas, aparentemente num diário, para um amigo imaginário - ou não - onde ele conta tudo o que vive e o que pensa, desde os conflitos vividos no colégio, onde não tem muitos amigos, até o despertar da primeira paixão.
A narrativa se divide em dois núcleos distintos: o familiar, explorando a relação entre pais, filhos e irmãos, enquanto Charlie vai tentando aceitar a perda da tia que sempre o entendia e lhe dava livros para ler, e o escolar, que é onde Charlie faz seus primeiros amigos de verdade.
Enquanto em casa o menino alterna momentos de proximidade e distanciamento com os familiares, na escola ele rapidamente se apega aos irmãos Patrick e Sam; é com eles que Charlie explora e descobre um mundo que até então ele não conhecia, e por causa dessa proximidade, ele acaba se apaixonando por Sam que, além de já ter namorado, é um pouco mais velha que ele e o vê apenas como amigo.
O livro é permeado por pequenos dramas vividos pelos personagens, que têm características marcantes, como Sam, que é homossexual e sofre com uma paixão proibida, ou Mary Elizabeth, a garota expansiva e descolada que curte e jazz e só procura alguém que a ouça de verdade.
Escrito inicialmente para o público juvenil, o livro também conquistou os leitores adultos com seu enredo dramático e ao mesmo tempo divertido. Em alguns momentos sentimos o sofrimento do jovem Charlie, tentando entender o funcionamento das coisas e das relações e de repente uma frase engraçada dá novo ritmo à situação.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o modo como Charlie enxerga as coisas. Na maior parte do tempo ele é extremamente inocente, quase alheio ao real significado das coisas que se passam ao seu redor. Alguns de seus comentários sobre acontecimentos com a irmã mostram que ele é mesmo muito ingênuo, como quando ela é agredida pelo namorado e ele acha que está tudo certo. Em mais de uma situação ele me lembrou muito o personagem Forrest Gump.
"- E seu livro favorito?
- Este lado do paraíso, do F. Scott Fitzgerald.
- Por quê?
- Porque foi o último que eu li.
Isso fez eles rirem, porque sabiam que eu estava sendo sincero, não estava me exibindo. Depois eles me contaram quais eram os favoritos deles e eu fiquei sentado em silêncio. Comi torta de abóbora porque a moça disse que estava na estação e Patrick e Sam fumaram mais cigarros."
O foco da estória é a vontade que Charlie tem de ser notado, de ser importante. Não importante no sentido de famoso, mas apenas importante na vida de alguém, uma pessoa notada, que seja incluída num grupo naturalmente. Apesar de sua ingenuidade, ele consegue aos poucos ir conquistando seu lugar na família e no círculo de amigos, e percebe que sua existência tem significado afinal.
Uma coisa que vale a pena comentar é a relação de Charlie com um de seus professores, que está sempre lhe emprestando livros para que ele leia em casa e depois escreva suas impressões sobre ele. A inserção desse livros na estória é muito discreta, mas faz todo o sentido, pois o autor os usa como metáforas para explicar os sentimentos de Charlie.
Gostei do livro sim, mas pela expectativa criada antes de lê-lo, ao final fiquei esperando que houvesse algo mais. A estória é profunda, os personagens são carismáticos e envolventes e a inocência de Charlie ora nos faz amá-lo, querer zelar por ele, ora nos faz temer por sua segurança e sanidade mental. Enfim, é um livro que analisa o comportamento adolescente sem ser piegas, e nos apresenta um personagem carente e cheio de dúvidas como qualquer um de nós.
Não costumo colocar músicas nas resenhas, mas hoje em particular ouvi uma que caiu como uma luva para esse livro, e vou deixar o vídeo aqui para vocês assistirem. É a nova música do U2, chamada "Invisible", e esse nome já diz muita coisa sobre sua relação com o livro. Mas a letra tem trechos que me fizeram lembrar bastante de Charlie e de sua vontade de conquistar seu lugar no mundo e deixar de ser invisível para algumas pessoas.
A Livraria Cultura está vendendo em seu site alguns clássicos da literatura produzidos pela Barnes & Noble, numa edição especial para colecionadores: com uma arte toda caprichada, capa de couro estampada com detalhes em tinta especial dourada ou prateada e folhas douradas.
Os livros estão em inglês e têm um precinho um pouco acima do que a maioria das pessoas pagaria por eles, mas são tão lindos que valem cada centavo. Acessem o site da loja aqui e pesquisem.
Entre os títulos que vão conquistar os admiradores da boa literatura e os colecionadores de livros clássicos estão "Drácula", "Orgulho e Preconceito" e "Sherlock Holmes".