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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Um pouquinho de...

"Difícil dizer qual som era mais aterrorizante. O Colossus berrava e o barulho ecoava como se propagado de dentro de uma caverna. Em um urro com camadas, que nascia no alto da fonte e perdia força ao se espalhar, feito as ondulações causadas por uma pedra atirada em um lago. Pessoas gritavam nomes. Ossos quebravam. Solo era destruído.
Um monge-leão entoava um kiai.

(página 18, capítulo 2)









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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A punição da Bela [Resenha]

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"A princesa mantida como escrava sexual passa de favorita do príncipe a renegada, depois de se envolver com Tristan, também escravo na corte de Eleanor. Vendidos para senhores diferentes, Bela e Tristan, são então, separados, e, em meio a intensos jogos eróticos, acostumam-se a castigos cada vez mais severos. Mas quando a vila é atacada por soldados inimigos, os dois jovens são levados, juntos com Laurent, um escravo fugitivo que havia sido punido severamente, para o palácio de um sultão, até o momento de serem devolvidos à rainha Eleanor."

Quando li o primeiro livro dessa trilogia - Os desejos de Bela Adormecida - lá em 2013 (tem resenha, leia clicando aqui), achei a estória muito exagerada, com cenas de abuso sexual que pareciam pesadas demais para um livro erótico. Agora, depois do segundo volume da série, continuo não gostando do enredo como um todo, do exagero nas práticas sexuais e dos castigos aplicados aos protagonistas, mas consigo entender o objetivo da autora.

Sendo a melhor escritora de estórias de vampiro atualmente, parece  que Anne Rice quis se desafiar a escrever sobre um assunto totalmente diverso daquele a que está habituada, e certamente pesquisou muito sobre práticas sadomasoquistas para criar essa trilogia. Claro que ela teria que ir a fundo nas punições e castigos corporais, além de abusar do sexo explícito para mostrar que entende do que está falando, e não deixar que seu livro caia naquela categoria pornô para mamães.

Então sabemos que Bela se rebelou e desobedeceu a rainha, por isso, foi mandada para a vila a fim de ser leiloada e passar por castigos ainda piores que aqueles que lhe impunham no castelo. Ao seu lado estava Tristan, de quem ela acaba se aproximando muito. Os dois são separados e vendidos para pessoas diferentes, mas que não economizam na hora de castigar a ambos.

Enquanto Bela deve servir a elegante senhora Lockely, dona de uma taberna e muito linha dura, Tristan é vendido para o cronista real, que acaba se mostrando um pouquinho doce e compreensivo, mas que também não pega leve nos castigos.  A dona de Bela a explora das piores maneiras possíveis, fazendo com que ela limpe o chão com a boca, sem usar as mãos, sirva de brinquedo sexual para os clientes da taberna e ainda dê prazer à própria senhora Lockely. Bela, que chegou ali apenas pensando em desobedecer e planejar sua fuga, vai aos poucos percebendo que os castigos servem para educá-la, torná-la uma pessoa mais complacente, mais generosa e compreensiva.

Tristan também é humilhado e explorado, quando seu dono põe um falo em seu ânus, e o prende a uma carroça, como se fosse um cavalo, fazendo-o puxar o veículo por toda a vila. No fim do dia, ele é obrigado a fazer sexo oral em todos os outros escravos/cavalos, e depois dormir no chão. Para minha surpresa, o príncipe se descobre em meio a todo esse sofrimento, e revela ao cronista que entende o motivo de estar ali, e que sabe que precisa passar por tudo aquilo para se tornar uma pessoa melhor.

Tem muito sexo nesse livro. Muito mesmo. Sem nenhum tipo de preconceito; pessoas do mesmo sexo transam o tempo todo, Bela está a todo momento excitada e querendo se deitar com alguém para satisfazer suas necessidades, e é totalmente normal que ela receba lambidas de um gato em sua vagina até atingir o orgasmo.

No final do livro, há um sequestro e Bela e Tristan são levados por bandidos, deixando o gancho para o terceiro livro. Não dá para saber para onde estão sendo levados, mas já é possível perceber que, não importa onde estejam, continuarão a ser tratados como meros objetos sexuais.

Finalizada a leitura, minha conclusão é que continuo não gostando dessa estória. Acho as cenas de sexo surreais, e, apesar de saber que se trata de uma ficção, onde tudo pode acontecer, não gosto da forma como as pessoas são reduzidas a menos que animais. Ando cansada de chick-lit, e talvez por isso eu não consiga gostar tanto dessa trilogia. Mas ainda vou ler o terceiro livro, pois preciso saber como todo esse absurdo vai terminar.

Essa leitura fazia parte do meu projeto de leitura 10 vezes Anne Rice (que vocês podem conhecer aqui), e também entrou na Maratona Literária de Inverno (vejam a lista completa aqui). A minha recomendação é que, caso vocês tenham a mente aberta para práticas sexuais bizarras, essa é uma leitura perfeita. Ou se vocês apenas ficaram curiosos para conhecer a estória, vão em frente. No mínimo, vai valer a experiência.


A punição da Bela 
Anne Rice
Editora Rocco
352 páginas
nota no Skoob: 3.1
nota do blog: 2.8


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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Entrevista com vampiro - a história de Cláudia [Resenha]

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"Esta não é simplesmente uma adaptação para os quadrinhos de Entrevista com vampiro, best-seller de Anne Rice que virou filme em 1994. Meticulosamente ilustrado por Ashley Marie Witter, a versão em graphic novel do livro de estreia da rainha dos vampiros reconta a história sob um ponto de vista inédito: o da vampira criança Cláudia, imortal de 6 anos de idade, órfã e assassina, vítima e monstro, representada por Kirsten Dunst na versão cinematográfica. As ilustrações em tons de sépia retratam fielmente os personagens andróginos de Rice e ainda reforçam o clima sensual e sombrio da obra origina, renovando e enriquecendo a narrativa."

Nessa transposição do livro para a HQ, vemos praticamente a mesma estória; Lestat e Louis criam Cláudia, uma vampira criança que nunca cresce, e que vive sua curta existência atormentada pela vontade de ser adulta. A diferença é que agora a narradora é a própria Cláudia, que conta em detalhes seus mais profundos sentimentos.

Para quem já leu ou viu o filme Entrevista com vampiro, será mais fácil se ambientar à narrativa, pois os cenários e os personagens são os mesmos, porém, vistos pela perspectiva da jovem vampira. É interessante acompanhar seus dilemas e entender suas motivações para se tornar cruel e se rebelar contra seu criador. Também fica mais compreensível a relação tão próxima que ela mantém com Louis.

O que mais chama a atenção nessa edição é a arte: com traços que remetem a um ambiente sombrio, cada quadro é capaz de transportar o leitor para dentro da estória. Na grande maioria, os desenhos têm um tom pastel, mas, em momentos mais marcantes e tensos, eles vêm carregados de vermelho, alcançando seu objetivo inicial, que é criar o clima de medo tão comum numa uma boa estória de vampiros.

Essa adaptação é totalmente indicada para quem já conhece a criação de Anne Rice, e até para quem nunca ouviu falar sobre Entrevista com vampiro. Sendo fiel às características mais básicas de cada personagem, Ashley Marie consegue manter o estilo da rainha dos vampiros, e também inova, mostrando um lado mais reflexivo de Cláudia, que passa despercebido na obra original.


Entrevista com vampiro - a história de Cláudia
adaptado por Ashley Marie Witter
editora Rocco
224 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 4.7


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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Cidades de dragões [Resenha]


"Após lutarem grandes batalhas em Cemitérios de Dragões, Derek, Daniel, Romain, Amber e Ashanti estão de volta à realidade em Cidades de Dragões, segundo livro da série Legado Ranger. Depois de terem sido enviados para outra dimensão, os cinco agora tentam seguir com suas vidas na Terra, mas quando dragões começam a aparecer em diferentes pontos do planeta, deixando um rastro de destruição e morte, eles se veem obrigados a assumir sua responsabilidade e iniciam uma nova batalha que já ultrapassa a barreira entre as dimensões e que pode significar o fim da humanidade ou a sua salvação. Repleto de ação e referências a séries japonesas que marcaram toda uma geração, essa é a sequência perfeita para uma saga de fantasia épica."

E os dragões chegaram à nossa dimensão. Assim começa a continuação de Cemitérios de dragões (resenha aqui), que já tinha sido incrível, mas essa sequência consegue tirar o fôlego do leitor logo no início.

Já nas primeiras páginas temos dragões atacando e matando pessoas, em cenas de ação que não nos permitem parar de ler (ou respirar), tudo muito bem ambientado na Copa do Mundo no Brasil. Esse foi um toque de classe dado por Draccon, que, particularmente, gostei bastante.

Cada capítulo se passa em uma região diferente, onde estão cada um dos Rangers, e aos poucos é possível se ambientar e entender o que eles estão fazendo agora que voltaram para suas vidas normais. Enquanto alguns buscam entender e usar seus poderes para fazer o bem, outros tentam ao máximo evitá-los, sem muito êxito.

Ashanti, minha personagem preferida (e do autor também), está colocando ordem em Uganda, sua terra natal, e tentando por fim a todo o sofrimento que aquele povo viveu durante tanto tempo; Derek foi pego pelo exército americano e está preso enquanto tenta explicar a seus superiores como conseguiu seus poderes e porque os está usando indiscriminadamente, com vídeos sendo postados a todo momento na internet, que mostram o Ranger em ação. Já Daniel, o nipo-brasileiro, como todo bom hacker, passou a maior parte de seu tempo na Terra estudando e desvendando o mistério por trás de seu bracelete, e consegue usá-lo para quase tudo o que imaginar. Romain voltou para a França, continua seu trabalho de dublê, mas agora é pai e não quer saber dessa história de Ranger. E Amber ainda sofre com seus problemas familiares e quer apenas ser uma pessoa comum.

Antes de se reunirem para enfrentar a Vespa Mandarina, uma criatura maligna que está causando no Japão, Derek decide usar um portal criado por Ashanti e retornar ao Cemitério para resgatar algumas pessoas que ficaram lá, e os outros quatro Rangers ficam para defender a Terra.

Quando os dragões invadem nossa dimensão, eles não podem se furtar às obrigações de Ranger, e vão tentar detê-los. Até porque, parece que a culpa por essa invasão é deles, que conseguiram atravessar o portal de volta para a Terra e podem ter trazido essas feras em seu encalço.

Há muita luta, gritaria, correria e sangue desde as primeiras páginas, e Draccon não teve pena de ninguém: pessoas morrem sim, afinal, como fugir de dragões que aparecem do nada cuspindo fogo? O ritmo é intenso e, como a escrita é muito fluída, tudo vai acontecendo rapidamente, sem cansar o leitor ou deixar a narrativa confusa.

Novamente o autor caprichou nas referências às séries japonesas, além de fazer menção a outras mais contemporâneas, como Game of Thrones e Como treinar seu dragão, mantendo aquele toque de humor que, em alguns momentos, alivia a tensão da leitura. Em alguns momentos pude visualizar perfeitamente uma luta entre dois dragões enormes em meio a cidade de Tokyo, destruindo edifícios e pontes, exatamente como acontecia no Jaspion. Isso é muito empolgante, e quem já assistiu a alguma série tokusatsu, principalmente as dos anos 80.

O final... ah! que final destruidor! Depois de duelar com uma criatura quase invencível como a Vespa e domar os imensos dragões, usando-os em seu benefício, quando tudo parecia caminhar para uma trégua e começar novamente no próximo livro, Raphael Draccon deixa um epílogo que fez meu coração parar por alguns segundos. Novamente, a inspiração na bruxa do Jaspion está presente, mas a situação fica bem pior que no primeiro livro. Certamente, o leitor vai ficar sem fôlego nessas últimas páginas, ansiando pelo terceiro livro, assim como eu.

Leiam esse livro hoje! Com certeza ele ficará entre os seus favoritos.

Cidades de dragões
Raphael Draccon
editora Fantástica Rocco
320 páginas
nota do Skoob: 4.4
nota do blog: 4.5

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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Affonso Solano e Raphael Draccon autografam seus novos livros

Foi um final de semana movimentado! E foi uma grande alegria estar novamente na presença de escritores tão incríveis!



















Na sexta-feira, estive mais uma vez com Raphael Draccon - sempre um fofo - que estava autografando seu novo livro, Cidades de Dragões, Legado Ranger II.

Estou ansiosa para começar a ler esse livro, porque adorei o primeiro e quero saber como os Rangers vão se virar agora, num ambiente bem diferente do anterior (leia a resenha de Cemitérios de dragões aqui).



No bate-papo antes da sessão de autógrafos, um leitor perguntou ao Draccon se ele tinha um personagem preferido nessa estória, e ele disse que tem uma afeição especial pela Ashanti, por toda a sua história de vida e o peso que o sofrimento dela no passado tem em suas ações no presente. Ela também é a minha preferida! Acho a Ashanti demais, e quero que ela lute muito nesse segundo livro.

A Carolina Munhóz também estava na Livraria Leitura, autografando O mundo das vozes silenciadas, mas, como não li o primeiro livro e nem tenho a intenção de ler esse segundo, não tive nenhum contato com ela nesse dia. Fica pra próxima.



Depois, no domingo, voltei à livraria para finalmente conhecer Affonso Solano, autor de O espadacim de carvão (resenha aqui). Ele está lançando o segundo volume da série, intitulado O espadachim de carvão - as pontes de Puzur.

O Affonso é muito legal, e eu adorei conhece-lo. Além de autografar os livros, ele desenhou as três espadas de Adapak, e me explicou a origem do nome delas.

Entreguei um marcador de páginas do blog para ele, que acabou personalizando o autógrafo com uma brincadeira com o nome do blog, vejam:



Foi muito legal passar um tempinho com o Solano, e ver de perto aquele bigode maneiro que ele vem cultivando, rsrsrs. Tiramos uma foto bacana, invocando a magia dos Círculos, e claro que a cara dele ficou mais divertida que a minha.



Apesar do calor e da imensa fila, na qual fiquei por quase uma hora e meia, valeu a pena. Essa já era a quarta vez em que eu tentava conseguir um autógrafo dele, e deu certo. Acho que Os Quatro Que São Um me ajudaram dessa vez.



E como nem só com escritores se faz um grande evento, também pude reencontrar alguns amigos de fila, rsrs, aqueles que estão sempre nas sessões de autógrafos e lançamentos de livros, e também fazer novas amizades com blogueiras da região. Adoro esses encontros para confraternizar com vocês!

Então queridos leitores, não percam tempo: se ainda não conhecem nenhum dos livros citados aqui, acessem os links abaixo e adquiram já seus exemplares, e conheçam essas duas estórias fantásticas, que não devem nada para as de autores internacionais. Temos que valorizar mais nossos autores =)

Cidades de Dragões - onde comprar:
Livraria Pergaminho, Extra, Livraria Cultura

O espadachim de carvão, as pontes de Puzur - onde comprar:
Americanas, Livraria da Folha, Amazon



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terça-feira, 30 de junho de 2015

Fui uma boa menina? [Resenha]



"Nestas páginas de diário, uma adolescente fora do comum escreve sobre seus dramas e conflitos familiares ao mesmo tempo corriqueiros e excepcionais, em uma narrativa envolvente, cheia de suspense e, claro, com o toque de fantasia característico de Carolina Munhóz."

O conto é curtinho, como um bom conto deve ser, e em poucas páginas consegue criar um universo interessante: no início da leitura não fica claro a verdadeira identidade de quem está escrevendo no diário, mas é possível notar sua decepção com a família e a vontade que essa pessoa tem de ser normal.

Até ai nada de estranho, todo adolescente que escreve em diários quer ser normal, quer que sua família o entenda e desabafa no papel seus mais profundos desejos e frustrações. Mas, passadas algumas páginas, a menina que escreve se revela bem diferente dos jovens 'normais', com uma família muito característica, mas que talvez não fosse a ideal para ela até então.

Após a morte da mãe numa noite que deveria ser especial para todos, a jovem se revolta e sai de casa, deixando para trás toda uma tradição familiar, da qual ela teoricamente deveria fazer parte, e tenta viver uma vida tranquila longe de tudo. Mas o passado sempre volta a atormentar seu pensamento, e a falta que ela sente da mãe a faz lembrar de tudo o que quer esquecer. 

O único detalhe que pode insinuar algo sobre a jovem e a família é sua descrição física: muito branca e com cabelos da mesma cor. Mais a frente, o ambiente em que ela vive também dá pistas sobre sua origem, descrito como um lugar muito frio e com neve, onde todos trabalham o ano inteiro para satisfazer os desejos de muitas crianças numa única noite do ano.

Como diz a sinopse do conto, ele tem o toque especial de Carolina Munhoz. Todo o texto é repleto de fantasia, e a autora inseriu no universo fantástico um pequeno drama cotidiano, desmistificando um dos seres mais amados por todos, e nos aproximando um pouco mais dele - ainda que não sejamos mais crianças para acreditar.


"Fui uma boa menina?"
Carolina Munhoz
editora Rocco
16 páginas
nota do Skoob: 3.4
nota do blog: 4


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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um pouquinho de...

"- Você sabe que, se quiser, pode desencanar dele e curtir algum amigo do príncipe Harry aqui né? - arriscou Darren, entrando na conversa.
- Se eu quisesse curtir com alguém, pediria para o pessoal do clube ligar diretamente para o Harry, querido - brincou.
O comentário fez o garoto pular de felicidade, como se houvesse desvendado um grande enigma.
- Vocês dois dariam filhos ruivos lindos! Embora seja mais a sua cara terminar se atracando com um Harry Styles da vida.
Aoife riu, visualizando a cena.
- E quem não se atracaria com o Harry Styles? - zombou Emily."

(página 102)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Sexta de música #96 - Emily O'Connell

O Mês Especial Carolina Munhóz tá quase acabando, mas ainda dá tempo de falar um pouquinho mais sobre a personagem de seu último livro, Emily O'Connell, a patricinha mimada de Por um toque de ouro.


A Emily é uma jovem que gosta de aproveitar o que de melhor a fortuna da família pode lhe oferecer: roupas e sapatos de grife, joias caríssimas, os melhores restaurantes e pubs, as festas mais exclusivas e as baladas mais disputadas. Além disso, ela também é linda, com seus longos cabelos ruivos (que eu adoro) e lindos olhos verdes capazes de conquistar até o cara mais resistente.

Por tudo isso, durante a narrativa, nos deparamos com diversas citações de marcas famosas, alta costura, diamantes Swarowski, carrões, bebidas e tudo mais que envolve pura ostentação (MC Guimé ficaria no chinelo, rsrsrs). E a playlist de hoje reflete um pouco ar de celebridade que envolve Emily O'Connell.

Mas, como nem só de baladas vive uma socialite de respeito, Emily também se envolve afetivamente com um americano lindo de morrer, o Aaron, e, como no início do romance tudo é lindo e maravilhoso, também veremos esse clima fofinho em algumas músicas também. E não seria spoiler dizer que o casal enfrente dificuldades ao longo da narrativa, por isso, vai ter música para coração partido por aqui =)

Aproveitem a playlist, cantem, dancem, sintam-se como Emily. Depois, não esqueçam de participar do sorteio de um exemplar do livro Por um toque de ouro, autografado pela Carolina especialmente para um leitor do blog. Clique aqui.

Que a sorte (e a fortuna) nunca acabem!





1. Diva - Beyoncé
2. Feel so close - Calvin Harris
3. Pour it up - Rihanna
4. Burning up - Nick Carter
5. We can't stop - Miley Cyrus
6. My humps - The black eyed peas
7. Stole my heart  - One Direction
8. I hate this part - Pussy Cat Dolls
9. May it be - Enya
10. Electrical storm - U2


Antes de ir, preciso revelar para vocês um segredinho: eu vinha montando essa playlist desde segunda-feira, e ontem, por acaso, vi que a Carolina também fez a sua própria seleção, postada no site da Rocco. Pois bem, fui lá conferir se tinha alguma canção em comum com a minha, e para minha surpresa, não tinha nenhuma! Aliás, eu tinha colocado Summertime Sadness da Lana Del Rey aqui, mas achei muito deprimente e tirei. Fora essa música, nós combinamos apenas nos artistas, como por exemplo One Direction, Rihanna e U2 (que não podia faltar né).




Então, depois de ouvirem a minha playlist, deem uma passadinha lá no blog da Rocco, clicando aqui, e ouçam também a seleção da Carolina, cheia de músicas incríveis ;)


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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Por um toque de ouro [Resenha]

onde comprar: Extra//Ponto Frio//Casas Bahia 

"Depois do bem-sucedido 'O reino das vozes que não se calam', a escritora Carolina Munhóz apresenta o primeiro livro da Trindade Leprechaun, sua prmeira trilogia, inspirada nas lendas irlandesas e ambientado na Dublin contemporânea. Uma jovem ligada ao mundo fashion descobre ser a herdeira de uma rara linhagem de seres mágicos cnsiderados guardiões de potes de ouro, e com essa descoberta também vem o desafio de tentar manter seu dom, se protegendo de pessoas mal intencionadas, que desejam apenas roubar o seu poder."

Emily O'Connell é uma menina que tem tudo o que quer: a família é muito rica, ela tem liberdade total para fazer o que quiser sem dar satisfações para ninguém, e seus pais são extremamente liberais e aceitam trabquilamente todas as suas atitudes. Ela vive em baladas, bebe, fica com quem quiser e aproveita tudo o que o dinheiro pode lhe dar. Emily também ajuda os pais desenhando algumas peças para a grife de sapatos e bolsas da família, que é sucesso mundial. Além de tudo isso, ela é muito boa no poquer, e ganha milhões na mesa de jogo facilmente. Sua sorte parece não ter fim.

O que ninguém imagina, nem mesmo a própria Emily, é que todas essas coisas têm origem num poder especial que ela possui, herdado de seu pai: o toque de ouro. Tudo em que eles se envolvem dá certo, eles quase nunca ficam doentes e a fortuna da família só aumenta a cada dia. E Emily curte a vida sem se preocupar com nada, até que numa noite algo dá errado.

De repente, ela se vê num lugar escuro, beijando um cara que ela não sabe quem é, e tenta sair dali, mas ele a segura e tenta estuprá-la. Sem saber como ou porquê, Emily afasta o agressor com um grito, e o lança contra a parede, de onde ele fica olhando para ela, apavorado. A partir dessa noite, a vida dela começa a ficar estranha.

Emily conhece numa festa um rapaz muito bonito, por quem ela logo se interessa. Aaron vai aos poucos se aproximando dela, e eles acabam se envolvendo. Mas além de ser lindo, inteligente, meigo e perfeito, Aaron também sabe de coisas sobre Emily que ela nunca pensou que existissem, e começa a desvendar alguns mistérios sobre o dom que a garota possui.

A ruiva é descendente de leprechauns, criaturas místicas que, segundo a lenda, são guardiões de potes de ouro. Na verdade, ela tem o toque de ouro, ou seja, tudo o que ela faz atrai apenas coisas boas, e seu poder repele tudo de ruim que possa acontecer. Sua energia, ou seja, seu pote de ouro, fica concentrado num lugar especial, que nem ela sabe qual é. Claro que Emily não aceita tudo isso facilmente, mas, depois de refletir sobre como tudo acontece com ela, acaba acreditando.

Aaron conhece um pouco sobre o universo dos leprechauns - ele também é um -  e se oferece para ajudá-la a dominar seus poderes e Emily confia cada vez mais nele. Ela aprende a explorar seu dom, e, quando uma fatalidade exige que ela seja responsável e assuma o controle de sua vida, ela o faz sem pestanejar, dando seu toque de ouro às coisas.

Mas como nem tudo são flores para quem tem tanto poder, Emily descobre que há uma pessoa tentando roubar os poderes de Aaron e, por tabela, os seus também. Enquanto ele investiga onde está essa ameaça, ela continua cuidando de seu patrimônio, mas logo as coisas começam a complicar. Infelizmente, Emily descobre da pior maneira possível que quanto mais poder ela possui, mais ela atrai a inveja e a ganância daqueles que querem roubar seu toque. E o ataque pode vir de onde ela menos espera.

No início da leitura achei que a estória me agradaria mais que o anterior da autora que eu li, 'A fada', e que a premissa era bastante interessante. Gostei da construção dos personagens e da ideia de a estória se passar na Irlanda, país que tenho muita vontade de conhecer. Mas é exatamente por isso que me decepecionei um pouco: a autora inseriu na narrativa diversas descrições de lugares, pessoas e fatos históricos daquele país, em detalhes mínimos, que deixou o livro com um certo ar de guia turístico.

Claro que o autor conhecer bem o lugar do qual está falando é um ponto positivo para enriquecer a narrativa, mas achei que aqui ela errou a mão. Fica muito claro que ela foi passando por cada ponto turístico de Dublin e gravando os detalhes para usar na estória. Achei exagero em alguns momentos, e ela não precisava forçar tanto a barra.

Por outro lado, achei que a escrita da Carolina está mais madura, e isso me agradou bastante. Foi muito bom acompanhar seu crescimento e ver que ela realmente tem talento. O livro é bom sim. Vale a pena a leitura? Com certeza! Só acredito que eu não seja parte do público para o qual ele se destina. A escrita da autora evoluiu muito, isso é evidente, sua estória aqui é mais madura, menos bobinha e os leitores só têm a ganhar com isso.


Por um toque de ouro
Carolina Munhóz
editora Fantástica Rocco
272 páginas
nota do Skoob: 4.5
nota do blog: 3.5


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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sorteio Por um Toque de Ouro, Carolina Munhóz






















Olá leitores! O mês especial Carolina Munhóz está a todo vapor, e hoje começa o sorteio de seu mais novo livro, Por um toque de ouro, autografado + alguns mimos que vieram da noite de lançamento.

No último dia 5 a autora esteve em Campinas, onde, junto com seu marido fofo, o também autor Raphael Draccon, bateu um papo descontraído com os leitores, contando alguns detalhes de Por um toque de ouro, como por exemplo, a ideia para o livro, a construção da personagem Emilly O'Connell da sua expectativa com a receptividade do livro pelos leitores.

Capa do livro, Carolina e Raphael no bate papo com os leitores, e a mesa especialmente enfeitada para o evento.
 Carolina foi muito simpática, como sempre, e atendeu a todos os fãs com o seu sorriso habitual. Deu inúmeros autógrafos, ouviu histórias, abraçou, tirou selfies e até deu entrevista para o blog da minha colega Mayara, o Curtindo a vida lendo. Vocês podem assistir ao vídeo da entrevista aqui.

Quando eu contei para Carolina que esse seria um mês todo dedicado à ela, ela ficou super feliz, e autografou o livro para o ganhador com um carinho todo especial. Por isso, espero que todos vocês acompanhem os posts especiais de junho com resenhas, playlists e uma pequena biografia da fadinha que todos adoram.

Olha a carinha da Carolina quando eu falei sobre so mês especial aqui no blog! E a minha cara fazendo graça enquanto ela autografava o livro, e depois, com o querido Raphael Draccon
Participem do sorteio do exemplar autografado de Por um toque de ouro, que começa agora e vai até o dia 30/06, com as regrinhas de sempre:

- ter endereço de entrega no Brasil;

- cadastrar um e-mail válido no formulário, que será usado para contactar o vencedor do sorteio;

- curtir a fanpage do blog clicando aqui (não basta apenas visitar, tem que CURTIR, e eu confiro todas as entradas!).

As demais entradas são opcionais, e quanto mais vocês participarem, mais chance têm de ganhar.


  a Rafflecopter giveaway


Nos vemos no final do arco-íris! Boa sorte a todos =)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Mês especial Carolina Munhoz

Quem é fã da Carolina levanta a mão!!!! Então preparem-se leitores, junho será cheio de posts dedicados a fada-escritora Carolina Munhoz, que está lançando seu novo livro, Por um toque de ouro, pelo selo Fantástica da editora Rocco.




Por isso, durante todo o mês, falaremos bastante sobre a obra da Carolina, sobre sua interação com os leitores nas redes sociais e, principalmente, sobre seu novo livro. Ao final do mês, faremos um sorteio valendo um exemplar autografado de Por um toque de ouro + livreto + botons.

Fiquem ligados no blog, estamos preparando coisas muito legais para vocês. E a própria Carolina Munhoz vai acompanhar os comentários dos leitores por aqui. Quero ver todas as feéricas participando muito!

Nesse primeiro post, vocês vão conhecer um pouquinho de Por um toque de ouro, o mais recente trabalho da Carolina Munhoz:


"Por um toque de ouro é o primeiro volume da Trindade Leprechaun, série inspirada pelas lendas irlandesas, cuja trama tem início no St. Patrick's Day, o mais importante e celebrado feriado do país.
Emily O'Connell nunca imaginou que pudesse ter um toque de ouro. Herdeira de uma das marcas mais luxuosas de sapatos e bolsas haute couture do mundo, sorte e glamour praticamente correm no sangue de sua família. Um dia, porém, Emily percebe que sua sorte talvez seja muito maior do que imagina. Na manhã seguinte ao feriado de St. Patrick, após ganhar milhões em uma noite de jogatina, a garota se vê vítima de uma tentativa de estupro. O que a tira das estatísticas policiais, no entanto, é a forma como ela consegue se livrar quase magicamente do perigo. Tudo se complica quando Emily conhece o misterioso e encantador Aaron Locky. Afinal, que segredos ele esconde por trás de seus cabelos compridos e de sua risada irônica? De algum modo, Aaron exerce sobre ela uma atração irresistível, como se uma aura de poder os cercasse e os unisse.  Ele tem muito a ensinar a Emily, mas, entre todas as coisas, ela nunca imaginaria que poderia estar envolvida com uma tradição secular lendária."

Em breve tem resenha aqui no blog. Mas enquanto isso, vocês podem ir curtindo o P1TDO Viajante, lá no site oficial da Carolina, e até ler o primeiro capítulo do livro, clicando aqui.


Todos o livros anteriores da autora
















Sobre a autora:


Aos 28 anos, Carolina Munhoz é jornalista e romancista, além de integrante do Poterish, um dos maiores sites de Harry Potter do mundo. A autora foi eleita como melhor escritora pelo Prêmio Jovem Brasileiro, teve seu último livro eleito como melhor do ano pela Revista Atrevida e ganhou por Vox Populi a categoria 'Author' do prêmio americano Shorty Awards. Autora dos best-sellers 'A fada', 'O inverno das fadas', 'Feérica' e 'O reino das vozes que não se calam', que escreveu em parceria com a atriz Sophia Abrahão pela editora Rocco e ficou por mais de 8 meses entre os autores nacionais mais vendidos. Foi citada por Paulo Coelho na polêmica de Frankfurt, é colunista do Spring Teen e participa do RapaduraCast. Com mais de 250 fã-clubes e 80 mil seguidores nas redes sociais, se divide entre escrever e conversar com seus leitores.


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Adultos sem filtros, e outras crônicas [Resenha]

onde comprar: Extra//Casas Bahia//Ponto Frio//Fnac

"Fenômeno editorial com mais de 1,3 milhão de exemplares vendidos, a musa teen Thalita Rebouças volta-se agora para um leitor mais maduro na coletânea 'Adultos sem filtro'. Dessa vez a autora fala sobre os mais variados assuntos - de relações familiares e amorosas à ditadura da beleza, de seus encontros com fãs, celebridades e taxistas a autocríticas impagáveis. Atravessando todos os textos, estão o humor rasgado, a simpatia e a desenvoltura que fizeram de Thalita sinônimo de sucesso, em crônicas que mais parecem bate-papos informais."

O segredo para uma leitura se tornar interessante é fazer com que o leitor se identifique com a personagem, fazendo florescer dentro de si um carrego de parecer. Portanto, é possível reparar que o todo reune o mundo, e só levamos de diferença nossa própria identidade. Talvez foi essa percepção que me fez gostar tanto desse livro.

Em Adultos Sem Filtros e outras crônicas, Thalita Rebouças, narra em primeira pessoa, assuntos de um cotidiano similar ao da gente, sem deixar de lado sua disposição para o bom humor. Para o livro se tornar dissemelhante na comparação de todos os seus outros títulos já publicados, a autora resolveu contar situações reais vivenciadas por ela mesma.  Algumas das proezas descritas tende a apontar risos das mulheres.

"A minha bunda caiu. Do nada. De repente. Assim, sem avisar, sem nem uma preparação, uns tapinhas no ombro ou um chororô. Fui dormir com ela redondinha e alegre. Acordei com ela triste e alasanhada - quadrada e compacta." (pág. 15)

As crônicas são divididas em assuntos como "Linda e magra", "Celebridades e subcelebridades", "Hipocondríaca? Eu?!", "Fala sério, taxista!", "Fofura em pessoa", "Ai, ai... humanos...", "Grande família", "Eu te amo", "Lisboa, querida Lisboa", "Eu, uma escritora".  A princípio a escrita é leve e, no desenvolver das páginas, adquire um pouco mais de desenvoltura no refletimento do leitor, que cogita em crer até que ponto os seres humanos podem chegar com suas atitudes. Como descreve o seguinte trecho:

"Filas as vezes podem revelar o verdadeiro caráter das pessoas, e isso as vezes me assusta - outras vezes me encanta. Ed Motta contou que o mundo é fabuloso, o ser humano é que não é legal. Eu, que adoro o Ed Motta, mas sou fã do ser humano, prefiro acreditar que ele estava falando de uma minoria." ( Pág. 188)

Folheei o livro inteiro com a sensação de estar conversando com uma amiga mais velha. Fiz questão de condensar as mensagens e sintetizar algumas em forma de conselhos, como quando a escritora conta sua experiência nas primeiras bienais, aonde subiu em cadeiras vestindo perucas: usando espontaneidade, conseguiu atrair um pequeno público que até hoje não para de se expandir.    

Foi esse tipo de artimanha que fez seu maior sonho se realizar, e o segredo? Simples! A persistência. O término é acompanhado de conclusões que dependem de quem e como está lendo. Eu por exemplo armazenei comigo que objetivos são criados para serem alcançados.
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"Respeito a opinião de quem não gosta de Paulo Coelho, assim como respeito quem não gosta dos meus. Mas sua importância para a divulgação da literatura brasileira no mundo é inegável. Ninguém faz mais do que ele, os números não mentem. As portas que Paulo Coelho abriu para outros autores brasileiros continuam lá. Quem quiser que corra atrás." (pág. 190)

Dentre as várias exposições em forma de letras, conhecemos uma hipocondríaca tagarela que sonha em fazer endoscopia, é sujeita aos mais bizarros diálogos com taxistas, gosta de vizinhos desde que não façam barulhos matinais, anormais, tem fãs de todos os tipos, conserva as mais malucas experiências e acima de tudo é humana. Assim, ela simplesmente se tornou protagonista de uma história repleta de satisfação que vale a pena ser lida. Se você é adolescente, recomendo que leia este livro e imagine, se você é adulto, prefiro que filtre este livro e relembre.


Adultos sem filtros e outras crônicas
Thalita Rebouças
editora Rocco
192 páginas
nota do Skoob: 4.1 
nota do blog: 4.5



Rafa Peres, resenhista e crônista, mantém o blog Minha Versão das Coisas, onde posta todos os seus textos.
@Rafaela Peres

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

360 dias de sucesso [Resenha]

onde comprar: Americanas//Amazon//Extra//Submarino 

"Um grupo de amigos que só queriam levar um som e se divertir veem a vida virar de cabeça para baixo depois que publicam um vídeo na internet e se tornam sucesso imediato na rede. Retratando, com a sensibilidade e o bom humor de sempre, um fenômeno cada vez mais frequente em tempos de internet a fama instantânea e efêmera, Thalita Rebouças volta à literatura juvenil, depois de dois bem-sucedidos títulos infantis, nesse aguardado romance, o primeiro narrado por um protagonista masculino. Um livro divertido e emocionante sobre sonhos e ídolos, romancem, amor não correspondido, traição, escolhas. E, claro, muita música."

Thalita Rebouças se destaca no universo adolescente pelo seu jogo de cintura e bom humor sempre em alta. Ficou ligeiramente conhecida pela série Fala sério, ou por seus romances em piluras, como prefere chamar. Com 18 títulos publicados e mais de um milhão e quinhentos mil livros vendidos, sua pilha só aumenta e a vontade de escrever vai crescendo. Seu mais novo exemplar (e também o mais colorido) é  ''360 Dias de sucesso''.

A estória gira em torno de sonhos, amores, desamores, música, e muito, muito hormônio à flor da pele. As páginas são narradas por Gualter, o baterista e compositor da banda.

Tudo começa pelo Pedro, que manja na guitarra e acaba arrancando suspiros de seu pai, Paulão que incentiva seu filho a se juntar com seu amigo Theo que toca e canta, (e acha essa a maneira mais fácil de pegar mulher). A ideia era uma apresentação da dupla em um churrasco, para uns pouco amigos. Sem querer parecer dupla sertaneja e por uma outra série de fatores, mais dois integrantes se juntaram a banda: o baixista Pá, e o baterista Gualter.

Depois da apresentação, Babi, que é a namorada de Pedro, percebeu que para a banda ficar ainda melhor eles precisavam de um teclado e ela mostra um vídeo de Mari tocando, que é uma tecladista de primeira. Sem pensar duas vezes a loira acaba sendo contratada pelos meninos.

Então a formação da banda ficou assim: Pedro na guitarra e responsável por cantar, junto com Theo. Gualter na bateria, Pá no baixo e Mari no teclado e voz.

O que nenhum deles esperava era o tamanho do sucesso que estavam prestes a conquistar, a letra  de Amor na hora certa, escrita por Gualter de maneira rápida, após ser jogada na rede, fez com que a banda PÓLVORA estourasse, conquistando fã clubes por todo o Brasil.

O livro não me pareceria interessante se fosse apenas mais uma história de mais uma banda, porém a Thalita soube direitinho fazer a gente se apaixonar por cada um dos personagens, ela tratou de maneira leve o tema do alcoolismo, os problemas familiares e o poder do sucesso quando ele sobe à cabeça, deixou a opção de nos identificarmos com os acontecimentos e, de repente, passamos a refletir sobre o nosso meio, mostrando que devemos dar valor ao que realmente nunca acaba, o amor que só encontramos nas amizades e na família.  Sem encher linguiça e com seu jeito sensível e humorado, a autora conseguiu fazer da estória uma experiência ÚNICA.

Quando a gente começa a ler o livro já dá pra saber que tudo só vai durar por 360 dias, mas no decorrer da estória a Thalita consegue deixar plantado no leitor uma semente de esperança, e acaba surpreendendo no final, deixando uma sensação de alívio com gostinho de quero mais.

360 dias de sucesso
Thalita Rebouças
editora Rocco
304 páginas


Rafa Peres, resenhista e crônista, mantém o blog Minha Versão das Coisas, onde posta todos os seus textos.
@Rafaela Peres


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cemitérios de dragões [Resenha]



"Em diferentes pontos do planeta Terra, cinco pessoas com histórias e origens completamente distintas desaparecem por motivos variados e acordam numa outra realidade. Em meio a guerras envolvendo demônios, dragões, homens-leão, seres fantásticos e metal vivo, os cinco precisam compreender os motivos de estarem ali e combater um mal que talvez não possa ser impedido. Em seu novo romance Draccon apresenta uma versão moderna e adulta de um universo inspirado por séries queridas por toda uma geração, como Jaspion, Changeman, Flashman, Black Kamen Rider e Power Rangers."

Essa é uma daquelas fantasias que prendem o leitor. E eu, que não sou uma consumidora voraz desse gênero, não conseguia largar o livro. É ação do começo ao fim, com um enredo fascinante.

Cinco pessoas, de partes distintas do mundo e que nunca se viram antes, acordam de repente num mundo estranho, sem saber onde estão e nem como foram parar ali. Só isso já daria uma estória incrível, mas Raphael Draccon enriquece ainda mais a trama concedendo a cada um desses personagens características únicas, que ajudam a construir uma trama sem igual.

Derek, um soldado americano de elite, Amber, uma jovem de Ruanda que cresceu oprimida pela guerrilha em seu país, Daniel, nerd brasileiro descendente de orientais, Romain, um dublê francês especialista em Parkour e Ashanti, a garçonete irlandesa que se mostra especialista em artes marciais, são os cinco elementos que vão compor esse grupo de heróis (e vítimas), onde um complementa o outro, e usam seus talentos em busca de um bem comum.

Num universo estranho, onde humanóides são governados por draconianos e demônios, e dragões são controlados por uma bruxa ambiciosa que quer dominar aquele mundo, o quinteto, a princípio, cada qual num lugar diferente, tem que sobreviver a inúmeras ameaças, enquanto tentam entender como foram parar num lugar tão insólito, buscando uma forma de voltar para casa.

Os perigos são muitos, e os personagens têm que enfrentar os mais impensáveis tipos de criaturas, lutando por suas vidas. Derek é muito determinado e se mostra logo um bom lider, enquanto Amber é mais forte psicologicamente. Daniel e Romain protagonizam as cenas mais divertidas do livro, com frases de efeito e algumas piadas que fornecem o alívio cômico necessário à estória, sem exageros. Ashanti, minha personagem preferida, é forte e determinada, e suas ações exalam essa força, até quando precisa demonstrar amor. É Ashanti quem forma com o rei Mihos o par romântico do livro.

O cenário onde se passa a estória é assustador, cheio de demônios, escravos que são ameaçados de morte constantemente e dragões. O metal vivo é quase um personagem da trama, e esse elemento é o responsável pela reviravolta na condição dos cinco humanos. Uma entidade muito avançada e conhecedora de tecnologias que estão muito à nossa frente mistura o metal com sangue de dragões e cria para eles um traje especial que os ajuda a lutar com os seres místicos que querem governar aquele universo. É aqui que o enredo deixa claro a influência do universo Tokusatsu, e séries como Jaspion, Changeman e Ultraman. Essa referência é usada de forma brilhante por Draccon, e, apesar de ser bem evidente, não é uma cópia.

O melhor do livro é a linguagem usada pelo autor, rápida, direta e que deixa a leitura muito fácil. Por se tratar de um universo totalmente novo, as explicações sobre ele poderiam carregar a narrativa, mas isso não acontece; Draccon consegue descrever tudo sem se prender demais a pequenos detalhes, e assim, aproxima da nossa realidade o cenário da sua fantasia. Não esperem descrições pormenorizadas de cada pedrinha como Tolkien (graças a Deus!), mas tenham certeza de que cada lugar ou criatura são bem apresentados, e isso conquista o leitor.

"Cemitérios de dragões" foi uma grata surpresa para mim, que não leio muita fantasia, e fiquei encantada por ele. Li rapidamente, adorei cada personagem, suas características diferentes, sua personalidade única, além de ter relembrado programas que eu via quando criança, como o Jaspion, do qual não falava há tempos. Foi uma das melhores leituras do ano e eu estou até agora apaixonada pela escrita de Draccon. Além disso, foi ótimo conhecê-lo pessoalmente, exatamente no dia em que terminei de ler o livro, e ouvi-lo falar sobre a criação da obra e suas inspirações.

Uma curiosidade sobre essa estória é que, durante a leitura, senti que algumas partes ficariam muito bem como história em quadrinhos, e tive a oportunidade de perguntar ao autor se isso está em seus planos. Ele revelou que algumas pessoas já tiveram essa mesma impressão, e que, futuramente, quem sabe, ele poderá enveredar por esse novo formato. Oremos!

Se não bastasse o enredo perfeito, o livro tem uma arte linda: a capa é maravilhosa, em tons de vermelho e azul, como se retratasse um pôr-do-sol muito bonito, em meio a um lugar abandonado, com alguns elementos da estória compondo o quadro. Ao abrir, a contracapa se destaca, em vermelho-vivo, e, depois de terminar de ler, é possível entender porque essa cor é predominante ali. Além disso, cada início de capítulo tem a figura de um dragão, reafirmando a participação deles na trama.

Não posso deixar de comentar sobre a forma como Draccon finaliza cada capítulo: há um quê de poesia em suas frases, um ar etéreo, com frases curtas, que fecham a cena acendendo no leitor a curiosidade para o próximo capítulo:

"Eram cento e cinquenta e oito pessoas.
Cento e trinta homens.
Vinte e oito mulheres.
Uma única regra."

(capítulo 2, página 18)

Sou toda elogios para esse livro, e confesso que a escrita de Raphael Draccon definitivamente me conquistou. Ao final de tudo, ficou a ansiedade pela continuação, já que "Cemitérios de dragões" se trata de uma trilogia. Super recomendo a leitura, para todas as pessoas.


"Cemitérios de dragões"
Raphael Draccon
editora Fantástica
352 páginas
nota do blog: 5
nota do Skoob: 4.3

quinta-feira, 13 de março de 2014

Animais fantásticos e onde habitam - resenha


"Em 'Animais fantásticos e onde habitam' o leitor pode encontrar descrições sobre todos os animais do mundo bruxo, em detalhes, descobrindo, inclusive, se ele é pode conviver pacificamente com humanos. Escrito por Newt Scamander e com prefácio de Alvo Dumbledore, o livro tem sido adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e é considerado como a principal razão dos bons resultados obtidos pelos alunos de Trato das Criaturas Mágicas. A obra não é restrita aos estudantes e diz-se que nenhuma casa bruxa está completa se não possuir um exemplar."

Mais uma vez, J. K. Rowling escreve sobre o universo Harry Potter e aproveita para ajudar a quem precisa: a escritora cedeu todos os direitos de publicação desse livro para a Comic Relief, organização humanitária criada por comediantes britânicos para ajudar crianças carentes.

Aqui, sob o pseudônimo de Newt Scamander, Rowling cria um guia com mais de 80 espécie de animais mágicos, e descreve seus hábitos, costumes e origens. Como se fosse uma duplicata do livro utilizado pelo próprio Harry em sala de aula, o livro trás diversas anotações feitas por ele seus amigos nos rodapés das páginas, e mesmo alguns comentários irônicos sobre o as características de alguns animais, de acordo com as aventuras que viveram na escola, como no caso do Diabrete da Cornualha, que está classificado como "XXX = bruxo competente pode enfrentar", e Roni escreveu ao lado "mas XXXXXXX se você for o Lockhart".
 
Na 52ª edição, o manual tem explicações sobre o que significa cada animal para a comunidade mágica e a percepção dos trouxas sobre eles, além de ensinar por que os bruxos devem mantê-los ocultos em habitats seguros. Newt apresenta para os leitores as normas impostas pelo Departamento de Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas do Ministério da Magia, que visam preservar os animais fantásticos, e proporcionar aos bruxos a chance de apreciar os poderes e a beleza de todos eles.

No início do livro há uma breve descrição do autor, onde os meninos aproveitaram para fazer mais uma observação engraçada, e um prefácio escrito por Dumbledore falando sobre como se sentiu honrado em fazê-lo e também ressaltando a importância da Comic Relief e da ajuda às crianças carentes. Ele também ressalta que o autor tem se sentido ofendido com as constantes pichações feitas em seu livro por alunos de Hogwarts ao longo dos anos.




Hagrid é citado pelas notas de rodapé de Harry em vários momentos, como na parte que fala sobre a venda e a criação de criaturas mágicas, e a proibição da criação experimental, dizendo que Hagrid não foi avisado disso ou na classificação de periculosidade dos animais com "XXXXX = mata bruxos/impossível domesticar", onde eles rabiscaram: "ou qualquer coisa que Hagrid goste".


Os animais estão classificados em ordem alfabética, mas Rowling pediu que, na tradução do livro, fossem mantidos os nomes originais em inglês e escritos em português entre parênteses. Alguns têm desenho.



Assim como "Contos de Beedle, o bardo", aqui também vemos na primeira página um espaço para colocar o nome do dono do livro, e é claro que Harry, Ron e Hermione fizeram suas próprias notações na página inteira, implicando um  com o outro:



O livro é bem organizado, e parece realmente ser um livro didático usado por um estudante. Só por ter relação com Harry Potter já seria obrigatório para todos os fãs, ainda mais por se tratar de um livro que vai ajudar crianças carentes com toda a renda conseguida com suas vendas. Isso garante a Rowling mais um sucesso.

Animais fantásticos & onde habitam
Newt Scarmander (J. K. Rowling)
editora Rocco
64 páginas
nota do blog: 3.5
nota do Skoob: 3.9
compre pelos links: Submarino, Cultura, Saraiva ou Americanas