sábado, 6 de setembro de 2014

O que eu li em agosto


Olá leitores! Vou começar a mostrar para vocês, mensalmente, como estão caminhando minhas leituras. Não serão muitas, já que costumo ler um livro por semana, mas acho bacana fazer esse balanço:


"Misery", Stephen King. Resenha aqui.

"Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em ue termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada (e louca) Annie Wilkes, que surge em seu caminho."







"O azarão", Markus Zusak. Resenha aqui.

"Os irmãos Wolfe, Cameron e Ruben, estão em conflito consigo mesmos e com sua família. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar as lojas e outro locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel. Esse é um livro que fala sobre a vida e as lições que podem ser tiradas dela."






"Bom de briga", Markus Zusak. Resenha aqui.

"Na continuação de "O azarão", Markus Zusak apresenta o emocionante "Bom de briga": se no primeiro título o autor traz um romance de formação de um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida, agora ela exibe dois irmãos em busca de um propósito na vida. O livro retrata a evolução dos irmãos Cameron e Ruben Wolfe como seres humanos."




É isso. E vocês, o que têm lido por esses dias?

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Sexta de música #75: In The End

Gostam da música "In the end", do Linkin Park? Ela é uma das minhas 2 preferidas da banda. Agora imaginem se Fred Mercury ou Johnny Cash a interpretassem, cada um com seu próprio estilo. Foi esse exercício imaginativo muito interessante que o músico americano Anthony Vincent fez, no seu canal no Youtube.


Ele gravou um vídeo onde canta "In the end" com vozes e estilos de outros artistas. A cada 10 segundos de música, ele troca o estilo, e o resultado ficou... bem, tirem suas próprias conclusões:


Além da brincadeira com essa música em especial, Vincent também já "imitou" Ariana Grande, Kate Perry, Muse, entre outros. Para conhecer todo o trabalho do rapaz, basta clicar aqui.

O que eu realmente achei da brincadeira? Válida, dado o trabalho que o cara teve para fazer a montagem e tal, mas a maioria das vozes ficou parecida com a dele mesmo, mudando apenas o estilo musical ao longo da canção. Me diverti muito assistindo, principalmente nas partes em que ele faz o Eminem e os Backstreet Boys.

fonte:Tenho mais disco que amigos

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Bom de briga [Resenha]


"Na continuação de 'O azarão', Markus Zusak apresenta o emocionante 'Bom de briga': se no primeiro título o autor traz um romance de formação de um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida, agora ele exibe dois irmãos em busca de um propósito na vida. O livro retrata a evolução dos irmãos Cameron e Ruben Wolfe como seres humanos. No primeiro livro, a dupla estava sempre atrás de algo errado para fazer. Dessa vez eles entram no mundo das lutas amadoras de boxe, buscando independência para suas vidas. Enquanto Ruben mostra um talento nato para a coisa, Cam tenta apenas sobreviver; desde cedo, apanha e se levanta, mostrando que o que importa não é a força da pancada, mas se você tem a força necessária para se reerguer."

Esse é o segundo livro da trilogia dos Irmãos Wolfe, onde podemos perceber um crescente amadurecimento dos dois personagens principais, Cameron e Ruben. Se no primeiro volume eles eram só moleques que procuravam algo com o que passar o tempo, aqui eles já começam a ver as coisas de uma forma quase adulta: eles vão sentindo cada vez mais os problemas da família, como as dificuldades financeiras, a falta de uma convivência de qualidade e os grandes momentos de silêncio à mesa, e se distanciando cada vez mais daquilo que os divertia há algum tempo atrás.

O foco principal aqui é a transição entre infância e vida adulta, e Zusak o descreve de forma tão natural que é quase imperceptível durante a narrativa, até o momento em que, em meio a leitura, você para e pensa: é, acho que os meninos cresceram.

Além das dificuldades em se relacionar com o sexo feminino, Cameron ainda sente uma necessidade muito grande de encontrar seu lugar no mundo, de descobrir quem é e que tipo de pessoa será no futuro. Seu maior medo é se tornar um perdedor, alguém que aceita as barreiras que encontra pelo caminho sem ao menos tentar transpo-las. Ele acredita que, por ser um membro da família Wolfe, tem que ser um batalhador e nunca se deixar abater com as dificuldades, pois seu pai é assim.

De outro lado acompanhamos a mudança de Ruben, o irmão mais velho de Cameron e seu grande companheiro. Ele, diferentemente de Cam, tem uma visão menos romântica do mundo, apesar de também carregar consigo essa máxima de que os Wolfe nunca se deixam abater. Ruben acredita e apoia o irmão caçula, à sua maneira, muitas vezes quase sem demonstrar qualquer carinho por ele, mas sempre ficando ao seu lado.

Os dois meninos se envolvem num campeonato de luta amador, e têm que enfrentar adversários violentos e implacáveis, além de uma plateia exigente, que quer ver briga e sangue. A cada luta, o vencedor ganha um bom prêmio em dinheiro, e o perdedor fica apenas com a gorjeta dada pelos espectadores. Ruben luta com muita facilidade, como se tivesse nascido para aquilo, e nunca perde uma disputa sequer, já Cameron, em sua primeira vez no ringue, é quase massacrado pelo oponente.

Durante as lutas é que percebemos mais o crescimento pessoal dos personagens e a sutileza da escrita de Zusak, ele é capaz de descrever uma batalha sangrenta, que deixa Cameron quase em coma de maneira tão delicada que o leitor não fica em momento algum assustando ou com medo de que algo ruim (ou pior) lhe aconteça. Mais uma vez preciso mencionar que o escritor constrói seus parágrafos de maneira quase poética, e isso deixa o clima mais ameno. Ele usa essa mesma habilidade para inserir pequenas metáforas na narrativa que remetem àquele amadurecimento que eu citei logo no começo da resenha, deixando bem claro que os meninos estão se tornando adultos e se adequando a sua nova realidade.

Claro que as dúvidas amorosas continuam, e elas se apresentam de duas formas diferentes: enquanto Ruben fica com qualquer menina que se aproxime dele após as lutas, e depois as abandone como se não significassem nada, Cameron continua procurando uma garota para se dedicar, entregar seu coração e viver um amor de verdade. Ele não entende como o irmão consegue se manter tão distante de tudo isso, e continuar com relacionamentos tão superficiais.

Os conflitos familiares ainda estão presentes nesse livro, só que ficam um pouco mais para segundo plano. Grande parte da narrativa se concentra em mostrar ao leitor como é complicado deixar de ser criança, e ter que entrar na vida adulta ainda carregando alguns medos e inseguranças daquela fase. Aos poucos, o próprio Ruben vai mostrando para Cameron que a mudança faz parte da natureza humana, e que, apesar de ser difícil, eles vão conseguir crescer juntos. E o que os meninos acreditam que será muito ruim para a família, acaba os unindo ainda mais.

Cameron e Ruben só querem sobreviver, e para isso, caem e se levantam, sempre, apanham e batem, e aprendem que não é a força do soco que vale, mas sim, se você tem o que é necessário para aguentar as pancadas que recebe. Mais uma vez, Markus Zusak conquista com personagens fortes, complexos e muito reais, e com sua delicadeza para contar uma estória. Ele entretém, diverte e faz pensar, tão naturalmente, que o leitor nem percebe que está refletindo sobre si mesmo enquanto lê.

"Bom de briga"
Markus Zusak
editora Bertrand Brasil
208 páginas
nota do blog: 4
nota do Skoob: 4.2

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Bienal do Livro, eu sobrevivi!

Olá queridos leitores! Foram à Bienal de SP? Eu fui dia 23, mas achei que não conseguiria sair de lá!


Das outras duas vezes que eu fui, consegui andar, entrar nos stands, usar banheiros e até achar uma mesa para almoçar, mas esse ano, a coisa estava feia! Tudo muito lotado, e, em alguns momentos, eu meio que fui carregada pela multidão. Não entrei em quase nenhum stand, não consegui autógrafo do Pedro Bandeira, e fiquei 1 hora na fila do banheiro. Mas, apesar de tudo isso, a festa literária me encanta a cada ano, e eu fiquei muito feliz por ter ido.

Assim que entrei, fui tentar pegar senha para o Harlan Coben, mas já estavam esgotadas. A fila para senha da Kiera deveria ter uns 2 kilômetros, e eu até tentei ficar nela, mas desisti. Pra Cassandra Clare nem tentei, já que não sou fã de "Instrumentos mortais".

Depois, fui direto para o encontro de blogueiros organizado pela Nica, do blog Drafts da Nica, na editora Jangada. Vi muitos blogueiros lá que eu conheço virtualmente, mas não falei com ninguém, porque fiquei com vergonha. Só falei rapidinho com a Nica (que é uma fofa!) e depois com a querida Juliana, do blog Literata.

Corri para o Espaço Imaginário para participar do bate-papo com Fábio Yabu, e esse foi o lugar onde consegui ficar mais tranquila: não estava lotado, tinha lugar para todo mundo sentar, e o Fábio foi super simpático, como sempre. Ele falou sobre seus trabalhos já publicados, seus quadrinhos na internet, e sobre seu processo criativo. Depois, com um sorriso lindo no rosto, atendeu a todos que queriam fotos e autógrafos:

Autógrafo em "Branca do mortos e os sete zumbis"

Realizada por ter conhecido Fábio Yabu

Fiz algumas comprinhas, que vou mostrar para vocês em outro post, mas a dificuldade para andar pelos corredores e entrar nas editoras estava enorme: os stands estavam fechados e limitando a entrada por grupos de pessoas, então, as filas nas portas estavam muito grandes. Em algumas delas nem tentei, como por exemplo, a Rocco

Na Intrínseca ficou mais tranquilo depois das 18h00, e consegui entrar. Assim também aconteceu com a Cia. das Letras.

Não tirei foto com o Ziraldo, nem com o Maurício de Souza, pois, para esse, era necessário adquirir seu livro, que custava a bagatela de R$ 80,00. Parei para comer (no chão mesmo) e acabei perdendo a hora pra ver o Pedro Bandeira, e fiquei chateada. Ah! Também fiquei muito chateada porque confirmei presença com a L. L. Alves, autora de "Instituição para jovens prodígios", que estaria lá lançando  seu novo livro, "Mudanças", mas por causa do tumulto de gente nos corredores, quando cheguei no stand da Modo ela já tinha ido embora =(

 Ziraldo, bem de longe.

Atrasos à parte, eu adoro estar naquele ambiente da Bienal, rodeada por tanta gente que compartilha comigo a paixão pelos livros. Distribuí alguns marcadores do blog, mas não perguntei os nomes das meninas, então, se vocês virem esse post, falem comigo nos comentários, ok?


As editoras, como sempre, capricharam no visual dos stands, e tudo estava muito lindo (relevem as fotos ruins, estava muito cheio e complicado para fotografar):

 Novo Conceito, a queridinha dos blogueiros.

 Panini

 Ainda na Panini, réplicas de personagens de Star Wars estavam, literalmente, parando o trânsito do corredor.

Na Ediouro, uma das coisas que eu mais gosto na vida: palavras cruzadas!


E eles montaram uma palavra cruzada enorme, que a gente podia preencher *___*

Na Leya, a minha queria amiga Emília e sua biografia não autorizada. Amei esse banner <3

E o grande sucesso da  editora, "Guerra dos tronos", atraindo multidões para sentar no trono de ferro. Dessa vez eu não consegui, a fila estava enorme, mas na Bienal de 2012, eu garanti minha foto nele, rs.


 


Dracarys! Os filhos de Daenerys estavam sobrevoando o stand da Leya.

Olha que fofinho o mascote daquela série "Para leigos"! Eu só conseguia pensar no calor que essa pessoa estava sentindo embaixo dessa roupa, rs.

O stand da Intrínseca estava lindo, por dentro e por fora!

Numa das paredes, a imagem de Percy Jackson, e na outra, uma foto enorme de John Green, que eu não fotografei porque tinha muita gente na frente :(

E já na primeira prateleira da Intrínseca, Sr. Grey nos aguardava.


Outro stand que estava bem bonito era o da Galera Record. Apesar de não curtir muito a série, o painel representando "Os instrumentos mortais" estava lindo.

Foi tudo muito legal e muito cansativo. Mas quem liga? Na próxima estarei lá novamente! Só espero poder caminhar com mais facilidade pelos corredores em 2016.

Compartilhem comigo como foi a experiência de vocês na Bienal, quero saber de tudo!

Do projeto MSP50, uma das 50 versões da Mônica, feita por artistas convidados, em comemoração ao cinquentenário da personagem.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Alameda dos pesadelos - Divulgação

Olá leitores! A Karen do blog Por essas páginas está lançando seu novo livro, chamado "Alameda dos pesadelos", que vocês precisam conhecer:


"Vivian era apenas uma mulher solitária, com uma vida normal, presa em sua rotina sem graça, até a noite em que presencia um acidente. A partir daí, seu pesadelo começa: ela passa a ter visões de um homem que conheceu no passado e desejava não mais encontrar. E o pior: ele quer vingança. Até que ponto um pesadelo é fruto da imaginação? Vivian descobre que o limite entre a alucinação e a realidade é tão pequeno que a loucura está a apenas um passo de distância e o pesadelo pode estar escondido na nossa mente, como um monstro à espreita, esperando sua chance de despertar. E para escapar do seu horror particular, Vivian precisará entender quais foram seus erros. E finalmente aceitar a própria culpa."

"Alameda dos pesadelos"
Karen Alvares
editora Cata-Vento
265 páginas
Preço: R$ 34,90
e-book: 14,90

Links para compra:

Livraria Cultura: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=42268594
Editora Cata-Vento: http://editoracatavento.com/alameda.html
Direto com a autora pelo email: kvs.alvares@gmail.com
Pelo site: http://alamedadospesadelos.wordpress.com/compre-o-seu/
Amazon (e-book): http://www.amazon.com.br/Alameda-dos-Pesadelos-Karen-Alvares-ebook/dp/B00K9ZV3CA/

Visite o hotsite: http://alamedadospesadelos.wordpress.com/

Leia o primeiro capítulo: http://alamedadospesadelos.wordpress.com/leia-o-primeiro-capitulo/

Sobre a autora: 

Karen Alvares escreve desde a adolescência, divulgando seus textos na internet. É formanda em informática e professora na área. Autora do romance "Alameda dos pesadelos", que saiu pela editora Cata-Vento, foi também publicada em diversas antologias de contos das editoras Andross, Draco e Buriti. Adora terror, mundos fantásticos, chocolate e gatinhos. Atualmente, vive em Santos/SP com o marido, e cria histórias na sua cabeça enquanto anda de bicicleta pela cidade.

Facebook: https://www.facebook.com/autorakarenalvares
Skoob: http://www.skoob.com.br/autor/9852-karen-alvares
Blog: http://papelepalavras.wordpress.com/
Twitter e Instagram: @karen_alvares

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Um pouquinho de...

"Aonde isso foi parar? Perguntei para mim mesmo. Eu nem conseguia me lembrar da foto sendo tirada. Era mesmo  real?
Nesse momento, Sarah estava na escada dos fundos, chorando, e Rube e eu afundávamos no sofá, incapazes de ajudá-la. Steve não parecia se importar com nenhum de nós. 
Aonde isso foi parar? Pensei de novo. De que forma aquela imagem pôde se transformar nisso?
Será que os anos nos venceram?
Será que nos enfraqueceram?
Como foi que passaram feito grandes nuvens brancas, desintegrando com tanta lentidão que não podíamos nos dar conta delas?
De um jeito ou de outro, tudo estava muito ruim, e ia piorar."

(página 119, capítulo 10)