quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Esmeralda [Resenha - Parceria]



"Quando a lua surge no céu estrelado e o fogo crepita na fogueira como as chamas de uma fênix, um dueto se inicia. Convidada pelo imperador cigano, Esmeral responde ao seu canto com histórias em forma de prosa enquanto dança ao som da viola. Um dueto poético que mistura fé, magia e história. Assim a natureza surge em cada palavvra da cigana, nos ensinando sobre as belezas deste mundo."

Num livro cheio de poesias intimistas, a escritora Cida Santos presenteia o leitor com uma estória mística, onde os personagens vão refletindo sobre as questões da vida, do universo e tudo mais.

Um cigana muito bonita, trajando um exuberante vestido verde,  começa a contar histórias, quase fábulas, sobre a rosa, uma mulher misteriosa, que, aparentemente, lhe ensinou tudo o que sabe sobre amor, família e magia.

Ao redor de uma fogueira, um imperdor cigano dedilha seu violão e provê a trilha sonora para que Esmeralda declame seus poemas. Em cada um deles, ela fala sobre um assunto diferente, mas todos têm foco no amor, em suas diferentes formas; ao próximo, pelos filhos, amor entre homem e mulher. O cigano vai se empolgando com os cantos de Esmeralda e faz de seu violão a base para que a moça conte suas histórias.

Alguns poemas são bem delicados, e outros têm uma grande carga de pessoalidade, deixando claro que a autora colocou ali seus sentimentos mais íntimos. Dá para sentir nos versos a essência da escritora:

"Sou poetisa,
levo em minha mente
aquilo que ninguém vê 
que ninguém sente"

O interessante desse livro é que seus poemas constituem uma estória, mas antes eles eram apenas poemas simples, num livro independente, "O caldeirão da bruxa". A autora pegou essa obra e conectou cada uma de suas poesias com um enredo encantador. A princípio, quando li o primeiro livro, achei que os poemas não faziam sentido entre si, mas depois, ao vê-los constituindo uma estória, com coerência e dinamismo, tudo se encaixou.

A arte também é um ponto positivo: desde a capa, que deixa bem claro o toque de misticismo que seu interior traz, até o rodapé das páginas, que é lindamente enfeitado com arbustos e flores delicadas, que dão o toque de romantismo ao livro.

A poesia está presente aqui sim, mas mesmo que o leitor não tenha o hábito de ler esse gênero, o livro é indicado, e a leitura flui muito bem.


"Esmeralda"
Cida Santos
editora Arwen
134 páginas
nota do blog: 3,0
nota do Skoob: 2,9

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O que eu li em outubro



Outubro foi um ótimo mês para minhas leituras, vamos conferir?


"Eleanor & Park" (resenha aqui)

"Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinho, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. eleanor, ruiva, sempre vestida com os  roupas estranhas e grandes (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e The Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo."


 "Para sempre sua" (resenha aqui)

"A partir do momento que conheci Gideon Cross, vi nele algo que precisava. Algo que não podia resistir. Eu vi a alma perigosa e danificada — muito parecida com a minha. Eu estava atraída por isso. Eu precisava dele, tanto quanto precisava que meu coração batesse. Ninguém sabe o quanto ele arriscou por mim. O quanto fui ameaçada, ou quão sombria e desesperada a sombra de nosso passado se tornaria. Entrelaçados por nossos segredos, nós tentamos desafiar as probabilidades. Nós fizemos nossas próprias regras e nos rendemos completamente ao poder requintado da posse…" 






"O safado do 105" (resenha em breve)

"Podia ter sido com você. Mas foi comigo. E, dali em diante, descobri que morar sozinha podia significar tudo, menos tranquilidade. A minha mudança necessária não podia ser normal, afinal, eu não sou normal. Tenho uma família doida que me fez desenvolver distúrbios psicológicos irreparáveis. Juro que só queria paz. Queria tédio. Queria um domingo de pura morgação diante do Faustão, comendo pizza requentada e esperando pela segunda-feira como quem espera pela morte. Mas não. Nada seria igual e, ao mesmo tempo, seria tão louco quanto. Não podia esperar pelo diferente, não depois de ter conhecido o Sr. Calvin Klein, mais conhecido como o safado do 105."





"Cemitérios de dragões" (resenha linda aqui)

"Em diferentes pontos do planeta Terra, cinco pessoas com histórias e origens completamente distintas desaparecem por motivos variados e acordam numa outra realidade. Em meio a guerras envolvendo demônios, dragões, homens-leão, seres fantásticos e metal vivo, os cinco precisam compreender os motivos de estarem ali e combater um mal que talvez não possa ser impedido. Em seu novo romance Draccon apresenta uma versão moderna e adulta de um universo inspirado por séries queridas por toda uma geração, como Jaspion, Changeman, Flashman, Black Kamen Rider e Power Rangers."





"Mudanças" (resenha em breve)

"O que esperar das férias: apenas sorrisos e felicidade? Não é bem isso que acontece na vida de Verônica. Em meio a corações despedaçados e crises de “aborrecência”, Verônica encontra Carlos, um rapaz misterioso e disposto a defendê-la. Mas será que é o acaso que os une? Decisões do passado podem trazer mudanças para o futuro? Ela precisará lidar com suas próprias ações e deverá aprender o verdadeiro valor da amizade, do amor e da confiança. Verônica não será mais a mesma, mas será ela capaz de compreender que mudanças fazem parte da vida?"






"Esmeralda" (resenha em breve)

"Quando a lua surge no céu estrelado e o fogo crepita na fogueira como as chamas de uma fênix, um dueto se inicia. Convidada pelo imperador cigano, Esmeralda responde ao seu canto com histórias em forma de prosa enquanto dança ao som da viola. Um dueto poético que mistura, fé, magia e história. Assim a natureza surge em cada palavra da cigana, nos ensinando sobre as belezas deste mundo."










E vocês, o que andam lendo?

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Primeiro filme de Harry Potter era lançado há 13 anos

É isso leitores, o tempo passa e a saudade dos livros e dos filmes continua conosco. Ainda bem que Harry Potter nunca foi e nunca será uma modinha, e as estórias de J. K. Rowling estarão sempre aqui para nos fazer companhia.


Em 4 de novembro de 2001, em Londres, foi exibido pela primeira vez a adaptação do livro "Harry Potter e a pedra filosofal" para os cinemas, apenas o primeiro de uma série de produções baseadas nos romances de Rowling, e que marcaria para sempre a vida dos fãs do bruxinho.

Foi emocionante poder atribuir um rosto de verdade aos personagens que só existiam nas nossas cabeças, e mais incrível ainda foi ver que os atores eram perfeitos para interpretá-los: Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson, se transformaram em Harry, Rony e Hermione, respectivamente, e conquistaram a todos nós com suas atuações. Não há um fã de Harry Potter que não os considere parte da família.

Os atores no dia da Premiére, com J. K. Rowling

O filme foi dirigido por Chris Columbus, com teve roteiro de Steve Kloves, e mostrava como Harry se descobre um bruxo e entre nesse estranho universo, vivendo seu primeiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Ali ele conhece aqueles que viriam a ser seus melhores amigos, e, juntos enfrentam situações muito perigosas (além de estudar magia, claro).

O filme foi rodado em vários locais históricos do Reino Unido, como a Universidade de Oxford, e faturou mais de US$ 974 milhões no mundo. A produção foi indicada para vários prêmio, incluindo o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino.

Ainda tenho guardada a edição da revista Veja que anunciava a estreia do filme no Brasil, e me lembro da sensação de olhar pela primeira vez para o rostinho infantil de Daniel e imediatamente me apaixonar por aquele Harry, que parecia traduzir a imagem que eu tinha em mente enquanto lia o livro.



Desde então o fandom só cresceu, e, mesmo quem ainda era muito pequeno (ou nem nascido) naquela época, hoje conhece e gosta de Harry Potter, o que só prova o quanto a criação da tia Jo é especial.

Feira do Livro de Campinas, eu fui!


Campinas é uma cidade grande, mas deixa a desejar em organização de bons eventos culturais. Não temos nenhuma festa típica conhecida, nenhum festival ou feira anual que traga boas atrações. Infelizmente, pelo tamanho da cidade, as opções são poucas.

Mas ainda há esperança! A primeira Feira do Livro de Campinas aconteceu no sábado 25 de outubro, e poderia ter sido melhor: com quase nenhuma divulgação e poucos expositores, a Estação Cultura estava quase vazia. Uma pena.

E era só isso, 4 ou 5 stands de vendas de livros e mais nada
Tendo como chamariz a presença de Carolina Munhoz e Raphael Draccon, a feira ainda conseguiu atrair um público jovem, interessado em ver de perto seus autores preferidos, e quem foi, deu sorte: com poucas pessoas presentes, foi tranquilo assistir e participar do bate-papo com eles e, depois, pegar autógrafos em seus livros no stand da Livraria Pergaminho.

Sessão de autógrafos super tranquila

Eu fui até lá exatamente para conhecê-los, já que estava envolvida pela leitura de "Cemitérios de dragões" (leia a resenha aqui e entenda porque esse livro se tornou um dos meus favoritos), e foi muito legal poder perguntar ao próprio autor algumas coisas que me despertaram curiosidade durante a leitura.

Galera animada após o bate-papo com oss autores

Raphael e Carolina conversando com os leitores

Como tinha pouca gente, foi bem tranquilo fazer perguntas a eles, ouvir suas respostas e tirar fotos e mais fotos no final. Além disso, eles autografaram calmamente todos os livros que levamos, e cada pessoa tinha pelo menos 3 em mãos.

Eu só levei esses quatro livros para autógrafo, mas tinha gente com muito mais!

Ambos foram muito simpáticos o tempo todo, atenciosos com os leitores e super carinhosos na hora de assinar os livros. Isso com certeza aproxima bastante os  leitores, já que Rapahel e Carolina nos deixam bastante a vontade, mostrando que escritor também é gente como a gente, rs.



Foi muito legal conhecê-los, mas também tive a oportunidade de fazer novas amizades com blogueiros e leitores, o que é o mais bacana nesse tipo de evento.

Minha coleguinha Bruna, do blog Uma dose de letras

O lado negativo da visita foi constatar que, apesar de a prefeitura tentar utilizar a antiga estação de trens como polo cultural da cidade, o local está bem abandonado, e quase nada foi feito para melhorar o ambiente: colocaram tábuas cobrindo os trilhos do trem e mais nada, nem uma pintura nas paredes, nem um trabalho de revitalização do lugar. Nada.

Antiga estação de trem, quase transformada em Estação Cultural

Agora é torcer para que os bons eventos continuem a ser realizados por aqui, e que a Estação seja melhor aproveitada. Tomara que essa primeira experiência com a feira de livros dê bons frutos, e que em breve tenhamos outras, melhor organizadas e divulgadas, proporcionando mais encontros bacanas com autores nacionais, como foi esse com Carolina e Rapahel.



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sei Que Eu Sei News #21


Dois dos autores que eu  mais admiro na vida estão lançando seus novos trabalhos pela Cia. das Letras!

9 anos depois, Tony Bellotto retorna ao gênero policial, continuando as aventuras do detetive Bellini em "Bellini e o labirinto". Mesmo depois de quase uma década, Remo continua morando sozinho num apartamento na região da avenida Paulista e curtindo blues. Ele recebe um telefonema de Marlon, membro da famosa dupla sertaneja Marlon & Brandão, que obriga Bellini a viajar para Goiânia, e se embrenhar no universo da música sertaneja, regado a césia-137, intrigas e pelo menos uma dama fatal.

O livro já está a venda desde agosto, e no site da editora custa R$ 39,50.





E o querido Chico Buarque está de volta. Foi revelado hoje o título de seu novo livro, e a Cia. das Letras disponibilizou um vídeo com o próprio autor lendo um trecho do romance chamado "O irmão alemão", que tem previsão de lançamento para 14 de novembro, e a pré-venda começa amanhã (dia 4).


domingo, 2 de novembro de 2014

J. K. Rowling escreve novo conto, agora sobre Dolores Umbridge

Conforme prometido, Rowling publicou no Halloween um novo conto, onde fala sobre a megera secretária do Ministro da Magia, Dolores Umbridge. Além de nos proporcionar um conhecimento maior da vida dessa odiada personagem, no final a própria J.K. faz as suas considerações sobre a personalidade e as atitudes de Umbridge.



O texto foi traduzido pelo pessoal do Pottermore, e é de lá que está sendo transcrito:

"Aniversário: 26 de agosto
Varinha: Bétula e fibra de coração de dragão, vinte centímetros
Casa de Hogwarts: Sonserina
Habilidades especiais: Sua pena para castigos é sua invenção
Parentesco: Mãe trouxa e pai bruxo
Família: Solteira, sem filhos
Hobbies: Colecionar os pratos ornamentais 'Felino Feliz', colocar babados em tecidos e em objetos inanimados, inventar instrumentos de tortura

Dolores Joana Umbridge era a mais velha e a única filha de Oxford Umbridge, um bruxo, e Ellen Cracknell, uma trouxa, que também tinha um filho aborto. Os pais de Dolores não eram felizes em seu casamento, e ela secretamente desprezava ambos: seu pai por sua falta de ambição (ele nunca foi promovido, e trabalhava no Departamento de Manutenção Mágica no Ministério da Magia), e sua mãe, Ellen, por sua tolice, suheira e linhagem trouxa. Oxford e sua filha culpavam Ellen pela falta de habilidade mágica do irmão de Dolores, sendo que, quando Dolores tinha quinze anos, a família se separou ao meio, com Oxford e Dolores ficando juntos, enquanto Ellen voltou ao mundo trouxa com seu filho. Dolores nunca viu seu irmão nem sua mãe novamente, nem nunca os mencionou, e, portanto, fingia para todos que conhecia que era uma puro-sangue.
Como bruxa formada, Dolores se juntou ao Ministério da Magia assim que saiu de Hogwarts, conseguindo um emprego como estagiária, um cargo muito baixo na Seção de Controle do Uso Indevido da Magia. Mesmo aos dezessete anos, Dolores era crítica, preconceituosa e ádica, porém, sua atitude cuidadosa, seu jeito meloso com seus superiores, e a crueldade e furtividade com os quais ela recebia crédito pelo trabalho alheio logo fez com que fosse promovida. Antes dos trinta anos, Dolores havia sido promovida para Chefe de Seção, e foi apenas um pequeno passo dali para posições ainda mais altas na gerênci do Departamento de Execução das Leis da Magia. Nessa época, havia persuadido seu pai a se aposentar cedo, e ao deixá-lo com uma pequena mesada, assegurou-se de que ele saísse de cena. Quando lhe perguntavam (geralmente colegas de trabalho que não gostavam dela) 'você é parente daquele Umbridge que costumava esfregar o chão aqui?', ela punha o sorriso mais doce em seu rosto, ria e negava qualquer relação. dizendo que seu falecido pai havia sido um membro importante da Suprema Corte dos Bruxos. Coisas ruins aconteciam com quem perguntava sobre Oxford, ou sobre qualquer coisa que Dolores não gostava de falar, e aqueles que não queriam contrariá-la fingiam acreditar em sua versão de sua ancestralidade.
Apesar de  seus melhores esforços para conquistar um de seus superiores (ela nunca se importou com qual deles fosse, mas sabia que seu próprio status e seguranã seriam melhorados com um marido poderoso), Dolores conseguiu se casar. Apesar de valorizarem seu trabalho duro e ambição, aqueles que a conheciam  melhor ahavam difícil gostar dela. Depois de um copo de xerez doce, Dolores ficava propensa a mostrar visões bem pouco ortodoxax, e até aqueles que eram anti-trouxas ficavam chocados com algumas sugestões de Dolores, atrás de portas fechadas, do tratamento que a comunidade não-mágica merecia.
Conforme ficou mais velha e rígida, e subiu mais dentro do Ministério, o gosto de Dolores pelos objetos femininos e infantis ficou cada vez mais pronunciado: seu escritório virou um lugar de babados e enfeites berrantes, e ela gostava de qualquer coisa decorada com gatinhos (apesar de achar os reais incovenientemente bagunceiros). Quando o Ministro da Magia, Cornélio Fudge, ficou cada vez mais ansioso e paranóico sobre as intenções de Alvo Dumbledore de subjugá-lo, Dolores conseguiu chegar ao primeiro coração do poder, ao atingir tanto avaidade como os medos de Fudge, se apresentando como uma das pessoas em quem ele podia confiar.
O trabalho de Dolores como Inquisidora em Hogwarts deu total liberdade, pela pimeira vez em sua vida, para seus preconceitos e crueldade. Ela não havia gostado da época da escola, pois havia sido esquecida em todas as posições de responsabilidade, e adorou a chance de voltar e exercer seu poder sobre aqueles que não tinha (em sua visão) lhe dado o que ela merecia.
Dolores tem fobia de seres que não são parcialmente, ou totalmente, humanos. Seu desgosto pelo meio-gigante Hagrid, e seu terror de centauros, revelam um horror do desconhecido e do selvagem. Ela é uma pessoa extremamente controladora, e todos que questionam sua autoridade e visão de mundo devem, em sua opinião, ser punidos. Ela adora subjugar e humilhar os outros, e, exceto em suas alianças, não há muita diferença entre ela e Belatriz Lestrange.
O período de Dolores em Hogwarts acabou desastrosamente, pois ela pasosu por cima das permissões que Fudge havia lhe concedido, saindo dos limites de sua própria autoridade, levada por um senso fanático de auto-realização. Abalada, porém, nada arrependida após o fim catastrófico de sua carreira em Hogwarts, ela retornou para um Ministério que estava em meio ao conflito devido à volta de Lord Voldemort.
Na mudança de regimes que se seguiu à aposentadoria forçada de Fudge, Dolores pôde voltar à sua posição antiga no Ministério. O novo Ministro, Rufo Scrimgeour, tinha problemas mais preocupantes do que Dolores Umbridge. Scrimgeour depois foi punido por esses desvio, porque o fato de o Ministério nunca ter punido Umbridge por seus abusos de poder soou a Harry Potter como a comprovação de sua complacência e descaso. Harry considerou a permanência de Umbridge em seu emprego um sinal da corrupção essencial do Ministério, e se recusou a cooperar com o novo Ministro por causa disso (Dolores é a única pessoa, além de  Voldemort, a deixar uma cicatriz física permanente em Harry, havendo forçado o garoto a cortar as palavras 'Eu não devo contar mentiras' nas costas de sua própria mão durante as detenções).
Logo Dolores estava adorando a vida no Ministério mais do que nunca. Quando o Ministério foi tomado pelo Ministro fantoche, Pio Thicknesse, e infiltrado pelos seguidores de Lord Voldemort, Dolores finalmente mostrou quem era. Julgada corretamente, por Comensais da Morte experientes, que ela tinha muito mais em comum com eles do que já teve com Alvo Dumbledore, ela não só continuou em seu posto como recebeu mais autoridade, tendo se tornado Chefe da Comissão de Registros de Nascidos Trouxas, que efetivamente foi uma corte que prendeu todos os nascidos trouxas sob a acusação de que tinham 'roubado' suas varinhas e sua magia.
Foi enquanto estava no julgamento de outra mulher inocente que Harry Potter finalmente atacou Dolores no coração do Ministério, e lhe roubou a horcrux que estivera usando.
Com a queda de Lord Voldemor, Dolores Umbridge foi levada a julgamento por sua cooperação entusiasmada com o regime dele, e considerada culpada pela tortura, aprisionamento e morte de várias pessoas (alguns dos nascidos trouxas inocentes que ela sentenciou a Azkaban não sobreviveram à sua provação).

Pensamentos de Rowling:
Uma vez, há muito tempo, eu estudei uma certa mat[eria ou habilidade (estou sendo o mais vaga possível, por razões que irão se tornar óbvias), e ao fazer isso, tive contato com uma professora ou instrutora que não gostei logo de cara.
A mulher em questão retornou minha antipatia com interesse. Por que nos atingimos tão instantânea, apaixonada e (pelo menos do meu lado) irracionalmente, eu honestamente não sei dizer. O que fica na minha mente é o gosto pronunciado dela por acessórios melosos. Eu me lembro com detalhes de uma tiara de lacinho de plástico cor de limão pálido que ela usava em seu cabelo curto encaracolado. Eu costumava ficar olhando esse lacinho, que seria apropriado para uma menina de três anos, como se fosse uma espécie de tumor repulsivo. Ela era uma mulher um pouco grande, e não exatamente jovem, e a tendência dela de usar babados onde (eu acho) não deveriam estar, e de carregar bolsas de mão muito pequenas, de novo como se tivessem sido tiradas de um guarda-roupa infantil, batia, acredito, com sua personalidade que era para mim o oposto de doce, inocente e ingênuo.
Eu sempre tendo a ser um pouco cuidadosa quando falo desses tipos de fontes de inspiração, porque é enfurecedor ser mal compreendida de modos que podem causar muita dor a outras pessoas. Essa mulher NÃO ERA 'a Dolores Umbridge real'. Ela não parecia um sapo, nunca foi sádica nem má comigo nem com mais ninguém, e eu nunca a ouvi expressar uma única opinião como a de Dolores Umbridge (de fato, eu nunca a conheci o suficiente para saber muito de suas visões ou preferências, o que torna o fato de eu não gostar dela ainda menos justificável). Porém, é verdade que emprestei dela, de um modo um pouco exagerado, o gosto pelo meloso e infantil nas roupas, e era daquele lacinho cor de limão de plástico que eu estava me lembrando quando imaginei o ornamento parecido com uma mosca na cabeça de Umbridge.
Percebi mais de uma vez na vida que o gosto pelo meloso pode andar de mãos dadas com uma visão de mundo distintamente radical. Uma vez dividi uma sala com uma mulher que tinha coberto a pareda atrás de sua mesa com fotos de gatinhos fofinhos; ela era a mais intolerante e maliciosa defensora da pena de morte com quem eu  já tive o azar de dividir uma chaleira. A paixão por tudo o que é meloso parece presente onde há falta de conforto real ou caridade.
Então Dolores, que é um dos personagens que eu mais desprezo, se tornou uma amálgama das características tiradas dessas, e de uma variedade de fontes. Seu desejo de controlar, de punir, de infringir dor, tudo no nome da lei e da ordem, são, eu acho, tão repreensíveis quanto o princípio franco de adoração do mal de Lord Voldemort.
Os nomes de Umbridge foram escolhidos a dedo. 'Dolores' significa dor, algo que ela sem dúvidas infringe a todos ao seu redor. 'Umbridge' é uma variação de 'umbrage' da expressão britânica 'to take umbrage', que quer dizer transgressão. Dolores se ofende por qualquer desafio à sua visão de mundo limitada; senti que o sobrenome dela combinava com a pequenez e rigidez de seu caráter. É difícil explicar 'Jane'; me pareceu bom e que combinava entre os dois outros nomes dela."

fonte: Pottermore