quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Orkut [TAG]

Olá leitores! Vamos responder mais uma TAG?



Essa foi postada no blog Entre um livro e outro, e foi criada pela Ariel, do Verão de noventa e quatro. A TAG é uma homenagem a primeira rede social de sucesso mundial, que conquistou milhares de adeptos e deixou saudade em muita gente quando foi desativada no ano passado. Se vocês não chegaram a conhecer o Orkut, não sabem como era legal poder deixar um depoimento para uma pessoa que curtia muito, ou criar um bonequinho interativo com a sua cara (essa era a minha parte preferida!).

As questões devem ser respondidas com base em perfis que os personagens teriam no Orkut, utilizando alguns recursos que a rede disponibilizava, como scrap e depoimentos. Acho que vai dar para entender, então, que tal passarmos para as respostas?


1. Um personagem 100% sensual:

Digam o que quiserem, sensual pra mim é Christian Grey, e eu sou fã da trilogia.

2. Um personagem 100% divertido:

Gilderoy Lockhart, Ordem de Merlin, Terceira Classe, eleito pelo Semanário dos Bruxos por cinco anos consecutivos pelo sorriso mais atraente, nosso querido professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Harry Potter e Câmara Secreta: já falei aqui que sou fã de Lockhart e algumas pessoas disseram não gostar muito dele, mas eu simplesmente o acho cômico, por tudo o que ele faz e pelo que diz fazer. E o ator Kenneth Branagh imortalizou o personagem com sua atuação perfeita no filme.

3. Um personagem 100% confiável:

Park, do livro Eleanor & Park: ele é quieto, na dele, está sempre lendo HQs e ouvindo música em seu walkman. Pela descrição da personagem no livro, e depois de ver como ele entendia todas as complicações de Eleanor, ele me inspirou bastante confiança.

4. Um personagem para ser fã:

Cameron, de A garota que eu quero: é impossível não ficar fã de Cam depois de ler a trilogia dos irmãos Wolfe, conhecer todos os seus medos e dúvidas e depois vê-lo deixar todos para trás.

5. Um personagem para quem eu mandaria um depoimento fofo:

Will, de Mérica: porque ele é fofo e com certeza mereceria um depoimento tão fofo quanto!

6. Um personagem para bloquear:

Professora Dolores 'Maligna' Umbridge: se ela tivesse Orkut, seria bloqueada por todo mundo.

7. Um personagem para add sem scrap:

Blake, de Fortaleza Negra: meio prepotente, não mereceria um scrap. Provalvemente, eu o adicionaria apenas por educação.

8. Um personagem que "mal conheço mas já considero pakas":

Trenton Maddox: achei ele muito mais legal do que Travis, e com certeza já o considero mais que ao irmão caçula.

O que acharam da TAG? E das minhas respostas? Deixem suas opiniões nos comentários, e se quiserem responder basta dar os devidos créditos a criadora, ok?

Para participar da brincadeira, vou indicar os blogs parceiros Os dragões de fogo e Mais um trecho

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um pouquinho de...

" - Senti tanto sua falta - digo, esticando a mão para tocar o rosto de Noah.
Ele se inclina e me beija uma vez. Diz que também sentiu minha falta.
Sei que isso é certo. Sei que ele não vai ser maravilhoso o tempo todo, porém, há mais maravilha nele do que em qualquer outra pessoa que já conheci. Isso me faz querer ser maravilhoso também.
Flutuo ao londo do dia."

(página 202)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sexta de música #81 - Mutantes


Olá leitores! Voltando com nossa coluna musical aqui no blog vou compartilhar com vocês uma experiência que vivi essa semana.

Conversando com minha amiga Carol, do blog Mais um trecho, ela me disse que tinha ouvido uma música incrível dos Mutantes e na hora não tinha ninguém para comentar. Então eu respondi que nunca tive paciência para ouvir Mutantes, que sempre tentava mas acaba deixando para depois, e na verdade nunca tinha me interessado tanto pelo trabalho deles.

Isso para um fã de uma banda é um verdadeiro crime, então a Carol me disse para ouvir com calma e atenção que ia acabar gostando. Para isso, ela me indicou suas músicas preferidas, e eu fiz uma pequena playlist, que acabou virando esse post, rs.

Comecei a ouvir sem pretensão, mas já na primeira música percebi algo que ainda não tinha de visto nos Mutantes: um toque de poesia e rebeldia, com letras inteligentes e melodias inebriantes.

Algumas canções, como Batmacumba, Não vá se perder por ai e Ave Lúcifer me conquistaram desde o primeiro acorde, enquanto outras eu já conhecia, porém, interpretadas por outros artistas como Titãs, Marisa Monte e Cássia Eller.

Por isso, quero deixar essa seleção de músicas aqui para que vocês também ouçam e se encantem com essa banda tão importante no cenário musical brasileiro.




1. Não vá se perder por aí
2. Ando meio desligado
3. Panis et circenses
4. Trem fantasma
5. Adeus Maria Fulô
6. Top top
7. Ave Lúcifer
8. Batmacumba
9. Virgínia
10. Fuga nº 2

Viram como a Rita Lee era linda? Além de ter um timbre de voz único, ela encantava com seus grandes olhos azuis.

De todas as canções dos Mutantes que ouvi naquele dia, essas foram as minhas preferidas, mas uma ainda se destacou mais, e me fez ouvi-la várias vezes seguidas. Tecnicolor é tão envolvente tive imediatamente várias ideias para uma estória. Ouçam e me digam se não dá vontade de sair dançando lentamente:




Espero que tenham curtido essas poesias em forma de música tanto quanto eu curti. E não esqueçam de deixar seus comentários, gostaria muito de saber o que acharam, ok?

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mentirosos [Resenha]


"Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro 'Mentirosos') são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu."

Com um enredo envolvente e uma forma bem peculiar de escrever, esse livro prende o leitor, e, no meu caso, mostra que nem tudo o que parece é real. No momento em que comecei a leitura, fiquei encantada com a prosa da autora, bem parecida com a de Markus Zusak em "A menina que roubava livros", com aquele toque poético que deixa tudo mais agradável, Eis que, para minha surpresa, a estória tomou um rumo totalmente diferente do que eu imaginava, e não deixou a desejar.

Logo de cara conhecemos Cadence, uma jovem muito sagaz, que mora com sua mãe (os pais se separaram), e vive uma vida normal para a sua idade durante o ano todo, exceto quando está em férias de verão e vai para a ilha particular de sua família. Lá, o avô construiu uma casa para cada uma de suas filhas, e nelas cada família se hospeda para suas férias, e compartilham juntas bons momentos na casa principal, que é do patriarca. Cadence fica sempre na companhia de seus dois primos e um enteado de sua tia, Gat, um rapaz bonito e muito inteligente, que ela define como "ambição e café forte". Pela descrição fica claro que Gat tem a pele escura, diferente dos Sinclair, que têm como característica cabelos muito loiros, pele e olhos claros.

A convivência que vem desde a infância de Cadence e Gat acaba se transformando numa grande paixão, mas que só floresce quando eles estão na ilha, já que, depois, cada um vai para a sua cidade, viver sua própria vida. Ainda assim, Cadence sabe que é apaixonada por Gat, e essa é uma das coisas que lhe ajuda a, mais tarde, desvendar um mistério.

No verão em que fizeram 15 anos, Cadence sofreu um terrível acidente quando nadava sozinha à noite; aparentemente, ela bateu a cabeça em algum lugar e teve um trauma que lhe deixou com fortíssimas dores de cabeça, que a impediram de viver normalmente. Ela saiu da escola, passou a viver reclusa em casa, e dependia de muitos remédios para suportar a dor.

Ao contrário do que aconteceu durante todos os verões de sua vida, no ano seguinte ao acidente a mãe não ia para a ilha nas férias, e arranjou uma viagem para Cadence fazer com pai, o que a afastaria dos mentirosos. Ela não queria, mas acabou cedendo. Era muito difícil contrariar a mãe da menina, que levava ao pé da letra o lema da família Sinclair: "ninguém é carente, ninguém erra", por isso, sempre cobrava de Cadence um comportamento digno de pertencer a essa família. Mas, com o acidente, a menina foi mudando suas opiniões e seus pontos de vista sobre muitas coisas, inclusive, sobre o relacionamento da família.

No verão dos dezessete anos, a mãe resolveu voltar à ilha, e tudo parecia muito estranho a Cadence; a casa principal fora totalmente reformada, os cachorros de seu avô tinham sumido e todo mundo a tratava de forma diferente, como se ela fosse explodir a qualquer momento, menos seus primos mais novos, que achavam que ela era viciada em remédios e ficavam o tempo lhe perguntando sobre isso.

Já os primos Johnny e Mirren junto com Gat, os mentirosos, pareciam distantes e nunca falavam sobre o acidente. Cadence não se lembrava do que tinha acontecido naquela noite, tinha apenas alguns lampejos de memória e visões que não lhe diziam nada. Ela questionou os primos diversas vezes, para que a ajudassem a descobrir o que a tinha levado a nadar sozinha àquela hora da noite, mas eles eram sempre evasivos e diziam que ela se lembraria de tudo no seu próprio tempo.

E então começa a montagem de um quebra-cabeças complicado: de um lado, Cadence anotando cada pequena lembrança que ela tinha ao longo do verão, em meio a crises de dor de cabeça e conversas estranhas com Gat, e de outro, o resto da família que não queria que ela sofresse, mas também não a ajudava a forçar a memória.

Em grande parte do livro acompanhamos esse dilema de Cadence, e em certos momentos ficamos até com raiva de seus primos, por não responderem diretamente a suas perguntas, e até de Gat, que uma hora a tratava como namorado apaixonado, para no minuto seguinte dizer que tudo estava errado e eles deveriam recomeçar de onde tinham parado no verão dos quinze anos. É para dar dor de cabeça em qualquer um!

Cadence usa sua perspicácia e vai juntando os caquinhos, até lembrar da primeira coisa que fez no dia do acidente, e assim começa a relembrar cada passo, cada decisão, e como foi parar no meio da praia sem seus melhores amigos.

Algumas passagens são realmente emocionantes, mas não cheguei a chorar enquanto lia. Para um leitor como eu, que não fica procurando pistas nem ligando pontos enquanto lê, o final é muito inteligente. Gostei muito do desenvolvimento do enredo, da construção dos personagens e da forma como E. Lockhart descreve cada um deles, dando características abstratas tão peculiares que é possível formar o rosto de cada um na cabeça.

"Johnny é estalo, iniciativa e sarcasmo."
"MIrren é açucar, curiosidade e chuva." (página 18)

Gosto muito desse estilo de escrita, e quando estava na página 100 já tinha marcado uns 20 quotes! Alguns parágrafos são construídos de forma muito poética, e isso me agrada bastante:

"E eu vi Gat,
e vi aquela rosa na mão dele,
e, naquele momento, com a luz do sol entrando pela janela e brilhando sobre ele,
as maças debruçadas sobre a bancada da cozinha,
o cheiro de madeira e maresia no ar,
eu rotulei de amor." (página 27)

Além disso, as descrições dos sentimentos de Cadence são profundas, usando palavras que as mesmo tempo os amenizam e exageram, dão vida, transformam o sofrimento em algo muito palpável para o leitor:

"Minha cabeça e meus ombros derreteram primeiro, seguidos pelo quadril e pelos joelhos. Logo me transformei em uma poça , infiltrando-me nas lindas estampas do algodão. Ensopei a colcha que ela nunca terminou, enferrujei as peças de metal de sua máquina de costura. Eu era puro líquido naquele momento, durante uma ou duas horas." (página 42).

A surpresa, para mim, foi o enredo não focar na estória dos mentirosos em si, nem explicar o por quê desse apelido antes do acidente. Apesar dos protagonistas serem conhecidos como os mentirosos, o título me fez pensar que tudo seria sobre eles, e sobre como eles ganharam a fama, mas a trama se desenvolve a partir do acidente de Cadence, enquanto critica o relacionamento familiar, mostra as consequências do acidente e, por último, o que o causou. Quando li o título e vi a capa com a imagem desfocada daquelas quatro pessoas, tudo me levava a acreditar que se trataria de um grupo de adolescentes ricos e entediados, que aprontariam todas nas ilhas vizinhas e ficariam conhecidos por isso.

Esse detalhe não desabona o livro em nada, pelo contrário: ter uma grata surpresa no final valeu a leitura. A estória é muito bem escrita, a trama é bem construída e o desfecho pode tanto emocionar quanto surpreender. Super indicado a todos. 

"Mentirosos"
E. Lockhart
271 páginas
editora Seguinte
nota do Skoob: 4.5
nota do blog: 4

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

As 12 melhores leituras de 2014


Nesse final de ano não teve nenhuma retrospectiva por aqui, mas acho interessante fazer um balanço de todas as leituras e eleger os meus preferidos de 2014. Por isso, vou mostrar para vocês aqueles livros que me conquistaram mais que os outros. Independente da ordem em que aparecem, eles ganharam meu apreço, e cada um deixou um pedacinho dele comigo.  Então, vamos a eles:


"A garota que eu quero" e "A menina que roubava livros", de Markus Zusak, dois romances lindos, cada um com seu tema, mas que têm uma linguagem única, capaz de conquistar até os corações mais duros. "A probabilidade estatística do amor à primeira vista" é desses romances adolescentes que eu adoro, e ele tem seu charme: é uma leitura rápida, porém, arrebatadora. Já "Cemitérios de dragões" me pegou desprevinida: eu não esperava gostar tanto de uma fantasia, mas foi inevitável. Os personagens e o mundo criado por Draccon, apesar de remeterem a um universo que já existe, são encantadores.


E não é que a Colleen Hoover fez outra vez? Eu já tinha amado "Métrica", e esse ano os três livros dela me emocionaram: "Pausa" e "Um caso perdido" não tinham como ficar de fora da lista dos melhores. O primeiro livro de David Levithan que li foi "Garoto encontra garoto", e a partir de agora, leio tudo que ele publicar. Outra grata surpresa foi "Pelas janelas", de Juliano Cazarré: eu não acreditava que ele pudesse escrever boa poesia, mas cada um dos poemas desse livro é excepcional, e juntos eles formam uma coletânea imperdível.


Assim como os anteriores, "Essa garota" veio para ganhar meu coração. A trilogia Slammed foi finalizada de forma brilhante por Colleen, e será inesquecível, com certeza. "Eleanor & Park" me conquistou desde a capa, e fez com que Rainbow Rowell também entrasse para a minha lista de autores preferidos. Stephen King não tinha conseguido chamar tanto a minha atenção antes de ler "Misery", mas agora entendo proque ele é tão admirado e cultuado. E outra grata surpresa foi "Foratelza negra", livro que comprei no escuro, sem saber do que se tratava, e pelo qual me encantei rapidamente. Sua estória de vampiros é original, sem deixar o clássico de lado.

Por enquanto tenho 25 livros na minha meta de leitura para 2015, e espero que o ano seja tão bom quanto o anterior, ou até mais!

Vocês já leram alguns desses livros? Todos têm resenha aqui no blog, conheçam e se apaixonem por eles vocês também ;)

domingo, 4 de janeiro de 2015

O que eu li em dezembro



Dezembro, seu lindo! Um mês cheio de festas e esperanças de renovação, além de ser meu aniversário, só poderia ser repleto de boas leituras!


"O último volume da série Slammed continua e revisita a história de Will e Layken, cujo amor venceu os mais árduos obstáculos: proibições, impedimentos, ciúme, tragédia. Mas, depois de tudo isso, os dois, agora casados, começam a se sentir seguros do incrível sentimento que os une. Quando em sua lua de mel, Lake quer saber tudo sobre o marido, Will, reticente, desembaraça os nós da própria história. Revisitamos os bons e maus momentos, e descobrimos alguns fatos chocantes... O futuro de Will e Lake agora depende de como os dois lidarão com essas revelações."









"Nesta mais que comédia romântica, Paul estuda em uma escola nada convencional. Líderes de torcida andam de moto, a rainha do baile é uma quarterback drag-queen, e a aliança entre gays e héteros ajudou os farotos a aprenderem a dançar. Paul conhece Noah, o cara dos seus sonhos, mas estraga tudo de forma espetacular. E agora precisa vencer alguns desafios antes de reconquistá-lo: ajudar seu melhor amigo a lidar com os pais ultrarreligiosos que desaprovam sua orientação sexual, lidar com o fato de a sua melhor amiga estar namorando o maior babaca da escola. E, enfim, acreditar no amor o bastante para recuperar Noah."








"Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro Mentirosos) são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu."










"Era uma vez uma leitora que ficava passeando entre as prateleiras, procurando aqui e ali pelo livro perfeito. O tempo passava e ela continuava em busca de algo bom para ler. Um livro era muito assustador. O outro, muito certinho. Somente alguns a faziam sonhar. Mas ela continuava lendo, mesmo que nenhuma história agradasse a cada um de seus humores. Até que ela descobriu 'Contos de fadas eróticos', uma coletânea em que as histórias da Bela e a Fera, da Cinderela, da Branca de Neve e muitas outras, são contadas de uma maneira diferente, mais envolvente, mais... erótica."








Em breve todos eles estarão resenhados aqui. Bem, talvez o último não, já que ele é bem sem graça, e eu não saberia nem como começar a resenha. E assim terminaram as minhas leituras de 2014: 43 livros no total, 3 a mais que em 2013, batendo minha meta. E vocês? Me contem como fecharam suas leituras.