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quinta-feira, 9 de março de 2017

Nunca, jamais #2 [Resenha]


"A segunda parte do suspense romântico de tirar o fôlego. Um garoto abre os olhos e sequer se lembra que seu nome é Silas. O telefone toca... 'Encontrou ela? ', pergunta a voz o outro lado da linha. Quem é ela? Quem sou eu? Charlie se vê presa em um lugar parecido com quartos de hospital (ou de um manicômio). Também não se lembra de nada, nem do próprio rosto. O tempo passa e ninguém vem salvá-la. Ela precisa escapar por conta própria. Aos poucos, os dois descobrem que vêm perdendo a memória em períodos cíclicos. E também que se amam imensamente. Numa corrida para descobrir a razão dos apagões em suas memórias, Silas e Charlie acabam descobrindo muito mais sobre si e os mistérios que envolvem suas famílias. Mas muito em breve vão esquecer tudo de novo. E precisam estar juntos para evitar o pior."

Há um ano li a primeira parte dessa história, e o final me deixou louca! Tem resenha aqui, e você podem ler nesse link, para entender um pouquinho sobre como começou o drama de Silas e Charlie. Eles perderam a memória e acordaram de repente sem saber quem eram, sem se lembrar de nada de sua própria vida, e sem imaginar quem são as pessoas que estão ao lados deles e que parecem conhecê-los mais que eles mesmos.

E no final da primeira parte, as autoras nos deixam numa situação bem tensa, sabendo que em breve os protagonistas vão perder a memória novamente, e sem saber o que fazer até chegar essa segunda parte. A sensação que tive é de que eu também perdi a memória naquele momento, e só acordei agora, quando li a continuação da história. Bom trabalho meninas!

Nesse segundo volume, quem acorda primeiro é o Silas, e ele fica totalmente perdido, sem saber como agir, para onde ir e em quem confiar. E o pior, ele logo descobre que Charlie é importante na vida dele e que está desaparecida, ficando a seu cargo descobrir onde a menina está. Mas como começar a procurar uma pessoa que você não sabe quem é? Tudo é muito complicado e  dolorido, o leitor consegue sentir o drama e o medo que envolvem Silas, e o desespero dele em encontrar Charlie para tentar juntar mais algumas peças do quebra-cabeças da sua vida.

"Ainda não sei no que acreditar, porém, quanto mais o tempo passa, sem que eu me lembre de nada, mais começo a considerar que talvez eu realmente tenha apenas um pouco mais de quarenta e sete horas antes que essa situação se repita." (página 16)

Por sorte, eles deixaram para eles mesmos algumas cartas explicando que suas memórias estão sumindo de tempos em tempos, e é só por isso que Silas consegue planejar como agir para descobrir onde Charlie se meteu. Mas ele não se lembra da aparência dela. Para ajudar nessa missão quase impossível, ele ganha a ajuda de seu irmão mais novo, Landon, que, a princípio, acha que Silas está louco, mas, aos poucos, vai aceitando ajudar o rapaz a se encontrar e procurar a namorada.

"- Deixe ver se entendi direito - diz ele, inclinando-se para a frente da mesa. - faz mais de uma semana que você e Charlie andam perdendo a memória. E andam escrevendo cartas para vocês mesmos." (página 115)

Enquanto isso, Charlie está presa num lugar estranho, parecido com um hospital, onde apenas uma pessoa traz sua comida e seus remédios. Ela não se lembra de estar doente nem de ter se consultado com um médico. Aliás, ela não lembra nem do próprio nome. Alguns acontecimentos fazem com que Charlie comece a ter flashes de memória, e ela percebe que precisa fugir de onde quer que esteja sendo mantida refém.

"Eu me sinto mais como uma prisioneira do que como uma paciente.
- Por que estou aqui? - pergunto.
- Não se lembra?
- Eu estaria perguntando se me lembrasse? - retruco." (página 82)

O livro é curtinho, e vai dando um desespero quando as últimas páginas vão chegando, pois nada está resolvido e a gente sabe que o final de verdade vai ficar para o próximo volume. Silas monta um plano para quando eles acordarem desmemoriados novamente, e só nos resta torcer para que, na próxima vez, eles consigam desvendar o mistério da sua amnésia e resolvam os problemas que os afligiam antes de tudo isso começar.

E se no primeiro livro o final já foi angustiante, esperem até chegar a esse: dá vontade de gritar, torturar as autoras para que elas contem logo o final da trama, ou dormir até que a Galera Record publique a terceira parte. Novamente, parece que eu perdi a memória quando li a última linha e acordei sem saber onde estava. Como lidar com essa ansiedade até o próximo livro?

Indico muito a leitura para todos os leitores do blog, porque não se trata de um romance água com açúcar, nem uma trama infanto juvenil sem graça e clichê. Não dá para ler e não torcer para que Silas e Charlie descubram logo o que está acontecendo com suas cabeças, e esse mistério envolve o leitor do início ao fim. Marquem na sua lista de futuras leituras, vocês não vão se arrepender.


Nunca, jamais #2
Colleen Hoover e Tarryn Fischer
144 páginas
editora Galera Record
nota no Skoob: 4.2
nota do blog: 4.8


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Novembro, 9 [Resenha]


"Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos - a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história  de amor mesmo se terminar em corações partidos?"

Toda vez que pego um livro da Colleen, começo a ler com a expectativa muito alta, e ela nunca me decepciona. Mais uma vez, com Novembro, 9, passei uma madrugada inteira enfeitiçada pelas palavras dela, pela história triste e encantadora que ela criou, e novamente pensei que tudo o que eu quero é também conseguir criar um romance assim.

A protagonista foi vítima de um incêndio, que queimou boa parte de seu corpo, inclusive um lado do rosto, deixando-a com cicatrizes que ela tenta a todo custo esconder. Por isso, sua autoestima não existe mais, e ela se acha feia e quase inútil para qualquer outra coisa, até para continuar seu antigo trabalho de atriz.

O acidente ocorreu no dia 9 de novembro, quando ela tinha dezesseis anos, e agora, com dezoito, Fallon ainda culpa o pai pela tragédia que a desfigurou. No dia do segundo aniversário do incêndio, ela conhece aquele que ia mudar totalmente sua vida, da forma mais inusitada possível: Ben, o jovem escritor que tem a sua idade, e que a faz começar a ver sua própria condição de forma diferente.

Ben é um fofo, como costumam ser os homens nos romances da Colleen, e é impossível não se apaixonar por ele: seguro, diz a coisa certa na hora certa, valoriza a beleza interior de Fallon e não liga para suas cicatrizes. Além disso, ele beija muito bem, e a trata como se ela fosse a mulher mais linda do universo.

"Ele me beija como se quisesse que este beijo fosse lembrado. Por qual de nós dois, não sei, mas deixo que ele receba o máximo que pode deste beijo e dou o máximo que tenho. E é perfeito. Ótimo. Ótimo de verdade." (página 83)

Mesmo estando ainda insegura com sua aparência, Fallon, começa a ouvir os incentivos de Ben, e as palavras dele a ajudam a quebrar o muro que ela mesma construiu a sua volta, isolando-a do mundo. Mas, como nada é perfeito, eles se encontram exatamente na véspera da mudança dela para o outro lado do país, e eles sabem que a despedida será inevitável. Mas a energia entre eles é tão boa que acabam fazendo um trato: voltar a se encontrar no mesmo dia, hora e local pelos próximos cinco anos, sem manter nenhum tipo de contato até lá. Enquanto isso, Ben promete que vai escrever a história deles e pede que Fallon viva a vida normalmente, se valorize e nunca deixe ninguém menosprezar sua aparência.

É estranho, mas nos dois primeiros anos, o reencontro dá certo, e eles vão se apaixonando cada vez mas, ainda que lutem bastante contra isso. Como cinco anos é muito tempo, coisas inesperadas acontecem, e acabam atrapalhando os planos do casal. Ainda assim, eles vão mantendo uma relação que envolve paixão e algumas perguntas que nunca têm respostas. Aos poucos, conforme vão amadurecendo, começam a enxergar tanto a beleza quanto a loucura do namoro estranho que vivem, mas não querem desistir de levar o combinado até o fim, quando terão vinte e três anos.

Como o livro é narrado em primeira pessoa, intercalando um capítulo na visão de cada personagem, a dinâmica de leitura fica ainda mais interessante, pois é possível conhecer os dois lados da história, e entender os sentimentos de Fallon e Ben, assim como suas reações às dificuldades pelas quais passam o tempo todo.

Ao longo da leitura, uma mistura de sentimentos toma o leitor: a paixão dos personagens, a dor de Fallon por causa de sua aparência e do acidente que impediu que ela voltasse a atuar, a ansiedade pelo reencontro e a torcida para que o final seja feliz. Mas além de tudo isso, há trechos que dão um chacoalhão na gente. A essência da história é que devemos agradecer a vida a cada dia, e aproveitar o milagre que nos foi concedido.

O final é uma agonia só. Enquanto Fallon descobre todos os segredos de Ben e se decepciona ao imaginar que foi usada o tempo todo, podemos conhecer a versão dele dos fatos, e tudo é muito bem explicado e aceitável, tornando impossível que o leitor não deseje um felizes para sempre.

"Rio, aliviado, porque ela... simplesmente existe. E porque temos sorte suficiente de existir na mesma época, na mesma região do mundo, no mesmo estado. E depois de todos esses anos, surpreendentemente eu não mudaria nada do que, no fim das contas, nos uniu." (página 254)

Eu amei o toque de poesia que a narrativa tem, e também as referências ao livro Um dia, que também conta a história de um casal que se reencontra sempre na mesma data. A escrita da Colleen é muito fluida e envolvente, e não dá mesmo para largar o livro antes do final. A verdade é que sou apaixonada pelos romances da autora, e sempre recomendo para todos que querem ler uma boa história de amor, sofrimento, drama e final feliz. Cinco estrelas merecidíssimas.


Novembro, 9
Colleen Hoover
editora Galera Record
352 páginas
nota no Skoob:
nota do blog: 5.0


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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Um pouquinho de...

"- Escute bem - diz ele, mantendo a mão em minha boca para que eu não o interrompa. - Fico irritado por você permitir que algo tão banal defina uma parte imensa de você. Não posso colocar você bonita neste livro, porque seria um insulto. Você é bonita pra cacete. E divertida. E os únicos momentos em que não estou completamente enfeitiçado por você são os que você sente pena de si mesma. Porque não sei se você já se deu conta, mas você está viva, Fallon. E toda vez que se olhar no espelho, não tem o direito de odiar o que vê. Porque você sobreviveu enquanto muito gente não teve tanta sorte. Então, de agora em diante, quando pensar em suas cicatrizes, não tem permissão para sentir rancor delas. Você vai adotá-las, porque tem sorte de estar na terra para vê-las. E é melhor que qualquer cara que você deixar que toque suas cicatrizes agradeça a você por esse privilégio."

(página 121)



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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O caderninho de desafios de Dash e Lily [Resenha]

onde comprar: Submarino//Americanas//Amazon

"O novo livro de David Levithan e Rachel Cohn acompanha a dupla Lily e Dash: ela está doida para se apaixonar e, para encontrar o par perfeito, decide criar um caderninho cheio de tarefas de deixá-lo na livraria mais caótica de Manhattan. Quem encontra esse moleskine é Dash, e os dois começam a se corresponder e trocar sonhos, desafios e desejos no caderninho, que vai se perdendo nos mais diversos lugares de New York."

Um young adult muito leve e descontraído, que comecei a ler depois de conhecê-lo no Mochilão da Galera Record, e que me fez sentir saudades da adolescência e da descoberta do primeiro amor.

Lily, uma garota de 16 anos que não é muito popular mas também, não é totalmente excluída, e que ama o Natal, mas, justamente nessa época do ano, vê seus pais viajarem para uma segunda lua de mel e mudarem toda a tradição familiar. Sozinha com o irmão, Lily fica entendiada e cria o caderninho de desafios que mudará sua vida.

Com a ajuda do irmão, Lily cria um desafio que só uma pessoa que tivesse gostos parecidos com os dela iria conseguir solucionar. Ela deixa o caderninho numa prateleira específica da melhor livraria da cidade e espera que um bom candidato a namorado o encontre.

Do outro lado está Dash, um menino de 17 anos, um tanto quanto solitário, e muito inteligente. Apaixonado por livros e por palavras - o que já me fez gostar dele de cara -, ele adora passar seus das na livraria, e encontra o moleskine de Lily. Para ele o primeiro desafio foi moleza, e a partir daí eles passaram a trocar tanto desafio quanto confidências através do caderno vermelho. Ele não gosta de Natal, e sua marra com todos os preparativos para a data fazem um contraponto com a empolgação de Lily, mas apesar disso, eles têm muito em comum.

No decorrer da narrativa, percebemos que ambos gostam de ficar sozinhos, apesar de Lily gostar de passar as festas com a família. Talvez Dash não tenha se apegado ao Natal por ser filho de pais separados, que não criaram essa tradição. Por isso, ele se mete nas situações mais hilarias ao tentar cumprir os desafios do caderno que envolvem cenários natalinos. 

Cada desafio é uma aventura, e o interessante é que cada capítulo é narrado por um personagem, o que proporciona ao leitor uma visão total do que está acontecendo e do que eles estão pensando. E também são capítulos curtos, que facilitam a leitura e impulsionam o leitor a continuar seguindo até o fim do livro sem parar.

E o cenário não poderia ser mais cativante: New York na época do Natal é linda, e tem neve! Além disso, os autores nos guiam por diversos pontos turísticos da cidade, aguçando aquela vontade de estar lá, nas festas de final de ano, fazendo compras e comendo donuts.

Todos os desafios e desabafos entre Lily e Dash os aproxima rapidamente, é o leitor torce para que eles se encontrem e se identifiquem tanto quanto no caderninho, mas isso não acontece como o esperado, e, apesar de saberem que têm muito em comum, eles se atrapalham um pouco com seus sentimentos e parece que tudo vai se perder.

A escrita dos autores é gostosa de ler, seus personagens são cheios de características marcantes e a trama, apesar de ser quase infantil em alguns momentos, é bem divertida e bem construída. É muito gostoso acompanhar Dash e Lily se autoconhecendo enquanto descobrem o outro, perceber que eles começam a amadurecer durante esse processo, e que a chegada do primeiro amor os ajuda a sair da casca, enfrentar seus medos e dificuldades e abrir o coração para o outro.

Esse é um livro bem simples, uma leitura para espairecer a cabeça, sair daquela ressaca literária, ou então começar no universo da literatura. Com uma estória bem leve e momentos divertidos, os autores conseguem entreter sem esforço, mas com muita competência.


O caderninho de desafios de Dash e Lily
David Levithan e Rachel Cohen
editora Galera Record
256 páginas
nota do Skoob: 4.0
nota do blog: 3.8




Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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terça-feira, 27 de setembro de 2016

The originals - Ascensão [Resenha]

onde comprar: Livraria Cultura//Extra//Amazon

"Desde que Elijah, Rebekah e Klaus Mikaelson aportaram em New Orleans, a noite já não é mais a mesma; eles acreditam ter encontrado ali um refúgio, mas a cidade está prestes a sofrer grandes transformações em seu cenário sobrenatural. O casamento entre uma bruxa e um lobisomem promete por fim a uma guerra sangrenta. Mas a bruxa em questão, Vivianne Lescheres acaba se envolvendo com Klaus, que não medirá esforços para manter esse romance, ainda que tenha que derramar muito sangue. Enquanto isso, Elijah procura por uma residência onde possam viver, e Rebekah tenta seduzir um capitão do exército de New Orleans para ajudar na defesa da família, mas acaba se apaixonando por sua vítima, e esse amor pode por tudo a perder. Nessa luta por segurança e amor, os Originais deverão unir forçar para não despertar a ira de uma rivalidade milenar."

A série Os originais surgiu como um spin off de Vampire diaries e deu muito certo: todos os fãs dos Salvatore adotaram os Mikaelsons como seus queridinhos, mesmo após eles saírem de Mystic Falls e migrarem para New Orleans e enfrentarem seus próprios conflitos.

Os irmãos Klaus, Rebekah e Elijah foram transformados em vampiros por sua mãe, que era bruxa, e não queria que seus filhos morressem. Isso acabou se tornando uma maldição, já que o Mikael, o pai, não os aceitava como as aberrações em que haviam se transformado, e fez de seu objetivo de vida destruir os próprios filhos, caçando-os incansavelmente através dos séculos e pelo mundo todo.

Além de vampiro, Klaus também descende de um lobo, por isso, acabou se tornando um hibrido, que é muito mais forte que um vampiro comum, e isso o ajudou a se defender da ira do pai e proteger seus irmãos. Eles fizeram uma promessa de ficarem juntos sempre e para sempre, um juramento lindo de se fazer, mas que traz inúmeros problemas para eles. Mas isso ainda não está nesse livro.

Aqui conhecemos o início da passagem dos Mikaelsons por New Orleans, desde o momento em que eles chegaram à cidade até conseguirem fazer seus primeiros inimigos mortais e começar uma guerra com seres sobrenaturais que querem expulsá-los do lugar. A trégua que existe entre bruxos e lobisomens fica ameaçada quando Klaus se apaixona pela jovem Vivianne, a herdeira dos bruxos que vai se casar com um lobisomem para manter reafirmar o acordo entre os clãs.

Por ser proibida para Klaus, Vivianne se torna sua obsessão, e ele não vai desistir enquanto não conquistá-la e tirá-la das garras dos lobisomens, que parecem apenas querer usá-la. É por causa de suas atitudes impensadas que os Mikaelsons podem correr perigo novamente, e talvez, serem obrigados a deixar a cidade.

Enquanto isso, Rebekah começa a por em prática o plano dos irmãos para conquistar seu lugar em New Orleans; ela precisa conquistar o capitão do exército local para que ele os proteja contra os clãs rivais. O único problema é que a moça acaba gostando de Eric mais do que deveria, se encantando com sua inocência e sua doçura, o que pode por o plano todo a perder.

Elijah, por sua vez, tenta a todo custo encontrar um bom lugar para a família morar, onde possam ficar protegidos das bruxas e dos lobisomens, e onde seu pai não os encontre por um bom tempo. Tudo o que eles desejam é viver tranquilamente - na medida do possível para um vampiro -, mas, infelizmente, usam dos piores artifícios para conseguir isso, e nem sempre dá certo.

As táticas usadas pelos irmãos para tentar ficar em paz sempre acaba atraindo mais confusão e inimigos, e aqui não poderia ser diferente. Klaus está apaixonado, e perde um pouco o discernimento, forçando Elijah a tomar as rédeas da situação e tentar protegê-los. Ele também não pode contar com Rebekah, que decide se afastar para viver sua paixão por Eric. Esse distância entre eles pode causar o fim da família Mikaelson.

O livro não tem surpresas, e os personagens já são bem conhecidos por quem assiste a série, mas facilmente compreensíveis para quem nunca os viu antes. No início há uma rápida explicação do perfil de cada um, e não ter assistido Os originais não atrapalha o desenvolvimento da leitura. Klaus é muito genioso e nunca tem medo de nada. Está sempre lutando pelo que quer, ainda que tenha que matar muitas pessoas pelo caminho. Elijah é o pacificador, quase um contraponto ao temperamento de Klaus, mas que sabe usar a violência quando necessário. E Rebekah é uma linda vampira sonhadora, que quer encontrar um amor e ser feliz para sempre, mas que esconde por trás de sua carinha de inocente uma força imensa.

A narrativa é bem desenvolvida, e mesmo tendo um final que encerra a disputa momentânea por território, a estória fica em aberto para próximos livros. E certamente os fãs querem que a série se estenda por muito tempo, assim como sua versão televisiva.

Indico a leitura para quem gosta de sobrenatural, violência e muito sangue, principalmente para as leitoras adolescentes, que vão se encantar pelo charme de Niklaus Mikaelson.


The originals - a ascensão
Julie Plec
editora Galera Record
224 páginas
nota no Skoob: 4.0
nota do blog: 3.8





Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O amor nos tempos de #likes

onde comprar: Submarino//Saraiva//Amazon

"Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessaram quilômetros para viver uma paixão? Quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem, são os protagonistas destes contos que evocam 'Orgulho e preconceito' (Pam Gonçalves), 'Dom Casmurro' (Bel Rodrigues) e ´Romeu e Julieta' (Pedrugo)."

O que me chamou a atenção nesse livro não foi o fato dele ser escrito por estrelas da internet, e sim o título, que é remete à obra de Gabriel Garcia Marquez, e a proposta de criar novas estórias baseadas em clássicos da literatura mundial, o que é um desafio enorme.

Dividido em três contos, cada um escrito por um booktuber (ou dois rs), o livro nos apresenta estórias com uma leve lembrança daquelas em que eles dizem ter se inspirado: na primeira, Pam Gonçalves criou uma personagem que bem poderia ser seu alterego. Uma youtuber muito conhecida está indo para a casa dos pais, e o aeroporto fecha por causa de uma tempestade, enquanto, ao seu lado, está um garoto que teve uma tragédia enorme na família e agora é responsável pela irmã caçula. Ele não tem tempo para se divertir, então não sabe nada sobre youtubers, e sua irmãzinha é fã da moça famosa. Ambos têm dúvidas sobre o rumo que suas vidas estão tomando, e, ao se encontrarem, talvez possam ajudar um ao outro a achar o caminho certo.

Esse primeiro conto é bem emocionante, mas em alguns momentos dá vontade de dar um chacoalhão na youtuber, para que ela deixe de ser tão boba e arrogante. Mas no final os personagens caem em si e deixam transparecer o melhor de suas personalidades.

A próxima estória, que deveria ser inspirada em Dom Casmurro, é a mais interessante do livro, onde uma adolescente ganha dos pais como presente de aniversário um final de semana num hotel na praia, sozinha. Ela sente que precisa desse tempo longe de tudo para refletir sobre sua vida, após terminar um namoro que a sufocava e só lhe fazia mal. O pior é que o ex agora está namorando com sua melhor amiga, apesar dela saber tudo o que ele havia feito a ela enquanto estavam juntos. Nessa viagem de auto-conhecimento, ela acaba entrando num bar onde acontecem encontros às escuras, totalmente sem iluminação, e onde ninguém se conhece nem é obrigado a se conhecer depois que sair dali. O intuito é sentir a pessoa, conhecer sua personalidade e não sua aparência. Por sorte, senta-se em sua mesa um carinha que a conquista rapidamente, com seu bom humor e suas ideias sobre a vida, o universo e tudo mais. Como num conto de fadas, ele é tudo o que ela desejava, e um pouco mais, e eles acabam descobrindo que podem fazer muito bem um ao outro, mais rápido do que eles imaginavam.

E finalmente, no conto escrito pelo casal que é quase uma só pessoa (Pedro Pereira e Hugo Francioni), conhecemos dois jovens que se conhecem pela internet quando descobrem que têm um gosto em comum: livros. Um deles almeja ser escritor, e vem de uma família rica, enquanto o outro trabalha numa livraria para pagar a própria faculdade. A química entre eles fica evidente logo na primeira conversa on line, e eles passam muitos dias conversando pelo computador, até que decidem se conhecer pessoalmente. Aí vêm as dúvidas, o medo e a insegurança de não serem aceitos, de decepcionarem um ao outro, e perceberem que na real não eram nada daquilo que fantasiaram pela rede. O encontro dos dois é lindo, e o relacionamento deles é muito fofo, com um final que abre muitas possibilidades.

Espero que vocês não vejam isso como uma crítica, mas esse livro é bem simples, e, não fosse escrito por celebridades da internet, talvez nunca o veríamos publicado. Gostei das estórias, principalmente dos pequenos detalhes que fazem uma estar ligada às outras, e pela linguagem utilizada, que é bem direta, tornando a leitura muito rápida. Um ponto que destaco são as referências feitas na terceira estória, onde eles citam vários elementos da nossa cultura, inclusive Harry Potter, sem parecer forçado.

Foi uma leitura boa, apesar de não ver nelas praticamente nada dos clássicos nos quais dizem ter sido inspiradas. Se não fosse por isso, eu teria dado uma nota maior. Contudo, acho que é um livro perfeito para aquilo que se propõe, ou seja, comentar sobre como é fácil e ao mesmo tempo tão complicado, encontrar um amor nos tempos de internet. A acessibilidade aproxima rapidamente as pessoas, ao mesmo tempo que as expõe totalmente, e, na maioria dos casos, isso mais atrapalha do que ajuda.

Leiam mantendo a mente aberta para um livro que é destinado ao público desses youtubers, jovens antenados, que querem fazer tudo-ao-mesmo-tempo-agora, e também estão buscando seu lugar ao sol, ou melhor, seu lugarzinho no Youtube. Vale a experiência de ler um livro que não seja um mero diário ou um relato de como fiquei famoso fazendo vídeos na internet.


O amor nos tempos de #likes
Pam Gonçalves, Bel Rodrigues e Pedrugo
editora Galera Record
272 páginas
nota no Skoob: 4.2
nota do blog: 4.0




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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Talvez um dia [Resenha]

onde comprar: Americanas//Saraiva//Amazon

"Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex-melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida; tinha um namorado atencioso e a melhor amiga, com quem dividia o apartamento, até que Sydney descobriu que essas duas pessoas se pegavam quando ela não estava por perto. Depois do merecido soco, Sydney encontra abrigo na casa de Ridge, um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor, e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora e repetir o erro daquela que já foi sua melhor amiga."

Mais uma estória emocionante de Colleen Hoover. Ela conseguiu dessa vez misturar música e paixão, decepção e sofrimento, desejo e esperança, numa narrativa terna e envolvente. Sydney está na faculdade e divide o apartamento com uma amiga, em quem ela confia cegamente, e também tem um namorado lindo e atencioso, mas que eventualmente age como se ela fosse propriedade dele para o resto da vida. 

Quando não está nas aulas ou trabalhando na biblioteca da faculdade, Sydney passa algum tempo na varanda, de onde pode ouvir uma música vinda do apartamento em frente. Ela descobre que o violão é tocado por um garoto lindo, que tem muito talento. Ela acredita que ele nunca a viu, e que curte sua música secretamente, mas isso não é verdade. Certo dia, Ridge percebe que a garota está cantando junto com uma de suas melodias, e faz contato com ela usando uma folha de papel para lhe pedir o número de seu celular. Sydney, mesmo desconfiada, cede, e eles passam a trocar mensagens, nas quais ela lhe apresenta a letra que criou para sua música.

Mas tudo se complica quando Ridge descobre que o namorado de Sydney a trai com a amiga, e ele não sabe como dizer para ela, afinal, mal se conhecem e só se falaram algumas vezes por mensagens de texto. Infelizmente, na noite de seu aniversário de 22 anos, Sydney descobre que está sendo traída, e sai de casa. Sem ter para onde ir, Ridge a acolhe, e é a partir daí que a trama fica tensa (e romântica).

Morando sob o mesmo teto, eles passam a fazer música juntos; Ridge toca o violão e Sydney escreve as letras. Mas a proximidade dos dois acaba despertando neles uma atração muito forte, que só aumenta a cada vez que eles trabalham em alguma canção. Como nada na vida - e nos livros da Colleen - é tão simples, Ridge tem uma namorada há alguns anos, por quem é bastante apaixonado, e Sydney sente que ainda não está pronta para começar um novo relacionamento, até que se recupere da traição do ex.

Então temos Ridge, totalmente comprometido com Maggie, que é uma fofa, e Sydney, que não quer se tornar igual a ex-amiga e ser uma traidora. Mas a ligação entre ela e Ridge é muito forte, e ambos têm consciência disso, ao mesmo tempo em que sabem que não podem ficar juntos, exatamente por se sentirem mal com a situação. Ele não pretende abandonar a namorada, e ela não quer ser a responsável por destruir o relacionamento.

Há muito sofrimento e choro, e tanto Sydney quanto Ridge sentem o peso do que estão sentindo um pelo outro, enquanto sabem que nunca poderão ter nada. O leitor não sabe se torce para que eles fiquem juntos e Maggie saia de cena, ou se aceitam que Sydney deve seguir a vida e esquecer que  um dia conheceu alguém tão incrível quanto Ridge.

Como não poderia deixar de ser, a autora judia dos sentimentos do leitor, e é impossível parar de ler antes do desfecho da estória. A cada página acompanhamos as dúvidas e o desejo dos protagonistas, e não dá para ter a mínima ideia do que vai acontecer. E ainda que isso fosse possível, não dá para tomar partido de nenhum dos personagens, sabendo que qualquer que seja a decisão deles, alguém sairá muito ferido.

Essa é Colleen Hoover: a autora que destrói o coração do leitor e dos personagens ao mesmo tempo. Sua narrativa é tão fluída e envolvente, que é fácil se sentir intimo de Sydney e Ridge. E eles são tão reais, que se tornam quase palpáveis. Ela tem o dom de fazer o leitor sentir o que os personagens sentem, e é por isso que gosto tanto dela. Mesmo sabendo que suas estórias têm uma receita que é sempre seguida, e que ao começar a leitura já da para saber que vai ter muito sofrimento, seus livros são viciantes.

Também temos os personagens secundários fazendo parte da narrativa de forma consistente, sendo eles responsáveis por alguns dos momentos mais divertidos do livro, e também aparecendo como um apoio importante para que os protagonistas se desenvolvam. A narrativa é muito bem ambientada, e, ainda que ela se passe quase o tempo todo dentro de um apartamento, os cenários são bem autênticos. Não há grandes reviravoltas na trama, mas ela é bem amarrada e, após as revelações necessárias para definir o rumo que segue cada personagem, chegamos ao final que, talvez pareça clichê, talvez se aproxime de um conto de fadas, mas que certamente encanta o leitor que acompanha toda a trajetória dos personagens.

O livro é cheio de momentos fofos, e é possível ouvir as músicas criadas por Sydney e Ridge: a autora convidou o músico Griffin Peterson para criar com ela as canções, e as disponibilizou num site, para que sejam ouvidas durante a leitura, e insira o leitor ainda mais dentro da estória.

Super recomendado para leitores que curtem new adult, cheio de amor, sofrimento e um final feliz. Se você ainda não conhece nada da autora, pode perfeitamente começar por Talvez um dia, e entender o que a Colleen tem.


Talvez um dia
Colleen Hoover
editora Galera Record
368 páginas
nota no Skoob: 4.6
nota do blog: 5.0




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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Um pouquinho de...

"Poderia passar meu tempo com amigos, mas a maioria estava passando tempo com as famílias ou os Wiis. (Wiis? Wiii? Qual é o plural?) Eu preferia ficar com os livros mortos, moribundos ou desesperados; usados é como os chamamos, de uma forma que jamais chamaríamos alguém, a não ser que quiséssemos falar de forma cruel. ("Vejam Clarissa... ela é uma garota tão usada.")
Era incrivelmente livresco, a ponto de simplesmente o anunciar em voz alta, o que eu sabia não ser socialmente aceitável. Amava o adjetivo livresco, que descobri ser uma palavra usada por outras pessoas com tanta frequência quanto fuste, assecla ou abstêmio."

(página 9, capítulo 1)









Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Um pouquinho de...

"Mas não posso negar. Qualquer um que veja como esse garoto toca de forma apaixonada se sentiria desse jeito. O modo como ele mantém os olhos fechados o tempo todo, concentrando-se totalmente em cada uma das cordas do violão. Gosto ainda mais quando ele se senta com as pernas cruzadas e posiciona o violão em pé entre elas. Ele o apoia no peito e toca como se fosse um contrabaixo acústico, o tempo inteiro de olhos fechados. É tão fascinante assistir que, às vezes, me flagro prendendo a respiração, e quase não percebo até arfar em busca de ar.
O fato de ser bonito também não ajuda. Pelo menos daqui parece bonito. Seu cabelo castanho-claro é indomável e se mexe junto com ele. caindo na testa toda vez que ele olha para o violão. Ele está longe demais para eu conseguir distinguir a cor dos seus olhos ou os traços do rosto, mas esses detalhes não importam quando comparados com sua paixão pela música. O cara tem uma confiança que considero irresistível."
(página 18, capítulo 1)

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Um pouquinho de...

"Quase a conquistara, Klaus via isso. Se a beijasse agora, ela corresponderia. Os lábios dela estavam esperando, separados e úmidos. Mas ela se arrependera de mudar de ideia com tal rapidez, ele sabia: desconfiaria desse beijo e duvidaria da própria capacidade crítica se ele pressionasse demais. Seria mais inteligente fazê-la esperar. Deixar que ela pensasse nele, que sentisse sua falta, que o quisesse... E o comparasse com o tolo Armand sempre que aquele lobisomem estúpido abrisse a boca.
Quando a conquistasse, Klaus a conquistaria por completo.
Ele baixou o braço e trouxe sua mão submissa à boca, completando o beijo mais formal que ela lhe negara antes. Klaus sentiu um leve tremor na pele de Vivianne e riu consigo mesmo ao soltar sua mão.
— Creio que meus cinco minutos acabaram — sussurrou ele. — Não a perturbarei mais esta noite. Mas saiba, Vivianne Lescheres, se você me permitir, eu lhe darei o mundo. 
Ele se virou e partiu antes que ela pudesse responder. Sentiu-se subitamente inspirado a retomar sua pintura — sabia exatamente o que faltava na última tela."

(capítulo 7, página 44)

domingo, 5 de junho de 2016

O que rolou no Mochilão da Galera Record

Na última sexta-feira consegui participar (da segunda sessão) do Mochilão da Galera Record, evento promovido pela editora para se aproximar mais de seus leitores e apresentar seus últimos lançamentos.















Além dos diversos brindes legais que ganhamos, também pudemos conhecer os fofos Thiago e Shirley, que vieram representando a Record e nos divertiram bastante durante a apresentação das novidades da editora.

Os livros mais aguardados pelos leitores estão aqui, e espero que vocês se empolguem tanto quanto nós que estivemos presentes no Mochilão. Tem muita coisa boa vindo por aí, com livros para todos os gostos: young adult, fantasia, chick-lit e até uma nova série erótica, com 12 volumes, A garota do calendário, que será lançada aos poucos, até o final desse ano.

















Os livros que mais chamaram a atenção de quem estava no evento foram A livraria mágica de Paris, Ana cheia de sangue, Além-mundos (do mesmo autor de Feios, Scott Westerfeld), Princesa das águas (Paula Pimenta), O caderninho de desafios de Dash e Lily (David Levithan e Rachel Cohn), O amor nos tempos de likes (Pam Gonçalves), Arena 13 (Joseph Delaney), Diário de uma garota nada popular (Rachel Rance Russell), O ar que ele respira (Brittainy C. Cherry).
















Ainda merecem destaque Becky Bloom ao resgate (Sophie Kinsella), O efeito Rosie (continuação de Projeto Rosie, de Craeme Simsion), Diário de uma princesa improvável (Meg Cabot), No me gusta (Gustavo Stockler), A geografia de nós dois (Jennifer E. Smith), e o queridíssimo super esperado por mim, Novembro 9, da diva Colleen Hoover!




Para quem é fã da Meg Cabot e está acompanhando a série A mediadora, a Galera Record vai lançar o sétimo volume, chamado Lembrança, com uma capa arrasadora. E o livro que vem para falar abertamente sobre feminismo, com mulheres de todas as classes sociais é Valesca, sim, escrito pela própria cantora e que pretende chegar até as leitoras dos morros, que podem se interessar em ouvir uma autora com a qual elas já se identificam.




É isso leitores, o evento foi incrível, todos os participantes saíram felizes, cheios de marcadores lindos, livros maravilhosos e uma lista enorme de desejados. Marquem ai na listinha de vocês também aqueles que mais lhes interessaram, e não deixem de participar do próximo Mochilão da Galera Record, vocês não vão se arrepender.




Sigam a editora no Facebook (clicando aqui), para saber de todas as novidades e eventos futuros.


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segunda-feira, 7 de março de 2016

Um pouquinho de...

"Ela está me observando. Mechas de cabelo se colocam entre mim e uma visão completa do seu rosto. Ela é linda, mas de um jeito infame. Algo que não sei se eu devia apreciar. Tudo a respeito dela é cativante, como as consequências de uma tempestade. As pessoas não deviam se deleitar com a destruição que a Mãe Natureza é capaz de causar, mas é algo que atrai nosso interesse mesmo assim. Charlie é a devastação que fica depois que o tornado passa."


(página 38, capítulo 4)



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quarta-feira, 2 de março de 2016

Nunca jamais [Resenha]

onde comprar: Extra//Saraiva//Amazon 

"Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar. Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado."

Tem coisa mais emocionante do que um livro da Colleen? Acho que não! Mesmo escrevendo em parceria com outra autora, Tarryn Fischer, dá para reconhecer seu toque na narrativa, e seu estilo de escrita apaixonante/dramático.

Essa estória começa com um mistério: de repente, sem saber de onde veio ou quem é, Charlie 'acorda' no meio do colégio, com uma garota estranha à sua frente. Ela não se lembra de nada, nem mesmo de seu próprio nome, e vai tentando disfarçar sua desorientação em meio aos outros alunos e aulas onde o professor parece odiá-la, sem ela nem ao menos imaginar o motivo.

De outro lado encontramos Silas, que está vivendo a mesma situação, e que faz de seu encontro com Charlie uma razão para tentar descobrir o que está acontecendo com eles. O mais estranho é que eles conseguem lembrar de coisas aleatórias como quem canta alguma música ou informações sobre algum filme qualquer. Isso torna tudo ainda mais misterioso: como é possível duas pessoas, ao mesmo tempo, perderem a maior parte de sua memória?

Aos poucos eles vão juntando pequenas informações que vão lhes mostrando quem eles eram, e que tipo de vida levavam. Logo de cara eles descobrem que eram namorados há muito tempo, e que suas famílias eram amigas, mas agora, por algum motivo que eles ainda desconhecem, se tornaram inimigas mortais.

Silas é um fofo: o tempo todo tentando diminuir a tensão da situação em que se encontram, o que vai irritando Charlie cada vez mais, já que tudo o que ela quer é descobrir quem é aquela Charlie de ontem, uma pessoa que parece ser tão diferente dela. 

Como não poderia faltar num livro da Colleen, aqui também tem romance, mas ele se dá de forma muito delicada, aos poucos, como se pudesse se quebrar a qualquer momento. Também pudera, ao mesmo tempo em que Silas sente que pode se apaixonar facilmente por Charlie, ele percebe que ela luta contra esse sentimento, e aposta que vai conseguir conquistá-la novamente. Cada mínimo detalhe que eles descobrem sobre o relacionamento do qual eles não se lembram é delicado, e alguns deles podem arrancar suspiros da leitora mais emotiva.

A única razão que me fez não dar nota 5 de 5 para esse livro foi o final, e não foi por ser ruim, mas por ser tão repentino e surpreendente que me deixou revoltada. Eu já sabia que a estória não se fecharia nesse livro, já que é parte de uma trilogia, mas não estava preparada para as duas últimas páginas e, principalmente, para os últimos parágrafos desse primeiro volume. É cruel e ao mesmo tempo brilhante, deixando tudo em aberto, no momento mais crítico da amnésia dos personagens. Não posso falar mais para não dar spoiler, então, leiam e entendam o meu sofrimento. E juntem-se a mim na campanha pela publicação do segundo livro, pra ontem.

Nunca jamais
Colleen Hoover e Tarryn Fischer
editora Galera Record
192 páginas
nota do Skoob: 4.4
nota do blog: 4.6


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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O lado feio do amor [Resenha]

onde comprar: Saraiva//Extra//Ponto Frio 

"Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor. O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo."

Tate e Miles, mais um casal memorável criado por Colleen Hoover. Vocês sabem que eu sou apaixonada pelos livros dela, e não tenho mais adjetivos para elogiá-la. Então, o que eu posso dizer é: leiam!

Nesse livro, Colleen caprichou no sofrimento, mas como sempre, temos um caso de amor forte e que desafia o psicológico do leitor. Tate é uma jovem decidida, bem esclarecida, que vai morar com o irmão para terminar seu mestrado em enfermagem. Corbin, o irmão, é piloto de avião, e fica muito tempo fora de casa. Apesar disso, eles são muito amigos e sempre se deram bem.

Assim que chega à porta do apartamento de Corbin, Tate encontra um cara bêbado, caído no chão e obstruindo sua passagem. Falando ao telefone com o irmão, ela descobre que o cara é amigo de Corbin, e pior, mora no apartamento em frente. Tate sente pena do bêbado e o coloca para dentro do apartamento, deixando que ele fique na sala. Mas, antes de ir para seu quarto, ele o ouve dizer o nome Rachel. Tate vê naquele cara estranho uma beleza interessante, e fica curiosa para saber o que o deixou assim, tão bêbado e chorando por uma mulher.

Conforme os dias vão passando, Tate vai prestando mais atenção em Miles, e ele é um enigma: quase não sorri, não tem namorada e está sempre trabalhando. Mas apesar desso mal humor quase diário dele, ela começa a se interessar. Tudo muda quando os três vão passar o dia de ação de graças na casa dos pais de Tate e Corbin. Quando Miles se machuca, ela faz um curativo e se vê num momento intimo e inesperado com ele, e tudo se confunde em sua cabeça.

Então Miles lhe propõe um acordo: ele quer muito ficar com ela, mas precisa que ela aceite suas condições de nunca perguntar sobre seu passado e nunca esperar nada do futuro. Ansiando por poder finalmente ficar com Miles, Tate aceita. Mais tarde, ela acaba percebendo que isso não daria certo.

A cada encontro clandestino, a cada transa, ela vai ficando mais e mais ligada a ele, e sente que está se apaixonando por Miles. Por outro lado, durante o sexo ela percebe que ele também sente algo por ela, mas assim que tudo acaba, ele volta a ficar distante. Uma verdadeira confusão de sentimentos.

A certa altura dessa relação maluca, Tate tenta descobrir o que o deixou assim tão frio, e isso é um problema, já que ele havia deixado claro que nunca falaria sobre o passado. O mais legal é que o leitor vai descobrindo os traumas de Miles a cada capítulo, já que um deles é narrado no presente, enquanto Miles e Tate estão juntos, e o outro conta sobre o passado dele e tudo o que ele sofreu quando se apaixonou por Rachel. Foi mesmo um momento difícil na vida dele, capaz de deixar muitos traumas.

Gostei demais dessa estória, e achei muito legal a Colleen focar a narrativa no personagem masculino. Miles é um caso perfeito para Freud, e em alguns momentos dá uma raiva enorme dele. Mas, quando descobrimos tudo por quê ele teve que passar, e como ele sofreu para superar tanta dor, acabamos nos afeiçoando e tentado encontrar uma maneira de ajudá-lo a ver as coisas por outra perspectiva. Acho que é exatamente assim que Tate se sentia em relação a ele.

E a autora tem aquele jeito incrível de escrever que conquista, todo delicado e amoroso. Para quem curte romance, os livros dela são perfeitos, e esse não é diferente: tem muitos momentos legais, que com certeza vão arrancar sorrisos e suspiros das leitores mais sensíveis. Miles é um personagem cativante: se não bastasse ser lindo e enigmático, ele também é romântico, e enquanto ele conta a visão dele do passado, em alguns momentos, a autora utilizou uma forma mais poética para escrever, o que, na minha opinião deixa tudo mais interessante.

Sei que a resenha está imensa, mas eu gostei tanto desse livro que preciso espalhar pelo mundo o quanto ele é bom, e preciso convencer a todos que O lado feio do amor deve ser lido, imediatamente. Esse livro entrou para os meus preferidos da vida, e torço para que vocês possam sentir o mesmo.


O lado feio do amor
Colleen Hoover
editora Galera Record
336 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 5.0


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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Um pouquinho de...

"Corbin concorda, e Miles abre a porta do motorista. Entro no banco de trás e tento decidir onde me sentar. Não sei se devo ficar atrás de Miles, no meio ou atrás de Corbin. Vou senti-lo onde quer que me sente. Ele está em todo lugar.
Todas as coisas são Miles.
É assim quando alguém se sente atraído por uma pessoa. Ela não está em lugar algum e, de repente, está por todo canto, quer você queira, quer não."


(página 64, capítulo 7)

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Em busca de Cinderela [Resenha]

onde comprar:Ponto Frio//Extra//Amazon


"Neste conto da bem-sucedida e adorada série Hopeless, o leito conhecerá melhor dois personagens secundários de 'Um caso perdido'. Daniel está no breu do armário de vassouras da escola - o perfeito esconderijo para quem quer fugir do mundo real -, quando uma garota literalmente cai em cima dele. Às cegas, os dois vivem um curto romance, mesmo sem acreditar muito no amor. No fim, a garota foge, como se realmente fosse a Cinderela e tivesse uma carruagem prestes a virar abóbora. Um ano depois, Daniel  e sua princesa se reencontram, e percebem que é possível nutrir um amor de conto de fadas por alguém completamente real. Juntos, os dois irão perceber que fora do faz de conta, ficar juntos é bem mais difícil e os problemas de um casal são muito reais."

Este livro é um spin-off de Hopless, série da mesma autora, que conta a estória de Sky e Holder, que descobrem que seus destinos estão ligados e nada pode separá-los. Não leu esse livros? Não tem problema, dá pra entender perfeitamente o enredo de Em busca de Cinderela. Mas para ficar mais por dentro de tudo o que aconteceu em Um caso perdido e Sem esperança, leia as resenhas aqui e aqui.

Antes mesmo de Holder encontrar Sky, ele ainda estava no mesmo colégio que seu amigo Daniel, e a vida deles ela tranquila. Muitas coisas ruins aconteceram com Holder, e ele decidiu se afastar de tudo por um tempo, inclusive de seu melhor amigo, que ficou muito sozinho.

Num dia como outro qualquer, enquanto Daniel aproveitava uma aula livre na escola para se fechar dentro do armário de limpeza e se afastar das pessoas, uma menina entrou lá de repente, tropeçou e caiu em cima de Daniel. Ali dentro eles viveram momentos bem intensos, de confissões e troca de carinhos, mesmo sem se conhecer ou saber a aparência um do outro, já que decidiram não revelar suas identidades e ficar no escuro.

Depois que a menina saiu do armário, Daniel começou a procurá-la por todo o colégio, apenas com a lembrança da sua voz e da sua risada. Mas claro que ele não a encontrou, e como deveria ser, acabou namorando com outra garota.

Um ano depois, Holder já está de volta e se acertou com Sky. O relacionamento dos dois está cada dia mais sólido e, para felicidade de Sky, sua única amiga está voltando da Itália. Quando Daniel a vê, fica encantado, e sente algo que nunca sentiu antes. Six é inteligente, engraçada e sua risada é contagiante. Daniel se envolve na mesma hora e eles começam a sair.

Sempre que alguém comenta sobre o intercâmbio na Itália, Six desconversa, e Daniel sente que ali existe algum segredo, mas não insiste em tentar descobrir. Os dois vão ficando cada vez mais próximos, como se já se conhecessem há muito tempo, e se apaixonam rapidamente.

No decorrer do namoro, Daniel acaba percebendo que Six é a Cinderela que ele tanto procurava, que ela é a menina do armário, e fica tão feliz que custa a acreditar que tudo aquilo  que ele desejava estava acontecendo. Mas, como nem os contos de fadas são perfeitos o tempo todo, quando ele revela a Six que ele era o garoto que estava aquele dia no armário, ela começa a chorar e sai correndo.

Surpreso com a reação de Six, Daniel não se conforma e não entende porque ela fugiu, mas não desiste da namorada e tenta entender tudo o que aconteceu. Relutante, Six decide revelar o seu maior segredo, algo tão importante e emocionante que pode mudar a vida deles para sempre.

Como sempre, Colleen Hoover soube como comover e conquistar o leitor com essa estória. É bonito ver como ela consegue mexer com tantos sentimentos e, ao mesmo tempo, mostrar que, mesmo que haja uma pedra no meio do caminho, o amor é a solução mais segura. Eu sou fã da autora desde Métrica, e certamente leria até sua lista de supermercado, e mais uma vez me apaixonei por um livro dela e me emocionei com seus personagens.

Não tenha medo de ler um livro da Colleen, pensando que tudo aqui é sofrimento e choradeira. Ela sabe como estruturar o enredo de forma que o leitor seja transportado para dentro da estória, aproveitando cada momento, cada segundo da vida dos personagens, e sentindo falta deles quando o livro acaba. Depois de ler Em busca de Cinderela, percebi que a narrativa da Colleen segue um ritmo interessante, e envolve o leitor em sete momentos específicos, que defini como: curiosidade, fofura extrema, felicidade, choque, tristeza surpreendente, contentamento e vazio existencial. Cada livro que já li dela passa por todas essas fases, mas isso não é um ponto negativo. Pelo contrário: vivendo cada um desses momentos junto com o protagonista, o leitor se envolve, se apaixona, sofre, e vê a luz no fim do túnel, exatamente como se estivesse dentro do livro.

Depois de tudo isso, tenho certeza que você vai ficar curioso para ler um  livro da autora, então, não perca tempo. Pode começar por Em busca de Cinderela, que é fininho, de leitura rápida, e cheio de amor.

Em busca de Cinderela
Colleen Hoover
editora Galera Record
160 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 5

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