sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sexta de música #37

Como há muitos anos vem repetindo nosso colega Fausto Silva, nada se cria, tudo se copia, e eu copiei uma ideia: no blog Pronto, usei! as meninas fazem uma playlist temática toda semana, mas usam um player incrível para tocar as músicas ou passar os vídeos, que eu gostaria de colocar aqui também, mas, não entendo o suficiente de HTML para fazê-lo.


Então, para a coluna musical de hoje, tentei incorporar um player mais simples, mas que atende ao propósito de mostrar para vocês uma lista bacana de músicas que, com certeza, você já dançou um dia.



Todo mundo conhece "Macarena", e sabe que ninguém fica imune à sua coreografia simples e repetitiva, e também já foi vítima dessa e de outras tantas músicas que não podem faltar numa boa festa em família, como casamentos ou aniversários. É com algumas delas que fiz a playlist dessa semana. Espero que dancem curtam =)



Como vocês já deve ter percebido, eu adoro postar alguns vídeos às sextas-feiras, e mesmo com o player aí em cima, vou deixar o vídeo de uma das músicas para vocês assistirem, depois me digam o que acharam:


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Quadribol através dos séculos - resenha


"Se algum dia você quis saber como surgiu o pomo de ouro ou por que o time dos "Vagamundos de Wigton" (Wigton Wanderes) tem a estampa de um cutelo de açougueiro no uniforme, você precisa ler esse livro. Esta edição limitada é uma cópia do exemplar guardado na Biblioteca Escolar de hogwarts e consultado por jovens fãs do quadribol quase diariamente."

A primeira vista esse é apenas mais um livrinho escrito por J. K. Rowling para arrecadar mais dinheiro com sua criação, mas não. Primeiro, toda a renda obtida com esse e outros dois livros derivados da saga Harry Potter é revertida para a Comic Relief, uma instituição inglesa que promove a justiça social e luta para combater a pobreza. E segundo por que ele é realmente muito bem idealizado, ou seja, a autora se esmerou muito na sua concepção, para deixá-lo com cara de um livro que realmente saiu da biblioteca de Hogwarts.

Gosto muito dessas ramificações que algumas estórias proporcionam, e vários autores têm se valido dessa artimanha para trabalhar mais profundamente personagens que, inicialmente, tenham ficado em segundo plano no enredo original, ou mesmo para dar asas à sua imaginação, abrindo um leque infinito de possibilidades que podem variar totalmente da estória de origem. Um escritor que tem feito isso muito bem é George R. R. Martin, que vem pinçando personagens de "Guerra dos tronos" e lançando-os em novos cenários, a fim de revelar aos leitores outras nuances de suas histórias.

Em "Quadribol através dos séculos" é possível conhecer mais a fundo o esporte preferido dos bruxos criados por Rowling: sob a identidade de um estudioso do quadribol, a autora esmiuça os primórdios desse esporte, desde o jogo mais antigo de que se tem registro até sua evolução para o que é hoje.

Dividido em 10 pequenos capítulos, o livro é repleto de curiosidades sobre o quadribol e sobre os bruxos que o praticam. Além disso, há descrições dos principais times ingleses e irlandeses, com um pouco da história de cada um deles, e algumas observações sobre o quadribol em outros países.

Uma das partes mais interessantes é a descrição da evolução da vassoura usada para jogar o quadribol, explicando por que o uso desses objetos e não de tapetes voadores, que já seriam comumente utilizados em alguns países da Ásia.

Tudo o que envolve uma partida de quadribol é citado nesse livro: as regras que regem as partidas, a função de cada jogador e a história de cada posição dentro do campo, o surgimento e a evolução das bolas do jogo e algumas estatísticas como a partida mais demorada, o maior placar e o time com mais números de vitória. 

Para os fãs da série Harry Potter, o livro é imprescindível, pois ele transporta o leitor não só para dentro da história esporte, mas também para o universo de Hogwarts desde a primeira página, onde existe um formulário geralmente usado em bibliotecas para marcar o nome do aluno que emprestou o livro e a data da devolução do mesmo, além de instruções da bibliotecária.

Outra curiosidade sobre o livro é que, exatamente como acontece com os maiores best-sellers do mundo dos trouxas, algumas pessoas de influência deixaram sua opinião sobre ele na contra-capa, com destaque para a frase do professor Gilderoy Lockhart que, como sempre, me fez rir muito:

"O Sr. Whisp é um autor muito promissor. A continuar nesse ritmo, logo será fotografado em minha companhia!"

Para coroar a obra, o prefácio é escrito por Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts, e um trechinho dele está ai em cima, como a sinopse do livro.

O livro é muito interessante, principalmente para os fanáticos pelo universo criado por J. K., e nos deixa ainda mais próximos dele.

Quadribol através dos séculos
Kennilworthy Whisp
editora Rocco
63 páginas

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ele é o cara #28

O idealizador do site e do podcast que vem fazendo aflorar cada vez mais meu lado nerd é o cara de hoje!


Jovem Nerd é o codinome de Alexandre Ottoni, um nerd que, a fim de compartilhar suas opiniões e ideias com outros nerds, criou o blog que acabou aproximando nerds (e não nerds) de todo o mundo.

Junto com seu amigo Azaghal (que hoje será apenas coadjuvante aqui) ele administra o site que vem crescendo a cada dia, e que já tem diversos quadro fixos, como o Nerd Office e o Nerdcast, A maravilhosa cozinha de Jack, comandada pelo colega Tucano, e o Matando Robôs Gigantes, que fica a cargo do trio Affonso Solano, Diogo Braga e Roberto Duque Estrada. No site também encontramos a Nerdstore, loja que vende diversos produtos relacionados ao universo nerd, desde camisetas exclusivas do site Jovem Nerd a livros de outros nerds que participam dos podcasts.


Aliás, os podcasts são o ponto alto do site: toda sexta-feira o Jovem Nerd, com seu amigo Azaghal, batem um papo descontraído com outros nerds convidados, sobre diversos assuntos. O clima das conversas é bem agradável e divertido, e as risadas são garantidas.

Em seu perfil no site, Jovem Nerd se define como "parte da geração amamentada por quadrinhos, fantasias e RPG. Seu fanatismo por Star Wars só pode ser comparado ao amor por sua esposa Agatha, que o atura desde os tempos de colégio. JN sonha em viver em um lugar onde nerds não sejam discriminados pelo que são, e possam viver em paz em sua comunidade (e se vingar dos valentões de colégio que abusavam de sua nobreza)".

Alexandre Ottoni é casado com Agatha, como descrito no parágrafo acima, e ela é conhecida pelos nerds como a Sra. Jovem Nerd. Tanto ela quanto sua irmã, a Portuguesa, que é casada com Azaghal, participam de alguns nerdcasts, que estão entre os preferidos dos ouvintes.


Com todo o respeito à Sra. Jovem Nerd, vou fazer um elogio como admiradora do trabalho dele: o Jovem Nerd é um fofo, e está sempre de bom humor, diferente do colega Azaghal, e faz um contraponto perfeito entre os participantes dos nerdcasts, sempre colocando ordem na casa, não deixando-os fugirem muito do assunto e direcionando as conversas para o caminho certo. Além disso, dá para perceber que ele tem uma personalidade muito doce, e é bem tímido, pois em alguns momentos no nerdcast em que alguém fala alguma coisa mais "pesada", é possível imaginar, pela reação dele, que ele deve estar até ficando vermelho, rs.


Portanto, essa pose de mal não convence Jovem Nerd, no fundo eu sei, e acho que a maioria dos seus fãs (sim senhor, você os tem aos montes!) sabem que você é uma ótima pessoa, e foi com todo esse carisma que você conquistou tantos admiradores por todos os cantos do mundo. Essa admiração é demonstrada por alguns nerds nas artes que eles enviam para o site, como essa aqui:


Então, se vocês ainda não conhecem o Jovem Nerd, ou seu site, está mais que na hora de conhecer, espero que todos os meus leitores gostem dele como eu gosto. Para acessar o site e curtir tudo o que ele tem de bom, é só clicar nesse link aqui que vocês será direcionados imediatamente para lá. É isso.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Promoção de aniversário


Nossa, como esse primeiro ano passou rápido! Foi muito gratificante compartilhar com vocês minhas opiniões e algumas coisas legais que fazem parte do meu dia a dia, como música,  cinema e TV. Agradeço a todos os leitores que já passaram por aqui, e, principalmente àqueles que são mais assíduos e estão sempre comentando nos posts, trocando ideias e pontos de vista, e me deixando fazer parte de um pedacinho da vida de vocês. Espero que no próximo aniversário ainda possa vê-los por aqui =)

E para comemorar um aniversário nada melhor que presentes, não é mesmo? Por isso, estou iniciando hoje o primeiro sorteio aqui no blog, que vai presentear dois leitores com livros que eu adoro: "O nome do vento", de Patrick Rothfuss e "Cidades de Papel", de John Green.


Para participar do sorteio é muito simples, e a única regra obrigatória é seguir o blog. Basta acessar os formulários abaixo e ir respondendo as opções que vocês preferirem. Depois, deixem um contato nos comentários, pode ser e-mail, Twitter, Facebook etc.

Todo mundo pode participar dos dois sorteios. A promoção começa hoje e vai até o dia 04 de outubro. Boa sorte a todos e obrigada por esse primeiro ano tão incrível.

Ainda não sabe usar o Rafflecopter? Clique aqui e acesse o tutorial ;)

As ganhadoras dos livros foram:

"Cidades de papel": Sandra Paula 



"O nome do vento": Bruna Bento


Parabéns meninas! Ambas serão avisadas por email e terão 3 dias para responder com seus dados para envio, ou novo sorteio será realizado.

O blog tem até 30 dias para enviar os prêmios.

Obrigada a todos que participaram!

  a Rafflecopter giveaway

a Rafflecopter giveaway


Informações importantes:
- o ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil;
- a promoção vai de 03.09.13 a 04.10.13 e o resultado será divulgado no dia 05.10.13;
- os sorteados serão avisados por email e terá 3 dias para responder, por isso, é importante deixar o contato correto nos comentários;
- o blog tem até 30 dias para enviar os prêmios aos ganhadores.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cadê meu Christian Grey???

As redes sociais estão agitadíssimas! Enfim, depois de séculos de suspense (e doce) E. L. James, autora da trilogia "Cinquenta tons de cinza", anunciou em seu Twitter os escolhidos para viverem o galã-lindo-maravilhoso-milionário-deus-grego Christian Grey e a insossa Anastasia na adaptação para o cinema:



Eu acho, só acho, que a James está precisando usar óculos: dizer que o Charlie Hunnam é maravilhoso é um pouco de exagero... mas, não acho que minha opinião esteja valendo muito.

Ainda vamos todos assistir aos filmes, mas tem muita leitora que não gostou dessa escolha. Sempre tem aquelas que aprovaram, já que é impossível agradas a todas, mas pelas opiniões que estou lendo nas redes sociais, grande parte das meninas preferiam Matt Bomer ou Ian Somerhalder.

Olha para eles tia James, e me fala se eles não são Christian por natureza?

Charlie Hunnam é britânico (pelo menos teremos o belo sotaque), tem 33 anos e já atuou em diversos filmes, como "Hooligans" (2005), "Filhos da esperança" (2006) e "Could mountain" (2003). Apesar do sorriso bobo que vi em todas as fotos que pesquisei, espero que o talento se destaque e ele faça jus a sua escolha.


Já a atriz Dakota Johnson é americana e tem 24 anos (apesar de não parecer). Fez uma rápida aparição no filme "A rede social" (2010) onde contracenou com Justin Timberlake. É filha de Melanie Griffith, mas acho que isso não tem relevância nenhuma.

Agora meninas, é só esperar e torcer para que o resultado do filme seja pelo menos parecido com o livro, e que os atores consigam transportar para as telas toda a emoção que sentimos ao ler a trilogia de James, e que tenham química para interpretar Anastasia e Christian, pois não será fácil.

Alías, eu ainda quero meu Christian Grey, que é o Matt Bomer (e sempre será).

domingo, 1 de setembro de 2013

Filmando #11 - Os instrumentos mortais

A blogosfera ficou agitadíssima quando o filme "Os instrumentos mortais - Cidade dos ossos" estreou nos cinemas, e eu fui conferir. Infelizmente, não achei que merece tanto burburinho.


Algumas pessoas me disseram que preciso me distanciar do livro e analisar apenas o filme em si. Acho mesmo que estar com a estória original tão fresca na memória atrapalhou meu julgamento da adaptação. Fiquei esperando acontecer algumas coisas que gostei no livro, mas elas simplesmente não estão no filme.

Entendo que ao passar a estória do livro para os cinemas é necessário fazer várias adaptações no original para conseguir um roteiro consistente e transformar as mais de 400 páginas escritas por Cassandra Clare num longa com duração de duas horas, mas acho que limaram demais o conteúdo do livro e modificaram muitas coisas que, ao meu ver, não deveriam ter sido modificadas.

Não estou nem considerando o fato de não ter me identificado com os atores escolhidos, pois acho que o filme não ficou ruim por causa deles, que até tiveram boas atuações. A atriz Lily Collins conseguiu representar bem a protagonista Clary Fray, mantendo suas características e não fugindo muito do básico para um filme desse tipo; ela tem boas expressões faciais que mostram claramente diversos sentimentos da personagem e combinou muito bem com o que eu imaginava ser a Clary. Meu descontentamento é com o restante do elenco, por exemplo, Magnus Bane (Godfrey Gao) de olhos puxados e nenhuma imponência como o bruxo mais poderoso da estória; Hodge, o tutor dos Caçadores de Sombras, vivido por Jared Harris, não inspira nenhuma confiança ou sabedoria, como pode ser o ponto de apoio de Jace e seus amigos?

Por falar neles, Isabelle (Jemima West) e seu irmão Alec (Kevin Zegers) ficaram muito aquém de seus correspondentes no livro, um pouco pelo fraco roteiro e um pouco por sua atuação simples, que não se destaca em nenhum momento do filme. É óbvio que, quando lemos um livro, criamos mentalmente o rosto e as características de cada personagem, e ao vê-los ganhar vida nas telas dos cinemas, essa imagem dificilmente corresponde com aquela que imaginamos, mas, na maioria das vezes, acabamos substituindo nossa criação pelo rosto do ator escolhido e fica tudo bem. Sabendo disso, estava preparada para aceitar de braços abertos o Jace do filme, mas não consegui me identificar com Jamie Campbell Bower (só com seu sotaque britânico, rs).


Grande parte da estória do livro, sua essência, está no filme, mas algumas cenas sofreram tantas adaptações que, para mim, foram deixando o filme mais pobre, tirando o brilho do original e me fazendo perder um pouco o interesse por ele.

Senti falta da forte presença dos vampiros na festa de Bane, e da situação que criaram com Simon, melhor amigo de Clary: esse foi um momento importante no livro pois, além de mostrar o quão forte é a lealdade da protagonista, também introduziu os lobos no enredo, que são de grande importância na conclusão dessa primeira parte da estória. Durante o resgate de Simon, Jace e Clary passam por diversas situações que fortalecem seu relacionamento e são importantes para criar o laço de confiança necessário para o futuro dos dois.

Também não me agradou a conclusão do filme, quando Valentine faz a grande revelação a Jace e Clary: tudo pareceu ser apenas jogado na cena, como se não houvesse mais tempo para contar a estória, e fosse preciso correr para acabar logo o filme. Tudo o que acontece nesse momento é bastante diferente do livro, e não sei se, futuramente, nos próximos filmes, não será necessário fazer adaptações ainda maiores para encaixar as peças da estória.

Não sei se alguém que não conhece o livro vai gostar do filme, mas, para aqueles que perguntam minha opinião, digo que a adaptação é fraca, e vale a pena pegar a sessão mais barata do cinema, para não desperdiçar dinheiro. A qualidade visual do filme deixa a desejar e parece ter sido produzido com baixo orçamento: algumas cenas são escuras demais (até para um filme de deveria se passar num universo sombrio) e parece que o filme foi feito como uma aposta, se render alguma coisa, investirão mais no próximo, se não, não terão perdido muito.

O filme tem dois pontos positivos: as cenas de luta são incríveis e conseguem empolgar depois de tantos momentos lentos, e os Irmãos do Silêncio representam com perfeição as criaturas criadas pela autora do livro, e conseguem transmitir aquela sensação de medo e frio que pensei que sentiria perto de um deles, quase como os dementadores da série Harry Potter.



Uma coisa me deixou triste e preocupada: algumas pessoas, inclusive dentro do cinema, dizendo que esse filme é igual "Crepúsculo". Por favor, não cometam esse sacrilégio! Um filme não tem nada a ver com o outro, apesar de "Cidade dos Ossos" também mostrar vampiros e lobisomens, o enfoque aqui é totalmente diferente, e essas criaturas estão mais para o estilo clássico do que para os brilhos e egos criados por Stephanie Meyer. 

Como nada é totalmente ruim, vale assistir ao filme, até para poder emitir uma opinião. A minha é que "Cidade dos Ossos" poderia ter ficado muito melhor.