terça-feira, 8 de outubro de 2013

Tem na capa



Olá leitores! Vi essa lista no blog Coração de tinta achei muito bacana, por isso, vou fazer aqui tbm. A Patty usou a ideia que viu no  Leituras de Cá, para quem eu pedi autorização para postar, mas ainda não recebi a resposta... espero que a Cá não se incomode com meu post ;)

A coluna consiste em reunir livros, de qualquer gênero, que contenham uma palavra específica na capa, e eu escolhi a palavra "noite".

Alguns livros listados eu tenho, outros ainda não, então vou separar a lista por categorias: a primeira são os que estão na minha estante, e a segunda são os meus desejados. Também vou incluir uma terceira seção com os títulos interessantes contendo a palavra noite, que ficam como indicação de leitura por serem clássicos da literatura.

1. Na estante:

"O circo da noite"
Sob sus tendas listradas de preto e branco, uma experiência está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.


"Fábulas ao anoitecer" (Ok, não tem"noite" no título, mas é um derivado)
Você sabe o que acontece na escuridão da noite? Que mistérios se escondem sob a luz do luar? Fábulas ao Anoitecer é uma seleta de narrativas fantásticas que têm como cenário principal o manto da escuridão, que assume seu reinado após o pôr do sol. Terror, amor, magia, criaturas fantásticas como fadas, bruxos, dragões, elfos e até ficção científica surgem de suas páginas. Mitologia e lendas folclóricas mundiais são revisitadas e conduzem o leitor pelo maravilhoso mundo da literatura fantástica brasileira. Esse livro é pra ser lido debaixo das cobertas, com lanternas acesas, num clima de mistério e segredo. Mas tome cuidado com as janelas. Mantenha-as bem fechadas...









2. Desejados:

"Sonho de uma noite de verão"
Numa noite de verão, num bosque, quatro jovens enamorados encontram-se e desencontram-se: Lisandro ama Hérmia que ama Lisandro e é amada por Demétrio, que é amado por Helena; depois, Demétrio ama Helena, que ama Demétrio e é amada por Lisandro, que é amado por Hérmia. Na manhã seguinte, tudo se resolve, e há um casamento triplo, pois casam-se também o Duque de Atenas e a Rainha das amazonas. Na festa, no  palácio do Duque, apresenta-se uma peça de teatro amador, escrita e encenada por trabalhadores locais. É hilariante de tão ruim a 'comédia trágica' que teve ensaio naquela noite de verão, naquele bosque, habitado por fadas e duendes que têm seu rei e sua rainha, que disputam a guarda de um menino indiano, e por isso esta Rainha apaixona-se, naquela noite de verão, por um mortal com cabeça de burro.





"Noite na taverna"
Numa taverna cheia de homens ébrios e devassos, Solfieri, Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann contam histórias macabras de morte e sexo. Apesar de o livro abordar assuntos não muito comuns para a época em que o livro foi escrito, como o incesto, a necrofilia e o canibalismo, ele não soa obsceno para o leitor de hoje, substituindo os heróis geralmente utra-românticos, sentimentais e cavalheiros, por sequestradores, adúlteros e incestuosos. Tudo isso forma uma estória bizarra o bastante para chamar a atenção até hoje.








"Estrela da noite"
Certa de que Ever é responsável pela morte de Roman, Haven está determinada a destruí-la. Seu primeiro passo é separá-la de Damen, e para isso, conta com a arma ideal: um segredo terrível sobre suas vidas passadas, que lançará uma nova luz sobre o relacionamento de Ever e Jude. Obrigada a enfrentar seus maiores medos com relação ao companheiro que escolheu para a eternidade, Ever é lançada em combate mortal contra Haven, que poderá significar a destruição de todos. É chegado o momento de se questionar: para sobreviver, ela seria mesmo capaz de condenar Haven à escuridão de Shadowland? E será que todo o seu futuro com Damen poderia mesmo depender de uma revelação do passado?




"Desejo à meia-noite"
Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos - uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos para eles.






3. Indicações interessantes:

"O turno da noite - volume 1"
O Turno da Noite surgiu para agitar o submundo. Quatro vampiros recém-trazidos para a vida noturna são atraídos por um vampiro ancião que vive em São Paulo. Ignácio oferece proteção e ensinamentos para os novatos em troca de suas habilidades para lutar contra o crime organizado. Uma mistura explosiva que vai sacudir a cidade e mergulhar o leitor em suspense, ação e mistério. Vampiros, lobisomens e anjos se misturam num conflito onde não sabemos ao certo quem é herói e quem é bandido. Compre seu bilhete, tome seu lugar, "O Turno da Noite" vai zarpar para uma viagem inesquecível.







"Sombras da noite"
Stephen King reúne aqui 20 de seus mais inquietantes contos-relatos de acontecimentos bizarros e atos impensáveis, surgindo daquela região crepuscular onde ruídos nas paredes e sombras perto da cama prenunciam algo terrível que ronda à solta. Os cenários são familiares e acima de qualquer suspeita - um colégio, uma fábrica, uma lanchonete rodoviária, uma lavanderia, um milharal. Mas no mundo de Stephen King, qualquer lugar pode servir como território sobrenatural. Só é necessária uma hora propícia da noite e a distração das vítimas. Alguns desses clássicos inspiraram filmes memoráveis: As crianças do milharal (Colheita maldita), O homem do cortador de grama (O passageiro do futuro), A máquina de passar roupa (Mangler: o grito de terror) e Às vezes eles voltam.



"A noite das bruxas"
Durante os preparativos de uma festa de Halloween, na pacata cidadezinha inglesa de Woodleigh Common, a adolescente Joyce Reynolds vangloria-se de ter, certa vez, presenciado um assassinato, sem citar nomes. Ninguém acredita na história, pois a menina era famosa por suas mentiras. Por coincidência ou não, a jovem é morta na mesma noite, durante a festa. Chocada com o terrível crime, uma das convidadas, a escritora Ariadne Oliver, pede ao famoso detetive Hercule Poirot, seu amigo, que descubra quem é o assassino.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Leia para uma criança

A campanha "Leia para uma criança 2013" do banco Itaú começou, e vocês já podem solicitar seus livros infantis fazendo o cadastro nesse link.


Desde 2010 o banco faz doações de livros de alta qualidade e conteúdo adequado para crianças de até 10 anos, com o intuito de aproximá-los da leitura e formar novos leitores. Parece uma coisa banal mas, ler para crianças e fazer com que elas se sintam a vontade com livros pode realmente mudar o mundo.

Qualquer pessoa pode solicitar os livros, não é necessário ser correntista do banco. Apesar de a entrega demorar um pouquinho (mais ou menos 30 dias), vale a pena a espera, os livros são ótimos!

Não deixem de fazer o pedido e, caso tenham alguma dúvida, acessem o site do Itaú.

Esse ano o kit vem com 2 livros: "O mundo inteiro", de Liz Garton Scalon e Marla Frazee, e "E o dente ainda doía", de Ana Terra.


Ainda que você não tenha filhos ou nenhuma criança na família para quem você possa ler ou presentear com os livros, peça e faça uma doação, pode ser para uma biblioteca, uma escola, uma ONG ou qualquer criança que você conheça. Todos nós temos o dever de apresentar às crianças o mundo mágico dos livros.


* esse post é apenas para divulgação, e o blog não tem qualquer relação com o banco ou com a campanha, portanto, não se responsabiliza por pedidos não entregues ou pelo fim dos estoques dos livros.

domingo, 29 de setembro de 2013

Rock in Rio - segunda parte

Sorry leitores, meu computador me deixou na mão essa semana e não consegui postar para vocês a segunda parte da playlist do Rock in Rio na sexta-feira.


Então, excepcionalmente, a nossa sexta de música será um domingo de música, para que eu possa compartilhar com vocês aquilo que eu achei mais interessante nos últimos dias do festival.

Como no anterior, o final de semana de encerramento do palco Sunset chamou muito a atenção do público, com shows muito bacanas e que levantaram a galera, como os das bandas Robie Zombie e Gogol Bordello. Esse último eu não conhecia, mas adorei o estilo musical deles, meio gipsy/artista circense misturado com funk e uma pitada de rock, e foi impossível para quem estava presente ficar parado diante da performance do vocalista Eugene Hütz.


Outro show desse palco que agradou a quem assistia foi a parceria inusitada entre Sepultura e Zé Ramalho, que eles batizaram como Zépultura. A princípio achei que não daria em nada, mas fui surpreendida pela combinação entre o estilo mais calmo de Zé com o metal hard core do Sepultura.


No palco principal um dos melhores shows foi certamente o do Metallica, não só pela apresentação em sim, mas pela energia que vinha dos próprios integrantes da banda, que pareciam estar curtindo demais aquele momento.


Também gostei das apresentações de Matchbox 20 - apesar da maioria da crítica ter considerado um show mediano -, Nickelback, Skank, que como na edição anterior do festival representou brilhantemente o rock brasileiro, e Bon Jovi, sempre sorridente e fazendo a alegria de suas fãs, com selinho e muitos clássicos, dentre eles "Living on a prayer", cantado em coro pela multidão que estava presente.


O show mais surpreendente para mim foi o de John Mayer, talvez porque eu quase não conhecia o trabalho dele, a não ser por uma ou duas música que tinha ouvido no rádio, mas para as quais não tinha dado muito atenção, e no Rock in Rio todo mundo sabia cantar todos os seus hits, sinal de que o gosto musical do brasileiro não está tão mal quanto eu imaginava. Fazendo caras e bocas enquanto arrasava com sua guitarra ou seu violão, ele parece ter conquistado o coração das fãs brasileiras com seu charme e suas baladas românticas.


Então chega de conversa e vamos a playlist atrasadinha com os destaques do final de semana de encerramento dessa edição do Rock in Rio. Enjoy!

1. Robie Zombie - Living dead girl
2. Metallica - Enter Sandman
3. Matchbox Twenty - Disease
4. Nickelback - You remind me
5. Bon Jovi - Livin'on a prayer
6. Gogol Bordello - Lost innocent world
7. Skank - Saideira
8. John Mayer - Gravity
9. Sepultura e Zé Ramalho - Admirável gado novo
10. Metallica - Nothing else matter

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O espadachim de carvão - resenha


"Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada. Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda. Uma situação inesperada o obriga a fugir e lutar por sua própria vida, se expondo aos olhos do mundo pela primeira vez. Todos os seus conhecimentos teóricos e sua excelente técnica de combate têm que ser explorados durante essa fuga e na busca pela identidade daqueles que desejam acabar com os deuses de Kurgala."

O autor Affonso Solano cria em seu livro de estreia um universo fantástico totalmente novo, com algumas peculiaridades interessantes, como por exemplo, a medida de tempo em ciclos, e não em anos, como estamos habituados. Esse mundo novo exige que o leitor se adapte a ele enquanto desenvolve a leitura, ou que ele já seja um adepto da literatura fantástica, o que não é o meu caso, pois ainda estou iniciando nesse gênero literário. Mesmo assim, achei o livro muito bom. No início minha leitura ficou um pouco lenta, exatamente por estar em processo de adaptação e conhecimento do cenário onde a estória se passa, e depois de superada essa barreira pessoal, a leitura fluiu normalmente e se tornou muito interessante.

Adapak é um ser que tem a pele negra, diferentemente das demais criaturas de Kurgala, e isso causa estranheza em algumas pessoas, mas há uma razão para que ele seja assim, que é explicada no desfecho da estória. Ele também é um exímio lutador, treinado a vida toda para agir de acordo com um tipo de arte regida pelos Círculos, que vão direcionando o espadachim em suas decisões, e fazendo com que ele use suas habilidades de lutador apenas para se defender, e não para atacar.

Apesar de ser muito inteligente e conhecer quase todos os assuntos através de seus livros, Adapak é muito inocente, não sabe como agir com relação a outras pessoas e não entende algumas ironias ou malicias, tanto que, logo no início de sua fuga, ele é facilmente ludibriado por um aproveitador, e acaba preso sem motivo. Sua ingenuidade diante de situações comuns da vida é tão latente que em alguns momentos ele chega a parecer uma criança indefesa, mesmo já tendo 19 ciclos de idade. Essa é uma característica importante do personagem e é interessante ver como ele vai crescendo nesse sentido, deixando de ser tão puro, aprendendo o quanto o mundo pode ser cruel e descobrindo como ele deve reagir a isso sem ferir seus princípios.

Há grandes perdas pelo caminho de Adapak, mas ao mesmo tempo que isso o entristece e o deixa confuso quanto ao que realmente está acontecendo, também o fortalece e o ajuda a continuar buscando o real motivo de estar sendo perseguido. Nesse processo de autoconhecimento, até a perda de seu único amor ajuda na formação de sua personalidade, enquanto ele reflete sobre os motivos de ter sido abandonado pela mulher que amava e se o relacionamento dos dois foi mesmo tão intenso e verdadeiro como ele imaginava.

As cenas de luta são muito detalhadas e isso as deixa bem empolgantes: é possível imaginar claramente o cenário das disputas através das descrições do autor e até os movimentos de Adapak, precisos e eficientes, enquanto ele usa as espadas para se defender daqueles que o atacam.

O ápice da estória é quando Adapak descobre quem o está perseguindo e qual o motivo para isso. A essa altura, o protagonista já fez alguns poucos amigos, entre eles a capitã do barco em que ele atravessou o mar, chamada Sirara, e que o ajuda a encontrar respostas para algumas de suas dúvidas mais profundas. Então, quando seu algoz o cerca, pega Sirara como refém para persuadir Adapak a se entregar. Confesso que fiquei boquiaberta com o que aconteceu aqui, mas não darei nenhum spoiler.

O final da estória é feliz, e quando o livro acabou eu me sentia parte da vida de Adapak, queria saber o que iria acontecer depois e como ele se comportaria dali pra frente. Até para aqueles que, como eu, não são leitores típicos de fantasia, o livro vale muito a pena, É uma estória curtinha, que acaba nela mesmo, sem deixar enigmas para serem desvendados num segundo volume, com um estilo bem contemporâneo de narrativa e de fácil compreensão.

Destaco o estilo narrativo adotado por Solano, com duas linhas temporais distintas e que se intercalam, capítulo a capítulo, interrompendo o fluxo de leitura em momentos estratégicos e fazendo com que o leitor quebre aquela onda de adrenalina e tenha que voltar a um momento anterior, a outro lugar, com outros personagens e situações diferentes. Isso, além de um exercício para quem lê, mostra grande habilidade do autor, pois não é fácil trabalhar com esse tipo de escrita e conseguir manter a estória interessante para o leitor, que pode acabar esquecendo o que se passou anteriormente, ou até separar a estória em duas partes distintas, não fazendo o elo de ligação natural entre uma e outra.

Infelizmente, meu livro veio com alguns problemas de impressão: algumas páginas estão com as letras meio borradas. Nada que atrapalhe a leitura, mas para quem gosta de ler e guardar seus livros para sempre, o melhor é que eles não possuam esses defeitos.

Indico o livro para todos, e acho que seria interessante que mais jovens o lessem, por possuir uma linguagem bem acessível e dar uma boa base para a formação de leitores, servindo como porta de entrada para o universo fantástico.

"O espadachim de carvão"
Affonso Solano
editora Fantasy - Casa da palavra
256 páginas

sábado, 21 de setembro de 2013

Li até a página 100 e... #18


*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto


Primeira frase da página 100:

"A cama estava desfeita e uma enorme mancha avermelhada se destacava nos lençóis."

Do que se trata o livro?

Adapak é um jovem espadachim, filho de um dos Quatro criadores do universo, e passou toda a sua vida isolado do mundo e cercado de todos os livros, que lhe ensinaram tudo o que ele sabe. Apesar de muito inteligente e de todo o conhecimento acadêmico que possui, Adapak é muito inocente e não conhece o funcionamento do mundo fora da caverna em que vive, e por isso, é facilmente enganado por pessoas aproveitadoras. Além disso, ele é um exímio lutador e, como o próprio título do livro diz, um ótimo espadachim, o que o ajuda em diversas situações de perigo por quê passa. 

O que você está achando até agora?

Estou gostando, mas demorei um pouco para me adaptar ao estilo narrativo do autor. Já li alguns livros de fantasia, mas em nenhum deles senti esse tom de RPG que encontrei aqui. Isso não desabona o livro de forma alguma, acho que era essa mesmo a intenção do autor, mas é diferente para mim.

Melhor quote até aqui:

"- Por que está me contando isso tudo agora? - Adapak perguntou, fechando a joia dentro do punho.
-Eu não sei, garoto, talvez você... - ele ficou pensativo por um instante. - Talvez você me lembre alguém. Talvez eu esteja lhe fazendo um favor te contando isso tudo, quem sabe? Quero dizer, a próxima pessoa que resolver te enganar pode não ser com um golpe tão pequeno como o meu e você pode se dar mal de verdade.
O espadachim permaneceu calado enquanto o soro da verdade lhe arranhava as veias. Ele guardou a pedra púrpura no saco, olhando com vergonha  para aquele símbolo de sua óbvia inocência, exposta com maestria por aquele humano que ele mal conhecia.
- Você - ele começou a dizer...
.....................................................................................................................................

- Você tem um vida muito triste. - o espadachim completou." (página 95)

Algum personagem merece destaque?

Até agora são poucos os personagens conhecidos, e merecem destaque o próprio Adapak, protagonista da estória, e seu tutor Barutir, que foi quem começou a educá-lo e deu base para que ele se tornasse o que é hoje.

Vai continuar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"O espadachim deslizou da poltrona para o tapete instintivamente, por pouco não esbarrando com a bolsa na mesa de centro e derrubando as garrafas vazias no chão."

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sexta de música #39: Rock in Rio - primeira parte


Esse Rock in Rio tem dado o que falar, desde o anúncio das atrações até agora, faltando apenas 4 dias para o encerramento, quando o Ministério Público tenta cancelar o festival por ter detectado falta de higiene no local, e outras falhas que podem prejudicar o público presente. A essa altura, acho que nada acontecerá, então, vamos a música!

No primeiro final de semana do festival muita gente boa marcou presença, se não pelo palco principal, passaram pelo palco Sunset, onde em geral encontramos um público mais seleto e em número bem reduzido. Pelo que pude assistir, o rock de verdade se concentrou nesse palco, deixando o Mundo para as grandes atrações, aquelas que atraem maior público e enchem de dinheiro os bolsos dos organizadores do RiR.


Meus destaques dos primeiros dias de shows foram: a banda brasileira Autoramas, que levantou a galera e abriu caminho para a incrível apresentação de Marky Ramone, que veio logo em seguida e quebrou tudo com grandes clássicos dos Ramones cantados por Michael Graves. Mais tarde nessa mesma noite ainda rolou o show do Offsprings, que com certeza teria espaço e público no palco Mundo.

Outra banda muito interessante que ficou em segundo plano foi o Living Colour, que acabou reclamando da falta de público em sua apresentação.


Já no palco principal, gostei muito da Beyoncé, que parecia mais estar num desfile da SPFW, de tantas vezes que trocou o figurino. Também foi muito boa a baladinha comandada por David Guetta: nunca me interessei pelo trabalho dele, pois não é meu gênero preferido de música, mas o show foi muito empolgante e até em casa dava vontade de sair dançando. O 30 Seconds to Mars não fez nada além daquilo que eu esperava deles, ficou naquelas músicas todas parecidas e meio paradas, enquanto o Muse arrasou! Um dos melhores shows até agora, com um Matt simpático - e até surpreso com a quantidade de pessoas na plateia - matando a pau nos solos de guitarra e fazendo todo mundo pular com "Time is running out".


Para fechar o final de semana, uma noite meio sem graça com Jota Quest, Jessie J e Alicia Keys. Essa última tem uma voz muito potente e canções conhecidas, mas enquanto show não empolga muito. A cereja do bolo mesmo ficou para a última apresentação de domingo, com Justin Timberlake, o queridinho das mulheres - e de alguns homens - presentes.

JT cantou grandes sucessos de sua carreira, incluindo algumas músicas de seu último trabalho, lançado esse ano, o "20/20 Experience", do qual já falei muito aqui, como "Suit & Tie" e "Pusher Love Girl" - minhas preferidas *___*. A princípio achei que o show não estava tão legal, mas depois que acabou fiquei com vontade de ver de novo, e isso só pode ser um indicador positivo.

Na playlist dessa semana, algumas músicas que acho que merecem destaque nessa primeira parte do Rock in Rio, confiram:

1. Autoramas - Você sabe
2. Offspring - Original Prankster
3. Marky Ramone + Michael Graves - Sheena is a punk rocker
4. Living Colour - Cult of personality
5. Autoramas - 1, 2, 3, 4
6. Beyoncé - End of time
7. Muse - Time is running out
8. Muse - Plug in baby
9. Justin Timberlake - What goes around
10. Justin Timberlake - Pusher love girl


Semana que vem tem mais Rock in Rio, com os melhores momentos da segunda parte do festival. Até!