terça-feira, 18 de novembro de 2014

Dias da semana [TAG]



Fui tagueada pelo Kaio, do blog Os dragões de fogo, para responder a essa TAG. Vamos a ela:

Domingo - um livro que você não quer ou não queria que terminasse:

Ainda estou lendo, bem devagar para não acabar logo, apesar de querer saber o final. Não tenho certeza se vai ter continuação, mas é bem provável.

Segunda - um livro que você tem preguiça de começar:

Esse livro está na minha estante há uns 3 anos e ainda não tive coragem de começar a leitura.

Terça -  um livro que você empurrou com a barriga ou leu por obrigação:

Empurrei com a barriga e demorei para ler por pura preguiça.


Quarta - um livro que você deixou pela metade ou está lendo no momento:

Parei na metade porque a leitura estava muito lenta.

Quinta - o livro de quinta, um livro que você não recomenda:

Talvez não seja totalmente de quinta, mas é o mais fraco da série, que poderia ser um único livro, e não quatro.

Sexta - um livro que você quer que chegue logo (lançamento ou compra):

Porque amo o Chico e não vejo a hora de conhecer seu novo trabalho

Sábado - um livro que você quis começar novamente assim que ele terminou:

Fiquei com vontade de ler assim que terminou. E li!

Vou indicar os blogs No Matter What e Biblioteca Colorida para responderem a TAG. Se alguém quiser fazer também, fique a vontade, e me mandem os links para ver as suas escolhas, ok?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Um pouquinho de...

"Eu já não prestava mais atenção na advertência. De repente, tinha entendido por que havia uma regra explícita sobre não tocá-los. Eles eram como um imã sinistro. Causavam em mim uma espécie de atração que me impelia a tocar aquele vampiro. E isso era muito estranho, pois eu não gostava de sugadores de sangue. No entanto, ali estava eu, como se estivesse sob o efeito de um alucinógeno que me deixava com vontade de tocar vampiros. Ou melhor, tocar os Mestres. Tive que reunir forças para poder me controlar."

(página 49, capítulo 4)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sexta de música #79 - Chuva

Estamos precisando de chuva! E ela teima em não cair...



Como não conhecemos nenhum especialista em dança da chuva para cooperar, o jeito é economizar água, para não ficarmos sem nada. E, enquanto a chuva não vem, vamos curtindo algumas músicas que nos trazem pelo menos a lembrança desse líquido essencial para a vida:




1. There is - Box car racer
2. Stan - Eminem
3. In the end - Linkin Park
4. Rain fall down - Rolling Stones
5. Helena - My Chemical Romance
6. November rain - Guns'n'Roses
7. Dèja vu - Pitty
8. Rain - Madonna
9. Quit Playing games with my heart - Backstreet Boys
10. Chove chuva - Biquíni Cavadão

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sessão de autógrafos com Pedro Bandeira

Se a Joana não vai até o Pedro Bandeira, o Pedro Bandeira vem até a Joana! Explico: na Bienal de SP, por uma falha na minha organização, acabei perdendo a sessão de autógrafos com o autor de "A droga da obediência", o que me deixou muito triste, pois era um dos meus maiores desejos conhecê-lo. Enfim, saí de lá chateada e com medo de não ter mais nenhuma oportunidade para chegar pertinho daquele que criou os personagens me acompanharam durante vários anos.



Dias depois, minha amiga Carol, do blog Dramin, esteve na Bienal e conseguiu chegar até ele, e, carinhosamente, pediu que ele autografasse pra mim o ticket do bate papo. Fiquei muito feliz com o gesto dela, mas ainda assim, faltava vê-lo pessoalmente, de pertinho.

Ontem, graças aos céus, ele esteve em Campinas, divulgando seu novo livro, "A droga da amizade", uma continuação da estória dos Karas, que aqueles personagens de quem eu falei agora há pouco, meus companheiros de ensino fundamental. E eu fui lá, realizar o sonho de conhecer o autor que eu carinhosamente apelidei de Pedroca.




O Pedro é uma graça, simpaticíssimo com todos, independente da idade - e tinha pessoas de várias gerações lá - com muitos de seus livros em mãos, uma beleza de imagem. Um garoto de 10 ou 11 anos, com a coleção dos Karas completa, e um rapaz, talvez da minha idade, com a primeira edição de "O mistério do feiurinha", o que chamou a atenção do próprio Pedro, que de longe viu o livro e comentou: "Esse é velho hein, primeira edição!"




Levei meu exemplar de "Pântano de sangue" para o Pedro assinar, que é o segundo volume da série, e comprei o novo, que está com uma edição linda! Aliás, todos os livros dos Karas saíram em nova edição, cada um com a capa de uma cor diferente, que, juntos, podem deixar a estante ainda mais bonita ;)



Quando chegou a minha vez, fiquei emocionada com tanto carinho que ele dispensou comigo, assim como ele já tinha feito com cada pessoa antes de mim. Ele me deu um abraço apertado, ouviu as minhas histórias de leitura e autografou tudo que eu levei.




Também foi super bacana quando pedi para ele carimbar a minha mão com o símbolo dos Karas, e fiquei me sentindo um membro do grupo, assim como eu queria ser quando li "A droga da obediência" pela primeira vez.


Pronto, sonho realizado, conheci o Pedro Bandeira e ele correspondeu a todas as minhas expectativas, com sua simpatia e simplicidade. Só não tive coragem de pedir para apertar as bochechas dele, porque achei muita petulância, rs. Mas saí de lá querendo que ele fosse meu avô fofo que nunca tive.




Agora é ler "A droga da amizade" e voltar correndo aqui para contar para vocês se ele é bom.



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Mudanças [Resenha]



"O que esperar das férias: apenas sorrisos e felicidade? Não é bem isso que acontece na vida de Verônica. Em meio a corações despedaçados e crises de “aborrecência”, Verônica encontra Carlos, um rapaz misterioso e disposto a defendê-la. Mas será que é o acaso que os une? Decisões do passado podem trazer mudanças para o futuro? Ela precisará lidar com suas próprias ações e deverá aprender o verdadeiro valor da amizade, do amor e da confiança. Verônica não será mais a mesma, mas será ela capaz de compreender que mudanças fazem parte da vida?"


Quem na adolescência nunca pensou que o mundo todo estava contra si levante a mão! A personagem de "Mudanças" é simples assim: ela acredita que sua vida é difícil demais, que não é tão bonita quanto as outras garotas e que todo mundo, inclusive seus pais, não a entendem e só querem prejudicá-la. Dessa atitude só vêm coisas ruins, como mal humor, um relacionamento conturbado com a mãe e quase nenhum amigo.

Mas, como é comum a qualquer pessoa nessa época da vida, Verônica se interessa por meninos, e tem até um namorado, que, contrariando todas as expectativas, inclusive as dela mesma, é o carinha mais bonito e cobiçado do colégio. No início, ele é o príncipe que aparenta ser, mas depois de algum tempo de namoro, ele se mostra desprezível e violento. Num momento em que essa violência fica bem evidente, e ele quase bate em Verônica, surge do nada um menino que a ajuda a sair dali, como um salvador enviado dos céus. 

Verônica não se lembra de tê-lo visto antes, e não sabe nem seu nome, mas não consegue tirá-lo da cabeça, até que, casualmente, se encontram de novo, e começam a conversar, o que acaba evoluindo para um beijo. Mas a menina é tão revoltada com a vida que acaba tratando o cara mal, e ele diz que ela ainda não está preparada para se relacionar com as pessoas e que precisa mudar muito se quiser que a vida seja boa com ela.

Enquanto Verônica tenta ajudar seu único amigo, Luiz, a resolver o trauma pela separação de seus pais, ela tenta pensa numa forma de se aproximar daquele menino que não sai de sua cabeça, Carlos. Aos poucos eles vão se aproximando e fortalecendo sua amizade, mas Verônica percebe que está apaixonada por ele e quer descobrir se ele também gosta dela. Pode parecer que a estória é bastante infantil, mas não: em meio a esse romance adolescente vão surgindo alguns conflitos que deixam o enredo bem estruturado e criam no leitor uma expectativa de que tudo se resolva e Verônica possa se encontrar.

Eis que, quando tudo parece deslanchar com Carlos, Verônica é sequestrada, e é durante os dias de cativeiro que se solidifica o processo de mudança em sua personalidade. Ela, que já vinha há dias tentando controlar o humor e tratar melhor as pessoas a seu redor, por causa dos conselhos de Carlos, se vê em uma situação em que precisa ter muito autocontrole e consciência de seus atos, para que tudo não termine em tragédia.

Durante os momentos de terror que passa nas mãos do sequestrador, ela só consegue pensar em Carlos, no quanto gosta dele, e no tempo que perdeu se fazendo de vítima, quando na verdade, sua família só queria o melhor para ela.

Ver a transformação de Verônica é muito bonito, e faz o leitor refletir sobre o seu próprio comportamento, seja ele jovem ou adulto. Se um adolescente está lendo esta estória, com certeza vai se enxergar nela em algum momento, e poderá seguir o exemplo da protagonista e tentar mudar. Para um leitor mais velho, o livro certamente lhe trará lembranças da época em que era um rebelde sem causa lutando contra o mundo.

Talvez por ter sido escrito quando a autora ainda era uma adolescente, o livro nos proporcione uma ótima visão dos sentimentos conturbados da protagonista, tão peculiares a essa fase da vida. A forma como ela fez Verônica se transformar de uma menina chata para uma jovem amorosa e gentil é muito simples, pode sim ser reproduzida na vida real. Cada capítulo do livro tem como título um passo dado para essa mudança, e isso envolve quem está lendo, nos fazendo torcer pelo sucesso de Verônica.

A mensagem de "Mudanças" é bastante clara: com amor e uma boa dose de paciência, é totalmente possível enfrentar os problemas e superar esse período difícil que todos nós enfrentamos ao sair da infância e entrar na fase adulta, alguns com mais ou menos drama, mas ninguém escapa da adolescência e seu turbilhão de emoções.

A arte do livro é impressionante, com a capa trazendo um casal de mãos dadas, o que significa muito dentro da estória, e as páginas entre um capítulo e outro têm desenhos florais delicados de encher os olhos. 

Leitura super recomendada, principalmente por se tratar de uma autora nacional, que busca seu espaço no meio literário, e tem talento para chegar lá. 


"Mudanças"
L. L. Alves
editora Modo
188 páginas
nota do blog: 4
nota do Skoob: 4

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Esmeralda [Resenha - Parceria]



"Quando a lua surge no céu estrelado e o fogo crepita na fogueira como as chamas de uma fênix, um dueto se inicia. Convidada pelo imperador cigano, Esmeral responde ao seu canto com histórias em forma de prosa enquanto dança ao som da viola. Um dueto poético que mistura fé, magia e história. Assim a natureza surge em cada palavvra da cigana, nos ensinando sobre as belezas deste mundo."

Num livro cheio de poesias intimistas, a escritora Cida Santos presenteia o leitor com uma estória mística, onde os personagens vão refletindo sobre as questões da vida, do universo e tudo mais.

Um cigana muito bonita, trajando um exuberante vestido verde,  começa a contar histórias, quase fábulas, sobre a rosa, uma mulher misteriosa, que, aparentemente, lhe ensinou tudo o que sabe sobre amor, família e magia.

Ao redor de uma fogueira, um imperdor cigano dedilha seu violão e provê a trilha sonora para que Esmeralda declame seus poemas. Em cada um deles, ela fala sobre um assunto diferente, mas todos têm foco no amor, em suas diferentes formas; ao próximo, pelos filhos, amor entre homem e mulher. O cigano vai se empolgando com os cantos de Esmeralda e faz de seu violão a base para que a moça conte suas histórias.

Alguns poemas são bem delicados, e outros têm uma grande carga de pessoalidade, deixando claro que a autora colocou ali seus sentimentos mais íntimos. Dá para sentir nos versos a essência da escritora:

"Sou poetisa,
levo em minha mente
aquilo que ninguém vê 
que ninguém sente"

O interessante desse livro é que seus poemas constituem uma estória, mas antes eles eram apenas poemas simples, num livro independente, "O caldeirão da bruxa". A autora pegou essa obra e conectou cada uma de suas poesias com um enredo encantador. A princípio, quando li o primeiro livro, achei que os poemas não faziam sentido entre si, mas depois, ao vê-los constituindo uma estória, com coerência e dinamismo, tudo se encaixou.

A arte também é um ponto positivo: desde a capa, que deixa bem claro o toque de misticismo que seu interior traz, até o rodapé das páginas, que é lindamente enfeitado com arbustos e flores delicadas, que dão o toque de romantismo ao livro.

A poesia está presente aqui sim, mas mesmo que o leitor não tenha o hábito de ler esse gênero, o livro é indicado, e a leitura flui muito bem.


"Esmeralda"
Cida Santos
editora Arwen
134 páginas
nota do blog: 3,0
nota do Skoob: 2,9