Olá, caríssimos. Mais um Arquivo Serial no ar com nuances dos anos 80.
Hoje é dia de misturar as aventura de E.T.
com a ciência de De volta para o Futuro
dentro de um livro de Stephen King. Vamos relembrar os estranhos cabelos, as
roupas mais descoladas, os costumes que marcaram a época e, é claro, reviver o
cinema dessa década que deixou tantas saudades. Esqueça seu precioso DeLorean, voltaremos a sentir como crianças novamente
com a companhia de Stranger Things.
A mais nova produção da Netflix entrou no ar há poucos dias e já fez
um enorme sucesso. A série se passa em 1984 e conta a história de quatro
crianças, ligadas pelo laço da amizade e pelo comum interesse em ciências, RPG
e quadrinhos. Até que um desaparecimento acontece na pequena cidade onde moram, ao mesmo
tempo que uma misteriosa menina surge de lugar algum.
Sinceramente, não se apeguem ao plot da série, é difícil comentar algo
sem nenhum spoiler, portanto vou dar outras razões para você terminar de ler
esse texto e correr, se trancar em um quarto totalmente equipado com iguarias
culinárias e embarcar nessa viagem de apenas oito episódios.
Stranger Things, acima de tudo é uma ode ao cinema dos anos 80. O cenário, as roupas, todas as características estão presentes aqui, com um ar
nostálgico que poucos filmes podem oferecer. Porém, em minha opinião, a trilha
sonora é o ponto alto da produção. Desde a abertura – que lembra o filme Tron, de 1982 – até as cenas mais dramáticas, a trilha equilibra a experiência muito
bem e te coloca exatamente onde você quer estar. Em muitas cenas as músicas
parecem ter sido tiradas de um jogo de Atari, e esse tom é perfeito.
Diferente de outros seriados, os personagens não evoluem, apenas
mantém a mesma essência desde o primeiro episódio. E o resultado é extremamente
positivo. Desde o início o papel de cada um já está estabelecido e, como
telespectador, é muito fácil se encantar pelos protagonistas e comprar todas as
motivações que o roteiro te entrega. Impossível não se lembrar de Os Goonies.
Wynona Rider está de volta em um grande papel como Joyce Byers, uma
mãe prestes a perder o controle de sua sanidade após o desaparecimento do
filho. Méritos para a atriz, que está muito bem, e vale a pena vê-la, mas também
méritos para a edição e roteiros que não exploraram esse drama familiar tão
clichê.
A primeira temporada tem apenas oito episódios, isso significa que tudo acontece
muito rápido e de maneira clara, sem rodeios ou mistérios desnecessários.
Stranger Things entrega exatamente o que te propõe: uma nova experiência de rever
uma aventura ao estilo dos anos 80. Tudo gira em perfeita sincronia para presentear com essa obra prima os maiores saudosistas de Ghostbusters ou Gremilins.








