The great war is here. É com essa frase emblemática que termina o primeiro trailer da 7ª temporada da série Game of Thrones, da HBO, baseada na série de livros de George R. R. Martin, As crônicas de gelo e fogo.
A temporada começa dia 16 de junho e promete mostrar, finalmente, a grande batalha, pela conquista do trono de ferro. Cersei, Sansa, Jon Snow e Daenerys estão na disputa e, pelo trailer, é possível ver onde cada um deles estará no começo da temporada.
A expectativa pela continuação dessa história é muito grande, e os fãs especulam sobre se o trailer revela muitos spoilers da trama ou não. No site Omelete há um post destrinchando alguns detalhes do trailer, que não podem passar despercebidos por quem está aguardando o retorno da série. Assistam esse vídeo do Omeleteclicando aqui.
Muitos comentários rodaram pela internet hoje, mas assistir o trailer e tirar suas próprias conclusões não tem preço. Então vamos a ele:
O que acharam? Eu espero que o bicho pegue nessa temporada e a guerra acabe com muitos inimigos que eu quero que morram desde o começo da série. Quais são as apostas de vocês? Quem vai ganhar o trono de ferro?
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Preparem-se, caçadores da lei. Estamos entrando em um ambiente hostil
e impiedoso. Um local onde a deslealdade percorre sem pudores ao encontro de
quem precisa de um abraço gélido de esperança. Que as acusações sejam feitas,
não importa quem está certo ou errado, somos todos inocentes, até que se prove o contrário.
How To Get Away With Murder - além de ser um título longo demais para
escrever - traz uma abordagem nova ao conceito das séries. Uma visão singular de
como a lei é aplicada independente da índole do réu e como usar os mais ousados artifícios
legais à próprio favor. Em poucas palavras, cinco estudantes de direito são
convidados para estagiar com um de seus professores, uma das maiores defensoras
criminais do país.
Existe muitos aspectos que te fazem lembrar de um certo seriado
médico. Um excelente profissional que nem sempre age com ética, mas sempre
consegue o que precisa para o momento, ajudado por brilhantes novatos que são
muito mais do que meros coadjuvantes. A partir de certo ponto, os dilemas
individuais passam a ser mais interessantes do que o tema proposto.
Uma receita que rendeu oito temporadas e milhões de fãs à House, não
poderia ter resultado diferente se empregada com sabedoria e na dosagem correta, o que ocorre em
How To Get Away With Murder.
Nossa protagonista, Annalise Keating (Viola Davis), além de advogada
criminalista de defesa, é uma professora universitária e isso dá margem para o
maior atrativo da primeira temporada. Enquanto Annalise leciona sobre os
métodos e processos criminais para seus estudantes, nós – enquanto espectadores
- assistimos à mesma aula. Nesse momento, mesmo que indiretamente, a quarta
parede é quebrada e temos a impressão de que a professora está falando conosco
enquanto tomamos nossas próprias notas mentais.
Além da alta carga de suspense que a série injeta em nossas veias, a
fantástica atuação de Viola Davis no papel principal traz cenas dramáticas que
podem te levar às lágrimas sem o forçado e corriqueiro clichê.
Eu destacaria também o papel interpretado por Jack Falahee como Connor
Walsh, um dos estudantes. Connor não deveria, mas consegue roubar a cena dentre
os coadjuvantes. O que nos leva ao ponto negativo da série. Apesar dos
excelentes plots e atuações, eu, particularmente, tenho problemas com algumas
motivações que servem de base para a trama. O desenvolvimento dos personagens
poderia ser melhor explorado, mas com apenas 15 episódios, esse trabalho
ficou para a segunda temporada em diante. Enfim, nada que tire o brilho do
seriado.
Criado por Peter Nowalk, How to Get Away with Murder já tem seu lugar
como uma das melhores séries dos últimos anos. Para os fãs, resta aguardar até
o final de setembro, quando a terceira temporada estreará nos Estados Unidos.
Chamem suas testemunhas de confiança, preparem uma apelação e sempre tenham bons álibis. A suprema corte é um local sombrio, onde vencer ou perder não depende de estar certo ou errado.
JOÃO
OLIVEIRA
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Olá, caríssimos. Mais um Arquivo Serial no ar com nuances dos anos 80.
Hoje é dia de misturar as aventura de E.T.
com a ciência de De volta para o Futuro
dentro de um livro de Stephen King. Vamos relembrar os estranhos cabelos, as
roupas mais descoladas, os costumes que marcaram a época e, é claro, reviver o
cinema dessa década que deixou tantas saudades. Esqueça seu precioso DeLorean, voltaremos a sentir como crianças novamente
com a companhia de Stranger Things.
A mais nova produção da Netflix entrou no ar há poucos dias e já fez
um enorme sucesso. A série se passa em 1984 e conta a história de quatro
crianças, ligadas pelo laço da amizade e pelo comum interesse em ciências, RPG
e quadrinhos. Até que um desaparecimento acontece na pequena cidade onde moram, ao mesmo
tempo que uma misteriosa menina surge de lugar algum.
Sinceramente, não se apeguem ao plot da série, é difícil comentar algo
sem nenhum spoiler, portanto vou dar outras razões para você terminar de ler
esse texto e correr, se trancar em um quarto totalmente equipado com iguarias
culinárias e embarcar nessa viagem de apenas oito episódios.
Stranger Things, acima de tudo é uma ode ao cinema dos anos 80. O cenário, as roupas, todas as características estão presentes aqui, com um ar
nostálgico que poucos filmes podem oferecer. Porém, em minha opinião, a trilha
sonora é o ponto alto da produção. Desde a abertura – que lembra o filme Tron, de 1982 – até as cenas mais dramáticas, a trilha equilibra a experiência muito
bem e te coloca exatamente onde você quer estar. Em muitas cenas as músicas
parecem ter sido tiradas de um jogo de Atari, e esse tom é perfeito.
Diferente de outros seriados, os personagens não evoluem, apenas
mantém a mesma essência desde o primeiro episódio. E o resultado é extremamente
positivo. Desde o início o papel de cada um já está estabelecido e, como
telespectador, é muito fácil se encantar pelos protagonistas e comprar todas as
motivações que o roteiro te entrega. Impossível não se lembrar de Os Goonies.
Wynona Rider está de volta em um grande papel como Joyce Byers, uma
mãe prestes a perder o controle de sua sanidade após o desaparecimento do
filho. Méritos para a atriz, que está muito bem, e vale a pena vê-la, mas também
méritos para a edição e roteiros que não exploraram esse drama familiar tão
clichê.
A primeira temporada tem apenas oito episódios, isso significa que tudo acontece
muito rápido e de maneira clara, sem rodeios ou mistérios desnecessários.
Stranger Things entrega exatamente o que te propõe: uma nova experiência de rever
uma aventura ao estilo dos anos 80. Tudo gira em perfeita sincronia para presentear com essa obra prima os maiores saudosistas de Ghostbusters ou Gremilins.
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