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quarta-feira, 5 de abril de 2017

A garota do calendário - março [Resenha]


"Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão da Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Mia vai passar o mês de março em Chicago com o empresário Anthony Fasano, que a contrata para fingir ser noiva dele. A princípio Mia não entende por que um homem tão lindo e másculo precisa de uma falsa noiva."

Mais uma etapa cumprida na jornada de Mia em busca de zerar a dívida de seu pai e salvar a vida dele. Num resumo rápido, a série fala sobre a jovem atriz Mia, que acaba se tornando acompanhante de luxo para levantar dinheiro e pagar o agiota que deu uma surra em seu pai e deixou-o em coma. Para conseguir esse milhão de dólares no prazo máximo dado pelo agiota, um ano, ela vai passar cada mês com um cara diferente, que a contrata para os mais diversos fins. Até agora, em janeiro e fevereiro, ela serviu de falsa namorada para Wes e musa inspiradora para Alec. Agora, em março, Mia foi contratada para posar de noiva do famoso herdeiro dos restaurantes Fasano, Anthony.

Assim que chega à casa do novo contratante, ela se depara com um deus grego de corpo perfeito, moreno, musculoso, alto, tudo que ela poderia querer num homem e, apesar de não ser obrigada a ter relações sexuais com os clientes, ela logo se imagina na cama com ele. Mas, como num banho de água fria, Mia imediatamente descobre que ele é gay, e vive com seu parceiro Hector.

O conflito se dá quando, ao conhecer a família de Anthony, desempenhando o papel para o qual foi contratada, ou seja, de falsa noiva, ela se vê numa situação muito mais complicada do que poderia prever. Hector é amigo da família e está sempre junto com eles, vendo o falso casal fazer planos para o futuro, quando era ele quem queria fazer tudo isso.

Mia se sente mal por estar no meio do relacionamento dos dois, e resolve tentar ajudá-los a se assumir. Mas para Anthony isso não é tão simples, já que, como único filho homem, tem o dever de ter filhos para continuar o nome da família. Ninguém sabe da sua orientação sexual, e ele tem medo de se sair do armário e decepcionar sua mãe, além de por a perder todos os negócios dos Fasano.

Aos poucos, Mia vai ganhando a confiança deles e fazendo-os ver que não é tão complicado assim se assumirem e dizerem ao mundo que estão apaixonados. Entre alguns desentendimentos e saias-justas, ela ajuda Anthony e Hector a se aproximarem ainda mais.

A parte hot dessa história fica por conta do reencontro de Mia com Wes, seu cliente de janeiro, por quem ela se apaixonou. O retorno de Wes foi bem trabalhado e deu um ar descontraído ao enredo, enquanto as cenas de sexo continuam muito quentes e bem descritivas. Há ainda alguns momentos de interação entre Mia e sua irmã, que mostram um lado mais doce e dedicado da protagonista, afastando-a um pouco do estigma de acompanhante de luxo, mostrando que, apesar de estar prestando esse tipo de serviço, ela tem uma vida, como qualquer um de nós.

É uma leitura rápida, assim como os anteriores da série já resenhados aqui, e indicado para quem quer algo descompromissado, nada muito elaborado nem cheio de tramas complicadas. O foco aqui é a evolução pessoal de Mia, sua descoberta e aceitação. Além do sexo, claro. Mas tudo isso dentro de uma narrativa simples e uma escrita muito fluida, sem  floreios. Por isso a minha nota não foi tão alta, mas, dentro do que se espera da série A garota do calendário, esse volume cumpre o seu papel a contento.

A garota do calendário - março
Audrey Carlan
editora Verus
144 páginas
nota no Skoob: 3.8
nota do blog: 3.5


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A garota do calendário - janeiro [Resenha]

onde comprar: Submarino//Extra//Fnac

"Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de sufista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível - desde que ela não se apaixone por ele."

Eu já tinha lido o mês de fevereiro, e voltei para janeiro apenas para saber quem era o tal Wes de quem Mia tanto falava. E descobri: ele foi seu primeiro cliente, e é o sonho de consumo de muitas mulheres. Lindo, sarado, bronzeado, inteligente, rico e bom de cama. Como ela não se apaixonaria por ele?

Mia está trabalhando como acompanhante na agência de sua tia, a Sra. Milan, que lhe dá o emprego para que ela consiga dinheiro para pagar o agiota que deixou seu pai em coma no hospital. O pai deve um milhão para esse bandido, que ameaçou matar Mia, seu pai e sua irmã, Madison, caso a dívida não seja paga.

Trabalhando como acompanhante, Mia ficará um mês com cada cliente, e assim, conseguirá dinheiro suficiente para salvar a todos. Ela fara companhia para os homens mais ricos dos Estados Unidos, e não necessariamente fará sexo com eles. Caso isso aconteça, ela receberá um adicional de 25 mil dólares.

Assim, Mia vai para a casa do seu primeiro cliente, Wes, um roteirista de cinema que só quer afastar as mulheres interesseiras que se aproximam dele nos eventos. Com Mia a seu lado, elas não chegariam tão perto. Então, morando na casa de Wes em janeiro, ela descobre que não conseguirá resistir aos encantos do milionário por muito tempo, e eles acabam transando. Muitas vezes.

As cenas de sexo são muito bem detalhadas, e estão por todo o livro. Ele é curtinho, dá para ser lido em poucas horas, e pode ser uma leitura bem agradável para passar o tempo. Não é um erótico sem coerência, como alguns por ai, e tem um enredo bem construído. Os personagens são clichês de romance: a mulher que quer se firmar como independente, que já se deu mal em alguns namoros, mas que no fundo sonha em se apaixonar, e o galã maravilhoso, cobiçado por todas as mulheres, e que acaba abrindo seu coração para um grande amor.

Talvez essa não seja a melhor série de romance hot atualmente, mas ela pode facilmente prender as leitoras, já que tem todos os elementos para fazê-las se encantar pelo homem dos sonhos e pela protagonista bastante humana. Além disso, fica a dúvida para saber como será a continuação da história de Mia, com que outros tipos de homens ela vai se envolver ao londo de seus doze meses de trabalho, e se, no final, ela conseguirá reencontrar Wes. Eu realmente quero essas respostas, e vou continuar lendo os demais volumes da série.

Recomendo a leitura para mulheres que gostam de romance, e para quem curte uma história cheia de sexo, com cenas minuciosamente descritas. A leitura é rápida e o final deixa um gostinho de quero mais.


A garota do calendário - janeiro
Audrey Carlan
editora Verus
144 páginas
nota no Skoob: 3.8
nota do blog: 3.5


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O garoto do cachecol vermelho [Resenha]


"Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém, suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho..."

Esse é um livro que desperta diversas emoções diferentes: com uma protagonista irritante, pedante e muito, mas muito mimada, e um personagem fofo, humano e paciente de outro lado, podemos amar e odiar facilmente, de uma página para a outra.

A jovem Melissa é sim muito chata e trata todo mundo mal, até a melhor amiga, mas tudo isso é compreensível, já que ela não tem pai e a mãe nunca está presente - ela é médica e está sempre viajando para atender seus pacientes. Assim, Mel fica o tempo todo sozinha em casa, supervisionada apenas pela governanta, que faz um pouquinho do papel de mãe e é a única pessoa que ela respeita.

Seu grande sonho e único objetivo na vida é ser a primeira bailarina negra do American Ballet Theatre, e por isso, ela treina incessantemente, e só se sente completa quando está dançando. Aliás, ela é uma bailarina excelente. Mas, quando não está no estúdio nem na faculdade, ela está em baladas com os amigos e, na maioria das vezes, muito bêbada para fazer algo de bom.

Melissa também tem um relacionamento com um menino de sua turma, que acha que são namorados, mas que ela não quer assumir oficialmente. Como seu objetivo é mudar para New York e estudar balé na Juilliard, ela não quer se apegar a nenhum garoto.

Por mais que eu tente expressar o quanto Melissa é chata e mimada, você não vão conseguir sentir a irritação que ela causa enquanto lemos a estória. Ela trata todo mundo como se fosse lixo, inclusive o Pedro, com quem ela tem a "amizade colorida" e sua melhor amiga Fernanda. Mel acha que só ela é importante, e só o que ela quer é realizar seu sonho. Até que ela conhece Daniel, e tudo começa a mudar.

Numa situação bem inusitada, Mel vê Dani pela primeira vez, e já o insulta muito, mesmo sem conhecê-lo. Na verdade, Melissa não aprendeu a respeitar os outros, a entender as diferenças entre as pessoas e aceitar que ninguém tem culpa por sua solidão. E como Daniel é uma pessoa de coração imenso, se propõe a ajudar Mel a sair desse mundinho que ela vive, ficando ao lado dela por 3 meses. Se no final desse prazo, Melissa não tiver aprendido nada sobre a vida, ele simplesmente a deixa ir e agir como quiser.

Claro que a convivência  com uma pessoa tão doce quanto Daniel iria despertar em Melissa (e nas leitoras), uma paixãozinha fofa, que pode ou não ser correspondida por ele. Mel, em muitos momentos, mostra a Dani seu pior lado: egoísta, indiferente e mimada, enquanto ele tenta abrir seus olhos para o lado mais humano das pessoas, ainda que elas sejam bastante diferentes dela.

Daniel é uma graça; além de ser lindo e estar sempre sorrindo, ele toca violão e canta muito bem. Ele está sempre usando um cachecol vermelho no pescoço, e a explicação para isso é bem fofa. Com muita doçura e dedicação, ele vai aos pouco conquistando Melissa e levando-a para seu mundo, onde ela pode ver que, no fundo, todas as pessoas são iguais, e devem ser respeitadas.

O romance entre eles é inevitável, mas as confusões continuam, e, às vezes, Melissa tem uma queda e volta a mostrar seu lado mais infantil e mimado. Mas eles vão se acertando e conseguem viver uma linda história de amor.

A estória é bem estruturada, bem ambientada e os personagens são bem desenvolvidos. O problema para mim foram os clichês. Isso é ruim? De jeito nenhum. A autora usou de clichês demais na construção de sua narrativa, mas eles encaixaram bem na proposta do livro. Temos abuso sexual, violência, bebedeira, roubo, muito sofrimento e morte, na caminhada até o final feliz. Ou nem tão feliz assim. Mas apesar de tantos lugares comuns, a leitura é agradável.

Levando em consideração que o livro foi escrito por uma autora muito jovem, e é voltado para o público da mesma faixa etária, ele cumpre o que promete. É encantador e arrebatador, faz sorrir e chorar, e ainda ensina algumas coisinhas. Da defesa aos direitos da mulher até o respeito pelo próximo, o leitor vai se sentir numa montanha-russa em vários momentos, mas vai conseguir se divertir enquanto lê.

Infelizmente, eu acabei tomando um spoiler da própria autora numa comunidade de escritores no Facebook, e o descobri plot principal da narrativa antes da hora, o que estragou um pouquinho a minha experiência de leitura. Além disso, algumas coisas que ela postou em seu próprio perfil me fizeram desconfiar de algo que iria acontecer a um dos personagens, e isso também me deixou chateada. Não a culpo, ela estava apenas fazendo seu marketing. Isso não me fez gostar menos do  livro, apenas tirou algumas surpresas que eu poderia ter enquanto lia.

Apesar dos clichês e da raiva que Melissa desperta no leitor, vocês devem ler sim, pois O garoto do cachecol vermelho é fofo, e Daniel é quase um príncipe de contos de fadas. Tenho certeza que as leitoras vão amá-lo, e vão aprender a gostar da Mel também, depois de entender suas razões para ser como é.

O garoto do cachecol vermelho
Ana Beatriz Brandão
Editora Verus
294 páginas
nota no Skoob: 4.6
nota do blog:


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A garota do calendário - fevereiro [Resenha]

onde comprar: Saraiva//Amazon//Extra

"Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em fevereiro, Mia vai passar o mês em Seattle, com Alec Dubois, um excêntrico artista francês. No papel de musa, ela vai embarcar em uma jornada de descobertas sexuais e lições sobre o amor e a vida, que permanecerão com ela para sempre."

Esse é o segundo livro da série (claro!), e mostra Mia atendendo o seu segundo cliente. Não li o livro de janeiro, por isso, fiquei um pouquinho perdida quando a protagonista se referia ao cliente anterior, mas isso não atrapalhou em nada o entendimento dessa estória.

Como a sinopse explica, Mia tem que ganhar muito dinheiro para pagar uma dívida de jogo de seu pai. E aqui abro um parentese para comentar que achei essa situação bem parecida com a vivida por Abby em Belo Desastre, porém, resolvida de forma bastante diferente. Se precisa ganhar dinheiro rápido e fácil, por que não se tornar uma acompanhante de luxo? Essa é a saída encontrada por Mia para saldar a dívida do pai, e, por acaso, sua tia é dona da agência que encontra seus clientes, o que facilita muito sua entrada para esse universo.

Em fevereiro ela deve passar o mês num ateliê de pintura, sendo musa de Alec, artista francês cheio de talento e muito charme. Ele está finalizando um projeto, que estará em exposição até o final do mês, e precisa de uma inspiração para fechar a obra principal desse evento. Quando Mia chega, é recebida por um de seus assistentes e fica espantada com o ritmo de trabalho do estúdio e com a quantidade de pessoas que estão posando para quadros e fotos, até que encontra Alec e fica admirada com a beleza do pintor.

Se de início ele fica assustada e até um pouco arredia em posar para Alec, aos poucos ela vai cedendo, e entendendo a profundidade de seu trabalho. Dia após dia ele tenta mostrar para Mia que suas pinturas têm muito conteúdo, e que uma única imagem pode carregar inúmeros sentimentos.

A parte hot da estória fica por conta de suas tórridas noites de amor, e não sexo, conforme explica Alec para Mia. Ele acredita que a relação sexual é um ato de amor, que as duas pessoas devem se amar de verdade, mas que esse sentimento é muito mais amplo do que ela poderia imaginar. Isso não quer dizer que vão ficar para sempre juntos, fisicamente, mas que poderão estar ligados eternamente em seus corações. Na verdade, Alec é quase um poeta louco, que tem sua própria forma de enxergar o mundo: as vezes através das lentes de suas câmeras, em outras, pelos traços de seus pincéis. E isso deixa Mia encantada.

Por se tratar de um livro erótico, ele não traz nenhuma mensagem ou ensinamento, apenas serve para entretenimento. E cumpre esse papel muito bem: apesar de ser bem curtinha, a estória é envolvente, e dá para ler rapidinho, passando boas horas com Alec e Mia. Isso não quer dizer que o livro é ruim, pelo contrário, ele entrega o que promete: momentos de sensualidade extrema, e cenas quentes entre os personagens principais.

A estória é bem ambientada, e se resume praticamente ao estúdio e o apartamento de Alec. Os personagens são bastante interessantes, e o pintor poderia facilmente ser um galã de filme romântico, enquanto Mia tem personalidade forte, é determinada, mas tem o coração mole, e quase se apaixona por Alec, não estivesse tentando se guardar para Wes, que pelo que pude perceber, foi seu cliente em janeiro.

Acredito que os próximos meses ainda vão colocar Mia em situações muito mais complicadas do que ela teve até aqui, e que certamente seu coração irá balançar ainda mais com os novos clientes. Essa leitura é recomendada para quem curte livros hot, sensuais, mas não tão eróticos quanto os de Sylvia Day, por exemplo. O romance de A garota do calendário mais lembra aqueles de banca de jornal do que outros mais explícitos. Também indico para quem quer se divertir e relaxar com uma leitura rápida e fluída, sem grandes tramas e com linguagem simples, ideal para quem está começando a ler agora ou para quem quer apenas descansar a mente de estórias muito complexas.


A garota do calendário - fevereiro
Audrey Carlan
editora Verus
135 páginas
nota do Skoob: 3.5
nota do blog: 3.0





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domingo, 5 de junho de 2016

O que rolou no Mochilão da Galera Record

Na última sexta-feira consegui participar (da segunda sessão) do Mochilão da Galera Record, evento promovido pela editora para se aproximar mais de seus leitores e apresentar seus últimos lançamentos.















Além dos diversos brindes legais que ganhamos, também pudemos conhecer os fofos Thiago e Shirley, que vieram representando a Record e nos divertiram bastante durante a apresentação das novidades da editora.

Os livros mais aguardados pelos leitores estão aqui, e espero que vocês se empolguem tanto quanto nós que estivemos presentes no Mochilão. Tem muita coisa boa vindo por aí, com livros para todos os gostos: young adult, fantasia, chick-lit e até uma nova série erótica, com 12 volumes, A garota do calendário, que será lançada aos poucos, até o final desse ano.

















Os livros que mais chamaram a atenção de quem estava no evento foram A livraria mágica de Paris, Ana cheia de sangue, Além-mundos (do mesmo autor de Feios, Scott Westerfeld), Princesa das águas (Paula Pimenta), O caderninho de desafios de Dash e Lily (David Levithan e Rachel Cohn), O amor nos tempos de likes (Pam Gonçalves), Arena 13 (Joseph Delaney), Diário de uma garota nada popular (Rachel Rance Russell), O ar que ele respira (Brittainy C. Cherry).
















Ainda merecem destaque Becky Bloom ao resgate (Sophie Kinsella), O efeito Rosie (continuação de Projeto Rosie, de Craeme Simsion), Diário de uma princesa improvável (Meg Cabot), No me gusta (Gustavo Stockler), A geografia de nós dois (Jennifer E. Smith), e o queridíssimo super esperado por mim, Novembro 9, da diva Colleen Hoover!




Para quem é fã da Meg Cabot e está acompanhando a série A mediadora, a Galera Record vai lançar o sétimo volume, chamado Lembrança, com uma capa arrasadora. E o livro que vem para falar abertamente sobre feminismo, com mulheres de todas as classes sociais é Valesca, sim, escrito pela própria cantora e que pretende chegar até as leitoras dos morros, que podem se interessar em ouvir uma autora com a qual elas já se identificam.




É isso leitores, o evento foi incrível, todos os participantes saíram felizes, cheios de marcadores lindos, livros maravilhosos e uma lista enorme de desejados. Marquem ai na listinha de vocês também aqueles que mais lhes interessaram, e não deixem de participar do próximo Mochilão da Galera Record, vocês não vão se arrepender.




Sigam a editora no Facebook (clicando aqui), para saber de todas as novidades e eventos futuros.


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terça-feira, 1 de março de 2016

Sweet [Resenha]


"Boyce Wynn é um cara ferido e selvagem, mas resiliente. Pearl Frank sempre foi uma garota obediente, mas agora está inquieta. Quando volta para sua cidadezinha, em crise com sua escolha profissional, Pearl tem duas certezas: Boyce é exatamente aquilo que ela deveria evitar - e tudo o que ela mais quer. Ele é rebelde e barulhento. Indiferente ao que as pessoas pensam dele. Intenso. Forte. Perigoso. Mas Boyce tem mais uma característica - algo que ele esconde de todos, exceto de Pearl: ele é doce. Neste volume da série Contornos do coração, você vai conhecer a história de dois amigos conforme eles descobrem que sempre foram mais que isso, - além de rever personagens conhecidos, como Lucas e Jacqueline."

Sweet é o terceiro volume da série Contornos do Coração, que, nos dois primeiros, Easy (resenha aqui) e Breakable (resenha aqui), contou em detalhes a história de Jacqueline e Lucas, primeiro pela perspectiva dela e depois pela dele. Agora vemos novos protagonistas, que fizeram uma rápida aparição em Breakable: Boyce e Pearl, jovens que moram na mesma cidade que Lucas.

Quando chega a hora de escolher que faculdade fazer, Pearl decide que vai voltar para casa e estudar biologia marítima, que é sua verdadeira paixão desde criança. Com essa desistência, ela acaba deixando para trás o namorado, que tinha planejado todo o futuro dos dois juntos, na mesma faculdade, e que não aceita muito bem o rompimento. Além dele, Pearl ainda vai ter que enfrentar a própria mãe, que certamente não vai aceitar a decisão da filha, pois queria que ela fizesse medicina.

Chegando em casa, Pearl reencontra Boyce, o amigo que ela mantém desde pequena, e por quem sempre teve uma quedinha. O que ela não sabe é que ele também se sentia atraído por ela esses anos todos, mas, como ele era muito galinha e estava sempre rodeado de mulheres lindas, Pearl nunca admitiu que gostava realmente dele.

Depois de muitas idas e vindas, eles se aproximam novamente, e vão ficando cada vez mais íntimos. Ainda que Boyce tenha enfrentado inúmeros problemas com sua família, ele vê em Pearl um porto seguro, e sabe que poderiam viver bem juntos, mas tem medo de se declarar e acabar perdendo-a. E nessa confusão de trocar de faculdade e voltar para casa, Pearl acaba se desentendendo com a mãe, e vai morar no trailer de Boyce enquanto não consegue um emprego. Essa convivência acaba escancarando os sentimentos de ambos, e tornando mais fácil que eles demonstrem o que sentem de verdade.

Quando tudo parece se encaminhar para o final feliz, a mãe de Boyce aparece, e está apenas interessada nas poucas coisas que o filho construiu. Além dela, o ex de Pearl também volta para causar a maior confusão, e acaba colocando em risco a vida de Boyce.

Tudo isso narrado com a escrita delicada de Tammara Webber, que é capaz de envolver e emocionar o leitor ao compartilhar com ele os sentimentos mais sinceros de seus personagens, e fica impossível não se identificar com eles em algum momento. Ela mescla momentos de romance, dor, confusão e amizade verdadeira com muita leveza e transporta o leitor para dentro da trama naturalmente. Tanto que, quando o livro acaba, sentimos falta de Boyce e Pearl.

O que eu mais gostei no livro foram os capítulos narrados por ambos protagonistas, o que oferece ao leitor a chance de saber o que cada um pensa sobre cada acontecimento. Além da mudança de perspectiva, os capítulos também transitam entre o presente e o passado, com os protagonistas relembrando fatos de sua infância e adolescência, e que nos ajudam a entender melhor sua história, entender como e por quê eles nunca assumiram o que sentiam um pelo outro.

Sweet é uma leitura adorável, com um romance hora conturbado, hora fofo e delicado, e que vai conquistar os leitores que gostam de livros bem escritos, com estórias bem estruturadas, e que não exigem tanta dedicação quanto um Saramago, mas que são capazes de entreter. Certamente ele ficará entre os seus preferidos.


Sweet
Tammara Webber
editora Verus
322 páginas
nota do Skoob: 4.3
nota do blog: 4.0



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sábado, 15 de agosto de 2015

Sei Que Eu Sei News #22














Quem aqui é fã dos irmãos Maddox? Para você a notícia é muito boa: a editora Verus divulgou essa semana a capa do novo livro da série escrita por Jamie McGuire, e em dobro!


Essa foi a primeira capa que saiu nas redes sociais, e eu achei linda! Algum tempo depois, a editora publicou uma nova capa, com uma mensagem para os leitores:



"Bom dia leitores! Sim, é isso mesmo o que vocês estão pensando: estamos aqui para anunciar a nova capa de Bela Redenção! Todas as manifestações que recebemos nos fizeram repensar a proposta da capa anterior e, como somos uma editora atenta aos nossos leitores, fizemos da vontade de vocês a nossa!
Apresentamos agora, oficialmente, a nova capa do segundo livro da série Irmãos Maddox, baseada na capa original, que leva em conta o símbolo da história de Thomas, mantendo os elementos característicos da série.
E ai, gostaram?"

Bom, eu gostei. E quem já leu minhas resenhas dos outros livros da série, sabe que o meu preferido é exatamente o primeiro spin-off lançado, que conta a estória de Trenton, irmão de Travis Maddox. Se você ainda não leu as resenhas e ficou curioso para conhecer a história criada por McGuire, basta clicar no links abaixo:



Bela redenção chega às livrarias no final e setembro, então, vamos ler a sinopse e colocar o livro entre as nossas próximas leituras?

"Liis Lindy é uma agente do FBI decidida a se casa apenas com o trabalho. Ela adora sua mesa, está em um relacionamento sério com seu laptop e sonha em ser cumprimentada pelo diretor depois de solucionar um caso difícil. O agente especial Thomas Maddox é arrogante e implacável, um dos melhores que o FBI tem a oferecer - e chefe de Liis. Quando Liis e Thomas são encarregados de uma missão em que precisam fingir ser um casa, a atração entre eles chega ao limite - e os leva a questionar quanto realmente estavam fingindo. Bela redenção é o segundo volume da série que narra a excitante, romântica e por vezes volátil jornada dos Maddox rumo ao amor.  Chegou a hora de conhecer o mundo misterioso do esquivo Thomas e descobrir como a paixão pode ser intensa quando você não é a primeira, e sim a última. Além, é claro, de rever os outros irmãos da família Maddox."


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quinta-feira, 30 de julho de 2015

No mundo da Luna [Resenha]

onde comprar: Submarino//Amazon//Saraiva


A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo naoficina do que com ela e seu chefe vive trocando seu nome. Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu draticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai no colo de Luna. embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral, e não acredite em nenhum tipo de magia, ela aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção? Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém, irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito - não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor."

Quando li Perdida me encantei com a escrita de Carina Rissi, e com esse não foi diferente: No mundo da Luna é um livro encantador! Com um misto de magia e realidade, a autora consegue conquistar o leitor já nas primeiras páginas.

Quem nunca sentiu como se sua vida estivesse toda errada e nunca mais fosse dar certo? É assim que conhecemos Luna, uma jornalista recém-formada que procura seu lugar ao sol, e sonha ser uma profissional respeitada no meio. Mas infelizmente, ela está longe de conquistar isso, já que está trabalhando como recepcionista na revista Fatos&Furos, sem nenhuma perspectiva de melhora, já que seu chefe não sabe nem seu nome, e vive chamando-a de Clara.

Aliás, o redator chefe da revista, Dante, é um saco: pedante, mal humorado, grosso, e não tem um pingo de tato com seus repórteres. Talvez por isso ele os esteja perdendo para a concorrente. E é exatamente depois de mais uma funcionária pedir demissão, que Dante entrega a Luna a coluna semanal do horóscopo. Apesar dela não acreditar nem entender nada sobre o assunto, assume bravamente a tarefa.

Assim, ela procura numa loja de produtos místicos algo que possa ajudá-la a escrever as dicas, e acaba comprando um baralho, que a venderora diz ser mágico, por onde ela começa a ler o futuro de cada signo. Luna é descendente de ciganos, mas nunca aprendeu nada sobre a cultura deles, e quer sempre ficar longe de todo aquele universo.

Então sua coluna começa a ser publica, e coisas estranhas passam a acontecer: centenas de e-mails chegam à redação agradecendo as dicas do horóscopo, dizendo que aquilo mudara suas vidas. Além desses leitores, a amiga de Luna também passa a seguir a risca as previsões para seu signo, e se apaixona loucamente por um homem misterioso. Tudo passa a dar certo, com base no que Luna escreve. Apesar de ela viver repetindo que é apenas uma charlatã e que Sabrina não deve confiar em tudo o que lê.

As coisas parecem estar melhorando na vida de Luna: ela está atraída por um fotógrafo gatíssimo, que também mostra interesse por ela, mas, por algumas circunstâncias do destino, os dois acabam se desencontrando. E é nesse desencontro que ela acaba se envolvendo com a última pessoa no mundo que ela imaginaria chamar sua atenção um dia.

Esse relacionamento é bem conturbado; há uma atração muito forte entre os dois, mas por outro lado eles não param de brigar e se desentender a todo momento. Enquanto isso, a avó de Luna lê sua sorte e diz que o homem que vai fazê-la feliz já apareceu. Para Luna, só pode ser Viny, o fotógrafo, apesar de tudo apontar o contrário.

A estória é cheia de momentos divertidos, e outros bem tensos. Mas a autora tem talento suficiente para mesclar essas situações e tranformá-las numa leitura bem agradável. Muitos elementos compõem a narrativa, e a certa altura me questionei se tudo aquilo seria realmente necessário para contar a estória, ou se ela teria um final decente, sem deixar nada para trás. Felizmente, tudo foi resolvido, sem assuntos pendentes no final, e cada um dos conflitos e personagens secundários tem sua importância sim, sendo peças importantes para a resolução dos conflitos.

Luna pode ser inocente, e às vezes se tornar um pouco irritante, mas no geral, é uma personagem muito interessante, que não tem nada de sonsa ou submissa. E o mais legal em acompanhar sua jornada é ver seu crescimento como pessoa, sua abertura para um mundo ao qual ela pertence, mas não conhece, e a percepção de que, acima de qualquer coisa, é o amor que sempre vale a pena.

Mais uma vez, Carina Rissi nos presenteia com uma estória gostosa de ler, com personagens muito bem construídos, e que conquista a cada página. Quando acabou, fiquei com saudade de Luna, Dante, Sabrina, e até da cadelinha Madona, que é parte importante da estória. Mas apesar do vazio, ficou a satisfação por ter concluído uma leitura tão leve e envolvente. Super recomendado para quem gosta de um romance inteligente, sem ser meloso ou apelativo. No mundo da Luna já entrou para os meus favoritos, com certeza.


No mundo da Luna
Carina Rissi
editora Verus
476 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 5

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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Perdida [Resenha]

onde comprar: Saraiva//Fnac//Submarino//Americanas 


"Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa - ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo - e lindo - Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pístas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos..."

No mundo em que vivemos hoje, é praticamente impossível pensar em viver sem toda a tecnologia disponível, não é mesmo? Então imaginem se, de repente, tudo o que temos desaparecesse e nós voltássemos um século no tempo? Foi o que aconteceu com Sofia: ela, que é extremamente dependente eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos, foi parar numa fazenda onde o banho era preparado por empregados e papel higiênico não existia.

Logo no início do livro já podemos perceber que Sofia é uma sonhadora: apesar de ser muito profissional e responsável com seus compromissos de trabalho, no fundo ela quer encontrar o príncipe encantando que ela conhece dos romances que lê. A Sofia é daquelas pessoas que guardam sua vida no celular, e toda essa confusão em que ela se envolve começa exatamente por um problema com o aparelho.

Depois de deixar o celular cair na água, ela vai até uma loja para comprar um novo, e é atendida pela vendedora mais estranha que já viu, com um ar misterioso que, a princípio, deixa Sofia intrigada, mas que no final a acaba convencendo a comprar um aparelho de celular um pouco estranho.

Saindo da loja, quando Sofia tenta ligar o celular, um clarão a envolve e a paisagem ao seu redor muda, então ela percebe que está num lugar totalmente desconhecido. Sozinha, num campo aberto e sem saber que direção tomar, de repente aparece um homem montado num cavalo, que parece ter saído de outra época, com roupas que lembram os figurinos de novela antiga. Esse homem, misteriosamente, para ajudá-la.

Ian é um perfeito cavalheiro, e se assusta com os modos de Sofia, além das roupas que ela está usando, que não são decentes para uma dama daquela época. Ian parece acreditar que  a moça está perdida, e a convida para passar a noite em sua casa, até que ela consiga entrar em contato com alguém que possa ajudá-la a voltar para sua casa.

E assim começam as confusões: Sofia é uma mulher moderna, que fala algumas gírias e age do modo como todas nós agimos hoje, e isso é muito estranho para as pessoas daquela época, que não conseguem entender seu vocabulário nem aceitar algumas de suas atitudes. Apesar disso, um sentimento vai nascendo entre ela e Ian, e Sofia sabe que está ali só de passagem, e não pode se envolver com ele.

Mas Ian é tão lindo, gentil, charmoso, educado e compreensivo, que as coisas acabam saindo um pouco do controle de Sofia, e ela se vê caidinha por ele. O problema é que ela não pode revelar a verdade sobre sua situação para ninguém, ou jamais conseguirá voltar para casa.

A única ligação de Sofia com o tempo presente é o celular que a transportou no tempo. A mulher que lhe vendeu o aparelho entra em contato com ela de tempos em tempos, para dar dicas de porque fez aquilo e para tentar fazer Sofia entender que a tecnologia não é tudo na vida, que existem sentimentos mais importantes que seu celular ou seu computador.

A duras penas, Sofia vai percebendo que a vida na fazenda pode não ser tão ruim quanto ela imaginava, e chega até a cogitar viver o resto de seus dias sem tecnolgia, apenas aproveitando a companhia de Ian, por quem ela está cada vez mais apaixonada. Mas ele só sabe se relacionar com alguém dentro dos padrões da época, ou seja, respeitando a mulher até o dia do casamento. Enquanto Sofia já teve diversos namorados, já transou com mais de um homem, e é acostumada a tomar a inciativa, Ian nunca teve ninguém, e tem medo de se casar com alguém e não conseguir cuidar de sua irmã, que é a única que sobrou de sua família. Então Ian não pensa em se aproximar de mulheres, e quando o fizer, será para casar. Essa diferença coloca ainda mais lenha na fogueira, e a atração entre os dois fica cada vez mais forte.

O romance entre Ian e Sofia é fofo, e eu torci o tempo todo para que eles conseguissem ficar juntos, mesmo sabendo todas as impicações que isso envolve. Duas pessoas tão diferentes, vivendo em mundos tão distantes, têm tudo para dar errado, mas ainda assim, eles formam um belo casal. Algumas situações que eles vivem são hilárias, e eu ri alto lendo as trapalhadas de Sofia.

Na busca da pessoa que iria lhe ajudar a voltar para casa, Sofia acaba se envolvendo em algumas confusões, e Ian é o único que pode ajudá-la. Por isso, ela se vê obrigada a contar tod a verdade para ele, mesmo sabendo que corre o risco de perder tudo: o sonho de viver um amor ao lado de Ian e a possibilidade de voltar para sua casa.

É mesmo muito complicado decidir se torcemos para ela ficar por ali mesmo ou se o melhor para Sofia é voltar para o seu tempo, seu lugar no mundo. O leitor pode ficar dividido em alguns momentos, mas tenho certeza que, no final, a autora conseguiu agradar a todos. Carina Rissi fechou a estória com delicadez e muita perspicácia, e não é a toa que ela acabou escrevendo a continuação dessa estória. O que o destino reserva para Sofia (e talvez para Ian), só saberemos ao ler Encontrada.

Leitura super recomendada para quem gosta de um bom romance, e de personagens inteligentes, bem construídos e divertidos.


Perdida
Carina Rissi
editora Verus
364 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 4.6

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Breakable [Resenha]


"Landon Maxfield teve uma infância privilegiada, levando uma vida tranquila com os pais e tendo um futuro promissor à sua frente, até que uma tragédia impensável destruiu sua família e o fez duvidar de tudo que um dia pareceu tão certo. Agora que é um intenso e enigmático homem adulto, ele só quer deixar o passado para trás. Quando conhece Jacqueline, é fácil desejar ser tudo aquilo de que ela precisava. Mas se há uma coisa que a vida lhe ensinou, é que a alma é frágil e que todos os seus sonhos podem ser destruídos em um piscar de olhos."

Em Easy (que tem resenha aqui), nosso primeiro contato com a estória de Jacqueline e Landon, vemos todos os acontecimentos através da narrativa dela: o final de seu namoro de 3 anos, a dificuldade da separação, o medo e a sensação de impotência ao ser quase estuprada na saída de uma festa até o momento em que conhece Lucas, e vai, aos poucos, descobrindo que amor não era aquilo que ela conhecia antes.

Aqui, todos esses fatos são narrados por Lucas, e o que era bom consegue ficar ainda melhor. A autora conferiu ao personagem uma voz quase feminina em alguns momentos, mas isso não prejudicou a narrativa de forma alguma. Pelo contrário, deixou tudo mais atraente, principalmente para as leitoras que gostam de um homem romântico, devotado, porém, cheio de medos e defeitos como uma pessoa normal, e não um príncipe encantado inalcançável.

Mas o que torna a leitura tão interessante não é somante o ponto de vista de Lucas sobre os acontecimentos do primeiro livro, mas sim, o retorno às origens dele: como foi sua infância e sua adolescência ao lado do pai distante e do avô que tentava de tudo para se aproximar do neto. Depois de perder a mãe de forma trágica, Landon se fechou dentro de si mesmo, e passou a agir de forma violenta, sendo bem rebelde às vezes. Sua relação com o pai se tornou muito complicada, e os dois quase não se falavam, e Lucas por muito pouco não se perdeu  nas drogas e nas bebidas.

Da época do colégio até a faculdade, vamos descobrindo como foi a evolução de Landon até ele se tornar o homem responsável e inteligente que é hoje, e isso vai sendo feito aos poucos no livro, em capítulos alternados entre o passado e o presente, quase como se fossem contados por duas pessoas diferentes, e, na verdade, é como se eles realmente fossem dois. Gosto muito dessa variação na linha temporal, e acho que a exigência de distinguir a mudança rápida de um período para o outro dá um charme especial a estória, e prende a atenção do leitor.

Enquanto Landon vai contando como se apaixonou por Jacqueline e como sofreu enquanto não conseguiu convencê-la de que ele não lhe faria mal, vamos conhecendo detalhes de sua personalidade e de seu dia a dia que ainda não tinham sido revelados. Ver esse lado maduro de Landon é o máximo, e é impossível não se apaixonar por ele.

O foco da narrativa é mesmo Landon, e todos os detalhes de sua vida antes de conhecer Jacqueline são revelados ao leitor. Aliás, a garota é quase uma coadjuvante nessa estória, ainda que tenha importância no desenrolar dos acontecimentos. Tammara Webber se dedicou a nos apresentar cada um dos pensamentos confusos de Landon, e nos brindou com momentos emocionantes e delicados desse personagem tão encantador. Tenho certeza que as leitoras vão passar dias e dias sonhando com um Landon para chamar de seu.

Não é obrigatório ler Easy para entender Breakable, mas é interessante conhecer os dois lados da estória, já que cada um deles tem seus próprios detalhes, e juntos eles formam uma bela história de amor e superação. Indico a leitura dos dois livros, e aviso às leitoras mais sensíveis que Landon pode ser viciante.


Breakable
Tammara Webber
editora Verus
364 páginas
nota do Skoob: 4.4
nota do blog: 4.7

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Bela distração [Resenha]

onde comprar: Fnac//Americanas//Saraiva//Submarino

"Cami Camlin é uma garota intensa e independente, dona do próprio nariz desde a época do ensino médio. Agora, cursando a faculdade e trabalhando como bartender no The Red Door, Cami não tem tempo para nada, até que uma viagem para visitar seu namorado é cancelada e, pela primeira vez em quase um ano, ela tem um fim de semana de folga. Trenton Maddox era o rei da Universidade Eastern. Os caras queriam ser como ele, as mulheres queriam domá-lo. Mas, depois de um trágico acidente virar sua vida de cabeça para baixo, ele deixa o campus para lidar com a culpa esmagadora. Um ano e meio depois, quando Trenton pensa que sua vida está voltando ao normal, nota Cami sozinha numa mesa do Red Door. Como irmã mais velha de três caras de pavio curto, Cami acredita que não terá problemas para manter a amizade com Trenton no nível estritamente platônico, e ainda continuar seu namoro à distância. Mas, quando um Maddox se apaixona, é para sempre, nem que tenha que enfrentar a família e os temores do passado."

Nesse spin-off da trilogia Belo Desastre, conhecemos outro membro da família Maddox, que tem o perfil parecido com o de Travis: mulherengo, briguento, tatuado e que não leva desaforo para casa. Trenton viu sua namorada morrer num acidente de carro em que ele era passageiro, e isso ainda o atormenta tanto, que ele não consegue deixar outra pessoa dirigir para ele.

Cami, a bartender bonitona que saiu de casa assim que entrou para a universidade a fim de fugir de um pai violento, que batia na mãe e não respeitava a individualidade de seus filhos, é muito independente e apaixonada por seu namorado. Mas ele está sempre ausente, por causa de seu trabalho enigmático, deixando a moça muito sozinha. Apesar disso, ela se contenta com essa relação, já que sabia desde o início que seria assim.

Trenton e Cami estudaram juntos quando crianças, mas não tinham muito contato, e voltam a se encontrar casualmente no bar onde Cami trabalha, exatamente no final de semana que seu namorado lhe deu um bolo. Assim como Travis, Trenton sabe ser bem convincente quando quer alguma coisa, e vai aos poucos deixando claro seu interesse por Cami.

Durante esse final de semana, nasce entre os dois um companheirismo perigoso, que preenche o espaço vazio deixado pela namorado de Cami, mesmo que ela tente negar. Trenton, por outro lado, sabe bem que quer conquistar a garota, e vai ficando cada vez mais perto dela. Não há como resistir ao charme dele, ainda mais quando Cami está se sentindo tão carente de atenção.

Aos poucos a confusão vai se formando: Cami acaba se apaixonando por Trenton, sabe que ele sente a mesma coisa, mas não quer terminar o namoro à distância, pois sempre soube que o namorado não seria muito presente, e aceitou essa condição, agora não acha justo deixá-lo baseada exatamente na sua ausência. Mesmo abrindo o jogo com ele desde o início de sua relação com Trenton, ele parece não se irritar, e quer continuar o namoro como ela a qualquer preço.

Claro que não é difícil trocar um namorado que está a quilômetros (e meses) de distância, por um cara meigo e atencioso como Trenton, e eles acabam assumindo a relação. Em meio a esse triângulo, existe um segredo que Cami não pode revelar, pois prometeu ao ex que nunca o faria, mas teme que Trenton descubra e sofra muito. Infelizmente, mesmo não procurando pistas ou detalhes sobre o assunto durante a leitura, ficou claro para mim desde o início qual era esse segredo.

Nas resenhas que fiz de Belo Desastre, disse que não gostei de tanta violência, e da falta de comunicação entre Travis e Abby, mas aqui é bem difrente: as brigas são moderadas, já que Trenton não é um lutador, e a química entre ele e Cami funciona perfeitamente. Mas não se enganem achando que Trenton foge de uma boa briga, pelo contrário, ele é tão esquentado quanto o irmão mais novo, mas parece saber se controlar melhor, e só bate em alguém quando a pessoa ameaça Cami de alguma forma.

O casal de Bela Distração é perfeito! Eles se entendem, conversam, mostram seus sentimentos e deixam claro que ambos têm problemas, têm um passado difícil, mas concordam em enfrentar tudo isso juntos.

Alguns conflitos surgem no caminho do casal, como a família problemática de Cami, com o pai alcólatra e a mãe submissa que aceita ser espancada sem reclamar, e a constante aparição do ex de Cami, que, ao ver que a moça estava namorando com outro cara, resolve compensar toda a ausência e surge sem aviso para tentar reconquistá-la. 

Gostei mais desse livro do que dos anteriores da Jamie, por achá-lo mais leve, sem tantas brigas e sofrimento. Há momentos em que as estórias de Belo Desastre e Bela Distração se cruzam, e isso deixou tudo muito interessante, pois ambientou o enredo, sem parecer que se passava num universo totalmente novo. 

Apesar de ter gostado muito do livro, a fórmula usada pela autora é a mesma dos anteriores, e até parece que ela seguiu um roteiro para escrever essa nova estória: a universitária que divide um apartamento com a amiga, que por sua vez tem um namorado que frequenta o local livremente; a família desestruturada, que atrapalha a relação do casal; a importância das tatuagens no enredo; as noitadas dos Maddox quando se sentem frustrados e a demora para o casal de protagonistas terem a sua primeira relação sexual. Há sim alguns detalhes que diferem as obras, mas enquanto lia, me perguntei se a autora consegue escrever algo que fuja desse formato.

Se o meu preferido até agora tinha sido Belo Casamento, ele acaba de perder seu lugar: Bela Distração tem mais a minha cara, com mais momentos românticos e menos pancadaria. Acho que Cami é uma personagem muito bem construída, e Trenton é mais maduro que Travis, não faz tanto drama e está tentando levar uma vida normal depois do trauma que sofreu. Posso tranquilamente me imaginar vivendo com ele, e certamente ele conquistaria meu coração. E que venham os outros irmãos Maddox!


Bela Distração
Jamie McGuire
editora Verus
304 páginas
nota do Skoob: 4,5
nota do blog: 4

domingo, 21 de setembro de 2014

Sei Que Eu Sei News #16


Olá leitores! John Green está com tudo!

Mais uma de suas estórias teve os direitos adquiridos por um estúdio, e vai para os cinemas. Dessa vez será o livro "Deixe a neve cair", que, para quem não conhece, contém um texto de Green e mais dois contos de outros autores, Maureen Johnson e Lauren Myracle (leia a resenha aqui).



A Universal, que comprou a estória, ainda não divulgou uma data para o lançamento do filme, tampouco outros detalhes da produção. Aguardemos.


E atenção fãs de Tammara Webber: foram confirmadas as datas das sessões de autógrafos da autora no Brasil:

São Paulo: 6 de novembro, quinta-feira, 19h30, na Saraiva do Shopping Pátio Paulista;

Rio de Janeiro: 7 de novembro, sexta-feira, 19h30, na Saraiva do Shopping Rio Sul;

Belo Horizonte: 9 de novembro, domingo, 18h00, na Livraria Leitura do Shopping Estação BH.

As regras são as mesmas para os 3 dias:
- serão distribuídas 300 senhas, duas horas antes do início do evento
- serão permitidos até 4 livros por pessoa
- não serão permitidas fotos com câmera pessoal: um fotógrafo profissional fará as fotos que serão disponibilizadas no Facebook da Verus Editora e da Saraiva Conteúdo.

Para quem for, boa sorte!

fontes: Adorocinema, Grupo Editorial Record.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sexta de música #71 - Belo Casamento


Mais uma semana se passou e, para entrar com o pé direito nesse final de semana, que tal uma playlist para o último episódio da trilogia de Travis e Abby?

"Belo casamento", que foi resenhado aqui ontem, vem encerrar a estoria desses dois jovens confusos e apaixonados, que, aparentemente, não têm nada a ver um com o outro, mas que acaba se entendendo, de um jeito ou de outro ;)

Apesar de não ser tãooo fã dessa trilogia, estou botando fé que o spin-off que está sendo escrito pela autora vai ser bem interessante. Ela vai lançar um livro contando a estória de um dos irmãos de Travis, e parece que vai ficar legal.

Então, curtam a playlist, leias as resenhas dos três livros e não esqueçam de comentar no final do post, combinado?


1. Young folks - The Kooks
2. Feel so close - Calvin Harris
3. Are you gonna be my girl - Jet
4. With me - Sum 41
5. In love with you - Erikah Badu 
6. That girl - Justin Timberlake
7. Half of my heart - John Mayer
8. Longe de você - Charlie Brown Jr.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Belo casamento [Resenha]

 "Como num conto de fadas moderno, sabemos que Travis e Abby se casaram e foram felizes para sempre... mas quanto realmente conhecemos dessa história? Por que Abby fez o pedido de casamento? Que confidências eles trocaram antes da cerimônia? Onde passaram a noite de núpcias? Quem sabia que eles iam se casar e guardou segredo? Todos os detalhes sobre o casamento deles eram secretos, até agora. Nesse livro todas as perguntas serão respondidas, e a estória é contada pelo ponto de vista dos dois personagens."

De toda a trilogia da autora Jamie McGuire, esse acabou sendo o meu livro preferido. Talvez por ele ser mais breve e mais objetivo que os anteriores, que, como comentei nas resenhas, têm alguns diálogos meio confusos e acabam enrolando muito para resolver os conflitos da estória.

Depois de ler a mesma estória duas vezes, uma pela visão de Abby e outra pela perspectiva de Travis, aqui encontramos um spin-off de "Belo desastre" e "Desastre iminente", onde o casal revela como aconteceu seu casamento, em detalhes: desde a decisão que Abby teve que tomar para se casar de repente, e os motivos que a levaram a fazê-lo, até o durante e o depois da cerimônia.

Para quem gostou do estilo bad boy que Travis representava nos livros anteriores, vai se decepcionar com o novo comportamento do garoto aqui; ele tenta a todo custo controlar sua raiva e não espancar qualquer pessoa que pareça estar dando em cima de Abby. Ela, por outro lado, tenta de tudo para proteger seu amado, mesmo que para isso tenha que ficar contra tudo e contra todos.

É muito legal conhecer esse outro lado de Travis, mais carinhoso e mais próximo de um cara real. Também gostei da Abby mais madura, mas segura de si e disposta a começar uma nova vida ao lado de Travis.

O ponto forte do livro é a narrativa dupla: cada capítulo é contado por um dos personagens, sendo intercalado por um e por outro, proporcionando ao leitor uma ampla visão dos acontecimentos e dos sentimentos dos dois. Isso é legal porque, nos dois primeiros livros, eu não conseguia me adaptar com a terrível mania dos personagens não terminarem suas frases, não se abrirem um com o outro, e deixarem as coisas mal resolvidas por boa parte do tempo.

Gostei muito do livro, mas acho que ele era desnecessário. Me passou a impressão de se tratar apenas de uma parte do primeiro livro que acabou ficando de fora para não deixá-lo ainda mais longo. Apesar disso, ele é o meu preferido da trilogia.

Quem leu "Belo desastre" e "Desastre iminente", vai gostar de "Belo casamento" e vai conseguir ligar todos os pontos do enredo. Para aqueles que não leram, talvez não seja uma leitura indicada, já que seria complicado entender a trama por trás do casamento de Abby e Travis.

Belo casamento
Jamie McGuire
editora Verus 
126 páginas
nota do blog: 4
nota do Skoob: 4.3