"- Paciência - sussurra. Ele fecha os olhos e se inclina, beijando-me suavemente na bochecha. Fecho os olhos e inspiro, tentando acalmar o impulso que tomava conta de mim, o impulso de querer jogar meus braços ao redor dele e de retribuir o beijo. Não sei como ele tem tanto autocontrole. Ele encosta a testa na minha e desliza as mãos pelos meus braços. Nossos olhos se encontram quando os abrimos. É nesse momento que finalmente compreendo por que minha mãe aceitou deu destino com apenas 18 anos.
- Caramba -, digo, soltando um suspiro.
- Pois é - concorda ele. - Caramba."
(Páginas 57/58)
