quinta-feira, 15 de agosto de 2013

TAG "Melhores Casais da Literatura"

Hoje vou responder a TAG que vi no blog da Isis, o Minha estante colorida, que não indicou ninguém, mas a deixou em aberto para quem quisesse responder, uma atitude que eu acho muito legal, e vou repetir aqui.

A TAG se chama "Melhores casais da literatura" e, basicamente, devo comentar sobre 5 casais que considero como meus preferidos. Minha primeira ideia foi citar Romeu e Julieta ou Colin e Katherine, e a escolha foi ficando cada vez mais difícil. Então, vamos aos casais:

1 - Augustus Waters e Hazel Grace


Acho que esse casal é um consenso entre os leitores; John Green criou um romance tão apaixonante que conquistou todo mundo, num misto de alegria e sofrimento. Para mim, eles estão em primeiro na lista de melhores casais porque o amor dos dois era tão puro, e foi crescendo de um jeito tão meigo que não tem como não adorar cada palavra que eles dizem um para outro, cada gesto, cada metáfora. Algumas frases deles ficaram muito marcadas e são usadas por muitas pessoas que leram o livro. Na maioria dos blogs literários que resenharam "A culpa é das estrelas" é possível ver muitas dessas frases sendo repetidas o tempo todo, confirmando que o autor queria mesmo nos pegar de jeito com a história de amor de Gus e Hazel.

2 - Kvothe e Denna


O fantástico universo criado por Patrick Rothfuss também tem lugar para romance. Platônico, é verdade, mas muito fofo. Kvothe gosta da misteriosa Denna desde o primeiro momento que a viu, e ela parece querer dele apenas a amizade. Mas cada encontro dos dois deixa no leitor uma sensação de que, algum dia, ela vai acabar se entregando ao amor de Kvothe, que, pacientemente, a espera, dia e noite, todas as vezes que ela desaparece sem deixar rastros. Quem sabe, no final da trilogia "Crônicas do matador do rei", veremos um belo desfecho para esse romance mal acabado.

3 - Will e Layken



Ainda sob o efeito de "Métrica" que, como vocês já devem ter percebido, está entre os meus livros preferidos de todos os tempos, não tinha como não falar mais uma vez sobre Will e Layken, o casal fofo criado por Colleen Hoover e que, a exemplo de Gus e Hazel, além de nos conquistar com seu romance meigo e singelo, também vieram nos passar uma lição de vida importante. Como já falei muito sobre eles na semana passada, que foi toda dedicada ao livro, nem sei mais o que dizer sobre eles. 

4 - Tyrion Lannister e Shae



Não terminei de ler todos os 5 super-mega-grandes livros da saga "Game of thrones", por isso, não tenho certeza se eles realmente formam um casal literário. O fato é que Tyrion e Shae estão juntos na série de TV baseada na obra de George R. R. Martin, e isso basta pra mim. Na minha opinião, eles formam um casal muito interessante (por enquanto, já que nunca se sabe o que vai sair da cabeça do autor): o Imp é odiado pelo pai, ignorado e desrespeitado pelo restante da família e pelas pessoas que fazem parte do conselho real e foi obrigado a se casar com Sansa Stark, para satisfazer a vontade do pai em seu jogo de interesses, que visa continuar governando os Sete Reinos. Por outro lado, Shae é uma ex-prostituta que fica ao lado de Tyrion em seus priores momentos, e ainda aceita trabalhar como ama de Sansa, sabendo que ele vai desposar a jovem. Algumas pessoas podem até duvidar que isso é amor, mas acho que ela realmente gosta do pequeno Lannister.

5 - Cecília e Robbie



Certamente todo mundo que leu "Reparação" de Ian McEwan se lembra dessa cena clássica na fonte. E porque Robbie e Cecília estão entre os meus casais favoritos da literatura? Por que a história deles é cheia de dificuldades e incertezas. Eles não conseguem viver o amor da forma que gostariam, por culpa da irmã de Cecília, Brione, que acaba prejudicando o namoro dos dois com uma mentira. Robbie é preso, vai para a guerra e passa o tempo todo pensando em Cecília e no tempo que estão perdendo separados, relendo suas cartas e imaginando o dia em que voltará para ela, como ela sempre pede, e eles poderão viver plenamente seu amor. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Um pouquinho de...


"Ela quase tinha se esquecido que Jace era fofo, dado tudo o que tinha acontecido. Ele não tinha a aparência de camafeu como Alec, mas o rosto de Jace era mais interessante. À luz do dia seus olhos eram da cor de xarope dourado e estava... olhando direto para ela. Ele levantou uma sobrancelha. '- Posso te ajudar em alguma coisa?'
Clary se virou instantâneamente contra as traidoras do seu gênero: '- Aquelas garotas do outro lado estão olhando para você.'
Jace assumiu um ar jovial de gratificação. '- É claro que estão', ele disse, 'eu sou terrivelmente atraente.'
'Alguma vez você já ouviu que modéstia é uma característica atraente?'
'Apenas vindo das pessoas feias', Jace confidenciou. 'Os mansos herdarão a terra, mas no momento ela pertence aos vaidosos. Como eu.' Ele piscou para as garotas, que riram e se esconderam atrás de seus cabelos."

página 69 (e-book)

sábado, 10 de agosto de 2013

1, 2, 3... PIN! - Especial "Métrica"

Para encerrar essa semana especial "Métrica", o post de hoje vem com 3 imagens do Pinterest relacionadas ao livro:

Trecho de um dos poemas de Will


Trecho de uma das apresentações de Will no Slam



Capas dos 3 livros da série Slammed (o segundo será publicado aqui no Brasil no final desse ano)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sexta de música #33 - Especial "Métrica"

Estamos quase fechando nossa semana especial "Métrica", e espero ter contaminado vocês com pelo menos um pouquinho de poesia =)


No livro há várias citações da banda The Avett Brothers, que é a preferida de Lake. Pelo que ela descreve, eles não são muito conhecidos ou populares, mas têm seu público cativo. Foi o pai de Lake que mostrou a ela as músicas da banda, e ela sentia que, através dessas músicas, a ligação entre ela e o pai ficou mais forte. Quando ela conhece Will, descobre que ele também conhece o grupo e também gosta de suas canções.

Eu não conhecia The Avett Brothers, então fui procurar: gostei de algumas músicas no geral, mas não será uma das minhas bandas preferidas, pois não faz muito o meu estilo. Independente disso, uma de suas canções parece cair como uma luva em alguns do momentos mais confusos e solitários da personagem Layken, e a letra diz exatamente o que ela sente quando se vê impossibilitada de viver o amor que sente por Will.

Não é só a letra de "Winter in my heart" que combina perfeitamente com a estória: a melodia também tem tudo a ver com alguns momentos do enredo e, imaginando que o livro será um filme um dia, essa música ficaria ótima em sua trilha sonora:

"It must be winter in my heart
there's nothing warm in there at all
I miss the summer and the spring
the floating, yellow leafs of all
a million colors fill my eyes
the roman candles and the stars
the calendar says July 4th, but it's? 
still winter in my heart..."

"Deve ser inverno no meu coração
não há nada quente lá em tudo
sinto falta do verão e da primavera
os flutuantes, as folhas amarelas de outono
um milha de cores enchem meus olhos
as velas romanas e as estrelas
o calendário diz que é 4 de julho, mas?
ainda é inverno no meu coração..."


Imaginando a situação pela qual Will passou e a mistura de sentimentos que ele deve ter sentido, com tantas perdas e tendo que assumir responsabilidades para as quais ainda não estava preparado, acho que ele tinha todo o direito de gritar, fugir e se revoltar (mas depois se arrepender). Assim como diz a letra de "Pyro", do Kings of Leon, acredito que ele não queria ser o alicerce de ninguém com apenas 19 anos:

"... all the black inside me
is slowly seeping fron the bone
everything I cherish
is slowly dying or it's gone
little shaken babies
and drunkards seem to all agree
once the show gets started 
it's bound to be a sight to see
I won't ever be your cornerstone
I don't want to be here holding on
I won't ever be your cornerstone..."

"... toda a escuridão dentro de mim
lentamente vaza dos meus ossos
tudo aquilo pelo que eu tenho carinho
está morrendo lentamente, ou já se foi
bebezinhos trêmulos
e bêbados parecem concordar
que uma vez começado o show
será um belo espetáculo para se ver
eu nunca serei seu alicerce
eu não quero ficar aqui aguentando firme
eu nunca serei seu alicerce..."


Um pouco dessa decepção ao encarar a realidade também se aplica a Lake, que passa por maus bocados durante a estória. Mas apesar de tudo que eles têm que enfrentar para viverem bem, apesar de não poderem aproveitar o que sentem um pelo outro, Will e Lake se mostram fortes e responsáveis, sabendo que seus irmãos mais novos dependem deles e os têm como um espelho. Vai ser difícil conseguirem ficar juntos, mas eles vão acabar dando um jeito. Acho que a letra de "Easy" expressa bem essa vontade viver o amor, mas estar sempre no  limite, sem saber se o que estão fazendo é realmente o certo:

"Know it sounds funny
but I just can't stand the pain
girl I'm leaving you tomorrow
seems to me girl you know
I've done all I can
you see I beg, stole and borrowed
Yeah... uh, uh...
...............................................
everybody wants me to be
what they want me to be
I'm not happy when I try to fake it! no!..."

"Sei que parece engraçado 
mas eu simplesmente não posso suportar a dor
garota, eu estou te deixando amanhã
me parece, garota, que você sabe
que fiz tudo que podia
você vê que mendiguei, roubei e até pedi emprestado
sim... uh, uh...
...............................................
todos querem que eu seja
o que eles querem
eu não estou feliz quando finjo! não!..."


No início pode parecer que não, mas no final, tudo será tranquilo como numa manhã de domingo...

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Declamando poesia - Semana especial "Métrica"


Em "Métrica" o personagem de Will além de escrever poemas também participa de um grupo que declama poesia. A arte de declamar poesia é única e exige muito talento e dedicação, não é tão fácil quanto possa parecer num primeiro momento. Eu já tive uma experiência nessa área, e confesso que morri de vergonha ao ler (sim, tive que ler) um poema meu na frente de dezenas de pessoas desconhecidas e atentas, acostumadas a declamar, ler e escrever poesia. 



Em 2010, ainda na faculdade, fui com as amigas a um sarau organizado pela Casa do Poeta de Campinas, dentro da Academia Campineira de Letras (tem post aqui  contando tudo isso em detalhes). Eu não estava preparada para ler ou declamar nada, mas levei um livro com um de poemas, só para não chegar lá com as mãos abanando. Então, durante as apresentações dos poetas presentes, eis que o mestre de cerimônias (que chique!) se dirige à nós perguntando se alguém declama. Todas as meninas apontaram pra mim e praticamente me obrigaram a ir lá na frente ler o poema.

Toda essa história é para tentar mostrar o quão difícil é declamar poesia. Tem pessoas que o fazem com maestria, como a escritora e declamadora Rosana Marinho. Ela estava também no sarau e declamou um poema caipira, foi emocionante.


Will declama seus poemas em "Métrica", deixando-os ainda mais intensos e emocionantes; declamar é interpretar as palavras, impostar a voz corretamente, fazer gestos e expressões faciais que transmitam o significado daquilo que se está dizendo. Em alguns casos, ouvir um poema faz com que ele tome outro significado, fique mais claro e até mais cativante. Uma pessoa pode passar a se identificar com um poema ao ouvi-lo e não se sentir assim ao lê-lo. Tudo depende de quem interpreta. Aqui nesse site  o professor Pedro Mello fala um pouco da arte de declamar poesia, classificando-a como quase esotérica.


Falando mais um pouco sobre a arte de declamar e sobre seu início, achei esse texto no site "E-dicionário de termos literários", que vocês podem acessar clicando aqui:  


Uma das interpretações poéticas mais emocionantes que já ouvi foi feita pelo ator Juca de Oliveira, para a rádio Band News FM; ali ele tinha um quadro diário, o "Devaneio", onde lia belos textos e poesias de diversos autores (alguns dele mesmo), com uma voz poderosa e uma interpretação profunda, de causar arrepios nos ouvintes. No Youtube tem vários desses áudios para quem quiser conhecer (nesse canal aqui ), mas separei um que me chamou muito a atenção à época que ouvi no rádio: "Não sei quantas almas tenho", de Fernando Pessoa.

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Mesmo que você ainda não goste de poesia, com certeza vai passar a se interessar por elas depois de ler "Métrica". Então, faça o exercício: leia em voz baixa, depois tente declamar, ainda que sem decorar, vá lendo a poesia e fazendo a interpretação. Tenho certeza que você vai enxergar o gênero de forma totalmente diferente.