quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

As leituras de Lisa Simpson


Acredito que todo mundo já tenha assistido a pelo menos um episódio de "Os Simpsons", não é mesmo? Então todos já devem ter visto que Lisa é uma menina inteligente, nerd e que adora ler. Aliás, ela já leu mais livros nos seus 25 anos de existência do que muita gente por aí.


Então criaram um Tumblr dedicado a mostrar todos os livros lidos por Lisa no desenho, o "The Lisa Simpson Book Club" (que você pode acessar clicando aqui), e algumas imagens estão nesse post. Vamos conferir?

Aqui com Asterix 

Lisa feliz com o clássico "Os irmãos Karamazov", de Dostoievski

Tintin, de Hergé

Apesar de admitir que não gosta, ela também leu "Harry Potter"

"Folhas da relva", de Walt Whitman, para mostrar que também aprecia poesia.

 Passeando entre os mais diversos gêneros, Lisa lê os contos dos Irmãos Grimm e...

... uma revista de celebridades!

Conheçam o site, além de livros reais e fictícios lidos por Lisa, ele também mostra imagens de outros personagens do desenho com referências literárias ou brincadeiras com algumas obras. Vale a visita.


"Qual o problema querida? O personagem do livro está com dificuldades?"

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Um pouquinho de...

"Tive uma sensação maravilhosa quando finalmente segurei a fita. Achei que tinha a mim mesmo na palma da mão, era uma fita que continha todas aquelas lembranças e sentimentos e grandes alegrias e tristeza. Bem na palma da minha mão. E penso em como muitas pessoas têm adorado essas canções.
E como muitas pessoas passaram por maus bocados por causa dessas canções.
E como muitas pessoas tiveram bons momentos com essas canções. E o quanto essas canções realmente significam. Acho que seria ótimo ter escrito uma dessas músicas, ficaria muito orgulhoso. Espero que as pessoas que escreveram essas canções sejam felizes.
Tomara que elas se sintam realizadas. Tomara mesmo, porque elas me fazem feliz. E eu não sou o único."

(página 63 - e-book)

domingo, 5 de janeiro de 2014

Inspire-se!

"Eu sei. Aparentemente, o mundo não é uma fábrica de realização de desejos."

(Augustus Waters em 'A culpa é das estrelas', de John Green, página180)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Sexta de música #50 - Easy

Já leram "Easy", de Tammara Webber? É um livro ótimo, com uma mensagem importante para todas as mulheres, além de um romance fofo *.*


Já postei a resenha aqui e vocês podem ler e ter uma noção de tudo isso que estou falando sobre o livro. Ele está entre as minhas leituras preferidas de 2013. Aliás, ele poderia até virar filme... alguém sabe alguma coisa sobre isso?

Enfim, a playlist de hoje é baseada no romance de Lucas e Jacqueline, que teve algumas dificuldades no início mas que depois foi crescendo e se tornou uma linda relação de amizade, amor e cumplicidade.

Quando começaram a namorar, ambos tinham uma grande bagagem de traumas e problemas emocionais, mas juntos eles conseguiram superar tudo isso e ganhar a confiança um do outro para abrir o coração e revelar seus medos mais íntimos. Talvez por isso o amor de Jack e Lucas seja tão sublime e tão forte ao mesmo tempo.


Mas antes de curtir as músicas que poderiam embalar a estória de amor desses personagens, vale uma observação: as duas primeiras músicas são trilha para Jacqueline, a terceira e a quarta são de Lucas e a última é do casal, espero que vocês concordem:

1. Deixe estar - Marina (letra aqui)
2. Nothing but a song - Tiago Iorc (letra e tradução aqui)
3. Superman - Joe Brooks (letra e tradução aqui)
4. Ilegais - Vanessa da Mata (letra aqui)
5. Who you love - John Mayer & Katie Perry (letra e tradução aqui)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Deixe a neve cair - resenha


"Na noite de Natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para insuspeitos encontros românticos. Em 'Deixe a neve cair', bem-sucedida pareceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destinos e beijos de tirar o fôlego. Comédia romântica com a assinatura de um dos maiores bestsellers da atualidade, o livro é o presente de natal perfeito para os fãs de John Green e de histórias de amor e aventura."

Esse é um livro fofo! Com suas três estórias individuais e que se complementam, ele fala basicamente sobre o amor e sobre como amar pode ser, algumas vezes, um pouco confuso. Usando como mote uma incomum tempestade de neve que deixa uma pequena cidade totalmente ilhada, forçando as pessoas a ficarem dentro de suas casas e fazendo com que aquelas que porventura ainda estejam em locais abertos, passem pelas mais diversas situações tentando se proteger da neve.

O primeiro conto dá o pontapé inicial à estória, quando uma jovem chamada Jubileu precisa fazer uma viagem de trem na véspera do Natal, e se afastar de seu namorado perfeito. Devido a nevasca, o trem é obrigado a parar no meio do trajeto e não tem previsão de quando poderá seguir viagem. Alguns passageiros resolvem descer e ir até uma lanchonete próxima para se alimentarem e se aquecerem. Jubileu está entre eles e é nessa saída que ela conhece Stuart, um rapaz muito atencioso que a convida para passar a noite de Natal em sua casa, de onde poderá ligar para seu namorado e contar onde está.

A partir daí começa uma série de diálogos interessantes entre eles, que vão levando Jubileu a refletir sobre sua vida no último ano, enquanto esteve com seu namorado super popular, e sobre sua verdadeira personalidade; ela vai descobrindo quem realmente é, e o que ela realmente gostaria de fazer de sua vida. Também vemos o romance entre Stuart e Jubileu surgir e se desenvolver, terminando numa entrega verdadeira de ambos.

No segundo conto as líderes de torcida que estavam no trem fazem a ligação com o primeiro, quando o atendente da lanchonete onde elas estão liga para seus amigos exigindo que eles vão até lá e levem um jogo de tabuleiro para que elas possam se divertir. Os meninos Tobin e JP e sua amiga Duke, que estão em casa, protegidos da nevasca e vendo filmes de James Bond, decidem responder ao chamado do amigo e saem de carro em meio a tempestade. Pelo caminho eles encontram diversas dificuldades, que acabam por fortalecer a amizade deles e mostrar que o amor pode nascer de onde menos se espera.

Já na última estória, vemos uma adolescente chateada por ter cometido um grande erro que a fez perder o namorado, e seu desejo de concertar as coisas. Tendo como pano de fundo esse romance, o conto explora o autoconhecimento: enquanto Addie se lamenta por ter perdido Jeb, ela não percebe que outras pessoas também têm seus dilemas e, mesmo depois de suas amigas tentarem alertá-la de seu egoísmo, ela ainda custa a admitir que por pensar que suas vontades e necessidades são mais importantes que a dos outros, ela acaba afastando as pessoas que mais gostam dela.

No processo de conhecimento ela descobre que nem todo mundo está contra ela e que até aquele carinha que ela achava que a odiava, não lhe quer tão mal, só ficou magoado por causa de seu egocentrismo.

Os personagens dos contos anteriores se reúnem nesse último e a estória toda se fecha, sem parecer forçado, e isso deu um toque especial ao livro. Aliás, a construção dos personagens é o ponto forte da estória: eles têm detalhes em suas características que lhes concedem certa realidade, e por isso, eles se aproximam muito do leitor, como se cada um deles pudesse ser um amigo ou um vizinho nosso.

Claro que ter o nome de John Green num livro já chama a atenção para ele naturalmente, mas aqui ele escreve com outras duas autoras que não deixam nada a desejar em seu estilo de escrita e criatividade. Todos os autores conseguiram ligar suas estórias de forma sutil, mas com a importância necessária para que essa ligação não parecesse uma inserção forçada.

O livro é bastante interessante, e como eu disse no começo, é fofo. Com uma linguagem simples, o enredo é voltado para o público jovem, mas, por se tão bem construído e muito inteligente, cheio de momentos engraçados, e com um romance puro e cativante, "Deixe a neve cair" está super indicado a todos. 

Deixe a neve cair
John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle
editora Rocco
335 páginas
nota: 4
nota no Skoob: 4,4
onde comprar: Americanas e Submarino

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Retrospectiva - O cara

imagem: Ale Borges

Muita gente boa passou por essa coluna em 2013, e faltaram outras tantas que ficaram para o próximo ano... Vamos saber quais foram os perfis mais acessados pelos leitores?

1º Marcelo Rubens Paiva (edição #24, leia aqui): Então eu tinha acabado de ler "Feliz ano velho" e já comecei "Blecaute": loucura total! Viajei na estória de Rindu, e, acho que acontece com todo leitor, fiquei mais uma vez me imaginando no lugar daqueles três sobreviventes com uma São Paulo inteira a seu dispor, sem saber como aproveitar tudo aquilo e enlouquecendo com tanta solidão. Então, se você ainda não leu, pare tudo agora e leia!

Outros livros escritos por Marcelo são: "Ua:brari" (1990), "As fêmeas" (1992), "Bala na agulha" (1994), "Não és tu, Brasil" (1996), "Malu de bicicleta" (2004, adaptado para o cinema em 2010), "O homem que conhecia as mulheres" (2006), "A segunda vez que te conheci" (2008) e "E ai, comeu?" (2012) que também fez muito sucesso nas telonas.

2º Jeff Kinney (edição #10, leia aqui): Só por retratar as situações mais complicadas das vidas dos jovens de uma maneira bem humorada e que trás tudo para tão perto da realidade dos adolescentes, Jeff já merece nosso reconhecimento: escrever sobre a puberdade muita gente faz, mas falar desse assunto usando uma linguagem que o torne mais leve e conquiste tantos leitores poucas vezes aconteceu, e ele consegue fazer isso muito bem. Além disso, os livros são cheios de ilustrações feitas pelo próprio autor, que os deixam mais descontraídos e chamativos para os jovens leitores.

3º Mônica (edição #9, leia aqui): Todo mundo sabe que o desenhista se inspirou em sua própria filha para criar a Mônica, e deu tão certo que ele repetiu a receita para criar outros personagens da turma: por exemplo, a filha mais velha, Mariângela, que mais tarde virou a Maria Cebolinha nos gibis, e também foi a responsável por parte da criação do visual da Mônica, pois, ao cortar o cabelo da irmã, deixou algumas falhas que lembravam bananas, e o desenhista aplicou o corte à personagem.