Hoje eu acordei e, ao tomar um banho, tomei um choque na pelinha do meu dedo logo quando abri o chuveiro, de cara saquei, algum fio está desencapado. Aprendi isso com algum PROFESSOR DE FÍSICA.
Escolhi um pão não muito queimada e quentinho para a minha primeira refeição do dia, depois pensei em comer uma barra de chocolate branco (meu preferido), mas lembrei que algum PROFESSOR DE BIOLOGIA me disse que glicose em excesso não é saudável e o café da manhã tem que ser algo do tipo alguma gruta acompanhado de alguns outros alimentos mais ricos em proteínas e vitaminas.
Corri tanto para pegar o ônibus que com certeza meus batimentos cardíacos por minuto era mais que 80, ainda considerando o normal para alguém que praticou alguma atividade que exigiu esforço físico, aposto isso, pelo menos foi o que eu entendi de alguma aula que tive com algum PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA. (Após chegar a tempo, só desejei um copo de água em estado líquido com quadradinhos de moléculas em estado sólido lá dentro, água+gelo=combinação perfeita, devo um valor imenso para alguma PROFESSORA DE QUÍMICA que passou na minha sala de aula). Ufa!!!
Dei 5 reais pro motorista do ônibus, a passagem é R$ 3,60, logo meu troco deveria ser R$ 1,40 e recebi apenas R$ 1,30, mas claro, alertei o motorista, não foi a toa que deixei de dormir na aula do PROFESSOR DE MATEMÁTICA quando ele estava ensinando subtração. Lá dentro finalmente, reparei que as pessoas eram brancas, negras, pardas, e com diferentes sotaques, acho que isso diz respeito a colonização, lembro bem que aqui no Brasil tudo que era índio teve que ter contato com portugueses cara de pão (essa parte do pão não foi a PROFESSORA DE HISTÓRIA quem falou), daí também tem a questão da imigração e migração, um tal de vai pra nascer e fica pra morrer que também pode ser a causa dessa miscigenação toda. Adoro essa palavras MIS-CI-GE-NA-ÇÃO, quem é PROFESSOR DE GEOGRAFIA gosta de repeti-la várias vezes.
Bom, é tudo muito detalhado se parar para pensar, veja bem, algum PROFESSOR DE SOCIOLOGIA e algum outro PROFESSOR DE FILOSOFIA me fizeram analisar que, eu ando de ônibus (e pago para isso), já a sociedade anda de revolução (chega em qual lugar quiser e nem usa dinheiro para isso), e o tal titio Karl Marx concorda comigo (ou eu com ele), pois em uma frase já escreveu "As revoluções são a locomotiva da história", achei belo, com sentido.
Para dar o sinal que eu precisava descer, apertei o botão de cor laranja e em seguida me lembrei que alguma PROFESSORA DE ARTE me disse que o laranja é uma cor secundária. Ai que alívio, finalmente, cheguei ao ponto que eu queria, no lugar que eu precisava, NA ESCOLA, e agora ficarei desprovida de presença, ou sem o eufemismo que alguma PROFESSORA DE PORTUGUÊS me ensinou. Agora estou indo embora, e como alguma PROFESSORA DE INGLÊS me ensinou, preciso dizer para você que está lendo "bye bye", ainda preciso estudar, segundo o que os PROFESSORES me contaram, a gente não deve nunca parar de aprender, e se você leciona e leu até aqui o meu texto, te desejo prosperidade e um feliz dia.
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Rafa Peres, resenhista e crônista, mantém o blog Minha Versão das Coisas, onde publica todos os seus textos.
Twitter: @Raafaperes
















