terça-feira, 8 de novembro de 2016

O que eu li em outubro


Bom dia, boa tarde, boa noite! Como estão as leituras de vocês? As minhas estão meio devagar, por causa do livro que estou escrevendo, mas dá tempo de mostrar para vocês os livros lidos no mês passado. Vamos lá?


Um dos livros mais diferentes que já li, Ball jointed Alice, foi uma agradável surpresa, e já em resenha publicada aqui. A loira o banheiro, uma coletânea de lendas urbanas, é um livro super fácil e divertido de ler, apesar de dar um pouquinho de medo e alguns momentos. Vocês podem ler a resenha clicando aqui. E o conto erótico Meu personal, que baixei na Amazon, parecia bem promissor, mas deixou um pouco a desejar.


Também li dois quadrinhos super legais, que também já têm resenha publicada no blog (aqui e aqui). Pílulas azuis é surpreendente, cheia de amor, e Steampunk ladies - vingança a vapor, é totalmente diferente, com mulheres sexys, máquinas e muitas armas.





O desafio Alfabeto literário ficou assim:

Título
A- Amor vampiro
B- Beijos de vampiro
C- Clímax
D- Deixe-me entrar
E- Espadachim de carvão
G- O garoto do cachecol vermelho
J- Jogos mentais
L- Loving the band
M- Mônica é daltônica
N- O nome do vento
P- Pavor espaciar
R- Reformed vampire
S- Se eu morrer
T- Too late
W- Will & Will

Nome de protagonista
A- Asa Jackson (Too late)
B- Bela (A punição da Bela)
C- Cláudia (Entrevista com vampiro)
D- Denna (O nome do vento)
E- Eva (Somente sua)
F- Frederik (Pílulas azuis)
H-Hector (Sangue de lobo)
J- Julianne (Deixe-me entrar)
K- Kate (Até que eu morra)
L- Luna (Jogos mentais)
M- Matias (Ele não é isso)
N- Nathan (A substituta)
R- Rebekah (The originals)
S- Silas (Nunca jamais)
Z- Zack (A caçadora)
W- Will Grayson (Will & Will)

Autores
A- Anne Rice
B- Bel Rodrigues
C- Chuck Palaniuk
D- David Levithan
F- Frederik Peeters
J- Josh Malerman
K- Karen Alvares
L- Letícia Godoy
M- Marcelo Rubens Paiva
P- Paulo Henrique Bragança
R- Rodrigo Moreira
S- Sylvia Day
T- Terri Tery
V- Vivianne Fair
Z. Zé Wellington 

Foram poucas mudanças esse mês, e a cada dia tá ficando mais difícil completar o alfabeto em todas as categorias. Para saber mais detalhes sobre o desafio clique aqui.

Isso é tudo pessoal! Continuem comentando e participando do Top Comentarista.

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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Um pouquinho de

"Bom dia, menina - disse-lhe, engrossando a voz para parecer mais velho. - Não é cedo demais para estar na estrada? Pode ser perigoso uma criança andar sozinha por aqui.
- Bom dia, senhor. Não tenho medo, e a casa de minha avó não fica distante. Sempre vou visitá-la quando minha mãe faz pão. Além disso, ela não está bem de saúde.
- Pensei que não havia outras vilas nesta direção, só a floresta - retrucou ele.
Ela sorriu com inocência.
- Não há. Vovó mora numa casa isolada à beira do bosque, sob três grandes carvalhos.
- Mesmo assim, aconselho que volte e pergunte à sua mãe se deve mesmo ir hoje. Vim do norte e sei que há um lobo feroz na região. Já matou muitos aldeões. ninguém consegue caçá-lo.
A menina hesitou. Fitou o estranho, desconfiada, notando a arma às suas costas.
                                             - Vou falar com ela, então. Bom dia, senhor..."


(página 186, capítulo 7, parte II)


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domingo, 6 de novembro de 2016

Top comentarista novembro e dezembro + resultado outubro










Não, você não leram errados caros amigos, o Top comentarista vai valer por dois meses, mas é por uma boa causa: em novembro estou me dedicando ao meu livro, e vão sair poucos posts por aqui. E também não vou ter muito tempo para conferir os comentários, por isso, o prêmio só vai sair no final de dezembro.

Não desanimem e não me deixem! rsrsrs. Quem mais comentar durante esses dois meses, vai ganhar um prêmio divônico: qualquer livro no valor máximo de R$ 30,00.




Então continuem participando, lendo nossos posts divos e lá no fim de 2016 o sorteio será realizado. Mas não esqueçam de seguir as regrinhas básicas de sempre:

Comentar nesta postagem com nome de seguidor, e-mail válido e perfil no Facebook ou Twitter  para validar sua participação. É importante que esses dados estejam corretos, pois serão usados para contato com o vencedor. 

Curtir a fanpage do blog no Facebook clicando aqui;

- E claro, comentar em todas as postagens do mês.

Lembrando que:
  • Os posts de sorteios ou resultados de sorteios não valem para o TC;
  • Somente um comentário por post será validado, e ele precisa ser coerente com a postagem: não serão contabilizados comentários do tipo "gostei" ou "participando";
  • O ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil;
  • A promoção começa sempre no dia primeiro e vai até o último dia de cada mês. Mesmo que o post com o TC ainda não tenha sido publicado, valem comentários em postagens anteriores.
  • Se houver empate em número de participantes, o ganhador será definido por sorteio, realizado no site random.org ou no sorteador.com;
  • O ganhador será avisado por email e terá 72 horas para respondê-lo. O prazo para envio do prêmio é de 45 dias úteis, contados a partir da resposta do e-mail, e o blog não se responsabiliza por atrasos ou extravios por parte dos Correios;
  • O descumprimento de qualquer uma das regras resultará na eliminação do ganhador.


E vamos finalmente revelar o vencedor do Comentarista Premiado de outubro. Tivemos um total de 45 comentários, e cada um recebeu um número, que foi inserido no random.org. O resultado final foi:












Parabéns Halana! Você precisa responder nosso email com seus dados para envio, e, dentro do prazo estipulado, mandaremos seu prêmio.

Não esqueçam, em novembro estarei meio ausente, mas espero vê-los por aqui hein.

Beijos de luz!





Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

sábado, 5 de novembro de 2016

Momento HQ: Pílulas azuis

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"Nesta narrativa gráfica pessoal e de rara pureza, por meio de um roteiro simples e de temas universais (o amor, a morte), Frederik Peeters conta sobre seu encontro e sua história com Cati, envolvendo o vírus ignóbil que entra em cena e muda tudo, e todas as emoções contraditórias que ele tem de aprender a gerenciar: amor, raiva, compaixão. Pílulas azuis nos permite acompanhar, sem nenhum vestígio de sentimentalismo, através de um prisma raramente (senão nunca) abordado, o cotidiano de uma relação cingida pelo HIV, sem deixar de lançar algumas verdades duras e surpreendentes sobre o assunto. Apesar da seriedade do tema, Pilulas azuis é uma obra cheia de leveza e humor. Não é à toa que é considerada por muitos a obra-prima de Frederik Peeters. Uma das mais belas histórias e amor já publicadas."

Comecei a ler essa HQ por indicação de um amigo, sem saber nada sobre ela. A sinopse não dizia muita coisa, a capa é bonita e retrata pessoas felizes, e o título lembra Matrix, então, não tinha ideia do que se tratava. E a surpresa foi imensa: com uma simplicidade tanto visual quanto do roteiro, o autor fala sobre um assunto pesado e deprimente de maneira leve, que causa emoção, comoção e entendimento.

Frederik era um cara diferentão, desenhista, de poucos amigos, quase não saía de casa, até que conheceu Cati numa festa de um amigo, e logo se interessou por ela. Mas por motivos diversos, eles não ficaram juntos, mas voltaram a se encontrar por acaso muitas vezes depois disso.

Mais tarde começaram a namorar e ela lhe revelou sua condição delicada: era portador do vírus HIV e tinha transmitido-o para seu filho. A princípio Frederik ficou em choque, mas era tanto amor que sentia por ela, que não recuou, e assumiu o compromisso de ficar com ela e seu pequeno filho.




Durante o relacionamento, os dois passam por momentos muito difíceis, de verdadeira provação, e só com muito amor, compreensão e diálogo, eles vão conseguindo seguir em frente. A criança também sofre bastante, pois tem que tomar coquetéis para combater o avanço do vírus e tem a vida bastante limitada.

A cada página, somos inseridos nessa dura realidade do casal, mas de uma maneira tão sútil, que, apesar de sentir o sofrimento deles, é possível se emocionar com momentos doces e ternos. A linguagem usada pelo autor é bem realista, e os diálogos parecem realmente ter sido transcritos da vida deles para a HQ. Isso sem falar da arte; todo em preto e branco, o quadrinho é mesmo bem simples, com traços quase grosseiros, mas que têm a intenção de trazer o leitor para dentro da história do casal, com toda a dureza do dia a dia deles.




O autor explica várias coisas sobre a doença, mas sem aquele ar de médico, cheio de palavras difíceis que ninguém entende. Todo o medo deles pode ser sentido pelo leitor, e da mesma forma, a felicidade que eles sentem a cada conquista um do outro. É uma forma única de mostrar ao mundo um lado do HIV que é pouco divulgado, e ajudar as pessoas a tirar suas próprias dúvidas sobre o vírus, através de suas experiências e desafios.

Acima de qualquer coisa, a intenção do autor ao documentar todos os problemas que passaram no início do relacionamento, foi mostrar para as outras pessoas que é possível viver com o vírus do HIV, mas que isso tem um preço. E, principalmente, que o contágio pela doença pode ser evitado. Se hoje em dia, com todo o acesso a informação e o massivo combate à transmissão do vírus ainda existe muito medo e preconceito, imaginem na época em que eles se conheceram, como tudo deveria ser bastante complicado.

O final é emocionante: depois de quase 200 páginas lendo e refletindo sobre como agiria se estivesse no lugar de um dos protagonistas, é possível sorrir e entender a mensagem que o autor quis passar através de sua arte. O cara desenha muito bem. Não é à toa que a HQ foi super premiada no mundo todo, e até hoje é muito elogiada por todos.




A leitura é muito rápida, e é envolvente. É impossível ficar alheio ao drama e aos sentimentos de Frederik e Cati, mas no final, o que fica, é uma grande lição de vida, sem parecer piegas e sem forçar a barra. As pessoas mais sensíveis podem até chorar em alguns momentos, mas as lágrimas são desnecessárias, apesar de ser uma leitura muito emotiva.

Indicado para todos os fãs de HQ, todos que gostam de narrativas realistas, e para aqueles que querem conhecer uma grande história de amor e superação. Desafio vocês a lerem sem refletir sobre a própria existência.



Pílulas azuis
Frederik Peeters
editora Nemo
208 páginas
nota no Skoob: 4.5
nota do blog: 5.0

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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ainda estou aqui [Resenha]

onde comprar: Amazon//Saraiva//Submarino

"Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, voltamos à luta de uma família pela verdade, através de Eunice Paiva, uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última lua, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971."

Mais um livro de Marcelo Rubens Paiva, onde ele mostra a sua incrível habilidade de contar histórias, sejam elas de ficção ou que retratem a mais dura realidade. Em Ainda estou aqui ele revisita todo o sofrimento que foi a prisão e morte de seu pai durante a ditadura, e relata como passou a ser a vida de sua família depois do desaparecimento de Rubens Paiva.

Além disso, a narrativa envolve mais duas histórias: a emoção de ser pai e a vida de sua mãe, Eunice. Marcelo relembra fatos marcantes desde a sua infância, e conta em detalhes como foi a última vez que viram o pai, como ele foi levado pelos militares, e nunca mais voltou. Como pano de fundo ele usa o cenário político da época, e vai revelando descobertas que sua família fez sobre a prisão do pai, sua posterior morte nos porões da ditadura, e como a mãe militou por décadas para se fazer justiça às vítimas daquele horror vivido no Brasil.

Com o desaparecimento do mario, e depois de se reinventar diversas vezes, Eunice Paiva foi diagnosticada com Alzheimer, e sua vida mudou novamente. Marcelo conta detalhes da doença que poucas pessoas conhecem, e explica como ela pode destruir o relacionamento do doente com a família em pouco tempo, se não houver compreensão e paciência.

Ele começa a fazer um paralelo com o filho pequeno e como ele não vai se lembrar de muitas coisas que fez quando tinha 1 ou 2 anos, com a mãe, que vai perdendo sua memória aos poucos, esquecendo, inclusive, quem é o neto, confundindo-o, algumas vezes, com Marcelo quando tinha aquela idade.

Apesar do tom carregado de tristeza pela morte do pai, e agora pela doença da Mãe, o autor consegue narrar tudo de forma quase educativa, tanto quando fala sobre o lado mais sujo do regime militar, quanto ao descrever o sofrimento da mãe enquanto perde a capacidade de viver por si só. Os assuntos são sérios, mas há um clima de nostalgia que deixa a leitura um pouco mais leve, quando ele relembra de sua infância no Rio de Janeiro, uma cidade bem diferente da que é hoje e descreve momentos felizes que viveu, apesar da tragédia.

Ao final, fica o registro de uma vida cheia de altos e baixos, da luta constante pela busca da verdade e do amor de uma família, que ficou ainda mais unida depois da tragédia que viveu. Sou muito fã do trabalho do Marcelo, e adoro seu estilo narrativo, mas esse livro mostrou um lado dele que eu ainda não conhecia: a relação com a mãe e com seu filho, além de mostrar como ele cresceu e se acostumou com a ausência do pai, sem saber se ele estaria vivo ou morto.

Apesar de já ter lido quase todos os seus trabalhos anteriores, eles eram de ficção, com exceção de Feliz ano velho, que retrata o acidente que o deixou paraplégico. Ainda estou aqui é um livro muito pessoal, que mostra o lado humano do autor, detalhes de sua vida particular. O livro pode ser de memórias, um registro da história do Brasil, ou até uma homenagem à mãe, mas a verdade é que Marcelo escreveu uma história emocionante, que deve ser lida por todos, para que entendam o passado e se preparem para o futuro, seja ele qual for.

Esse é um relato corajoso da vida real, e com a intensidade da narrativa do autor, dá para sentir o drama que a família viveu até a verdade ser revelada, e isso torna a leitura ainda mais intensa. Gostaria que todos vocês lessem, é um livro marcante, cheio de ensinamentos e relatos que exigem reflexão, e tenho certeza que todos vão gostar (e se emocionar).


Ainda estou aqui
Marcelo Rubens Paiva
editora Alfaguara
296 páginas
nota no Skoob: 4.4
nota do blog: 4.7


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Halloween com as princesas Disney

A comemoração americana mais bacana tem ganhado muitos adeptos no Brasil, e por isso, é comum ver por aí crianças pedindo doces de porta em porta (passaram aqui em casa hoje), e até festinhas onde todos vão fantasiados (e que são muito legais!).

Nosso blog também participa do Halloween, mostrando para vocês o trabalho de um artista gráfico lá dos EUA que fez versões obscuras de personagens fofos da Disney. Jeffrey Thomas tem criações incríveis e vocês podem conhecer todo seu portfólio clicando aqui.

Então vamos às princesas/bruxas de hoje. Algumas estão até mais interessantes que o desenho original. Tirem suas próprias conclusões e quem sabe se inspirem para criar fantasias diferentes:

Alice no país das maravilhas

A bela adormecida

A Bela e a fera

Cinderela

Jane

Megara 
Mulan



Nala

Rapunzel

Branca de Neve e os sete anões

A pequena sereia

Wendy

Eu amei a Cinderela, mas a Jane e a Nala não ficaram bem mais poderosas nessa versão macabra? O cara tem muita criatividade, não é mesmo?

Qual a preferida de vocês? Deixem nos comentários! E #partiu comemorar o Halloween!





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