sexta-feira, 6 de março de 2015

SQS Indica: Ciclo de palestras CPFL Cultura

Se você é de Campinas ou região, vale muito a pena participar das palestras que serão promovidas pelo CPFL Cultura, para debater e refletir alguns temas bastante atuais a partir de livros clássicos como Maquiavel, Cervantes, Hobbes, Flaubert e Shakespeare.



















As palestras começam hoje e serão realizadas todas as sextas-feiras até 29 de abril, com convidados influentes e conhecedores do meio literário, como Julio Pimentel Pinto, professor da USP.

A programação completa está no site da CPFL (que você pode acessar clicando aqui). Na palestra de hoje o convidado será José Alves de Freitas Neto, historiador e professor da Unicamp, com o tema "O príncipe e a mandrágora de Maquiavel e a capacidade de enganar-se", que visa transportar para a vida privada as discussões sobre o cumprimento das regras e a capacidade de burlá-las, e as dificuldades morais que acompanham as escolhas que fazemos na vida. Tudo isso sob a ótica das obras do grande pensador florentino.

A palestra que mais me chamou a atenção é a do dia 24/04, "Hamlet de Shakespeare e o mundo como palco", conduzida por Leandro Karnal, também historiador e professor da Unicamp. Eu já disse aqui diversas vezes o quanto gosto de Hamlet, e essa é uma boa oportunidade para rever essa peça e conhecer outros aspectos dela.

Para aqueles que pensam que eu não gosto de clássicos, preciso esclarecer que não tenho nada contra essas obras, e sim, contra o uso delas como leitura paradidática no ensino fundamental, onde alunos que são potenciais leitores em formação deveriam estar lendo obras que os atraísse para a literatura, o que é exatamente o efeito contrário causado pelos clássicos, que afastam esses alunos do universo literário, muitas vezes, para sempre.

Então querido leitor, se você está com as noites de sexta livres, recomendo que assista tantas palestras quanto puder, e depois volte aqui no blog para comentar como foi, ok? Todas as palestras começam as 19h e acontecem no auditório da CPFL (endereço completo no site). 



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

quinta-feira, 5 de março de 2015

Mariposa - asas que mudaram a direção do vento [Resenha]

onde comprar: Amazon//Editora Kiron

"Um jogo de poder, política e corrupção se cruza com uma história de amor. Um jovem senador, Nicolas, se vê rodeado de grandes mistérios a partir do momento em que uma estranha mulher invade sua casa e lhe dá pistas para incriminar seu rival político. Enquanto se envolve de uma forma apaixonante com esta mulher, de codinome Mariposa, Nicolas tenta desvendar os segredos de uma organização invisível aos olhos da sociedade, mas com grande poder de influência na política do país."

Recebi esse livro da nossa autora parceira, Patrícia Baikal, e confesso que no início achei o tíulo estranho, e a  capa um  pouco confusa, mas depois de começar a ler tudo fez sentido. E o pior, quando li a sinopse fiz uma ideia totalmente errada do enredo, acreditando que se tratava de uma estória com fantasmas  ou espíritos que  atormetavam o protagonista.

Nicolas é um Senador da República muito honesto que ainda acredita que poderá mudar o mundo com sua atuação política. Ele denuncia um colega que está envolvido num esquema de falsificação de remédios, mas esse é apenas o topo de um monte de sujeiras, crimes e contravenções cometidas por Brassel, o pior tipo de político que pode existir. Ele acredita estar acima de qualquer lei e já está acostumado a colocar seus próprios interesses acima dos da população que o elegeu como representante.

Quando Nicolas decide bater de frente com Brassel nem imagina o tamanho do perigo que corre. Em sua defesa chega uma mulher misteriosa, que pede para ser chamada de Mariposa e que usa uma máscara que lhe esconde o rosto o tempo todo. Ela passa a ser a guardiã de Nicolas, mas não lhe dá nenhuma explicação para isso, apenas diz que ele corre perigo e que aquele é o trabalho dela. Nicolas fica confuso com a aproximação de Mariposa, mas logo depois começa a se interessar por ela, sentindo cada vez mais a ncessidade de estar perto daquela mulher. Ela, por outro lado, demonstra algum carinho por ele, mas sempre deixa bem claro que a relação deles é simplesmente profissional.

Ao longo da batalha de Nicolas para desmascarar Brassel, ele sofre diversos golpes, como uma invasão à sua casa, o roubo de documentos importantes que incriminariam seu rival e até o sequestro de sua mãe. Em todas as situações, Mariposa e toda a sua equipe vêm ao auxílio de Nicolas, e o ajudam a se reerguer e continuar lutando pela causa que acredita.

A estória se passa em Brasília alguns anos no futuro, com a segunda presidente do país. Glória é uma mulher muito acessível, e também acaba ajudando Nicolas em suas investigações. Ela tem um papel importante no desenvolvimento do enredo, e me fez pensar imediatamente se a nossa atual governante tomaria atitudes tão decisivas se estivesse na mesma situação que Glória.

Em paralelo à trama política surge o romance entre Mariposa e Nicolas, em meio a uma batalha política e várias complicações que os impedem de desfrutar esse amor plenamente. Numa conversa com a autora, ela citou "1984" como inspiração para esse tema, e a estória realmente lembra a de Orwell nesse quesito: pessoas apaixonadas que estão sob o domínio do sistema e não podem assumir seu relacionamento.

O mistério de quem é a bela mulher por quem Nicolas se apaixona persiste até as últimas páginas, e confesso que eu não fazia ideia de como terminaria. O final do livro é bem inteligente, mas quase utópico, já que sabemos ser praticamente impossível um presidente tomar atitudes radicais em benefício apenas da população (e isso não é spoiler). Gostei bastante do desfecho e acho que a autora conseguiu amarrar todas as pontas, deu um final satisfatório para a relação de Nicolas com Mariposa e ainda fez uma crítica à política atual do país.

Apesar de não gostar nem um pouco de política, e isso ter me feito demorar um pouco para entrar no clima do livro, no final eu acabei gostando e entendendo que, mesmo falando bastante desse assunto, a estória é um romance, que debate política de forma quase lúdica, mas que passa a sua mensagem.

O livro é muito interessante, e tem potencial para se tornar um grande sucesso. Achei que faltaram pequenas revisões em alguns parágrafos, mas no geral, é bom. Se vocês, assim como eu, não se ligam em política, não se preocupem, aqui o assunto é parte do enredo, mas não o foco principal da estória. Recomendo.

Para conhecerem mais sobre a obra, acessem a fanpage oficial clicando aqui.

Mariposa - asas que mudaram a direção do vendo
Patrícia Baikal
editora Kiron
293 páginas
nota do Skoob: 3
nota do blog: 3

Top comentarista março + resultado fevereiro

Pessoal, o Top Comentarista desse mês entra no ar agora! Os posts anteriores a esse já estão valendo, então, mãos à obra!











Muitos leitores participaram do TC de fevereiro, e deixaram essa blogueira aqui imensamente feliz! Obrigada =)

E para esse mês eu separei um livro que está entre os desejados de muito gente, e eu espero que vocês lutem por eles com unhas e dentes, rsrsrs.




"Homens, mulheres e filhos", de Chad Kultgen, que já foi adaptado para os cinemas e teve Ansel Elgort no elenco. Para levar para casa esse prêmio, basta seguir aquelas regrinhas de sempre:

- Comentar nesta postagem com nome de seguidor, email válido e perfil no Facebook ouTwitter para validar sua participação. É importante que esses dados estejam corretos, pois serão usados para contato caso você seja o vencedor; 


- Curtir a fanpage do blog no Facebook clicando aqui;
- E claro, comentar em todas as postagens do mês, mesmo as que saíram antes dessa (exceto de sorteio).

Lembrando que:

  • Os posts de sorteios ou resultados de sorteios não valem para o TC;
  • Somente um comentário por post será validado, e ele precisa ser coerente com a postagem: não serão contabilizados comentários do tipo "gostei" ou "participando";
  • O ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil;
  • A promoção começa sempre no dia primeiro e vai até o último dia de cada mês. Mesmo que o post com o TC ainda não tenha sido publicado, valem comentários em postagens anteriores.
  • Se houver empate em número de comentários, o ganhador será definido por sorteio;
  • O ganhador será avisado por email e terá 72 horas para respondê-lo. O prazo para envio do prêmio é de 45 dias úteis, contados a partir da resposta do email, e o blog não se responsabiliza por perdas ou extravios por parte dos Correios;
  • O descumprimento de qualquer uma das regras resultará na eliminação do ganhador.


Vamos ao resultado do TC de fevereiro... (tambores rufando):



Seis pessoas empataram, com 22 comentários cada. Elas receberam um número, que foi inserido no site random.org, onde foi feito o sorteio automaticamente. Quem será que foi o sortudo dessa vez?

Carol P., parabéns!!!! Você vai receber um email solicitando seus dados para envio, e terá 3 dias para responder, caso contrário, o sorteio será refeito, ok?

Ainda não ganhou dessa vez? Não desanime! Comece agora mesmo a comentar nos posts de março (mesmo nos anteriores a esse) e torça para ser o vencedor desse mês ;)

Beijos a todos!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

terça-feira, 3 de março de 2015

O que eu achei de: A mais pura verdade

A editora Novo Conceito enviou uma amostra do primeiro livro de Dan Gemeinhart, A mais pura verdade, e eu venho contar para vocês o quão promissor ele parece ser.

O enredo gira em torno de Mark, um garoto debilitado por uma doença e que sonha em escalar o Monte Rainier. Para alcançar seu objetivo, ele foge de casa levando apenas algum dinheiro, seus remédios, uma máquina fotográfica analógica e seu cachorro, Beau.

Ao longo dos primeiros capítulos, ele começa a sua jornada a caminho da montanha, mas atravessa algumas situações inesperadas, que podem prejudicar seus planos. Apesar dos percalços, Mark vai fazendo uma viagem que o leva a refletir sobre as coisas que realmente importam em sua vida e ao autoconhecimento.

Deixando tudo para trás, inclusive os pais e a melhor amiga, Jesse, ele pretende poupá-los do desgaste e do sofrimento que é conviver com uma criança doente, mas aos poucos ele acaba percebendo que talvez não tenha sido totalmente justo fazer isso com aqueles que amava. Ainda assim, ele segue adiante.

A amizade de Mark com Beau é simplesmente encantadora, e o cachorro conhece seu dono como ninguém, sendo capaz de sentir tudo o que o menino sente e de consolá-lo nos momentos mais difíceis da viagem.

O que eu mais gostei no livro foi o fato de os capítulos serem separados por meio capítulos, assim: entre o capítulo 1 e o 2, temos o 1 1/2, onde o cenário da narrativa muda do momento atual de Mark para a sua família e sua amiga em casa, desesperados por notícias dele. Achei muito  inteligente a ideia dessa divisão dos capítulos, intercalando a adrenalina de saber se a viagem de Mark dará certo, ou o que ele encontrará na próxima esquina, com a dor da ausência sentida pelos seus pais. Esse paralelo deixa tudo mais interessante e prende a atenção do leitor, pois é quase como se pudéssemos ver os dois lados da história acontecendo ao mesmo tempo.

Na capa também há um detalhe importante: a representação de uma enorme rachadura no solo, separando Beau e Mark, como uma metáfora para uma possível separação real entre os dois no decorrer da narrativa, como se o cachorro representasse o tudo aquilo que está ficando para trás de um lado e Mark estivesse sozinho do outro.


O que deu para perceber nessas quase 100 páginas é que o livro será todo emocionante. E não poderia ser diferente: não há como ficar imune a decisão de uma criança doente de fugir de casa para poupar os pais do sofrimento de perder um filho tão jovem. É bom preparar as lágrimas e não ficar fazendo comparações com outros sick-lits famosos, pois o livro de Dan tem tudo para proporcionar uma experiência única ao leitor. Não vejo a hora de saber como vai terminar a aventura de Mark e Beau. E essa é a mais pura verdade, como diria nosso protagonista.




Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

segunda-feira, 2 de março de 2015

Contos de fadas sangrentos [Resenha - Parceria]

onde comprar: Ponto Frio//Saraiva//Cultura

"Os contos de fadas fascinam há séculos crianças e adultos. Muitas versões dessas histórias já foram contadas tanto na literatura quanto no cinema, grande parte delas de forma adocicada, atenuando o seu impacto. Rosana Rios apresenta nesta edição contos pouco conhecidos e muito mais assustadores. A autora mantém os elementos primordiais das narrativas e resgata, assim, a essência e o vigor dos contos de fadas mais antigos."

Logo na introdução, Rosana Rios nos explica qual vai ser o tom de seu livro: uma versão mais 'pesada' dos contos de fadas, como ela ouvia quando era criança. Segundo a autora, os contos de fadas vêm sendo muito romantizados a fim de não assustar mais as crianças com seus finais macabros ou cruéis, 

As estórias reunidas aqui são versões encontradas em antigos livros dos Irmãos Grimm, Charles Perrault e Hans Christian Andersen, que foram selecionados pela autora por conterem um fundo educativo: apesar de serem bem contundentes, falando abertamente de mortes terríveis e pessoas muito más, cada um dos contos ensina que quem é bom e correto é recompensado, enquanto quem quer tirar vantagem em tudo ou viver à margem da lei precisa ser castigado (e será), transmitindo aos pequenos a mensagem de que, aquele que comete um crime, tem que pagar por ele.




Rosana reuniu nessa compilação cinco contos que têm heróis e bandidos, mocinhos e mocinhas, e donzelas em perigo, como um bom conto de fadas tem que ser, mas que, por outro lado, mostram o lado mais sombrio de uns, e a bondade que outros têm no coração.

"O noivo ladrão", "O estranho pássaro", "O filho perdido", "O pássaro de fogo" e "Sob o junípero" podem não ser tão conhecidos da grande massa atualmente, e a proposta da autora ao compilar essas estórias é exatamente trazê-los para perto das crianças, para que a moral de cada um desses contos seja absorvida por elas e aplicada em suas vidas.




A edição da Farol impressiona: as páginas não mais grossas, portanto, mais resistentes, a fonte e o espaçamento facilitam a leitura, e as ilustrações de Jean-Claude R. Alphen dão o acabamento final que o livro merece. Toda a arte está perfeita, permeando os contos com uma imagem que resume exatamente o que está acontecendo em cada um deles.

No final do livro a autora explica a origem e o significado de cada uma das estórias, inclusive com a variação de interpretação de uma região para outra.




O livro está muito bonito, e suas estórias devem ser lidas para as crianças sim, para que elas conheçam esse lado mais obscuro da realidade e não se acostumem a viver num castelo cor-de-rosa imaginário. Alguns contos podem assustar num primeiro momento, dependendo da idade da criança, mas cabe ao adulto explicar o porquê daqueles fatos e contextualizar a leitura num universo que essa criança assimile com mais facilidade.


Contos de fadas sangrentos
Rosana Rios
editora Farol Literário (Facebook: FarolLiterario)
80 páginas
nota do Skoob: 3.9
nota do blog: 4,3
(livro cedido em parceria com a editora)



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

domingo, 1 de março de 2015

Filmando #14 - Cinquenta tons de cinza

Não me lembro se comentei com vocês nos posts anteriores que minha expectativa para esse filme estava bem baixa, mas que eu esperava que ele me surpreendesse. Pois bem, não aconteceu isso: ele é fraco mesmo, e não conseguiu me empolgar.


Para não dizer que foi totalmente decepcionante, por incrível que pareça achei a interpretação de Dakota bem convincente. Ela realmente sabe se passar por uma menina sem sal nem açucar que ficou parada nos anos 80. O único problema é que, dependendo do ângulo da câmera, fica bem visível que ela já passou dos 21 anos. Enfim. além de salvar o trabalho da atriz, também preciso elogiar a trilha sonora, que é incrível: músicas bem sensuais para dar o clima necessário ao filme. Apesar de ter gostado muito das canções, achei que o filme ficou tão lento quanto elas.

O que dizer de Jamie Dornan? Ele nunca será meu Christian Grey, infelizmente. Tá, ele pode até ser um bom ator, e ter convencido e conquistado muitas fãs do livro, mas eu tenho uma visão mais crítica: acho que ele não tem a beleza nem o porte que o personagem exige. Ao olhar para ele, não me sinto intimidada, não acredito que ele é um bilionário controlador e mandão. E o pior, nas cenas de sexo, em que ele deveria passar a imagem de dominador, Jamie ficou longe disso! Mas acredito que a culpa não seja totalmente dele; além da sua atuação depender bastante das decisões da diretora do filme, não consegui sentir uma ligação entre ele e Dakota, parece que não têm química.



Algumas cenas são bem próximas do original, como a do elevador, que ficou com uma fotografia boa, a do planador, e a da entrevista que Ana faz com Grey, logo no início do filme, o que me deu a esperança de que ele seria bom. Já em outras, lamento pelas pessoas que não leram o livro e não conhecem a estória, pois deixaram muitas coisas sem explicação, como, por exemplo, antes deles saírem para jantar na casa da família Grey, quando ele pergunta se ela tem tudo o que precisa. Se vocês leram, sabem do que estou falando, e se não, saibam que não vão descobrir pelo filme, rs.




Para mim, faltou um pouco de ousadia no roteiro, deveriam ter se arriscado mais nas cenas íntimas, pois tudo ficou meio caricato. Além de explorarem demais a nudez de Dakota, não mostraram nada que escadalizasse os espectadores. Aliás, como eu já disse na resenha do livro, a estória não é escandalosa, não existe ali nada que as pessoas já não conheçam sobre sexo. Ok, em alguns momentos no quarto vermelho eles usam alguns acessórios incomuns, mas é só isso.

Outro detalhe que me chamou a atenção foi a simplicidade dos atores em geral, fisicamente falando. Claro que a beleza descrita num livro é bem diferente da real, e é quase impossível trazer para a tela do cinema aquela imagem que fazemos de cada personagem, mas os escolhidos para atuarem nesse filme não chegam nem perto de serem tão bonitos quanto os do livro. A amiga de Ana, no filme não chama a atenção de ninguém, e até parece ser uma irmã bem mais velha de Anastasia. A mãe de Christian também não tem a classe que deveria ter, não passa segurança. E sobre Elliot não sei nem o que dizer! Não consegui ver nenhuma característica marcante do personagem no filme.




Enfim, aconselho que, se vocês ainda não assistiram ao filme, assistam, pelo menos para construírem uma opinião própria, e não ficarem apenas lendo críticas, tanto positivas quanto negativas, e tirando conclusões precipitadas. Eu sai do cinema bem decepcionada, e fiquei vários dias pensando em como escreveria essa resenha, mas admito que algumas (poucas) cenas me agradaram. Talvez minha resistência em aceitar o ator tenha atrapalhado meu julgamento, mas a verdade é que achei tudo muito parado, muito lento e confuso. Faltou alguma coisa no filme, um tchan, uma faísca que fizesse meus olhos brilharem, é difícil explicar, já que gosto tanto da estória. Repito meu conselho: assistam ao filme e tirem suas próprias conclusões.



Cinquenta tons de cinza
Fifty shades of Grey, EUA, 2015, Universal Pictures
Diretora: Sam Taylor-Johnson
Jamie Dornan, Dakota Johnson, Eloise Mumford, Victor Rasuk, Luke Grimes, Rita Ora, Max Martini.









Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen