segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Um pouquinho de...

"A vida é um blá-blá-blá para quem sofre de uma doença que o afasta de tudo em volta. E toda vez que vejo alguém gripado se queixar de que está doente, eu penso que ele não sabe realmente o que é estar doente, não tem ideia do que é uma doença que leva toda a cultura da humanidade a se transformar num besta blá-blá-blá, que faça o debate político da semana não passar de blá-blá-blá, os livros da estante são blá-blá-blá, o que se diz no rádio, na televisão, nos jornais, não serve para nada, blá-blá-blá de quem não tem mais o que fazer, blá-blá-blá de gente que faz ruídos sem parar, barulhos irritantes.
Música não é blá-blá-blá, ela diria:
- De música eu gosto. Canto, até. A melodia entra na alma, não no cérebro. A poesia musicada não exige compreensão daquele que já não compreende muita coisa. O resto é blá-blá-blá."

(página 49, parte I)



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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Sei Que Eu Sei News #25 - Guardiões da Galáxia 2













Eu  danço!

Hoje a Marvel divulgou o primeiro teaser da continuação do bem sucedido Guardiões da Galáxia, que estreia nos cinemas em abril de 2017. Em pouco mais de um minuto de vídeo já deu para sentir que a vibe do filme continua a mesma: leve, divertido e cheio de música boa.

A primeira imagem divulgada foi esse poster, estiloso em preto e branco, com os personagens fazendo poses sexys, rsrsrs. E Chris Pratt <3





Ao contrário do primeiro Guardiões, minha expectativa agora está alta. Naquela época eu nunca tinha ouvido falar dessa estória, nem dos quadrinhos, e me lembro de ver o trailer e pensar: que filme bobo! de onde tiraram isso? Claro que depois de assistir eu me apaixonei pelo filme e agora quero muito ver como ficou a continuação (e rever baby Groot!).




Lembrando que o João já resenhou a HQ por aqui, e vocês podem ler ou reler o post, para conhecer a estória ou ir entrando no clima do filme (nesse link).

Vejam como o teaser é contagiante, e imaginem a trilha sonora que vem por aí:


 


Sinopse: Em Guardiões da Galáxia Volume 2, os Guardiões têm que luar para manter sua recém-descoberta família unida enquanto desvendam o mistério da real descendência de Peter Quill. O filme é dirigido por James Gunn e conta no elenco com Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista e ainda Vin Diesel como Groot, Bradley Cooper como Rocket, entre outros.

E só para não perder a oportunidade, que tal rever o fofinho baby Groot dançando? *___*





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terça-feira, 18 de outubro de 2016

TAG Títulos de livros






















Faz muito tempo que não respondo uma TAG por aqui! E também faz muito tempo que vi essa TAG no blog Fundo Falso, e fiquei com vontade de fazer também =)

Como o nome já começa a explicar, a TAG consiste em responder cinco perguntas sobre os títulos de alguns livros que você tem na estante, vejam:

1. O título mais longo: O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares



Eu achava que Animais fantásticos e onde habitam era o mais longo, mas acabei descobrindo esse.

2. O título mais curto: It



Duas letras. Nenhum livro meu tem o título mais curto que esse. O próximo seria Sal, da Letícia Wierzchowksi. Detalhe: ainda não li nenhum dos dois.

3. Um título que não tem absolutamente nada a ver com a história: Espíritos de gelo



No meio da estória até tem umas citações a espíritos e tal, mas nada que justifique o título do livro. Ou será que eu não entendi nada? rsrs

4. Um título que descreve o livro perfeitamente: Ghostgirl



Esse livro fala de uma menina que morreu mas que continua entre os vivos em forma de espírito. Título totalmente justificado.

5. O título mais chato: Aftas



Nada contra o título, só que ele me lembra aquelas feridinhas doloridas na boca.

Desafio final: Misture todos os títulos que você escolheu e crie seu próprio título: It no Orfanato da srta Peregrine, entre espíritos de gelo e uma ghostgirl com aftas.

Gostaram? Quero muito saber se vocês curtiram e se vão responder também. Deixem nos comentários suas impressões sobre as minhas escolhas, e, se for reproduzir a TAG, deixem o link para eu visitar. Ah! E não se esqueçam de citar a fonte, Blog Fundo Falso <3


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sábado, 15 de outubro de 2016

Fala, Rafa! - pro-fes-sor (do latim professor, -oris): aquele que ensina



Hoje eu acordei e, ao tomar um banho, tomei um choque na pelinha do meu dedo logo quando abri o chuveiro, de cara saquei, algum fio está desencapado. Aprendi isso com algum PROFESSOR DE FÍSICA.

Escolhi um pão não muito queimada e quentinho para a minha primeira refeição do dia, depois pensei em comer uma barra de chocolate branco (meu preferido), mas lembrei que algum PROFESSOR DE BIOLOGIA me disse que glicose em excesso não é saudável e o café da manhã tem que ser algo do tipo alguma gruta acompanhado de alguns outros alimentos mais ricos em proteínas e vitaminas.

Corri tanto para pegar o ônibus que com certeza meus batimentos cardíacos por minuto era mais que 80, ainda considerando o normal para alguém que praticou alguma atividade que exigiu esforço físico, aposto isso, pelo menos foi o que eu entendi de alguma aula que tive com algum PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA. (Após chegar a tempo, só desejei um copo de água em estado líquido com quadradinhos de moléculas em estado sólido lá dentro, água+gelo=combinação perfeita, devo um valor imenso para alguma PROFESSORA DE QUÍMICA que passou na minha sala de aula). Ufa!!!

Dei 5 reais pro motorista do ônibus, a passagem é R$ 3,60, logo meu troco deveria ser R$ 1,40 e recebi apenas R$ 1,30, mas claro, alertei o motorista, não foi a toa que deixei de dormir na aula do PROFESSOR DE MATEMÁTICA quando ele estava ensinando subtração. Lá dentro finalmente, reparei que as pessoas eram brancas, negras, pardas, e com diferentes sotaques, acho que isso diz respeito a colonização, lembro bem que aqui no Brasil tudo que era índio teve que ter contato com portugueses cara de pão (essa parte do pão não foi a PROFESSORA DE HISTÓRIA quem falou), daí também tem a questão da imigração e migração, um tal de vai pra nascer e fica pra morrer que também pode ser a causa dessa miscigenação toda. Adoro essa palavras MIS-CI-GE-NA-ÇÃO, quem é PROFESSOR DE GEOGRAFIA gosta de repeti-la várias vezes.

Bom, é tudo muito detalhado se parar para pensar, veja bem, algum PROFESSOR DE SOCIOLOGIA e algum outro PROFESSOR DE FILOSOFIA me fizeram analisar que, eu ando de ônibus (e pago para isso), já a sociedade anda de revolução (chega em qual lugar quiser e nem usa dinheiro para isso), e o tal titio Karl Marx concorda comigo (ou eu com ele), pois em uma frase já escreveu "As revoluções são a locomotiva da história", achei belo, com sentido.

Para dar o sinal que eu precisava descer, apertei o botão de cor laranja e em seguida me lembrei que alguma PROFESSORA DE ARTE me disse que o  laranja é uma cor secundária. Ai que alívio, finalmente, cheguei ao ponto que eu queria, no lugar que eu precisava, NA ESCOLA, e agora ficarei desprovida de presença, ou sem o eufemismo que alguma PROFESSORA DE PORTUGUÊS me ensinou. Agora estou indo embora, e como alguma PROFESSORA DE INGLÊS me ensinou, preciso dizer para você que está lendo "bye bye", ainda preciso estudar, segundo o que os PROFESSORES me contaram, a gente não deve nunca parar de aprender, e se você leciona e leu até aqui o meu texto, te desejo prosperidade e um feliz dia.




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Rafa Peres, resenhista e crônista, mantém o blog Minha Versão das Coisas, onde publica todos os seus textos.
Twitter: @Raafaperes

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Sexta de música #114 - 20 músicas f**a de Renato Russo e a Legião Urbana

Olá leitores! Essa semana todos os fãs da Legião Urbana lembraram os vinte anos da morte de seu líder, Renato Russo, claro, com pesar pela perda, mas também celebrando o legado deixado por ele, e que vem sendo mantido através de Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, além do filho do cantor, Giuliano Manfredini.




Já falei sobre a banda algumas vezes aqui no blog, inclusive, fiz um perfil do Renato na antiga coluna Ele é o cara. Vocês podem ler tudinho clicando em: resenha Só por hoje e para sempre (link), Ele é o cara #11 (link), Faroeste Caboclo (link), Somos tão jovens (link) e As quatro estações (link).

Sou muito fã da Legião desde pequena, e me lembro exatamente onde estava quando recebi a notícia da morte de Renato. Foi muito triste, eu e meu marido ficamos muito abalados, mas a admiração pelo trabalho da banda é eterna, e, como música não tem idade, ainda hoje curtimos as canções da banda.




Aliás, a maioria das letras do Renato são atemporais, e mesmo os mais jovens, que nem chegaram a vê-lo vvincv ouvem suas músicas e se identificam totalmente, tendo aquela mesma sensação que a gente teve quando ouviu da primeira vez: essa música parece que foi feita para mim.

Como grande poeta (e louco) que era, Renato sabia traduzir para suas canções todo tipo de sentimento, desde a depressão que o atormentava em alguns momentos até o estado de maior euforia que se pode sentir quando estamos tomados pela paixão.




Por isso, hoje teremos na playlist 20 músicas, tanto de sua carreira solo quanto da Legião, para tentar diminuir um pouco a falta que ele fez nessas duas décadas de ausência.




Para quem ainda não conhece a história de Renato Russo ou da Legião, além de ler os nossos posts anteriores, com links lá em cima, procurem no Google, leiam, se informem, e se apaixonem também. Aproveitem que Dado e Bonfá está atualmente em turnê, comemorando 30 anos de banda e fazendo diversos shows pelo Brasil. Sei que não é a mesma coisa, mas dá para sentir um pouquinho do que foi a grande Legião Urbana para toda uma geração de fãs.





Alguns vídeos estão com qualidade horrível, mas, infelizmente, era o que tínhamos na época, e o que vale realmente são as músicas, ok? Se vocês preferirem, também criei a mesma playlist no Spotify, para acessarem a qualquer hora e curtirem essa vinte obras-primas de Renato Russo. Acessem clicando aqui.

Como sempre temos uma faixa bônus por aqui, escolhi essa apresentação fofa na gravação do Acústico MTV, quando Renato acreditava que a câmera estava desligada, e mostrou seu lado fã do Menudo, rsrs.




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legio omnia vincit

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O garoto do cachecol vermelho [Resenha]


"Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém, suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho..."

Esse é um livro que desperta diversas emoções diferentes: com uma protagonista irritante, pedante e muito, mas muito mimada, e um personagem fofo, humano e paciente de outro lado, podemos amar e odiar facilmente, de uma página para a outra.

A jovem Melissa é sim muito chata e trata todo mundo mal, até a melhor amiga, mas tudo isso é compreensível, já que ela não tem pai e a mãe nunca está presente - ela é médica e está sempre viajando para atender seus pacientes. Assim, Mel fica o tempo todo sozinha em casa, supervisionada apenas pela governanta, que faz um pouquinho do papel de mãe e é a única pessoa que ela respeita.

Seu grande sonho e único objetivo na vida é ser a primeira bailarina negra do American Ballet Theatre, e por isso, ela treina incessantemente, e só se sente completa quando está dançando. Aliás, ela é uma bailarina excelente. Mas, quando não está no estúdio nem na faculdade, ela está em baladas com os amigos e, na maioria das vezes, muito bêbada para fazer algo de bom.

Melissa também tem um relacionamento com um menino de sua turma, que acha que são namorados, mas que ela não quer assumir oficialmente. Como seu objetivo é mudar para New York e estudar balé na Juilliard, ela não quer se apegar a nenhum garoto.

Por mais que eu tente expressar o quanto Melissa é chata e mimada, você não vão conseguir sentir a irritação que ela causa enquanto lemos a estória. Ela trata todo mundo como se fosse lixo, inclusive o Pedro, com quem ela tem a "amizade colorida" e sua melhor amiga Fernanda. Mel acha que só ela é importante, e só o que ela quer é realizar seu sonho. Até que ela conhece Daniel, e tudo começa a mudar.

Numa situação bem inusitada, Mel vê Dani pela primeira vez, e já o insulta muito, mesmo sem conhecê-lo. Na verdade, Melissa não aprendeu a respeitar os outros, a entender as diferenças entre as pessoas e aceitar que ninguém tem culpa por sua solidão. E como Daniel é uma pessoa de coração imenso, se propõe a ajudar Mel a sair desse mundinho que ela vive, ficando ao lado dela por 3 meses. Se no final desse prazo, Melissa não tiver aprendido nada sobre a vida, ele simplesmente a deixa ir e agir como quiser.

Claro que a convivência  com uma pessoa tão doce quanto Daniel iria despertar em Melissa (e nas leitoras), uma paixãozinha fofa, que pode ou não ser correspondida por ele. Mel, em muitos momentos, mostra a Dani seu pior lado: egoísta, indiferente e mimada, enquanto ele tenta abrir seus olhos para o lado mais humano das pessoas, ainda que elas sejam bastante diferentes dela.

Daniel é uma graça; além de ser lindo e estar sempre sorrindo, ele toca violão e canta muito bem. Ele está sempre usando um cachecol vermelho no pescoço, e a explicação para isso é bem fofa. Com muita doçura e dedicação, ele vai aos pouco conquistando Melissa e levando-a para seu mundo, onde ela pode ver que, no fundo, todas as pessoas são iguais, e devem ser respeitadas.

O romance entre eles é inevitável, mas as confusões continuam, e, às vezes, Melissa tem uma queda e volta a mostrar seu lado mais infantil e mimado. Mas eles vão se acertando e conseguem viver uma linda história de amor.

A estória é bem estruturada, bem ambientada e os personagens são bem desenvolvidos. O problema para mim foram os clichês. Isso é ruim? De jeito nenhum. A autora usou de clichês demais na construção de sua narrativa, mas eles encaixaram bem na proposta do livro. Temos abuso sexual, violência, bebedeira, roubo, muito sofrimento e morte, na caminhada até o final feliz. Ou nem tão feliz assim. Mas apesar de tantos lugares comuns, a leitura é agradável.

Levando em consideração que o livro foi escrito por uma autora muito jovem, e é voltado para o público da mesma faixa etária, ele cumpre o que promete. É encantador e arrebatador, faz sorrir e chorar, e ainda ensina algumas coisinhas. Da defesa aos direitos da mulher até o respeito pelo próximo, o leitor vai se sentir numa montanha-russa em vários momentos, mas vai conseguir se divertir enquanto lê.

Infelizmente, eu acabei tomando um spoiler da própria autora numa comunidade de escritores no Facebook, e o descobri plot principal da narrativa antes da hora, o que estragou um pouquinho a minha experiência de leitura. Além disso, algumas coisas que ela postou em seu próprio perfil me fizeram desconfiar de algo que iria acontecer a um dos personagens, e isso também me deixou chateada. Não a culpo, ela estava apenas fazendo seu marketing. Isso não me fez gostar menos do  livro, apenas tirou algumas surpresas que eu poderia ter enquanto lia.

Apesar dos clichês e da raiva que Melissa desperta no leitor, vocês devem ler sim, pois O garoto do cachecol vermelho é fofo, e Daniel é quase um príncipe de contos de fadas. Tenho certeza que as leitoras vão amá-lo, e vão aprender a gostar da Mel também, depois de entender suas razões para ser como é.

O garoto do cachecol vermelho
Ana Beatriz Brandão
Editora Verus
294 páginas
nota no Skoob: 4.6
nota do blog:


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