quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Top Comentarista fevereiro + resultado janeiro










Olá leitores! Mais um mês com vocês! E mais livros de presente para os leitores mais lindos do universo!

Em janeiro, tivemos muitos comentários lindos, e eu quero agradecer a cada um; vocês são ótimos e eu adoro ler as suas opiniões sobre os posts do blog. Dentre os comentaristas, foram 7 pessoas com 10 comentários cada, e um sorteio foi feito entre esses leitores. Cada um  recebeu um número, que foi inserido no random.org, para realização do sorteio, conforme mostra a imagem abaixo:



A sorteada foi Karolayne Nascimentos! Parabéns querida, responda o e-mail com seus dados para envio em até 72 horas, conforme as regras da brincadeira, ok?

E vamos rapidinho dar início ao Top Comentarista de fevereiro. O prêmio será:




O garoto do cachecol vermelho, de Ana Beatriz Brandão. Se vocês ainda não conhecem a história, tem resenha no blog. Para ler basta clicar aqui.

Sigam as regrinhas para participar corretamente:

Comentar nesta postagem com nome de seguidor, e-mail válido e perfil no Facebook ou Twitter  para validar sua participação. É importante que esses dados estejam corretos, pois serão usados para contato com o vencedor. 

Curtir a fanpage do blog no Facebook clicando aqui;

- E claro, comentar em todas as postagens do mês.

Lembrando que:
  • Os posts de sorteios ou resultados de sorteios não valem para o TC;
  • Somente um comentário por post será validado, e ele precisa ser coerente com a postagem: não serão contabilizados comentários do tipo "gostei" ou "participando";
  • O ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil;
  • A promoção começa sempre no dia primeiro e vai até o último dia de cada mês. Mesmo que o post com o TC ainda não tenha sido publicado, valem comentários em postagens anteriores.
  • Se houver empate em número de participantes, o ganhador será definido por sorteio, realizado no site random.org ou no sorteador.com;
  • O ganhador será avisado por email e terá 72 horas para respondê-lo. O prazo para envio do prêmio é de 45 dias úteis, contados a partir da resposta do e-mail, e o blog não se responsabiliza por atrasos ou extravios por parte dos Correios;
  • O descumprimento de qualquer uma das regras resultará na eliminação do ganhador.

Vamos lá! Comentem bastante e boa sorte a todos!




Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Enclausurado [Resenha]


"O narrador deste livro é nada menos do que um feto. Enclausurado na barriga da mãe, ele escuta os planos da progenitora para, em conluio com seu amante - que também é o tio do bebê -, assassinar o marido. Apesar do eco evidente nas tragédias de Shakespeare, este livro é uma joia do humor e da narrativa fantástica. Em sua aparente simplicidade, ele é uma amostra sintética e divertida do impressionante domínio narrativo de McEwan, um dos maiores escritores da atualidade."

Sou fã do autor desde que li Reparação (adaptado para os cinemas como Desejo e Reparação), e, quando soube do lançamento de Enclausurado, já fiquei interessada. O interesse aumentou quando soube que seu argumento era inspirado em Hamlet, de Shakespeare, obra da qual também sou grande admiradora. Eis que, ao começar a leitura, já ficou bem clara essa inspiração, começando pelos nomes dos personagens principais: a mãe é Trudy, como Gertrude e o padrasto do bebê é Claude, enquanto em Hamlet ele é Claudius.

"Era eu? Autoadmiração excessiva. Era agora? Dramática demais. Ou algo que antecedia ambas, continha ambas, uma só palavra acompanhada de um suspiro ou de um apagão mental de aceitação, de puramente ser, algo como - isto? Muito pedante. Por isso, chegando mais perto, minha ideia foi Ser. Ou, se não isso, sua variante gramatical, é. Esse foi meu conceito original, que tem na essência é." 
(página 11 - clara inspiração em ser ou não ser, drama hamletiano).

O livro todo é narrado pelo feto, ainda na barriga da mãe, mas ele tem uma perspectiva muito própria do mundo em que ele futuramente viverá: o autor fez questão de dar a ele o poder de explicar as coisas pela impressão que ele tem delas, ainda que não veja nada. Há momentos em que o bebê é capaz de dizer que cor de roupa a mãe está usando, mesmo sem conhecer realmente as cores, ou até refletir sobre economia, política, geopolítica e poesia, tudo através do que ele ouve, ou do que a mãe ouve e chega até ele. O brilhantismo do autor está na capacidade de criar esse narrador onisciente, mas que ainda não nasceu, e é grande conhecedor de vinhos, por ter provado aqueles que a progenitora bebeu, e por ter absorvido inúmeras informações dos podcasts que ela gosta de ouvir. É por meio desses podcasts que o bebê forma boa parte de sua opinião sobre tudo.

"Como é que eu, nem mesmo jovem, nem mesmo nascido ontem, posso saber tanto ou saber o suficiente para estar errado sobre tantas coisas? Tenho minhas fontes, eu escuto."

"No meio da noite longa e serena, posso sapecar um bom pontapé em minha mãe. Ela acorda, perde o sono, liga o rádio. Uma maldade, eu sei, mas estamos os dois bem informados de manhã."
(página 12)

Mas o principal acontecimento e que dá ao narrador o ponto de partida para a história é que ele  ouve sua mãe planejando com o amante o assassinato de seu pai. Assim como em Hamlet, Trudy está de caso com o irmão da vítima, e eles querem ver John morto apenas para ficarem com a casa dele, que, parece valer muito dinheiro. Para conseguir isso, eles querem envenenar o pai da criança e fazer com que a morte pareça suicídio, resultado de uma possível depressão. No decorrer da leitura, dá para sentir uma certa pena de John, que é um humilde poeta sendo enganado pela esposa grávida de nove meses e seu irmão, um idiota que mal sabe formular uma frase, mas que gosta muito de dinheiro.

A narrativa transita entre as reflexões do bebê sobre a possível morte de seu pai, a sua desconfiança de que a mãe o dará para doação logo depois do nascimento, e a vontade de agir, tentando evitar a tragédia iminente. Além disso, temos vários momentos em que dá para notar que o autor incluiu alguns trechos para expressar sua própria opinião sobre coisas que ele não concorda, usando o olhar do narrador. Isso é muito bem inserido na história e não atrapalha em nada o desenvolvimento da trama.

"O pessimismo é fácil demais, até mesmo delicioso, o emblema e enfeite dos intelectuais em toda parte. Exime as classes pensantes de buscar soluções." (página 34)

O que mais chama a atenção são as descrições pormenorizadas de diversos momentos de sua vida na barriga da mãe: ele é capaz de reconhecer a maioria dos sentimentos dela, através de batimentos cardíacos, pulsação ou até mesmo a respiração. Também consegue imaginar o humor do pai, enquanto ele lê poesias para a mãe, ou até julgar a índole do tio/padrasto, enquanto ele tenta convencer Trudy de que o golpe que estão prestes a aplicar é infalível. A narração de uma cena de sexo entre Trudy e Claude é algo sensacional, que só comprova a habilidade do autor em criar histórias marcantes: o feto conta exatamente o que acontece no ato sexual de maneira detalhada, porém, simples, e nos mostra exatamente qual é o nível de envolvimento da mãe com o tio.

"Nem todo mundo sabe o que é ter o pênis do rival do seu pai a centímetros do seu nariz. (...) Fecho os olhos, aperto as gengivas, me apoio nas paredes uterinas. Essa turbulência sacudiria as asas de Boeing. (...) Toda vez, a cada movimento do pistão, temo que ele rompa a barreira, perfure os ossos ainda moles do meu crânio e irrigue meus pensamentos com a essência dele." (página 28)

"Com polegares ágeis ela se livra da calcinha. Entra Claude. Ás vezes ela a chama de minha ratinha, o que parece agradar Trudy, mas não há beijos, nada é tocado nem acariciado, murmurado ou prometido, nenhuma lambida generosa, nenhum devaneio brincalhão." (página 30)

Quando li o final, achei um pouco decepcionante, mas depois refleti sobre ele, e voltei a lê-lo, e acabei entendendo que aquele era o único desfecho possível, levando em conta a forma como o autor conduziu toda a trama. Em alguns momentos senti raiva da mãe, exatamente como o bebê, em outros é fácil entender sua motivação - não que isso a torne aceitável -, da mesma forma que dá para sentir o medo do feto em ficar sozinho no mundo enquanto ele testemunha as atitudes impensadas da mãe. É um livro de fácil leitura, mas que faz pensar a cada página, no que é certo e no que é errado. Acima de tudo, é uma história sobre o caráter das pessoas, e sobre como algumas delas podem ser tão egoístas a ponto de perderem a razão. Um livro lindamente escritor por Ian, sem enrolação e que leva o leitor direto ao ponto, conduzido pelo bebê que ainda não nasceu. Leiam.


Enclausurado
Ian McEwan
editora Cia. das Letras
200 páginas
nota no Skoob: 4.0
nota do blog: 4.2

Este post é válido para o Top Comentarista participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Um pouquinho de...

"Uma delas era um fotógrafo de uma revista feminina chique. Tirava fotos em dose de minha fuça. Diante da minha entediante inexpressividade, ele pediu 'atitude no olhar'. Continuou fotografando e eu me perguntando o que é um olhar com atitude.
É um olhar bravinho? É um olhar sensual? É um olhar demente, destemido, desinteressado. ditador, corrupto, carente, crítico, confuso, criminoso, cético, babaca, bacana, baitola, bastardo, ateu, apaixonado, apimentado ou aprisionado? Ou com tudo isso junto e mais um pouco, tal qual um suflê de olhares?
Fiz bravinho. Ele: 'Ótimo.' Fiz demente. Ele: 'Ótimo.' Fiz desinteressado, corrupto, confuso, bastardo, ateu e aprisionado. Ele: 'Ótimo, ótimo, ótimo, ótimo, ótimo e ótimo.' Na verdade, qualquer coisa que eu fizesse seria um olhar com atitude. Na verdade, atitude não significava nada."

(página 119)


Este post é válido para o Top Comentarista participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

domingo, 22 de janeiro de 2017

Nude


- Para, para.
- Parar o quê?
- Isso.
- Mas é pra você.
- Tira o relógio.
- Pronto, o tempo é todo nosso agora.
- As meias, não ficaram boas nessa parte.
- Posso tirar?
- Tira também.
- Coloca tamb...
- Shiu! Não posso colocar nada agora, só tirar.
- Então chega mais perto.
- Tá enxergando?
- Essas reticências no seu olhar?
- Não seu bobo
- essa interrogação no seu texto
- Ah, você que faz a exclamação.
- Me ama?
- Te amo!
- Perfeito.
- Agora sim.
- Ficou como?
- Ainda não arrumei o que você escreveu.
- Pera, como está?
- Está assim:
"O relógio da rotina dura menos que as meias brancas de nossas crianças. Mesmo assim, será que te amo?"
- Amor, deixa assim.
- Eu que escrevi.
- Mas tá quase nada.
- Tá um nude.
- É essa a ideia?
- Sim, aí está a gente, o nude de nós.
- Transparentes.
- Parentes.
- Gostei da explicação.
- Agora faz um favor?
- Já escreveu na sua agenda?
- Sim.
- No bloco de notas do seu celular?
- Sim.
- Falta em um lugar.
- Qual?
- Na minha boca.
- Oh.
- Ah.
- Você quer nude?
- Da sua alma sim.
- Então feche os olhos.
- Fechei.
- Pode ser em shot?
- Só se for.
- Agora!

imagem: tomge



Este post é válido para o Top Comentarista, participe!


Rafa Peres, crônista e futura jornalista, mantém o blog Minha Versão das Coisas, onde publica todos os seus textos.
Twitter: @Raafaperes

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Grey - Cinquenta tons de cinza pelos olhos de Christian [Resenha]

onde comprar: Submarino//Extra//Amazon

"Na voz de Christian, e através de seus pensamentos, reflexões e sonhos, E. L. James oferece uma nova perspectiva da história de amor que dominou milhares de leitores ao redor do mundo. Christian Grey controla tudo e todos ao seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio - até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso, acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian - além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que  sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?"

Toda a história do primeiro livro da trilogia Cinquenta tons de cinza está novamente aqui, porém, agora quem conta os fatos é o próprio Christian. No começo pode ser meio cansativo ler tudo novamente, os diálogos, a troca de e-mails, mas conforme a leitura vai se desenvolvendo, a coisa fica até interessante.

Desconsiderando a repetição, o principal trunfo desse novo trabalho de James é desmistificar o protagonista, revelando aos leitores que ele pode sim ter um lado bem humano, e não ser aquele dominador sem sentimentos que todos veem o tempo todo. É muito interessante conhecer os pensamentos de Christian quando ele vê Ana pela primeira vez, e entender por quê afinal ele achou que ela seria uma boa submissa, quando, na verdade, todos sabemos que ela não se encaixa nesse estilo de vida.

Em alguns momentos dá para sentir o sofrimento de Christian, e foi com  descobrir a real causa de seus pesadelos, entrando em sua mente e acompanhando os sonhos que o atormentam muitas noites. Também podemos concluir que, além de ganhar mais milhões de dólares, a intenção da autora aqui foi meio que redimir Christian; em alguns momentos, suas reflexões soam quase como um pedido de desculpa àqueles que criticaram negativamente a trilogia, mostrando que ele não é um homem que maltrata mulheres, nem que bate nelas por maldade e outras tantas coisas que foram ditas sobre a conduta sexual do personagem. Grey gosta de relações dominador/submissa, e toda e qualquer mulher que se submeteu às suas surras foi totalmente consciente e com permissão das mesmas.

"Nunca corri atrás de uma mulher. As mulheres que tive entendiam exatamente o que eu queria delas. Meu medo é que a Srta. Steele seja muito jovem e não esteja interessada no que tenho a oferecer. Será? Será que ela daria uma boa submissa?" (página 22)

A melhor parte do livro, para mim, é o final, que vai um pouco além de onde termina o primeiro livro na versão da Ana. Vemos como Christian reagiu à sua partida, e como ele tomou a decisão de finalmente voltar a procurá-la. E também as lembranças de quando ele era criança e perdeu a mãe. Vemos várias vezes um flashback do pequeno Christian na casa dos pais adotivos, sem falar com ninguém e cheio de medos, antes de conhecer a terrível Ms. Robinson.

"Tive uma noite divertida, repleta de música, uma inspeção nostálgica pelo meu iTunes, criando uma lista para Anastasia. Lembro-me dela  dançando na cozinha. Gostaria de saber o que estava ouvindo. Ela ficou totalmente ridícula e absolutamente adorável. Isso foi depois que trepei com ela pela primeira vez.
Não. Depois que fiz amor com ela pela primeira vez.
Nenhum dos dois me parece correto." (página 520)

Parece também que a escrita de James evoluiu, apesar de ser a mesma história, dá para ver que ela melhorou bastante. A trilogia Cinquenta Tons é uma obra que divide opiniões desde que ficou mundialmente famosa: ou amam ou odeiam. No meu caso, eu gosto muito, e não consigo olhar a história pela perspectiva de quem acha que é uma apologia à violência contra a mulher, esse tipo de coisa. Na verdade, não existe nada disso aqui, e mesmo os livros não explorando tão profundamente as relações BDSM, é disso que eles tratam. Uma mulher que aceita o estilo de vida do homem por quem está apaixonada, mas não aceita ser humilhada nem maltratada gratuitamente. Tanto que, como todos já devem saber, depois de levar uma surra de Christian, totalmente consensual, ela percebe que aquilo não é para ela, e vai embora. Ana não aceita apanhar, ainda que seja como uma forma de explorar e proporcionar prazer.

Ninguém é obrigado a ler o que não gosta, mas não sejam aquele tipo de pessoa que não conhece, mas repete uma crítica ruim só porque ouviu alguém dizer que é ruim.


Grey - cinquenta tons de cinza pelos olhos de Christian
E. L. James
editora Intrínseca
528 páginas
nota no Skoob: 4.0
nota do blog: 4.0


Este post é válido para o Top Comentarista participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A garota do calendário - janeiro [Resenha]

onde comprar: Submarino//Extra//Fnac

"Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de sufista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível - desde que ela não se apaixone por ele."

Eu já tinha lido o mês de fevereiro, e voltei para janeiro apenas para saber quem era o tal Wes de quem Mia tanto falava. E descobri: ele foi seu primeiro cliente, e é o sonho de consumo de muitas mulheres. Lindo, sarado, bronzeado, inteligente, rico e bom de cama. Como ela não se apaixonaria por ele?

Mia está trabalhando como acompanhante na agência de sua tia, a Sra. Milan, que lhe dá o emprego para que ela consiga dinheiro para pagar o agiota que deixou seu pai em coma no hospital. O pai deve um milhão para esse bandido, que ameaçou matar Mia, seu pai e sua irmã, Madison, caso a dívida não seja paga.

Trabalhando como acompanhante, Mia ficará um mês com cada cliente, e assim, conseguirá dinheiro suficiente para salvar a todos. Ela fara companhia para os homens mais ricos dos Estados Unidos, e não necessariamente fará sexo com eles. Caso isso aconteça, ela receberá um adicional de 25 mil dólares.

Assim, Mia vai para a casa do seu primeiro cliente, Wes, um roteirista de cinema que só quer afastar as mulheres interesseiras que se aproximam dele nos eventos. Com Mia a seu lado, elas não chegariam tão perto. Então, morando na casa de Wes em janeiro, ela descobre que não conseguirá resistir aos encantos do milionário por muito tempo, e eles acabam transando. Muitas vezes.

As cenas de sexo são muito bem detalhadas, e estão por todo o livro. Ele é curtinho, dá para ser lido em poucas horas, e pode ser uma leitura bem agradável para passar o tempo. Não é um erótico sem coerência, como alguns por ai, e tem um enredo bem construído. Os personagens são clichês de romance: a mulher que quer se firmar como independente, que já se deu mal em alguns namoros, mas que no fundo sonha em se apaixonar, e o galã maravilhoso, cobiçado por todas as mulheres, e que acaba abrindo seu coração para um grande amor.

Talvez essa não seja a melhor série de romance hot atualmente, mas ela pode facilmente prender as leitoras, já que tem todos os elementos para fazê-las se encantar pelo homem dos sonhos e pela protagonista bastante humana. Além disso, fica a dúvida para saber como será a continuação da história de Mia, com que outros tipos de homens ela vai se envolver ao londo de seus doze meses de trabalho, e se, no final, ela conseguirá reencontrar Wes. Eu realmente quero essas respostas, e vou continuar lendo os demais volumes da série.

Recomendo a leitura para mulheres que gostam de romance, e para quem curte uma história cheia de sexo, com cenas minuciosamente descritas. A leitura é rápida e o final deixa um gostinho de quero mais.


A garota do calendário - janeiro
Audrey Carlan
editora Verus
144 páginas
nota no Skoob: 3.8
nota do blog: 3.5


Este post é válido para o Top Comentarista participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen