quarta-feira, 10 de junho de 2015

Mês especial Carolina Munhoz

Quem é fã da Carolina levanta a mão!!!! Então preparem-se leitores, junho será cheio de posts dedicados a fada-escritora Carolina Munhoz, que está lançando seu novo livro, Por um toque de ouro, pelo selo Fantástica da editora Rocco.




Por isso, durante todo o mês, falaremos bastante sobre a obra da Carolina, sobre sua interação com os leitores nas redes sociais e, principalmente, sobre seu novo livro. Ao final do mês, faremos um sorteio valendo um exemplar autografado de Por um toque de ouro + livreto + botons.

Fiquem ligados no blog, estamos preparando coisas muito legais para vocês. E a própria Carolina Munhoz vai acompanhar os comentários dos leitores por aqui. Quero ver todas as feéricas participando muito!

Nesse primeiro post, vocês vão conhecer um pouquinho de Por um toque de ouro, o mais recente trabalho da Carolina Munhoz:


"Por um toque de ouro é o primeiro volume da Trindade Leprechaun, série inspirada pelas lendas irlandesas, cuja trama tem início no St. Patrick's Day, o mais importante e celebrado feriado do país.
Emily O'Connell nunca imaginou que pudesse ter um toque de ouro. Herdeira de uma das marcas mais luxuosas de sapatos e bolsas haute couture do mundo, sorte e glamour praticamente correm no sangue de sua família. Um dia, porém, Emily percebe que sua sorte talvez seja muito maior do que imagina. Na manhã seguinte ao feriado de St. Patrick, após ganhar milhões em uma noite de jogatina, a garota se vê vítima de uma tentativa de estupro. O que a tira das estatísticas policiais, no entanto, é a forma como ela consegue se livrar quase magicamente do perigo. Tudo se complica quando Emily conhece o misterioso e encantador Aaron Locky. Afinal, que segredos ele esconde por trás de seus cabelos compridos e de sua risada irônica? De algum modo, Aaron exerce sobre ela uma atração irresistível, como se uma aura de poder os cercasse e os unisse.  Ele tem muito a ensinar a Emily, mas, entre todas as coisas, ela nunca imaginaria que poderia estar envolvida com uma tradição secular lendária."

Em breve tem resenha aqui no blog. Mas enquanto isso, vocês podem ir curtindo o P1TDO Viajante, lá no site oficial da Carolina, e até ler o primeiro capítulo do livro, clicando aqui.


Todos o livros anteriores da autora
















Sobre a autora:


Aos 28 anos, Carolina Munhoz é jornalista e romancista, além de integrante do Poterish, um dos maiores sites de Harry Potter do mundo. A autora foi eleita como melhor escritora pelo Prêmio Jovem Brasileiro, teve seu último livro eleito como melhor do ano pela Revista Atrevida e ganhou por Vox Populi a categoria 'Author' do prêmio americano Shorty Awards. Autora dos best-sellers 'A fada', 'O inverno das fadas', 'Feérica' e 'O reino das vozes que não se calam', que escreveu em parceria com a atriz Sophia Abrahão pela editora Rocco e ficou por mais de 8 meses entre os autores nacionais mais vendidos. Foi citada por Paulo Coelho na polêmica de Frankfurt, é colunista do Spring Teen e participa do RapaduraCast. Com mais de 250 fã-clubes e 80 mil seguidores nas redes sociais, se divide entre escrever e conversar com seus leitores.


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen


terça-feira, 9 de junho de 2015

O que eu li em maio



Olá leitores! Hora do balanço das leituras mensais. E apesar do pouco tempo disponível, consegui manter minha média de um livro por semana.















Com certeza a leitura mais prazerosa foi Ligue os pontos, do Gregorio Duvivier: não só porque eu adoro poesia, mas também por ser um livro muito leve e cheio de sentimentos. Do outro lado da moeda, temos A menina submersa, que me torturou um pouco; uma estória muito densa, com fluxo de pensamento que deixou a leitura muito lenta... enfim, já desabafei na resenha, então, cliquem aqui e saibam o que eu achei de verdade.

Colin Fischer e A fada ficaram no intermédio. O primeiro já tem resenha aqui, e o segundo vai fazer parte de uma surpresa muito legal que estou preparando para vocês, não percam o post de amanhã, ok?

Como vocês já sabem, nesse post mensal também atualizo o andamento do Reading Challenge:






















- um livro escrito por alguém com menos de 30: Ligue os pontos
- um livro escolhido apenas pela capa: Colin Fischer
- um livro com magia: A fada

Não consegui encaixar A menina submersa em nenhum dos itens da lista =(

É isso leitores. Agora é a vez de vocês me contarem a quantas andam suas leituras. quero saber de tudo ;)


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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sorteio Dia dos Namorados




A data mais romântica do ano está se chegando, e claro que nosso queridos leitores não ficariam sem um sorteio para comemorar o Dia dos Namorados!

Em parceria com a Farol Literário, vamos presentear um apaixonado com o romance Cure meu coração, de Melissa Walker. Se vocês ainda não conhecem o livro, leiam a resenha clicando aqui.

Para participar é bem simples, basta seguir corretamente todas as regras:

- ter endereço de entrega no Brasil;

- cadastrar um email válido na primeira entrada do formulário, para que possamos entrar em contato com o vencedor;

- curtir as fanpages do blog e da Farol no Facebook.

Então, não percam tempo: o sorteio começa hoje e vai até o próximo dia 15. Sejam lindos e participem!


a Rafflecopter giveaway








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domingo, 7 de junho de 2015

Fala, Rafa! - Bula Inventada



- Tem alergia a algum medicamento?
- Pelo que eu saiba, não doutor.
- Ok. vou te indicar um exame e o retorno.
No auge dos dezessete anos a idade vai chegando, comprimido doce que derrete na boca, desaparece das suas receitas, inevitavelmente.
Acordei leve, pude faltar na escola, tudo pra fazer um pequeno exame. Só que pequeno na verdade precisava ser o pânico. 
- Moça a gente vai aplicar esse tantinho na sua veia. Abre e fecha a mão, calmamente. - Disse a enfermeira com a seringa gorda de líquido. 
- Visão nada turva, boca seca. Confessei.
- Está tudo nos conformes lindinha. 
- Estou sem saliva mas quero conversar, adoro falar. 
Com risada a moça de branco aceitou o convite. 
- Espertinha! Aprendi isso com a minha filha também. Se ela fosse um animal gostaria de ser uma tartaruga. 
- Estou aplicando lentamente pra você não sentir e sabe que o devagar é o certo na vida? 
- Jura? Minha mãe precisa saber disso enquanto reclama que eu arrumo meu quarto bagunçado, por muito tempo. 
- Interessante. Gosto desse bicho. Palpitei 
Super me senti a vontade, falar ameniza anseio e refletir o cura. Mas a minha vez chegou. 
- Mas com um significado, a tartaruga anda devagarinho, lentamente, e sem a pressa consegue completar seu caminho, chegando sempre aonde quer chegar. Completou 
- Uau! Que filha escritora! 
- Que nada! Ela quer ser bióloga. 
- Ah claro, escritora sou eu! Respondi 
Um tubo com uma maca me esperava, mais assustador que isso, só o nome do exame. Ressonância Magnética. 
Simplesmente respirei fundo, fechei os olhos e me imaginei dançando ao som de um piano que desafinava se eu errasse o passo, o cenário eram as areias brancas e quando cansei fui boiar nas águas cristalinas. 
- Rafa, te garanto trinta minutinhos no máximo, sem movimentos. 
- Brigada por me avisar, vou para o Caribe nesse meio tempo. 
Ela riu alto e elogiou minha criatividade. Já lá dentro, senti um pedaço da máquina quente, algo determinado esquentava suportavelmente. Nem um par de protetor auricular e fone evitou que eu não escutasse os barulhos ensurdecedores do equipamento. 
- Prontinho, e ai como foi? Ela indagou.
Aliás em caso de pavor, viaje, escolha seu destino e siga em frente, só abra os olhos pra ver se já chegou. Quando cansar, pare e IMAGINE. 
- Mulher, senti até o calor do sol! Soltei. 
Sorrindo descontroladamente, a moça me liberou e falou um "Adorei você!".
Já no carro me aliviei e o processo não foi tão ruim quanto as pessoas com claustrofobia argumentam.


imagem: BenHeine


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Rafa Peres, resenhista e crônista, mantém o blog Minha Versão das Coisas, onde publica todos os seus textos.
Twitter: @Raafaperes

sábado, 6 de junho de 2015

Li até a página 100 e... #26



*** lembrando que esse post foi inspirado na ideia original do blog Eu leio, eu conto




Primeira frase da página 100:

"E foi ai que ele me falou do Sr. Simon."

Do que se trata o livro?

De um menino albino e algo que aconteceu a ele (ou a outra pessoa, ainda não sei), durante último período escolar, e que ele deixou tudo gravado em CDs para que o próximo morador do seu antigo quarto ouvisse. Duncan recebe os CDs e começa a ouvi-los, e aos poucos vamos descobrindo o que realmente aconteceu com Tim no passado.

O que você está achando até agora?

Estou adorando. A ideia do livro é bastante interessante, e está sendo impossível parar de ler; toda vez que Duncan termina um CD eu fico morrendo de curiosidade para saber como vai continuar o dilema de Tim.

Melhor quote até aqui:

"Da ordem ao caos, de volta à ordem. O Sr. Simon já falou disso? Que a tragédia literária deve passar da ordem ao caos e, aí, depois de o o heroi trágico cumprir sua sina e, às vezes, encontrar a morte, restaura-se a ordem? Pense nisto ao escutar os CDs: havia realmente ordem no começo? Foi o caos o que se seguiu? A ordem foi restaurada? Eu sei o que acho." 

Algum personagem merece destaque?

Com certeza Tim, pela brilhante ideia de narrar a própria história em CDs e deixar para Duncan ouvir.

Vai continar lendo?

Sim.

Última frase dessa página:

"- Ah, bom, logo, logo você vai saber o que é - disse o Sr. Bowersox."


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A menina submersa [Resenha]

onde comprar: Amazon 

"Um conto de fadas, uma estória de fantasmas habitada por sereias e licantropos, mas, antes de tudo, uma grande estória de amor construída como um quebra-cabeças pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Considerado uma obra-prima do terror da nova geração, esse romance é repleto de elemntos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica. sendo o vencedor do Bram Stoker Awards 2013."

Pela sinopse não fica muito claro sobre o que fala esse livro. Bem, ele se vende como uma estória de fantasmas, um terror que deixará o leitor com os cabelos em pé, mas isso não aconteceu comigo.

A protagonista, India Morgan Phelps, ao apenas Imp, é herdeira de uma doença mental que matou sua mãe e avó, e ela tem que viver sob efeitos de remédios o tempo todo para conseguir viver normalmente. Ela trabalha e como hobby pinta alguns quadros. E também está escrevendo essa estória de fantasmas.

Imp a princípio é uma personagem fascinante; consciente de seus problemas mentais, porém, muito tranquila e inteligente. Ela tem uma forte ligação com um quadro chamado 'A menina submersa', que vira certa vez num museu, e é poro causa dessa obra que sua vida começa a mudar.

Certo dia Imp está andando pela rua e encontra mobília e alguns objetos empilhados na calçada, e começa a mexer nesles para tentar aproveitar alguma coisa. É nesse momento que a dona daquelas coisas aparece e fica brava com Imp. Essa mulher acaba revelando que não tem para onde ir e que está sendo despejada pela antiga namorada. Imp a convida para ficar em sua casa, e assim nasce o relacionamento dela com Abalyn.

As duas vivem uma bela estória de amor, que só é perturbada pela loucura de Imp. Numa noite ela sai para andar um pouco e encontra na beira de um rio uma mulher toda molhada, com um vestido vermelho, que a encanta. Ela se apresenta como Eva Canning, e Imp a leva para casa para tomar um banho e vestir roupas secas.

Essa mulher é muito misteriosa, e mexe com o imaginário de Imp, que acaba ficando obcecada por ela. É nesse momento que a estória de fantasma começa, mas ela não fica assustadora. Eu esperava aparições, criaturas apavorantes, situações bizarras, mas nada disso aconteceu. Apesar de Imp contar sua estória como se ela estivesse sendo perseguida por Eva, ou pelo fantasma de Eva, nada daquilo me impressionou, tampouco me deixou com medo.

O livro é escrito como um fluxo de pensamento, assim como fazia Virgínia Woolf, e no começo essa profusão de ideias é muito interessante. O problema é que, lá pela página 100, tudo para: a narrativa fica lenta, o mistério sobre Eva Canning fica sem graça e a leitura fica cansativa demais. Por mais de uma vez pensei em desistir, mas queria saber como ia terminar o drama de Imp, então continuei.

Se no meio o livro fica chato e desinteressante, o final compensa. Só nas últimas 30 ou 40 páginas eu voltei a me sentir instigada pela leitura. Imp entra num estado de depressão, e seu sofrimento proporciona as melhores cenas da estória, e até algumas em que fiquei um pouco impressionada, quase com medo do que poderia acontecer à protagonista. Nada que tenha feito eu perder o sono.

Acredito que esse livro venha sendo bastante elogiado pela capacidade da autora em incorporar à narrativa inúmeras referências da cultura pop, desde músicas a obras de arte. Ela cita muitos autores renomados, como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, além de se inspirar em Lewis Carrol e Shakespeare. Muitas dessas referências enriquecem a estória, mas na parte em que a leitura pesou, elas deixavam tudo ainda mais enfadonho.

Pontos positivos da obra: tanto Imp quanto Abalyn são personagens bem construídas, e a relação das duas é bastante intensa. O começo e o final da narrativa são muito interessantes, e valem a tortura de passar pela parte mais lenta. Pontos negativos: as citações e referências podem ficar exageradas, e a enrolação durante mais de 100 páginas é decepcionante.

Eu tinha muita expectativa com esse livro desde o seu lançamento, quando a editora enviou um email impressionante, com a imagem submersa em água, que se movia de verdade. Todos os comentários que li, a sinopse e as resenhas aumentaram ainda mais essas expectativas, mas, infelizmente, elas não foram alcançadas por completo.

No quesito terror, o livro deixou a desejar. Não senti medo, e fiquei me perguntando onde estavam todos os fantasmas e seres assustadores que a sinopse prometia. O que mais gostei foi o estilo da narrativa, o fluxo de pensamento, a loucura colocada para fora, exatamente como as ideias estavam dentro da cabeça da personagem, tudo muito rápido, confuso, misturado, sem saber o que era verdade e o que era imaginação de Imp. Eu realmente queria ter ficado mais impressionada com a estória como um todo, mas isso não aconteceu. O começo é ótimo, o final é inteligente, mas o meio do livro não funcionou para mim.


A menina submersa: memórias
Caitlín R. Kierman
editora Darkside Books
320 páginas
nota do Skoob: 3.9
nota do blog: 3.0


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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