sábado, 16 de julho de 2016

Momento HQ: A Piada Mortal























Saudações, quadrinhólatras! Hoje vamos falar de uma das histórias mais marcantes, icônicas e, para muitos, a melhor saga de todos os tempos. Vamos voltar ao passado, nos vingar no presente e nos reencontrar no futuro. Vamos falar de arte, drama, terror e piadas. Hoje é o dia de A Piada Mortal.

Vamos acabar matando um ao outro, não?


Escrito originalmente em 1988 por Allan Moore e desenhada por Brian Bolland, a saga recria a origem do Coringa, mostrando-o como um fracassado comediante dos anos 80 passando por inúmeras dificuldades para sustentar sua mulher grávida de seis meses. Até que surge uma proposta de um roubo que o deixaria rico.

será só desta vez... daí posso mudar de bairro e começar uma vida nova...

O quadrinho vem com duas linhas temporais distintas e extremamente bem colocadas para o leitor. O passado mostrando como o vilão era apenas mais um infeliz e ordinário cidadão tendo que sobreviver diariamente dominado pelo Estado, e a linha do presente relata como o Coringa fugiu do Asilo Arkhan com o plano de sequestrar o comissário Gordon para provar que qualquer um pode ficar louco com um dia ruim.



Até então nenhuma novidade, afinal, sabemos que as histórias do homem-morcego são sempre surpreendentes, portanto vamos nos aprofundar nessa obra para entender um pouco mais sobre sua fama.

É essa distância que me separa do mundo. Apenas um dia ruim.

A audácia e criatividade de Allan Moore se apresentam através da história, mas dessa vez, não foi como a Saga do Monstro do Pântano ou Watchmen: Moore se limitou  a pouco mais de 40 páginas e mesmo assim trouxe um enredo brilhante, com diálogos curtos e contundentes que ecoam até hoje pelo mundo. O monólogo final do vilão é tão atual que é fácil se colocar dentro da narrativa. As cenas são fortes, não há pudores nas conversas e tudo acontece simultaneamente. A HQ é isenta de censura em todos os sentidos, mas não perde a essência singular do Batman.


Todavia, caros leitores, estamos falando de histórias em quadrinhos, não adianta o roteiro ser perfeito, é necessário uma arte que se expresse sem usar palavras. A escolha de Bolland para ser o responsável pelo desenho foi essencial para que a história ficasse perfeita em todos os sentidos. Durante os flashbacks o tom melancólico e noir do preto e branco são perfeitos para dividir as linhas temporais, porém, o toque genial foram os itens em tons de vermelho nas cenas.

Por que você não vê o lado engraçado?

Allan Moore, junto com o Coringa, quiseram mostrar que qualquer um pode enlouquecer tendo um dia ruim. Para aqueles que adoram teorias conspiratórias, eu tenho uma: a história foi escrita em 88, um ano antes do fim absoluto da guerra fria. Fato. No monólogo principal, o Coringa cita que qualquer um pode enlouquecer em um dia ruim, mas não significa que isso os torna melhores ou piores, apenas os faz humanos. Logo a seguir o vilão fala que a última grande guerra aconteceu por uma banalidade sobre postes telegráficos e que tudo pelo que lutamos não passa de uma insanidade.

Loucura da minha cabeça? Ora, somos todos loucos. E quando você achar que está em um de seus melhores dias, é porque a alucinante psicose já tomou conta de sua lucidez.






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João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
@oliveira_jh

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Lançamentos de julho - Editora Draco

Olá leitores! Tem tanta novidade boa esse mês na Draco que eu tenho certeza que vocês (assim como eu), não vão saber por qual delas começar!


Boys love - os mistérios de Llyr - Dana Guedes e Ericksama
Julian vive em uma pacata cidade litorânea, mas nem as delícias da confeitaria onde trabalha podem adoçar os tristes e solitários momentos de quando não está em serviço. Quando em um encontro do acaso conhece Llyr, um estranho garoto maltrapilho que vive nas ruas, sente que a sua vida nunca mais será a mesma. Sem entender por quê, Julian sabe que precisa proteger esse rapaz tão perdido quanto os próprios sentimentos. Pois Llyr precisa de um lar e de uma chance para sobreviver. Mas Julian precisa de algo mais. Enquanto se conhecem a cada dia, ele se percebe vasculhando cantos de sua alma que não imaginava poder redescobrir. Esse livro é uma deliciosa história de amor de Dana Guedes (Boy's love - flor de ameixeira) com desenho de Ericksama. Quando a improvável relação começa a transbordar e mergulha os dois jovens em uma paixão arrebatadora, eles precisarão decidir entre a própria felicidade ou encarar a verdade sobre as suas existências. Mesmo que sejam imprevisíveis e implacáveis como os segredos do fundo do mar.

Preço de capa: R$ 19,90 (físico) R$ 9,90 (e-book)


Medieval - contos de uma era fantástica
Por cerca de mil anos, a roda da História girou num ritmo vertiginoso: castelos e fortalezas se ergueram e foram destruídos, cidades se multiplicaram, guerras sangrentas se alternaram com períodos de paz. Migrações, invasões, o surgimento da imprensa e, por fim, as grandes navegações expandiram os limites do mundo. Tudo isso marca o período conhecido como Idade Média, que nos legou incríveis narrativas povoadas de seres mágicos, fadas, bruxas e encantamentos. Foi esse imaginário que inspirou os autores: das cruzadas às invasões vikings, passando pela Espanha mourisca, Oriente Médio, China e pelo Japão dos samurais, todos os contos são ambientados em lugares do mundo real - um tempo em que o fantástico e o maravilhoso se mesclavam naturalmente aos eventos do cotidiano. Com este livro você viajará pelo tempo e pelo espaço, para essa época onde sempre se imaginam os mais incríveis mundos de fantasia. Num tapete mágico, num drakkar, num corcel de batalha - ou simplesmente nas asas de sua imaginação.

Preço de capa: R$ 44,90 (físico) R$ 19,90 (e-book)


Dracomics Shonen, volume 1
Os heróis mais radicais, em quadrinhos épicos! Influenciados por centenas de mangás e animes, autores brasileiro foram reunidos para para criar suas próprias histórias em quadrinhos de aventura. O resultado são eletrizantes narrativas de fantasia e ficção científica influenciadas pelo estilo japonês. Após uma disputada seleção, a Ediora Draco escolheu oito mangás com os melhores elementos do gênero shonen. Entre os mundos criados estão: um garoto cuja única habilidade é mentir, um ônibus do além, um rei dos elementos, magos que manipulam a vida e a morte, um faroeste dominado pela física, uma caçada espiritual, um ladrão protegido pelo maneki neko e um torneio de luta entre contos de fada. Em seu primeiro volume, a Dracomics Shonen, organizada por Erick Santos Cardoso e Raphael Fernandes, traz os mangakás brasileiros Raoni Margs, Rafael Marqs, Rafael SAntos, Wagner Elias, Jun Sugiyama, João Eddie, Rodrigo Ortiz Vinholo, Ericksama, Henrique S. Ribeiro, Eudetenis, Dulcelino Neto, Heitor Amatsu, Gabriel Rodrigues da Silva e Jonas Luiz da Silva Junior. E eles mostraram que não devem nada quando o assunto é criar as mais divertidas aventuras.

Preço de capa: R$ 34,90 (físico) 


Quack, volume 2 - Kaji Pato
Quando os mocinhos se ferram, só um grupo de garotas pode salvá-los. Esse é o mundo da perna de pau e do tapa-olho! Os atrapalhados heróis caíram nas mãos de um dos mais terríveis piratas dos céus: o asqueroso Resmo. Sem seu avião e contando apenas com sua 'esperteza', eles serão servidos ao molho pardo. Quem poderá ajudá-los? Enquanto isso, um grupo de garotas está planejando uma fuga mirabolante. No comendo estão a destemida Toscana e a rebelde Marte, que terão que enfrentar um navio infestado de homens maus e fedidos para escapar de serem vendidas. Será que nossos abestalhados amigos serão capazes de fugir dessa encrenca que cheira a pururuca e rum? Quack é um mangá com roteiro e desenhos de Kaji Pato. Prepare-se para loucuras, risadas e diversão, mas, acima de tudo, uma história de aventura e amizade, que mostra a força do espírito livre e da imaginação.

Preço de capa: R$ 19,90 (físico) 

E aí, gostaram? Como vocês sabem, todos os livros e quadrinhos da Draco podem ser adquiridos através de seu site (clicando aqui), com várias opções para pagamento.

Então não durmam no ponto e acessem o site da Draco para comprar seus preferidos agora mesmo!


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Um pouquinho de...

"Logan - Will murmurou. - Eu sei que você não acredita que ele possa amar. E, acredite, às vezes eu também não penso assim... Mas preciso acreditar nisso.
- Pelo projeto, eu sei.
- Não pelo projeto. Pelo hospital em si. Eu preciso entrar lá - havia um tom de desespero na voz dele que me era desconhecido.
- Por quê?
- Eu não posso contar.
Mais essa agora. Fosse o que fosse, não me inspirou confiança. Por que Will precisaria tanto, a ponto de arriscar a vida, entrar naquele hospital psiquiátrico?
- Não é pelo hospital - ele sussurrou. - Sei que você está se perguntando isso. É por amor. Eu preciso... Preciso acreditar que eles são capazes de amar. Que isso tudo não é em vão.
- O que não é em vão?
Mas ele não me respondeu.Virou para o outro lado e se encolheu enrolado nas cobertas."

                                             (página 45)


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domingo, 10 de julho de 2016

Arquivo Serial: Scream















Um brinde aos saudosos fãs do terror adolescente dos anos 90. Scream, produção original Netflix, chega com duas facadas na garganta dos amantes desse gênero, marcado por clichês e vilões que custam a permanecer mortos.
Daisy, Daisy. Give me your answers, do…

Criado em 1996 por Wes Craven, Pânico (Scream) explodiu no mundo com uma perspectiva diferente de terror. Apesar do assassino mascarado, o grupo de adolescentes e a estranha preferência por facas às armas de fogo, a franquia estreou com originalidade na construção dos personagens e roteiro.

Em uma breve sinopse da película original, a jovem Sidney Prescott começa a receber estranhas ligações anônimas, perguntando sobre filmes de terror, ao mesmo tempo que, na pacata cidade onde morava, assassinatos começam a acontecer de forma serial.

Bem tradicional, correto? Mas Craven tinha uma fórmula que faria o filme entrar para a história do cinema e ganhar mais três sequências de sucesso. Diálogos sobre filmes de terror dentro de um filme de terror nunca tinha sido feito e isso passou uma conexão muito forte para os telespectadores. A evolução dos personagens e as características pessoais, cada um a sua maneira, é tão bem feita que a tensão sobre cada morte chegava com 220 volts de adrenalina.

É claro que, há 20 anos tudo isso soava muito mais harmonioso, então, ao assistir novamente os filmes, prestem atenção aos detalhes dos diálogos e não na tecnologia usada, na realidade das cenas, e não fique se perguntando por que ninguém acende a luz quando entra em um cômodo.

Uh, those are slasher movies. You can't do a slasher movie as a TV series.


Voltando a série criada pela Netflix, Scream trás a tona toda essa carga psicológica e dramática criada por Wes Craven transportando tudo para a atualidade. O roteiro, que poderia parecer uma cópia do passado, chega com originalidade, atualidade e, surpreendentemente, suga sua atenção. 

Um assassinato aconteceu na cidade de Lakewood há quase 20 anos e as consequências estão acontecendo agora. Além do plot principal, a produção trabalha muito bem com as motivações pessoais de cada personagem. Relações abusivas, cyberbulling, preconceitos, tudo o que é necessário para impulsionar e amarrar cada episódio está presente. No final das contas, o assassino é mais um fio condutor para as revelações do que o único atrativo.

Em minha não-tão-relevante opinião, o brilho da série está nas referências que não se limitam apenas à franquia Pânico: Helloween, A Hora do Pesadelo, Carrie, Psicose... alusões a clássicos do terror que trazem uma prazerosa nostalgia. Uma honrosa homenagem ao gênero que marcou história com facadas, serras elétricas e a estranha sensação de estar sendo seguido na cozinha.


O último capítulo da primeira temporada, chamado Revelations, é uma homenagem ao criador Wes Craven, que trabalhou como produtor, mas faleceu dois meses após a estreia. 

Scream está em sua segunda temporada na Netflix e os episódios são lançados semanalmente. Ainda não houve articulações para uma terceira.

Aqui fica nossa singela homenagem ao mestre do terror. 



Obrigado pelos monstros.



Wesley Earl Craven (1939 - 2015)





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João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
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sábado, 9 de julho de 2016

Momento HQ - O Monstro do Pântano, Nunca Confie em John Constantine

Sejam bem vindos novamente, caros leitores. Depois de pouco mais de um ano, estamos voltando com a sua dose semanal de artes narrativas sequenciais divididas por quadros. Peço desculpas pela ausência, porém, como todo herói de quadrinhos, o retorno é sempre surpreendente (clichê, mas sempre surpreendente).

Bom, confesso que pouco li nesse ano que passei estudando, então a primeira resenha após o retorno será um clássico de grande valia, mas esquecido pela maioria: O Monstro do Pântano. Criado por Bernie Wrightson e len Wein há quase 50 anos, produzida pela DC Comics desde então e imortalizado por Allan Moore. Posso garantir que essa não será a única resenha sobre o Verdão, então vamos começar pelos Novos 52 - Nunca Confie em John Constantine.

Alec Holland é um extraordinário cientista botânico perto de se tornar o mais respeitado profissional da área devido a pesquisas e descobertas sobre a possível transformação de desertos em florestas. Junto com sua esposa, algum experimento - assim ele imagina - sai do controle em seu laboratório e uma explosão mata os dois, porém, a força do Verde traz o Dr. Holland de volta a vida como o avatar que manterá o equilíbrio da flora no planeta.


Nunca Confie em John Constantine é o primeiro quadrinho após o reboot dos novos 52 e traz a saga do Monstro e seus dilemas pessoais confrontados com o dever de manter a paz e a estabilidade da natureza. Momentos em que é necessário tirar vidas, ou destruir o que mantém uma aldeia longe da miséria, apenas porque não é natural a origem daqueles alimentos.

Depois de se transformar em um semideus do meio ambiente, o impasse imposto pelo subconsciente talvez seja seu maior conflito, até quando a mente do, uma vez humano, Dr. Alec Holland, ainda terá espaço junto com o avatar Monstro do Pântano?

Na revista, o encontro com John Constantine é o ápice da história. Depois de sentir que algo está errado com o Verde, que alguém está sugando sua energia, o Monstro do Pântano viaja até a Escócia, onde encontra o mago inglês em uma pequena cidade. Ali eles enfrentarão ameaças que fazem o problema da União Europeia parecer brincadeira de criança. Além do mais, desde a Liga da Justiça Dark que a junção entre os dois sempre renderam grandes aventuras.

Confesso que não é fácil de ler as histórias do Monstro do Pântano, mas vale cada segundo que passamos com o quadrinhos nas mãos. Apenas lembrem-se, o Verde está em todo lugar, e aquele que ousar ignorá-lo, será cobrado. Agora levantem-se desse computador e águem as plantas.



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quarta-feira, 6 de julho de 2016

A substituta [Resenha]

onde comprar: Arwenstore

"Nathan Robins é um cara de sorte. É famoso, rico, bem apessoado e casado com Park Jihyun, uma mulher adorável e bem-sucedida, que o ama muito. No entanto, todas essas coisas não impedem que Jihyun seja diagnosticada com um câncer em estágio terminal, meses após o casamento. A vida de Nate passa por uma grande reviravolta a partir disso. Sem perspectivas, ele toma decisões erradas que o levam cada vez mais para baixo. Ele não consegue aceitar que existe uma razão para tudo o que está acontecendo. Sob sua perspectiva, a narrativa nos leva a descobrir o que é enxergar a luz quando se está na escuridão."

Quando a felicidade é extrema, é normal esperar que algo ruim vai acontecer? No caso de Nathan, isso se mostrou verdadeiro e, logo após casar com a mulher de sua vida, ele vê tudo desmoronar rapidamente, assim que ela descobre que está com câncer em estágio terminal. Não é spolier, mas Jihyun morre, e deixa Nate num estado de tristeza profunda, sem que ele consiga enxergar uma solução para sua situação.

É nesses momentos de desespero que tomamos as piores decisões de nossas vidas, e com Nate não foi diferente: ele tentou o suicídio, foi salvo pelos pais, caiu em depressão e passou a ter alucinações terríveis, das quais saía fisicamente prejudicado. Seus pais cogitam buscar ajuda psicológica, mas ele se recusa, e a cada dia o buraco em que ele está vai ficando mais fundo, quase impossível sair.

Até que, depois de uma conversa informal com seu melhor amigo, ele tem a brilhante ideia de buscar uma sósia de Jihyun. Para isso, ele contrata um especialista do FBI, e pede que ele encontre a menina mais parecida fisicamente com sua esposa falecida. Nate acredita que, se envolvendo com uma mulher exatamente igual a Jihyun, ele vai conseguir superar parte da dor de perdê-la tão cedo. O tipo de atitude que se toma com base na depressão e no desespero.

Nate acha a menina, ela se chama Anabelle, e é igualzinha a Jihyun - por fora, já que na personalidade, são bastante diferentes. Ele se aproxima dela como quem não quer nada, e eles acabam namorando. Mas claro que não é a mesma coisa, e Nate custa a admitir que seu plano é falho e que as coisas podem dar muito errado.

Mas não pense que ele melhora quando está com Annie, pelo contrário: ele continua tendo visões de Jihyun, e sente que, apesar de estar gostando da substituta, ainda falta alguma coisa naquela relação. Falta algum coisa na sua vida, na verdade.

Depois de muitos tropeços, decisões erradas, brigas, bebedeiras e quase morte, a luz no fim do túnel começa a aparecer, e Nathan começa a acreditar que pode por sua vida nos eixos novamente. Mas com muito sofrimento e superação, o tempo todo.

Apesar desse tom sofrido, o livro é bem divertido, cheio de passagens engraçadas, com uma narrativa muito leve e que cativa o leitor. Os personagens, apesar de serem superstars ricos e levem uma vida cheia de luxo, lá no fundo, se parecem com pessoas comuns, com medos e anseios exatamente iguais aos nossos.

A autora conseguiu conduzir o drama do protagonista muito bem, explorando ao máximo seu sofrimento e sua dor, para depois mostrar que a felicidade está mais perto do que se imagina, quando sabemos onde e como buscá-la. O tom da narrativa não deprime, mas nos faz ver o outro lado da fama, nos mostra que nem tudo glamour quando se é um cantor de sucesso, e que, mesmo tentando manter a imagem de pessoa perfeita, aquele seu ídolo maravilhoso tem defeitos e também erra.

Comecei a ler A substituta sem saber nada sobre a estória, e o que eu acreditava que ia acontecer com o lance da substituição foi totalmente inesperado. A leitura foi muito prazerosa e me surpreendeu com o desfecho que a autora deu para toda a problemática de Nathan. Acredito que, acima de tudo, ela quis incentivar a superação, mostrando que, mesmo depois de muitas dificuldades, é possível se reerguer. Indico o livro para todos.


A substituta
Clara Brandão
227 páginas
Editora Arwen
Nota no Skoob: 3.8
Nota do blog: 4.0
(livro cedido pela Editora em parceria)



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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen