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quarta-feira, 1 de abril de 2015

O que eu li em março



Olá leitores! O mês de março também durou 189 dias para vocês? Para mim foi um mês muito arrastado, e o pior, as leituras também não renderam! Confiram:















Três míseros livros Joana???? Isso mesmo! Por mais que eu tenha tentado, não li tanto quanto nos outros meses, e tenho uma boa explicação para isso: como eu já disse na resenha, "A música do silêncio" foi um livro que demorou para engrenar, e por isso, demorei mais de 10 dias para ler as suas 130 páginas (shame on me); e o desafiador "Ensaio sobre a cegueira", que faz parte do Projeto Leitura 2015, também dificultou o andamento das leituras. Saramago era realmente um gênio, e sua narrativa, apesar de espetacular, complica a vida do leitor, principalmente por conta dos seus parágrafos intermináveis quase sem pontuação, que exigem atenção e dedicação total durante a leitura. Não se enganem, apensar de tudo isso, ele vale muito a pena! =)

E mesmo com tão poucos livros lidos, consegui eliminar mais alguns itens do Reading Challenge:

- um livro publicado neste ano: A música do silêncio;
- um livro que está lá embaixo na sua lista de leitura: confesso que não pretendia reler Ensaio sobre a cegueira tão cedo, mas graças ao Projeto, ele acabou furando a fila;
- um livro que você consegue ler em um dia: na verdade, não terminei em um dia, mas dá para ler Sem esperanças rapidinho.























Se interessaram pelo Reading Challenge? Ainda dá tempo de participar! Visitem o blog Mari the reader e saibam como ;)

E não deixem de me contar nos comentários como andam as leituras de vocês, ok?

Antes que eu me esqueça, esse post já vale para o Top Comentarista de abril, que vai ter um prêmio incrível, não percam!

XOXO


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

quinta-feira, 26 de março de 2015

Sem esperança [Resenha]


onde comprar: Saraiva//Americanas 


ATENÇÃO: Se você ainda não leu "Um caso perdido", pode ser que essa resenha seja um grande spoiler de toda a estória, então tome cuidado, leia por sua conta e risco. 

"Assombrado pela culpa e pelo remorso por não conseguir salvar Hope nem Less, Holder desenvolveu uma personalidade agressiva. Mas, quando finalmente se depara com Hope depois de tantos anos, não poderia imaginar que o sofrimento seria ainda maior após esse reencontro. Em 'Sem esperança', Holder revela como os acontecimentos da infância de Hope, que agora se chama Sky, afetaram sua vida e sua família, fazendo-o buscar a própria redenção na possibilidade de salvá-la. Mas é apenas amando Sky que ele finalmente será capaz de começar a se reconciliar com si mesmo."

Depois de conhecermos os dramas de Sky em "Um caso perdido" (resenha aqui), agora podemos saber  exatamente a visão de Holder para tudo: como ele se sentiu quando a amiga Hope desapareceu, e as consequências que essa perda teve em todos os momentos de sua vida.

Holder conta alguns detalhes do relacionamento com sua irmã gêmea, Less, além de falar bastante sobre o suicídio dela, e como ele e a mãe tentam continuar vivendo depois dessa tragédia. Como gêmeos, eles eram muito ligados, e Holder sente demais a ausência da irmã: ele teve a infelicidade de encontrá-la morta, e talvez por isso ele sofra ainda mais com a morte dela. Para tentar aplacar um pouco a saudade e até colocar pra fora todos os sentimentos que tomaram conta dele, Holder passa a escrever num diário algumas cartas para Less, narrando os acontecimentos do seu dia a dia, e até questionando as razões que levaram a garota a tirar a própria vida.

Em meio a todos esses problemas, Holder acaba perdendo a cabeça no colégio, e bate num garoto que falou mal de sua irmã. Ele exagera um pouco na surra e acaba sendo preso por agressão. Holder é solto rapidamente, e decide ir morar por um tempo com seu pai, longe de tudo aquilo que o tem feito sofrer. Quando ele retorna para tentar retomar sua vida com mais tranquilidade, acaba dando de cara com uma pessoa idêntica a Hope.

O choque de ver na sua frente a amiga que ele vinha procurando por toda a vida deixa Holder sem saber como agir, e pior: todos os caminhos parecem levar a ela. Eles voltam a se encontrar casualmente e nasce uma atração entre eles que fica difícil de conter.

Depois disso, o livro praticamente repete a estória de "Um caso perdido", apenas acrescentando a visão de Holder para os momentos em que ele está sozinho com Sky, e essas são as melhores partes: é muito interessante conhecer o outro lado da estória, entender porque ele agia de determinada maneira antes de ficarem juntos de verdade, e como o amor foi tomando conta do coração dele, se sobrepondo ao sofrimento.

Talvez não fosse necessário escrever essa estória, mas já que Colleen Hoover o fez, todos nós ficamos muito gratos por poder ver os conflitos e as soluções por outra perspectiva, e saber que todos os sentimentos envolvidos na relação Holder-Sky eram mútuos: ambos amaram, sofreram, amadureceram e se encontraram como indivíduo. A partir da resolução do grande mistério do desaparecimento de Hope e da compreensão dos motivos que levaram a irmã a se matar, Holder pode viver plenamente sua vida, e ser feliz ao lado daquela que parece ter nascido para ele.

Esse é mais um xodó para os fãs da escrita de Hoover, e com certeza está entre os preferidos de quem gosta de um bom romance com uma pitada grande de sofrimento. Além do mais, Sky e Holder protagonizam a cena de beijo mais bonita de todos os tempos!

Não leu o primeiro livro? Não tem problema; dá para compreender bem a estória apenas com essa leitura. Claro que a experiência será mais prazerosa se você já tiver lido "Um caso perdido", mas isso não impede que você conheça esse bonito caso de amor a partir daqui.


Sem esperança
Colleen Hoover
editora Galera Record
320 páginas
nota do Skoob: 4.6
nota do blog: 4.7



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

segunda-feira, 9 de março de 2015

Um pouquinho de...


"Fico me perguntando se é possível se apaixonar por uma característica de cada vez ou se o normal é se apaixonar pela pessoa inteira de uma vez só. Porque acho que acabei de me apaixonar pela sua sagacidade. E pela sua franqueza. Talvez até por sua boca, mas não vou me deixar encará-la por tempo suficiente para confirmar isso.
Merda. Já são três características e estou aqui há apenas uma hora."

(página 128, capítulo 13)











Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen