O desenhista Naldo Junio está lançando pela Farol Literário um livro com uma compilação de suas tirinhas, publicadas em sua página no Facebook. Hoje vocês conhecem um pouquinho mais sobre esse autor, na entrevista que ele deu para a Farol.
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O autor esteve autografando seu livro nesse final de semana, na Bienal do Rio |
Naldo nasceu em Goiânia em 1995. Sempre gostou de desenhar, mas foi só em 2012, quando começou a postar alguns desenhos no
DeviantArt, que percebeu que as pessoas achavam legais as coisas que ele fazia. A partir daí começou a se dedicar mais a fazer quase um desenho por dia.
Em 2013, criou sua própria página no Facebook. Ele ainda não tinha desenvolvido bem o seu personagem, era só um bonequinho pequeno, careca e cabeçudo, que foi tomando forma ao longo das tiras, até se tornar o que vocês conhecem hoje.
Nessa entrevista exclusiva para a Farol Literário, ele fala um pouquinho do seu processo de criação e de sua relação com os fãs:
Farol: Quando você começou a desenhar? Alguém te incentivou?
Naldo: Foi há alguns anos, quando eu morava em Minas com minha mãe, e lá eu conheci alguns meninos que desenhavam. Eles eram bem melhores que eu, quer dizer, eu nem desenhava nada, então a partir daí eu comecei a tomar gosto pela coisa e sempre que podia desenhava algo. O que me incentivou a continuar foi meu espírito competitivo de ser melhor que os guris de lá da minha rua, e também me superar sempre. Mas eu sou bem preguiçoso e antes de criar a page eu bem desenhava com tanta frequência.
Farol: Por que 'Desenhos de um garoto solitário'?
Naldo: Algo meio Tumblr, meio garoto adolescente deprê, mas bem simples. Antes de criar essa page eu tinha outra com um amigo, só que ele não tinha tanta dedicação quanto eu, e então resolvi criar outra e fazer os desenhos sozinho mesmo. Foi aí que sirgui o garoto solitário, porque eu faço os desenhos sozinho.
Farol: Quais são as suas inspirações para os desenhos?
Naldo: Antes eu fazia tiras com as músicas e tudo mais. Mas agora eu escrevo algo ou pego citações na internet com as quais me identifico e que acho que seria bacana de ilustrar, aí vou criando em cima delas.
Farol: Você tem coisas em comum com o personagem?
Naldo: Bastante, mas muitas vezes eu me coloco no lugar de outras pessoas para fazer as tiras.
Farol: Muita gente sugere temas e frases? Se sim, já usou alguma dessas sugestões?
Naldo: Eu recebo milhares de temas e frases. Já usei alguns, sim, mas como tem muitas, eu evito um pouco, porque seria injusto com os outros que eu não conseguiria atender.
Farol: A sua página tem hoje mais de 900 mil seguidores. Como é a sua relação com os fãs?
Naldo: Eu tento manter a mesma relação de quando eu tinha 1000 curtidores, falar com cada um individualmente e tentar responder a todos. Mas agora me falta tempo, porque tenho meus afazeres e recebo cerca de 30 a 40 mensagens por dia. Manter um diálogo com todos às vezes dura horas, mas eu tento.
Farol: Por que acha que tanta gente se identifica com os seus desenhos?
Naldo: Bem, na verdade eu não sei, talvez sejam meio loucos como eu, ou se identifiquem com o que penso. Mas é bacana isso, saber que eu não estou tão sozinho.
Farol: Você tem ídolos? Quem são?
Naldo: Sim, tenho. Primeiramente eu copiava as tiras do Flávio Wetten, de quem ainda sou fã - hoje em dia ele também é meu fã kkkk. Também tem o Kerby Rosanes, que é um jovem filipino que faz Doodles incríveis, o Pedro Gabriel (Eu me chamo Antônio), entre outros.
Farol: Qual foi a sensação de ver os seus desenhos publicados?
Naldo: Na verdade ainda não caiu a ficha. Eu olho pro livro e me pergunto 'Hã? De quem é esse livro? Quem fez isso?'.
Farol: Como é a sua rotina?
Naldo: Minha rotina é bem imprevisível, mas eu tento mantê-la. Eu acordo e tomo café e de manhã faço algumas tiras. Almoço, depois mais tiras, e tento tirar um pouco de tempo pro free style e ver se sai algo bacana. A noite tiro tempo pra responder aos fãs e colocar ideias no papel pra fazer as tiras do dia seguinte.
Farol: Você tem algum horário certo para desenhar? Como é o processo de criação dos desenhos?
Naldo: Bem, hora pra desenhar acho que não tem. Acho que o horário que der vontade tu vai lá e faz. Eu costumo fazer pela manhã e logo depois já posto. Mas desenhar à noite é simplesmente ótimo. A criação eu não sei bem como ocorre, eu leio e vão surgindo as ideias. Vou colocando no papel, adicionando cores, formas e paisagens. É uma coisa que acontece no momento, surge uma ideia e outras vêm com ela.
Farol: Quando você não está desenhando, o que está fazendo? Quais são seus outros interesses/hobbies/passatempos?
Naldo: Quando não estou desenhando geralmente estou ouvindo música, descansando, respondendo aos fãs, endo algumas séries ou filmes, escrevendo, lendo livros, ou saindo com amigos de vem em quando pra espairecer.
Farol: Tem planos para fazer outros livros?
Naldo: Se tudo der certo nesse, pretendo me dedicar a fazer outro, sim.
Quer conhecer um pouco mais do trabalho do Naldo Junio? Então acesse sua página no
Facebook (
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DeviantArt clicando
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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog
Milonga.
Twitter: @joana_masen