quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sorteio Primavera Poética

Olá leitores! A primavera chegou, e com ela a chance de vocês ganharem mais um super livro aqui no blog!


















Sim meninos e meninas, o ator Rafael Vitti, aquele fofinho que já fez Malhação, também escreve poesia! E não é só isso: os poemas dele não são tradicionais, daqueles cheios de rimas e tal, ele faz uma poesia visual, artística, que mistura palavras com imagens e transforma esse livro numa viagem única. Vocês não vão querer perder esse sorteio, certo?



Então para participar é só preencher o formulário abaixo. A única entrada obrigatória é seguir a fanpage do blog. As demais são opcionais, mas aumentam as suas chances de ganhar.

Mãos a obra queridos leitores, quero ver todo mundo participando! Boa sorte!


a Rafflecopter giveaway

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Affonso Solano e Raphael Draccon autografam seus novos livros

Foi um final de semana movimentado! E foi uma grande alegria estar novamente na presença de escritores tão incríveis!



















Na sexta-feira, estive mais uma vez com Raphael Draccon - sempre um fofo - que estava autografando seu novo livro, Cidades de Dragões, Legado Ranger II.

Estou ansiosa para começar a ler esse livro, porque adorei o primeiro e quero saber como os Rangers vão se virar agora, num ambiente bem diferente do anterior (leia a resenha de Cemitérios de dragões aqui).



No bate-papo antes da sessão de autógrafos, um leitor perguntou ao Draccon se ele tinha um personagem preferido nessa estória, e ele disse que tem uma afeição especial pela Ashanti, por toda a sua história de vida e o peso que o sofrimento dela no passado tem em suas ações no presente. Ela também é a minha preferida! Acho a Ashanti demais, e quero que ela lute muito nesse segundo livro.

A Carolina Munhóz também estava na Livraria Leitura, autografando O mundo das vozes silenciadas, mas, como não li o primeiro livro e nem tenho a intenção de ler esse segundo, não tive nenhum contato com ela nesse dia. Fica pra próxima.



Depois, no domingo, voltei à livraria para finalmente conhecer Affonso Solano, autor de O espadacim de carvão (resenha aqui). Ele está lançando o segundo volume da série, intitulado O espadachim de carvão - as pontes de Puzur.

O Affonso é muito legal, e eu adorei conhece-lo. Além de autografar os livros, ele desenhou as três espadas de Adapak, e me explicou a origem do nome delas.

Entreguei um marcador de páginas do blog para ele, que acabou personalizando o autógrafo com uma brincadeira com o nome do blog, vejam:



Foi muito legal passar um tempinho com o Solano, e ver de perto aquele bigode maneiro que ele vem cultivando, rsrsrs. Tiramos uma foto bacana, invocando a magia dos Círculos, e claro que a cara dele ficou mais divertida que a minha.



Apesar do calor e da imensa fila, na qual fiquei por quase uma hora e meia, valeu a pena. Essa já era a quarta vez em que eu tentava conseguir um autógrafo dele, e deu certo. Acho que Os Quatro Que São Um me ajudaram dessa vez.



E como nem só com escritores se faz um grande evento, também pude reencontrar alguns amigos de fila, rsrs, aqueles que estão sempre nas sessões de autógrafos e lançamentos de livros, e também fazer novas amizades com blogueiras da região. Adoro esses encontros para confraternizar com vocês!

Então queridos leitores, não percam tempo: se ainda não conhecem nenhum dos livros citados aqui, acessem os links abaixo e adquiram já seus exemplares, e conheçam essas duas estórias fantásticas, que não devem nada para as de autores internacionais. Temos que valorizar mais nossos autores =)

Cidades de Dragões - onde comprar:
Livraria Pergaminho, Extra, Livraria Cultura

O espadachim de carvão, as pontes de Puzur - onde comprar:
Americanas, Livraria da Folha, Amazon



Este post é válido para o Top Comentarista, participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

E. L. James escreveu conto em homenagem ao aniversário de Ana Steele

Ao que parece, E. L. James vai seguir os passos de J. K. Rowling e nunca mais vai parar de escrever sobre o universo do Sr. Grey. E por que ela faria isso? Está dando dinheiro? Tem alguém reclamando? Eu não! rsrsrs

Na última quinta-feira, 10 de setembro, a personagem da trilogia 50 tons de cinza, Anastasia Steele completou 26 anos, e a autora E. L. James postou em seu Facebook um conto, como um presente para os fãs, mostrando o que a Srta. Steele estaria fazendo para comemorar seu aniversário.




O conto foi originalmente publicado em inglês (claro!), e foi traduzido pela equipe do Portal 50 tons (obrigada queridos!), versão que transcrevo para vocês agora:

"Ana olhou para o seu relógio; ela tinha meia hora antes que Christian a esperasse em casa. Talvez ela devesse voltar mais cedo. Não... Faça com que ele espere. Ela sorriu, puxou um manuscrito qualquer da pilha bagunçada e começou a ler:

Foi a língua dela que chamou a atenção dele primeiro. Era pequena e rosa, e lambia desesperadamente o sorvete derretido que escorria em gostas pela casquinha de wafer. Ela tentou lambidas curtas e delicadas, levando sua língua entre e por cima dos dedos, mas ela lutava uma batalha perdida. Então, em um longo movimento ela passou a língua pelo cone e por cima dos dedos.

Caralho. Uma tensão passou por seu corpo inesperadamente. Ele franziu o cenho e se mexeu no banco desconfortavelmente. Ele tentou desviar o olhar, fixando-o em se café morno. Mas a alegria inocente no rosto dela, seus olhos escuros e brilhantes, e a maneira como a brisa de verão perturbava seus longos cabelos castanhos instantaneamente atraíram ele novamente, encarando-a através da janela do café.

Os olhos dela dançaram furtivamente pelo pier checando se ninguém a estava assistindo. Era uma agradável tarde de setembro; uma sexta, e não havia muitas pessoas em volta. Ela mordeu o final do cone, envolveu seus lábios em torno da ponta e sugou. E chupou com força, e a baunilha desapareceu através do pequeno vórtice que ela criou.

O mundo dele congelou. Os poucos turistas passeando desapareceram, e como o sorvete, ele foi sugado pelo vórtice, sob o feitiço dela. Seu corpo tremeu novamente.

Ela olhou para cima, repentinamente consciente que alguém a assistia, e seus olhos se encontraram através do vidro, verdes para castanhos. Ela inclinou a cabeça para o lado e o encarou explicitamente. Ele queria desviar o olhar, mas estava preso - pego a admirando, como um adolescente faminto. Sim. Era isso que ele estava fazendo. Admirando essa garota.

'Gostando do show?' - ela gritou. Ele não sabia dizer o que a reação dela significava. Ele queria gritas de volta, 'Tanto quanto você está gostando desse sorvete', mas não o fez. Havia um casal de idosos ao lado dele, apreciando um sossegado chá da tarde, e ele não queria incomodá-los. E, claro, ele estava tímido.

Ela inclinou a cabeça para o outro lado. 'E então?', ela chamou.

Ele deu de ombros, envergonhado. Ela não tinha vergonha - gritando com um completo estranho onde outros podiam ouvi-la?

Ela caminhou alguns passos na direção dele, longas pernas e uma saia de verão curta, e o contemplou pode debaixo de longos cílios. Ela lambeu o interior do cone com aquela pequena, rosada língua e depois sugou a ponta novamente. Ele estava enfeitiçado. Vestindo uma camiseta branca colada no corpo, uma saia jeans e sapatilhas, ela era magra mas bem torneada - muito bem torneada. Ele se mexeu novamente em seu assento. Ela acabou com o resto do cone, mas uma última gota de sorvete escapou, escorrendo de sua mão para seu pulso. Sem desviar seu olhar do dele, ela lambeu os resquícios, beijando a ponta de cada dedo ao que terminava. Ele reprimiu um gemido. Usando a mesma mão ela deu um pequeno abano.

Inconscientemente ele abanou de volta, depois franziu o cenho e abaixou o braço. Ela jogou a cabeça para trás e riu. Riu dele? Ou com ele? Ele não sabia dizer, mas sua risada era contagiante, e ele sorriu. Ela sorriu de volta, e por alguma razão bateu palmas, e fez seu caminho para a porta do café.

'Merda. Ela está vindo aqui.' No momento seguinte ela estava parada na frente dele, suas bochechas coradas - de vergonha? Excitação? Ele não sabia. Ela era mais bonita e mais velha do ele havia pensado previamente.

'Olá', ela disse, estendendo o que ele sabia ser uma palma melada. Ele sentiu um aperto ao pensar em seu filho pequeno.

'Oi', ele respondeu. Tomando a mão oferecida, ele a balançou gentilmente.

'Você é um yank?'

'Sou americano, sim.'

'Eu por acaso ganho em café pelo meu pequeno espetáculo?'

Ele estava zonzo. Sentado e zonzo.

'Claro.'

Ele ergueu a mão e a garçonete entendiada reapareceu.

'Dois cafés, por favor', ele disse.

'Um cappuccino, um americano', a Senhorita Sorvete interveio, sorrindo cheia de si para ele. A garçonete a lançou  um olhar de leve desgosto e voltou para o balcão.

'Então, o que um americano bonito está fazendo no píer de Southwold no meio da tarde?'

'Negócio, principalmente'.

'Você parece que estava pescando', seu tom era divertido.

'Hoje, pescando. Por favor, sente-se.' Ele achou estranho, como ela foi tão confiante em se apresentar e insistir num café, mas agora hesitava ao lado dele esperando por um convite para se sentar.

Ela sentou no bando adjacente e ele pôde examinar seu adorável rosto. Ela estava nos seus vinte e poucos anos, nas a adolescente que ele tinha pensado inicialmente. Sua consciência e libido respiraram com mais facilidade, mas ela ainda era nova demais. 'Nova demais para o quê?'

'O que você faz quando não está pescando?', ela perguntou, seus olhos escuros brilhando com curiosidade ao que ela mexia com a corrente em seu pescoço.

'Eu assisto jovens mulheres comerem sorvete.'

Ela arqueou uma sobrancelha.

'Você faz isso soar obsceno.'

O rosto dele esquentou. O que o possuiu para dizer uma coisa daquelas? Talvez o jeito com que a ponta da língua dela espreitava de sua boca ao que ela umedecia seu lábio superior. Isso mexeu com ele novamente. Ele corou mais uma vez, envergonhado com a reação de seu corpo. 'Quantos anos tenho? Catorze?'

'Eu faço?', ele disse, e sua voz era áspera.

'Você faz. Foi a minha técnica, por um acaso?'

Ele piscou a ela várias vezes. Ela estava flertando com ele. Flertando!

'Eu gosto de chupar', ele respondeu, surpreendido com a facilidade com que retornava a provocação dela.

'Todo mundo gosta de chupar". Ele sorriu maliciosamente.

'Como poderiam pensar o contrário?'. Como foi possível essa conversa ter entrado tão rápido nessa caminho indecente? O sorriso dela aumentou, e ele não podia evitar copiar sua  expressão.

'Você parece estar sem ninguém.'

Era tão óbvio assim?

'Eu viajo sozinho', ele disse.

Ela se inclinou para frente e espiou em volta sorrateiramente antes de olhar nos olhos dele. A respiração dele ficou presa na garganta com a proximidade dela.

'Ótimo. Porque você também parece estar precisando de uma boa foda.'

O tempo foi interrompido... Será que ele a ouviu direito? Ela acabou de dizer 'foda'?

'Desculpa, o quê?'

'Você ouviu.'. Ela sorriu.

Ele olhou para ela boquiaberto, sem palavras. Todas as noções preconcebidas que ele teve da inocência e ingenuidade dela eram uma pilha amassada aos pés dele.

'Vamos lá, esqueça o café', ela sussurrou. 'Foder é melhor do que pescar, e você parece estar precisando tanto quanto eu. Hoje é o seu dia de sorte.'

O celular de Ana vibrou na sua mesa do escritório, interrompendo a sua leitura. Era uma mensagem de Christian.

Venha para casa. Agora.
Eu tenho o seu presente de aniversário pronto.
Isso não é um pedido.

Ana sorriu, um delicioso arrepio correndo por sua espinha, e ela respondeu de volta:

Estou a caminho, Sr. Grey."



Well, well, well, parece que a Srta. Steele continua a mesma, não? E o que vocês acharam do conto? Me contem tudo!


Este post é válido para o Top Comentarista, participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

domingo, 13 de setembro de 2015

Conheça o autor das tirinhas do "Garoto solitário"

O desenhista Naldo Junio está lançando pela Farol Literário um livro com uma compilação de suas tirinhas, publicadas em sua página no Facebook. Hoje vocês conhecem um pouquinho mais sobre esse autor, na entrevista que ele deu para a Farol.

O autor esteve autografando seu livro nesse final de
semana, na Bienal do Rio
Naldo nasceu em Goiânia em 1995. Sempre gostou de desenhar, mas foi só em 2012, quando começou a postar alguns desenhos no DeviantArt, que percebeu que as pessoas achavam legais as coisas que ele fazia. A partir daí começou a se dedicar mais a fazer quase um desenho por dia.

Em 2013, criou sua própria página no Facebook. Ele ainda não tinha desenvolvido bem o seu personagem, era só um bonequinho pequeno, careca e cabeçudo, que foi tomando forma ao longo das tiras, até se tornar o que vocês conhecem hoje.

Nessa entrevista exclusiva para a Farol Literário, ele fala um pouquinho do seu processo de criação e de sua relação com os fãs:

Farol: Quando você começou a desenhar? Alguém te incentivou?
Naldo: Foi há alguns anos, quando eu morava em Minas com minha mãe, e lá eu conheci alguns meninos que desenhavam. Eles eram bem melhores que eu, quer dizer, eu nem desenhava nada, então a partir daí eu comecei a tomar gosto pela coisa e sempre que podia desenhava algo. O que me incentivou a continuar foi meu espírito competitivo de ser melhor que os guris de lá da minha rua, e também me superar sempre. Mas eu sou bem preguiçoso e antes de criar a page eu bem desenhava com tanta frequência.

Farol: Por que 'Desenhos de um garoto solitário'?
Naldo: Algo meio Tumblr, meio garoto adolescente deprê, mas bem simples. Antes de criar essa page eu tinha outra com um amigo, só que ele não tinha tanta dedicação quanto eu, e então resolvi criar outra e fazer os desenhos sozinho mesmo. Foi aí que sirgui o garoto solitário, porque eu faço os desenhos sozinho.

Farol: Quais são as suas inspirações para os desenhos?
Naldo: Antes eu fazia tiras com as músicas e tudo mais. Mas agora eu escrevo algo ou pego citações na internet com as quais me identifico e que acho que seria bacana de ilustrar, aí vou criando em cima delas.

Farol: Você tem coisas em comum com o personagem?
Naldo: Bastante, mas muitas vezes eu me coloco no lugar de outras pessoas para fazer as tiras.

Farol: Muita gente sugere temas e frases? Se sim, já usou alguma dessas sugestões?
Naldo: Eu recebo milhares de temas e frases. Já usei alguns, sim, mas como tem muitas, eu evito um pouco, porque seria injusto com os outros que eu não conseguiria atender.

Farol: A sua página tem hoje mais de 900 mil seguidores. Como é a sua relação com os fãs?
Naldo: Eu tento manter a mesma relação de quando eu tinha 1000 curtidores, falar com cada um individualmente e tentar responder a todos. Mas agora me falta tempo, porque tenho meus afazeres e recebo cerca de 30 a 40 mensagens por dia. Manter um diálogo com todos às vezes dura horas, mas eu tento.

Farol: Por que acha que tanta gente se identifica com os seus desenhos?
Naldo: Bem, na verdade eu não sei, talvez sejam meio loucos como eu, ou se identifiquem com o que penso. Mas é bacana isso, saber que eu não estou tão sozinho.




Farol: Você tem ídolos? Quem são?
Naldo: Sim, tenho. Primeiramente eu copiava as tiras do Flávio Wetten, de quem ainda sou fã - hoje em dia ele também é meu fã kkkk. Também tem o Kerby Rosanes, que é um jovem filipino que faz Doodles incríveis, o Pedro Gabriel (Eu me chamo Antônio), entre outros.

Farol: Qual foi a sensação de ver os seus desenhos publicados?
Naldo: Na verdade ainda não caiu a ficha. Eu olho pro livro e me pergunto 'Hã? De quem é esse livro? Quem fez isso?'.

Farol: Como é a sua rotina?
Naldo: Minha rotina é bem imprevisível, mas eu tento mantê-la. Eu acordo e tomo café e de manhã faço algumas tiras. Almoço, depois mais tiras, e tento tirar um pouco de tempo pro free style e ver se sai algo bacana. A noite tiro tempo pra responder aos fãs e colocar ideias no papel pra fazer as tiras do dia seguinte.

Farol: Você tem algum horário certo para desenhar? Como é o processo de criação dos desenhos?
Naldo: Bem, hora pra desenhar acho que não tem. Acho que o horário que der vontade tu vai lá e faz. Eu costumo fazer pela manhã e logo depois já posto. Mas desenhar à noite é simplesmente ótimo. A criação eu não sei bem como ocorre, eu leio e vão surgindo as ideias. Vou colocando no papel, adicionando cores, formas e paisagens. É uma coisa que acontece no momento, surge uma ideia e outras vêm com ela.

Farol: Quando você não está desenhando, o que está fazendo? Quais são seus outros interesses/hobbies/passatempos?
Naldo: Quando não estou desenhando geralmente estou ouvindo música, descansando, respondendo aos fãs, endo algumas séries ou filmes, escrevendo, lendo livros, ou saindo com amigos de vem em quando pra espairecer.

Farol: Tem planos para fazer outros livros?
Naldo: Se tudo der certo nesse, pretendo me dedicar a fazer outro, sim.




Quer conhecer um pouco mais do trabalho do Naldo Junio? Então acesse sua página no Facebook (aqui), e veja alguns de seus desenhos no DeviantArt clicando aqui.

E para adquirir o seu exemplar de Desenhos de um garoto solitário, basta acessar o site da Farol Literário e aproveitar o preço especial de lançamento. Clique aqui e vá para o site.

Este post é válido para o Top Comentarista, participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen




quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Joyland [Resenha]


"O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Gray foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado - e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer - e sobre aqueles que sequer tiveram a chande de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais."

Essa é uma estória bem simples, mas muito bem construída e cheia de sentimentos. Senti medo em diversos momentos, mas fiquei esperando pelo susto, que não veio. King fala bastante sobre um fantasma, mas o foco da narrativa, com certeza, está nos vivos.

O jovem Devin Jones aproveita as férias de verão para trabalhar no parque de diversões Joyland e juntar algum dinheiro, além de tentar ocupar sua cabeça para não pensar nem sofrer pela namorada que o abandonou. Logo de cara ele se dá muito bem no trabalho, e os funcionários mais antigos do parque gostam bastante dele.  Tudo parecia normal até Devin descobrir que, há alguns anos, uma garota foi assassinada dentro do trem fantasma, e que seu espírito está por lá até hoje. Então, ver esse fantasma e descobrir a verdade sobre a morte de Linda Gray passa a ser um dos objetivos de Devin, junto com seus amigos Tom e Erin.

Ao caminhar de casa para o trabalho, diariamente, Devin vê um garoto numa cadeira de rodas, ao lado de sua mãe e um cachorro. Aos poucos, eles vão construindo uma amizade, e a história de vida de Mike e sua mãe transforma Devin numa pessoa melhor. O que ele não imagina é que Mike o ajudará a decifrar o mistério da morte de Linda Gray.

Quando eu disse que o foco da estória é nos vivos, estava me referindo a essa relação entre Devin e Mike. O menino tem um tipo de clarividência, e é portador de uma doença degenerativa, por isso, sabe que vai morrer em breve, mas quer aproveitar a vida ao máximo, e estar perto de Devin, compartilhar com ele seus desejos, ajuda a estreitar os laços com a própria mãe e amenizar um pouquinho a dor que ela sente por ver o filho naquela situação. Parece triste, e na verdade é um pouco, mas se o leitor souber interpretar o sofrimento de Mike como um mal necessário para ensinar a algumas pessoas o valor da vida, tudo ficará mais ameno. Essa foi, provavelmente, a intenção do autor.

O mistério da menina do trem fantasma é solucionado com a ajuda de Erin, e acaba colocando Devin em risco. O assassino de Linda finalmente aparece, mas quer matar Dev, e esse é o momento mais tenso do livro. A cada capítulo eu esperava que o espírito de Linda Gray iria aparecer para Devin ou assustar alguém de uma forma tão sinistra que eu nem conseguiria dormir, mas acontece algo pior que isso: a expectativa de ver o fantasma dá mais medo do que a aparição em si.

Nem tudo são flores nesse final, mas achei muito bem construído e bastante satisfatório. O livro não é tão macabro quanto outros de King, mas o terror psicológico deixa a marca do autor na estória. A ansiedade e a apreensão dominam a leitura e a falta de sustos de tirar o fôlego podem ter decepcionado alguns fãs do autor, mas eu gostei bastante da sensação de medo que o livro me deu.

Com um enredo bem elaborado e personagens marcantes, Joyland pode agradar a quem ainda não conhece o estilo de Stephen King, e ser a porta de entrada para outros livros mais pesados. O suspense está presente durante toda a narrativa, e não dá para saber que rumo a estória vai tomar, nem tampouco imaginar quem foi o responsável pela morte da menina no trem fantasma. Prova de que King é capaz de criar uma estória leve e pesada ao mesmo tempo, carregada de mistério e repleta de humanidade.


Joyland
Stephen King
editora Suma de Letras
240 páginas
nota do Skoob: 4.3
nota do blog: 4.0



Este post é válido para o Top Comentarista, participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Tarde de autógrafos com Marcelo Rubens Paiva

Sim caros leitores, meu desejo se realizou! Desde a primeira vez que li Feliz ano velho, eu tinha essa vontade de conhecer o Marcelo Rubens, e depois que conheci Blecaute então, nem se fala. Aliás, vocês que acompanham o blog, sabem da verdadeira paixão que tenho por esse livro, não é mesmo?

Minha coleção de livros do Marcelo Rubens Paiva, ainda faltam alguns

Então vocês vão entender a alegria que senti quando soube que o autor estaria autografando seu novo livro, Ainda estou aqui, na Livraria Cultura da Avenida Paulista. Pois bem, lá fomos nós tentar chegar perto dele e conseguir o tão sonhado autógrafo. Pena que não foi exatamente como imaginei.

Explico: a fila estava enorme, mas, felizmente, eu estava entre os 20 primeiros, e isso dava certa esperança. Poderia vê-lo chegar, observá-lo enquanto conversava com as pessoas que estavam na minha frente, e o melhor, ele ainda estaria de bom humor quando chegasse minha vez, e eu poderia, pelo menos, dizer o quanto adoro seus livros e agradecer pela viagem proporcionada por Blecaute. Mas, para decepção dessa que vos escreve, quase não consegui tirar uma foto ao lado dele.

Os dois liros autografados
Tudo estava sendo feito na maior correria, e uma moça, acredito que agente da editora, estava coordenando a fila e organizando a entrada e a saída de cada pessoa na área dos autógrafos. Ela pegava os livros da mão das pessoas, colocava na frente do Marcelo, junto com o papel onde já estava anotado nosso nome, e ele só assinava e devolvia. Assim, meio que em série, sem um sorriso, sem uma palavra. A foto também tinha que ser rápida, já que a mocinha continuava nos apressando.

Apesar dessa correria, ele fez uma piada com o meu exemplar de Blecaute, que é bem velhinho, e, como eu comprei no sebo, tem o nome da antiga dona na primeira página, e ele perguntou se eu tinha pegado o livro da Cláudia. Ademais, entreguei para ele um marcador de páginas do blog, pedi para ele acessar e ler a resenha, e tirei poucas fotos.

Marcelo brincando com o nome na primeira página de Blecaute, e posando para a foto depois de autografar
Acredito que o Marcelo não era o responsável pela rapidez do contato com os leitores, e por um lado até entendo que tudo tenha sido corrido, já que tinha mais 200 pessoas na fila, e se cada um demorasse o tempo que quisesse com ele, aquilo não terminaria nunca. Enfim, essa foi a sessão de autógrafos mais sem graça a que já fui, e sai um pouco decepcionada. Só espero que o livro seja tão bom que compense o fato de mal ter trocado duas palavras com o autor.

Pelo pouco que pude ler até agora, já percebi que será uma leitura bem emocionante. Leiam  sinopse abaixo e vocês vão entender:


Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, a luta de uma família pela verdade. Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas: casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar - e tentar entender - o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.





Mesmo depois desse post-desabafo, não deixei de gostar nem um pouquinho do Marcelo, e nem do seu trabalho, e continuo indicando para todo mundo sua obra-prima, Blecaute. Ainda não leram? Prefiro nem comentar, rs.


Este post é válido para o Top Comentarista, participe!


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen