terça-feira, 28 de agosto de 2012

Hamlet



Tive que ler Hamlet por conta de um seminário da faculdade, e nenhuma leitura obrigatória me deu tanto prazer antes! A história é muito bem costurada, cada personagem tem seu perfil distinto e muito fácil de se identificar, e o desfecho é uma marca do autor, com drama, sangue e arrependimento. O príncipe Hamlet se vê atormentado pela visita do fantasma do pai, que pede que seu assassinato seja vingado. Então Hamlet passa a desconfiar do tio, que casou-se com sua mãe logo após a morte do rei, e assumiu o trono. Durante a busca por justiça, Hamlet ainda tem que lidar com o amor que sente pela bela Ofélia, com quem pretende se casar e viver para sempre. O novo rei se sente ameaçado pelo presença e desconfiança de Hamlet e quer mandá-lo para a Inglaterra para poder governar livremente. Com sua partida,  Ofélia acaba ficando imensamente triste e se mata. Mas Hamlet engana os homens que o acompanhavam na sua extradição e retorna a Dinamarca, tendo assim a chance de se vingar do tio. O rei marca um duelo entre Hamlet e Laerte, que usará uma espada envenenada a fim de matar o príncipe. Obviamente, esse plano não dá certo, mas o rei não desiste e envenena o vinho que será servido a Hamlet num dos intervalos do duelo. Quem acaba bebendo esse cálice é a rainha, que cai morta durante a batalha. A forma como Shakespeare encerra a trama é, ao mesmo tempo, esperada, já que passamos a torcer pelo protagonista, e surpreendente;  um final dramático para quase todos os personagens, após uma grande luta de espadas que dá o clímax do momento. Ao final da leitura, ficamos sem saber em quem acreditar, e passamos a analisar a vida (e a morte) de um outro ângulo, já que, mesmo em vida, muitos são atormentados pela loucura, e não conseguem se libertar de seus medos nem confiar totalmente em seus entes mais queridos. E isso não é o que acontece na vida real? Durante quanto tempo de nossas vidas deixamos de lado o que realmente nos é caro, como o amor e a família, em favor de realização profissional, interesses materiais ou simplesmente, egoísmo? Vale a leitura e a reflexão acerca do valor das coisas e pessoas que nos cercam, e pelo brilhantismo de Shakespeare, que construiu  personagens extremos e apaixonantes, que continuam atuais até hoje.

Um comentário:

  1. Comecei a ler e parei. Vou ler o livro em breve e aí sim discutiremos as idéias por aqui. Quem sabe eu tembém faça uma pequena resenha... hehehe

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