quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ela é o cara #26

Ter seu rosto estampado numa nota é privilégio para poucos. E Jane Austen vai ter o seu na cédula de 10 libras na Inglaterra, a partir de 2017.


Uma das mais importantes escritoras da história, Jane era britânica, e escreveu romances que até hoje estão entre os queridinhos dos leitores. Suas seis obras publicadas são: "Razão e sensibilidade", "Orgulho e preconceito", "Emma", "Persuasão", "Mansfield park" e "A abadia de Northanger".

Essas capas da editora Martin Claret são lindas!

Suas obras geralmente têm como tema um casamento e apresentam alguma crítica sobre a educação da mulher. Com uma aparente inocência, os romances de Jane costumam ser interpretadas como conservadoras.

"A abadia de Northanger" foi o primeiro romance que Jane conseguiu vender a uma editora, em 1803, que tinha então o título de "Susan", mas ele só foi publicado 14 anos depois. Em 1810 ela negociou "Razão e sensibilidade" que foi publicado sem o nome do autor, apenas com o pseudônimo "By a Lady".

Com boas críticas e algum dinheiro recebido pelo livro, a autora vendeu também "Orgulho e preconceito", que saiu em 1813, enquanto já trabalhava em "Mansfield park". Foi nessa época que começaram a comentar sobre a verdadeira identidade da autora de "Razão e sensibilidade", que ficou muito conhecida pelo público.

Em 1814, após lançar a segunda edição de seus primeiros livros, Jane publicou "Mansfield park", que esgotou todos os volumes em seis meses de vendas, e já começou a escrever "Emma", que foi publicada no final de 1815. Austen estava escrevendo "Persuasão" e "Sanditon", que não finalizou pois começou a ficar mal de saúde. Ela morreu em julho do mesmo ano.

"Persuasão" foi organizado para publicação pelo irmão da autora, Henry, que era quem mantinha o contato com os editores.


Jane tem dois museus em sua homenagem: o Jane Austen Centre, em Bath, que fica numa casa georgiana em Gay Street, a apenas alguns metros do número 25, onde a autora morou em 1805 e o Jane Austen's House Museum, em Hampshire, na cabana de Chawton, onde ela viveu de 1809 até 1817, quando teve que ir para Winchester e tratar de sua saúde debilitada.

Na British Library em Londres há manuscritos dos últimos capítulos de "Persuasão" e uma caderneta que Jane ganhou do pai, onde ela escreveu seus primeiras estórias.



Alguns de seus romances já foram adaptados para os cinemas e existem muitos filmes em sua homenagem, mas a maior de todas é com certeza a escolha de sua imagem para estampar as notas de dez libras em 2017, relembrando os 200 anos de sua morte.


A imagem de Jane ocupará o lugar que hoje é do naturalista Charles Darwin e fará a alegria das feministas do mundo todo. Alguns grupos vinham criticando a ausência de figuras femininas nas notas inglesas: hoje estão presentes apenas a rainha e a ativista social Elizabeth Fry, que iria ser trocada por Winston Churchill. Houve alguns protestos e 35 mil pessoas assinaram uma petição que ameaçava processar o Banco Central britânico  por preconceito contra as mulheres.

O governador do Banco da Inglaterra, Mark Carney, disse que "Jane merece certamente ter lugar no grupo restrito de figuras históricas nas notas do Reino Unido". Ele ainda afirmou que os romances da autora continuam a seduzir leitores em todo o mundo e que ela é reconhecida como uma das maiores escritoras da literatura inglesa. Ainda segundo Carney, o Banco da Inglaterra pretende rever seus critérios de seleção das personalidades a representar nas notas, para assegurar que estas abarquem um conjunto diversificado de figuras.

Além do retrato da escritora, também estarão nas notas a imagem das penas que Jane Austen usava para escrever em Chawton Cottage, a residência de seu irmão Edward, que inspirou alguns de seus romances e uma citação de "Orgulho e preconceito": "Afirmo que, no fim das contas, não há nenhum prazer que se compare ao da leitura!" (I declare after all there is no enjoyment like reading!). Acho que vou comprar 10 libras em 2017, rs.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Um pouquinho de...


"Ser ou não ser, eis a questão. 
Será mais nobre sofrer na alma 
pedradas e flechadas do destino feroz
ou pegar em armas contra o mar de angústias -
e, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
só isso. E com o sono - dizem - extinguir
dores do coração e as mil mazelas naturais
a que a carne é sujeita; eis uma consumação
ardentemente desejável. Morrer - dormir -
dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que há de vir no sono da morte
quando tivermos escapado ao tumulto vital
nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão
que dá à desventura uma vida tão longa..."

Ato III, cena I
página 67




sexta-feira, 26 de julho de 2013

Sexta de música #31

Continuando no mesmo tema da semana passada, hoje vou comentar um pouco sobre duas músicas que foram feitas em homenagem aos filhos de um grande artista: Nando Reis.


No CD "A melhor banda de todos os tempos da última semana" lançado em 2001 pelos Titãs, o último com a participação do Nando, eles gravaram a música "O mundo é bão, Sebastião", de autoria do música e que era dedicada a seu filho que, segundo ele, tinha acabado de perder o primeiro dente de leite. Depois da separação da banda, Nando continuou executando a canção em seus shows e ela é uma das preferidas de seus fãs.


Nando é conhecido como um grande letrista e tem composições gravadas por Cássia Eller, Skank, Jota Quest e Cidade Negra, e a letra da música que fez para o filho é meiga e inteligente, usando licença poética para falar sobre as particularidades da sua convivência com Sebastião. O próprio nome da canção, que é também seu refrão, é uma frase que sua esposa repetia diversas vezes para o filho, e foi o ponto de partida da inspiração de Nando para escrevê-la:

"Por que o sol saiu
por que seu dente caiu
por que essa flor se abriu
por que iremos viajar no verão
por que aqui o mundo não será cão

quando o Godzila atacar
quando essa febre baixar
quando o mamute voltar
descongelado a caminhar na Sibéria
quando invento o mundo é feito de ideias

O mundo é bão, Sebastião
o mundo é bão, Sebastião
o mundo é bão, Sebastião
o mundo é teu, Sebastião

Como escrever certo o seu nome
como comer se der fome
como sonhar pra quem dorme
e deixa o cansaço acalmar lá em casa
como soltar o mundo inteiro com asas

Tiranossauro Rex tião
dentro dos seus olhos virão
monstros imaginários ou não
tão forte somo todos os infernais
e agora eu vivo em paz

O mundo é bão, Sebastião
o mundo é bão, Sebastião
o mundo é bão, Sebastião
o mundo é teu, Sebastião!"


E então, depois de ter dedicado uma música a um de seus filhos, Zoé, que na época tinha 5 anos, começou a perguntar a Nando quando ele faria uma par ela também: "Papai, quando você vai fazer a música o mundo é bão Zoézinha?". Com tanta pressão e muito mais inspiração e amor paterno, o cantor compôs outra obra prima para a filhinha, chamada "Espatódea".



Num primeiro momento esse nome pode parecer estranho, mas é apenas o nome dessa árvore aí em cima, com flores laranjas que, segundo Nando, lembram muito os cabelos da filha, a única dos seus 5 filhos que é ruiva como o pai. Além dessa referência, ele também usa a expressão 'minha cara' tanto para reforçar esse laço que os une quanto como um tratamento carinhoso - minha querida. É possível perceber ao longo da canção que ele estava realmente tomado de muito amor no momento da composição, como no verso "... não sei se o mundo é bom, mas ele está melhor desde que você chegou...".

"Minha cor
minha flor
minha cara
quarta estrela
letras, três
uma estrada
não sei se o mundo é bom
mas ele está melhor
desde que você chegou
e perguntou:
tem lugar pra mim?
Espatódea
gineceu
cor de pólen
sol do dia
nuvem branca
sem sardas
não sei se esse mundo é bom
mas ele está melhor
porque você chegou
e explicou o mundo pra mim
não sei se esse mundo estão são
mas pro mundo que eu vim já não era
meu mundo não teria razão
se não fosse a Zoé
não sei se o mundo é bom
mas ele está melhor desde que você chegou"

E para que a filha pudesse provar para os amiguinhos que a canção era dela, Nando colocou seu nome no final. Acho que ela gostou ;)


Ainda existem muito músicos que dedicaram canções a seus filhos e essa é uma forma linda de se expressar amor e admiração por esses seres que mudam nossas vidas. Para quem não é cantor nem compositor, que tal mostrar aos pequenos o quanto os amamos em todos os momentos? Não é necessário saber escrever uma letra de música ou um poema para isso, basta sorrir, abraçá-los e estar sempre presente quando eles precisarem. 


quinta-feira, 25 de julho de 2013

E nesse Dia Nacional do Escritor...

... todos nós, envolvidos no universo literário, felicitamos nossos escritores preferidos e até recebemos parabéns de alguns leitores. A data vem sendo comemorada desde a década de 60, quando João Peregrino Júnior e Jorge Amado realizaram o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, da qual eles eram o presidente e o vice-presidente, respectivamente. 

E hoje a editora Intrínseca divulgou a capa do novo livro de John Green, um dos escritores mais badalados atualmente. "Cidades de Papel" é o quarto romance dele a ser lançado aqui no Brasil, e tem previsão de chegar às livrarias em agosto.



O livro foi lançado nos Estados Unidos em 2008 e, segundo o autor, ele é a realização de alguns desejos seus: 1) escrever um mistério; 2) escrever um mistério que questionasse o modo exagerado como idealizamos as pessoas por quem estamos apaixonados - como se, em vez de pessoas normais, elas fossem seres superiores; 3) escrever uma estória que se passasse em Orlando, sua cidade natal; 4) escrever sobre as 'cidades de papel' - lugares que aparecem nos mapas, mas não existem - que ele descobriu durante uma viagem de carro no primeiro ano da faculdade.

A capa da edição brasileira foi fiel ao layout da americana e ficou ótima, com a arte captando a essência do enredo:


Em "Cidades de Papel", quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Splegelman. Até que num cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

A estória promete ser tão empolgante quanto "Quem é você, Alasca?" e cheia de curiosidades nerds que só John Green é capaz de incorporar à narrativa de forma tão natural. Agora é só aguardar o lançamento.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Eles são os caras #25

Eles são atores, comediantes, e seu canal no Youtube já passa da marca de 1 milhão de acessos. Eles são os caras. Não, pera... eles são Os Barbixas!



Mais conhecidos por seu espetáculo "Improvável", Anderson Bizzochi, Elídio Sanna e Daniel Nascimento conquistaram um público fiel e muito variado com seus jogos de improviso, apresentados toda quinta-feira no Teatro TUCA, em São Paulo desde 2009. Esse mesmo espetáculo também viaja pelo Brasil aos finais de semana e, por ser todo baseado em improvisação, cada apresentação é diferente, e os espectadores têm sempre um show inédito, interativo e extremamente engraçado.

Alguns dos melhores momentos dessas apresentações são gravadas e transmitidas pelo Youtube, e os vídeos fazem grande sucesso, o que ajudou a popularizar ao espetáculo e conquistar um grande número de fãs por todo o país. Dentre os mais engraçados que já vi estão o Cenas Improváveis do trem (aqui)  e o Reconstituição Improvável, com o Gustavo Miranda como convidado (aqui) , mas os que me chamam mais a atenção são sempre os que mostram o jogo do troca:


Nas apresentações semanais eles sempre recebem convidados especiais para participar do jogos, como por exemplo Fábio Porchat, Marco Luque, Rafinha Bastos, Márcio Ballas, Marcelo Tas e Bruno Motta,entre outros. Mas, com certeza, a participação de Marianna Armellini merece destaque, principalmente quando ela está no jogo do Só Perguntas, no qual ela é imbatível e impagável.


Os meninos da Cia. Barbixa de Humor também fazem esquetes, ou seja, pequenos quadros ou cenas cômicas, com até dez minutos de duração, que ficaram muito populares com o grupo inglês Monty Phyton, e que eles reuniram num único show, que atualmente está em excursão pelo país. Para quem já curte o trabalho de improvisação, num primeiro momento pode parece que esse outro estilo de apresentação não vai ser tão engraçado, mas eu já fui ao teatro ver o espetáculo "Em breves", e posso garantir que é tão ou mais engraçado que o "Improvável". Em alguns momentos do espetáculo eu quase chorei de tanto rir =D


Essa é a página do site com a sinopse do espetáculo. Lá também é possível ver alguns trechos em vídeo das apresentações, e vocês podem acessá-lo clicando aqui. A agenda de shows está lá, é só conferir se eles estarão perto você e aproveitar o show.

No site também é possível ler a sinopse de outros espetáculos criados pelo grupo, como o "Em lata!", onde eles arrecadam alimentos e enlatados para ONG's e o "3", que tem como base tudo aquilo que vemos no dia a dia relacionado ao número três (trilogias de filmes, os três porquinhos ou a Santíssima Trindade).


Para fazer rir é preciso nascer com o dom, e os Barbixas com certeza foram agraciados com ele; suas apresentações são muito divertidas e envolventes, e eles são muito simpáticos e carismáticos. Cada pessoa tem seu barbixa preferido, e o meu é o Dani - adoro as piadas dele e acho que ele é muito talentoso como diretor também: ele dirige o programa "Olívias na TV", do canal pago Multishow  e o próprio "Improvável".

Alguns vídeos legais para ver são a série de comerciais natalinos que eles fizeram ano passado para a operadora de celulares Vivo, improvisando com frases enviadas por clientes pela internet (aqui), ou a entrevista que eles deram a Rafinha Bastos em seu programa "8 minutos", transmitido em seu canal no Youtube, onde eles batem um papo bem informal e divertido sobre seus trabalhos:


Além de estarem no teatro, os Barbixas já participaram do programa "Quinta categoria" da MTV em 2009, depois fizeram o "É tudo improviso", na Band, comandado por Márcio Ballas. Quando Rafinha Bastos estreou o seu "Saturday Night Live" na Rede TV, convidou Andy para participar do elenco.


Hoje descobri que numa das apresentações do "Improvável", os meninos já fizeram uma cena com meu nome >.<, pena que foi com uma das brincadeiras que eu menos gosto, o Musical Improvável. Mas ficou divertido e vocês podem curtir clicando aqui.


Se você precisa rir um pouco e desligar a cabeça dos problemas do dia a dia, precisa conhecer o trabalho desses caras, seja vendo seus vídeos pela internet ou indo ao teatro assistir ao vivo. Vale muito a pena e você vai sair de lá com a alma lavada. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Lançamento da continuação de "Como se livrar de um vampiro apaixonado" já tem data

A editora Arqueiro anunciou hoje que o livro "Como salvar um vampiro apaixonado", de Beth Fantaskey será lançado no próximo dia 7, e a capa ficou show:


Como gostei demais de "Como se livrar de um vampiro apaixonado", estou ansiosa por esse lançamento. Vocês podem conferir a resenha clicando aqui.

No site da editora tem uma sinopse e até um trecho desse livro para quem quiser ler. Eu nem comecei, prefiro esperar o livro chegar. Clique aqui  e vá direto para lá matar um pouco da curiosidade e da saudade de Lucius Vladescu, o vampiro adolescente mais fofo de todos os tempos.

Divulgada a capa de "Desastre Iminente"

Hoje a editora Verus divulgou a capa da versão de "Belo Desastre", contada por Travis Maddox.


Agora a mesma estória será apresentada pela visão do Cachorro-louco, e as fãs do primeiro livro poderão reler os momentos mais românticos e confusos vividos por ele e Abby. 

O livro tem lançamento previsto para setembro desse ano, e se você ainda não leu "Belo Desastre", ainda dá tempo. Comece conhecendo um pouquinho desse romance lendo a resenha aqui.

Gostei da capa, ficou bem bonita e remete imediatamente à estória do primeiro livro, além de ter as mesmas cores e estilo de letra. Tomara que a narrativa fique mais interessante contada por Travis.


Lançamentos da semana - Cia. das Letras

Confiram as novidades da editora para essa semana:


"As damas do século XII", Georges Duby: o célebre historiador francês Georges Duby (1919-96) já definiu a Idade Média como a idade dos homens. Em estudos posteriores, no entanto, ele mostrou que, de certa maneira, a Idade Média foi também uma idade das mulheres, ou pelo menos de algumas delas. Saídas das sombrar, elas acabaram por se revelar mais determinantes do que se costuma pensar. Nessa edição, que reúne três de seus trabalhos sobre o tema, Duby analisa como a própria identidade de certas famílias nobres foi construída em torno de mulheres. Esta singular reinterpretação, elaborada em linguagem clara e envolvente, resulta em obra não apenas para especialistas, mas para todos os que buscam, através de leitura agradável, adentrar em camadas poucos conhecidas da história.


"Fábulas de Esopo", Jean Philippe Mogenet: Há mais de dois mil e seiscentos anos essas fábulas são lidas e contadas em todo o mundo, isso porque, além de tratarem temas que dizem respeito a todas as pessoas, essas histórias podem ser adaptadas de acordo com os costumes de cada época e com o interesse e o estilo dos autores que as recontam. E foi justamente o que fizeram Jean Philippe Mogenet e Jean François Martin nesta edição, em que fábulas clássicas - como a da lebre que resolveu dar uma cochilada no meio da corrida ou a da raposa que queria muito comer uvas - ganharam narrativas concisas e belíssimas ilustrações, convidando novos leitores a se apaixonarem por esses contos atemporais, e quem sabe, quase mágicos.


"Berlim: 1961", Frederick Kempe: Em junho de 1961, Nikita Khruschóv chamou Berlim de 'o lugar mais perigoso do mundo'. Ele não exagerava: a resistência das potências ocidentais em desocupar militarmente a porção oeste da cidade, conforme exigido por diversos ultimatos do líder comunista - que tentava conter as correntes de refugiados do Leste -, gerou sem dúvida a mais grave crise política pós-guerra. Culminando na construção do símbolo máximo da divisão do globo entre dois grupos antagônicos - o Muro de Berlim, que tornava palpável a metafórica Cortina de Ferro de Winston Churchill -, a crise de 1961 foi a primeira e única vez na história em que litares e tanques norte-americanos e soviéticos estiveram frente a frente, a metros de distância. Baseado em amplo repertório de fontes novas e entrevistas, "Berlim: 1961" narra em ritmo de thriller este que foi um dos eventos cruciais do século XX, e é leitura obrigatória para a compreensão da história da Guerra Fria.


"Cadê você, Bernadette?", Maria Semple: Bee concluiu seus estudos na Galer Street, uma escola liberal de Seatle, com as melhores notas, e tudo o que ela quer como presente de formatura é uma viagem à Antártida na companhia dos pais. Elgin é um pai ausente, mas genial: programador da Microsoft, tornou-se um rock star no mundo nerd por ter dado a quarta palestra mais vista no TED, e está prestes a lançar o Samantha 2, o projeto de sua vida. O momento não poderia ser pior para se isolar no extremo sul do planeta. A mãe, Bernadette, já não aguenta a vida em Seattle e está à beira de um ataque de nervos, poucos dias antes da viagem, ela desaparece, com medo do convivio social e de sentir enjoo durante a travessia da passagem de Drake. Agora Bee fará tudo para encontrar a mãe. Mas antes ela terá de descobrir quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem.


"A lobinha ruiva", Stela Greco Loducca: Era uma vez uma lobinha ruiva que precisava visitar a vovozinha doente. No caminho, ela encontra um caçador que é mau pra chuchu e que a engana para chegar antes à casa da vovó. Se você acha que já ouviu essa história, provavelmente está certo. E se acha que não está reconhecendo bem a trama, também acertou! Pois aqui a brincadeira é recontar uma história clássica, trocando o papel dos personagens mais importantes, parece que vai dar um nó na cabeça da gente, mas, no final, essas mudanças nos fazem pensar em um monte de coisas importantes - por exemplo, será que existe um mau que é só mau e um bom que é só bom?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Um pouquinho de...



"Balancei a cabeça, concordando. Eu gostava do Augustus Waters. Gostava muito mesmo dele. Gostava de como a história dele terminava falando de outra pessoa. Gostava da voz dele. Gostava do fato de ele ter feito lances livres carregados de existencialismos. Gostava de ele ser professor titular no Departamento de Sorrisos Ligeiramente Tortos com duas cátedras no Departamento da Voz Que Me Deixa à Flor da Pele. E gostava de ele ter um apelido. Sempre gostei de pessoas com apelidos porque você pode escolher como chamá-las: Gus ou Augustus? Eu era sempre só Hazel, uma Hazel univalente."

página 35



sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sexta de música #30


Em 1992 a banda Engenheiros do Hawaii lançou seu 6º disco de estúdio, o Gessinger, Licks e Maltz (também conhecido com GLM, que são iniciais do sobrenome de cada um dos integrantes do grupo), que estourou nas rádio do país com o grande sucesso "Ninguém é igual a ninguém". 


Além dessa canção, o álbum também trazia "Parabólica", uma quase-poesia dedicada à Clara, filha de Humberto, o vocalista da banda, que tinha nascido naquele ano. A letra é muito boa e tem uns jogos de palavras que a deixam mais interessante, fazendo com que o ouvinte tente imaginar o que ela realmente significa:

"Ela para
e fica ali parada
olha-se para nada
(Paraná)
fica parecida
(paraguaia)
para raios em dia de sol
para mim.

Prenda minha parabólica
princesinha parabólica
o pecado mora ao lado
e o paraíso... paira no ar...
... pecados no paraíso...

Se a TV estiver fora do ar
quando passarem os melhores
momentos da sua vida
pela janela alguém estará
de olho em você
completamente paranóico 
prenda minha parabólica
princesinha clarabólica
paralelas que se cruzam
em Belém do Pará...

Longe, longe, longe (aqui do lado)
(paradoxo: nada nos separa)

Eu paro 
e fico aqui parado
olho-me para longe
a distância não separabólica"

Nos primeiros versos Humberto fala sobre a forma como as crianças pequenas ficam paradas, imersas em seu mundo, alheias ao que se passa ao seu redor, como que olhando para um nada, e usa o nome do estado do Paraná para reforçar a palavra parabólica, aplicando a técnica da aliteração, muito comum em poesia, que consiste em repetir a mesma sílaba ou palavra várias vezes numa mesma frase. Esse fenômeno acontece o tempo todo na música e dá a ela essa sonoridade poética tão agradável aos ouvidos. Já quando se refere ao para raio, ele provavelmente quis comparar a alegria que a filha lhe transmite com o reflexo de um raio de sol no metal que constitui o para raio.

Logo no início da segunda parte ele diz "prenda minha parabólica", o que não quer dizer que ele está mandando prender algo ou alguém; é apenas a forma carinhosa como os gaúchos tratam suas namoradas e esposas (prenda, como um presente, uma dádiva). E se o pecado mora ao lado, ou seja, está por todos os lugares, cercando o pai e lhe impondo provações o tempo todo, o paraíso paira no ar enquanto ele está com ela, ou quando está distante e se lembra da filha. Mesmo tomado pelo amor paternal, ele, como ser humano que é, comete alguns erros, ou "pecados" no paraíso.

No verso "Se a TV estiver fora do ar quando passarem os melhores momentos da sua vida, pela janela alguém estará de olho em você...", Humberto afirma para a filha que, mesmo estando longe em muitos momentos, alguns importantes para a vida dela, ele estará sempre ao seu lado, com o pensamento e o coração, e que ela pode confiar nisso. E mesmo que ele se ausente para sempre (ou seja, morra), alguém estará de olha em Clara, zelando por ela. Esse pensamento o deixa perturbado, e certamente incomoda todos os pais, por isso ele conclui com o verso "completamente paranóico".

Uma parte um tanto quanto polêmica, mas que é uma das mais bonitas da música e que só se pode entender conhecendo um pouco da estória de sua criação é "paralelas que se cruzam em Belém do Pará...". Aqui o músico não se referiu maldosamente ao estado, comparando-o com o fim do mundo ou algo do gênero; ele simplesmente inseriu na letra da música o lugar onde ele estava fazendo shows no momento do nascimento da filha, o que lhe impediu de estar presente no parto. E como paralelas não se cruzam, ele aproveitou a aliteração novamente e romantizou esse momento, "cruzando" ou "unido" para sempre a vida de pai e filha.

Em "Longe, longe, longe (aqui do lado), (paradoxo: nada nos separa)...", está clara a mensagem: mesmo estando longe, eles estarão sempre perto, apesar disso parecer um paradoxo.

E fechando a canção com chave de ouro, Humberto se põe no lugar em que começou a falar sobre a filha: parado, olhando para o nada, ou seja, refletindo, pensando, e sabendo que nem a distância os separa.


Outra observação interessante é que o próprio nome da música é carregado de significado: Humberto compara a filha com a antena, no sentido de que ela pode captar todas as coisas do mundo, e que a partir de seu nascimento ela concentraria toda o amor e atenção de seu pai.

Ao assistir o vídeo oficial da música, fica evidente, para quem ainda não sabia, que ela tem alguma coisa a ver com a criancinha que aparece em algumas cenas, que vocês podem conferir clicando aqui.  O vídeo abaixo não é o oficial, mas mostra a versão original de "Parabólica":


Já em 2007, quando Clara já era uma adolescente, o Engenheiros gravou o CD acústico "Novos Horizontes", do qual ela participou cantando justamente a canção que o pai lhe dedicou:


Bacana quando um artista dedica algo de seu trabalho ao filhos, não é mesmo? Isso não se limita a Humberto Gessinger e, na próxima semana, vou falar de outro músico que fez uma canção para um momento especial de um de seus filhos. Até ;)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Os desejos da Bela Adormecida - resenha


"O conto de fadas 'A Bela Adormecida' ganha uma roupagem nada inocente pelas mãos de Anne Rice. Nesse primeiro volume da trilogia erótica, a princesa condenada a dormir por cem anos se torna vítima de um segundo feitiço: virar escrava sexual".

O que é mais difícil: fazer uma resenha de um livro que você amou ou de um que você simplesmente detestou? Minha relação com esse livro foi difícil, desde as primeiras páginas, pois não gostei do rumo que autora estava dando à trama.

Todo mundo comentando sobre um livro hot escrito pela mãe das melhores estórias de vampiro de todos os tempos, e eu achando que ia ser uma coisa mais na linha de "Toda Sua"... ledo engano. Não sei por quê cargas d'água Anne Rice decidiu escrever essa estória, mas posso dizer com certeza que ela deveria ter ficado no assunto que ela já dominava.

Já no início do livro, um príncipe muito lindo decide que vai entrar no castelo onde estão muitas pessoas adormecidas, todas atingidas pelo mesmo feitiço que condenou Bela a dormir por 100 anos, e todo o blá blá blá que já conhecemos do conto de fadas. Então ele encontra o quarto da princesa que furou o dedo no fuso, a vê deitada na cama, dormindo passivamente e acha que seria legal fazer sexo com ela! Eis que Bela acorda repentinamente durante o ato e não reclama, não faz um escândalo, não grita nem morde aquele cara estranho que está em cima dela! E o pior, ela gosta!

Esse príncipe tarado-necrófilo-maluco diz a Bela que a partir daquele momento ela seria sua escrava particular e que não deveria mais usar roupas nem discutir suas ordens. Os demais moradores do castelo que estavam dormindo também acordam, e o príncipe explica para o pai de Bela que vai levá-la para seu reino para ser sua escrava, como pagamento por ele ter quebrado o feitiço que os mantinha dormindo, e o rei aceita.

A partir daí, Bela sofre todo tipo de humilhação imaginável, desde a exposição pública de seu corpo nu até ser espancada por uma jovem que nunca tinha visto antes para simples deleite do príncipe. O costume de seu reino é manter os príncipes e princesas de reinos vizinhos como escravos sexuais, sob a alegação de que isso vai educá-los para a vida e para exercer suas futuras obrigações. Considerando que é uma estória erótica, isso é aceitável, mas a forma como esses escravos vão sendo tratados ao longo da narrativa foi um pouco exagerada para mim.

Estando nos domínios de seu "dono", Bela é espancada o tempo todo, com palmatórias e chicotes, é obrigada a andar sempre de quatro, despir, banhar e vestir seu príncipe, pentear seus cabelos, lhe servir vinho e comida e ainda lhe satisfazer sexualmente quando ele achar que deve. Isso foge totalmente do que considero uma estória sensual ou erótica, e que fala sobre sexo, sobre práticas sexuais não tão comuns à maioria das pessoas: aqui, o que se destaca é a humilhação do ser humano, o sofrimento infligido aos escravos que os obriga a viver em condições piores que os animais.

Já achei terrível imaginar uma pessoa sendo obrigada a andar sem roupa por todos os lugares, sendo exibida como um pedaço de carne, mas ficou ainda pior quando Bela começou a gostar daquela vida, sentir necessidade de ser espancada (e estou falando aqui de muitos golpes de palmatória, pelo corpo todo, sem pena, e não das surras que Christian dava em Ana em "Cinquenta tons de cinza") para agradar seu príncipe, tudo isso para dar vazão ao seu próprio desejo sexual, que não sabia como controlar.

Dentre os castigos e punições a que eram submetidos os escravos participavam uma corrida, como se fossem cavalos, com um tipo de arreio para que seu condutor os controlasse enquanto o acertava sem parar com um chicote, ou correntes onde eles eram pendurados com o sexo à mostra, braços e pernas presos e bocas amordaçadas. Em outras ocasiões eles eram abusados sexualmente, como quando um deles foi estuprado por um cavalariço e foi obrigado a fazer sexo oral em inúmeros homens seguidamente, engolindo o esperma de todos ele sem pestanejar. E aí eu me perguntou: o que há de sensual nisso???

Para apimentar a trama, Bela acaba se apaixonando pelo escravo particular da rainha, o príncipe Alexi, que foi um rebelde durante muito tempo, até se acostumar com o tratamento que recebia e se convencer de que deveria agradar a rainha e satisfazer todos os seus desejos, ainda que isso significasse apanhar constantemente.

O livro termina sem concluir a estória, deixando-a em aberto e com uma outra situação começando a se desenvolver, quando Bela foge de seu príncipe e é transferida para um lugar que eles chamam de 'vila', onde, aparentemente, os castigos são ainda piores que os aplicados no castelo.

Apesar de gostar de Anne Rice e de seu estilo de escrita, não consegui gostar desse livro em momento algum, mas também não o abandonei antes do final, por que não sou de fazer isso e queria ver até onde iria todo aquele absurdo. Não recomendo o livro para pessoas que, como eu, acham que esse tipo de prática sexual descrito por Rice é exagerado e não tem nada de erótico.

"Os desejos da Bela Adormecida"
Anne Rice
editora Rocco
349 páginas

terça-feira, 16 de julho de 2013

J. K. Rowling e os pseudônimos da literatura

Essa semana houve um furor nas redes sociais acerca da revelação de J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter, de que teria lançado um romance em abril passado sob o pseudônimo de Robert Galbraith.


Mas não há motivo para tanto estardalhaço. O uso de pseudônimos na literatura é mais frequente do que muita gente imagina, e os motivos que levam os autores a assumir outra personalidade são diversos. 

A loira está muito bem acompanhada nessa aventura de publicar obras com outro nome que não o seu: músicos já assumiram outra identidade para ver suas canções liberadas pela ditadura aqui no Brasil, e muitos autores, entre eles Machado de Assis e Olavo Bilac, escreveram textos polêmicos ou que defendiam opiniões políticas contundentes, sem se comprometer.

fonte: Veja
Talvez o caso mais famoso de um escritor que assumiu mais de um pseudônimo seja Fernando Pessoa: o poeta criou dezenas de personalidades diferentes, que não só tinham seus próprios textos e livros publicados, como também tinham biografia e personalidades individuais. Por exemplo, Álvaro de Campos, poeta e engenheiro português, porém, com educação inglesa, criticava a velocidade da vida moderna e Ricardo Reis era médico e sua obra focava no fim inexorável do todo e qualquer ser vivo.


Em outras épocas algumas mulheres se valiam de pseudônimos para poderem publicar seus livros, fugindo do preconceito que existia contra elas. As irmãs Brontë são um exemplo clássico disso: elas assinavam seus textos com nomes masculinos para poderem ser respeitadas no meio, já a literatura não era uma atividade a ser exercidas por damas. Outra que lançou mão desse artifício foi a francesa Amandine Dupin, que usava o nome George Sand para publicar seus romances nos anos 1800.


Até Agatha Christie entrou nessa brincadeira: entre 1930 e 1956, ela publicou seis romances de época sob o pseudônimo de Mary Westmacott. A rainha do gênero policial deixou sua especialidade um pouquinho de lado e usou os romances para tentar driblar sua timidez e se expressar melhor através das palavras.


Aliás, o motivo para eu escrever esse post foi a coincidência entre a revelação de J. K. e o lançamento de seu livro e o final da minha leitura de "Os desejos da Bela Adormecida", também de uma escritora muito famosa, mas lançado com um pseudônimo: Anne Rice, como A. N. Roquelaure.

No início da década de 80, já tendo lançado alguns dos seus melhores livros da série "Crônicas Vampirescas", incluindo "Entrevista com Vampiro", Anne achou que seria interessante escrever uma trilogia erótica baseada no conto de fadas "A Bela Adormecida", mas não o daria sua cara à tapa e assinou os livros com outro nome. Na minha opinião, ela deveria ter continuado apenas no universo vampiresco (mas vou falar disso na resenha que será postada na próxima quinta-feira).


Seja homem ou mulher, muitos escritores já tiveram suas razões para escrever usando nomes diferentes, sejam elas políticas, para driblar o preconceito, preservar uma reputação já consolidada ou simplesmente para transitar entre gêneros literários diferentes. Talvez nossa amiga J. K. Rowling tenha decidido seguir o exemplo de Stephen King que, depois de alcançar grande sucesso com o lançamento de seus dois primeiros livros ("Carrie, a estranha" e "O iluminado"), pediu a sua editora que publicasse alguns trabalhos seus com outro nome, para não encher o mercado literário com tantas obras do mesmo autor e para verificar se estava vendendo tão bem porque tinha talento de verdade ou era apenas sorte.

Acredito que Rowling tenha sentido vontade de escrever sem a pressão de agradar aos seus já milhares de leitores cativos, como um teste à sua própria capacidade de criar estórias boas e que sejam bem aceitas pelo público em geral. Como ela mesmo disse na recente entrevista em que revelou a publicação de "The Cuckoo's Calling",  "foi maravilhoso publicar sem forte promoção ou expectativas e ficar a par da acolhida estando oculta por um nome diferente, mesmo que com isso muitos editores tenham rejeitado seu trabalho". Tanta gente buscando um lugarzinho ao sol no mercado literário e a tia Jo esnobando o que já tem... vai entender...


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Um pouquinho de...


"- Oh, oh! Mais uma cartinha? Quantas já escreveu para Cristiano? Cinco? Dez?
- Cala a boca!
O inimigo rachado ria-se sério, como se fizesse de cada escárnio uma bofetada. Esbofeteada, surrada por ela mesma, Isabel punha no papel todo o tormento e toda a paixão que a perseguiam, que aumentavam a cada dia e a cada carta que renovava o namoro de Rosana e Cristiano. O mesmo papel que, mais uma vez seria entregue pela amiga ao seu querido. E que serviria para aumentar a paixão de um lado e o tormento de outro.
'Ah, tormento que eu não posso confessar...
o que eu escrevo é verdade, eu não minto,
eu declaro tudo aquilo que eu sinto,
e é a outra que teus lábios vão beijar...
Sei que quantomais verdade tem no escrito,
mais distante eu te ponho dos meus braços,
pois desenho o paralelo de dois traços
que na certa vão perder-se no infinito.
Estes versos feitos pra te emocionar
justificam todo o amor que tens por ela
e as carícias que esses dois amantes trocam,
E eu te excito, sem que venhas a notar
que esses lábios que tu beijas são os delas,
mas são minhas as palavras que te tocam...'
- Não! Onde estou com a cabeça? Não posso entregar isto! Cristiano não pode saber que... Nunca! Eu prometi. Preciso escrever outra carta. Outra carta... Ah, Cristiano, eu morro..."


A marca de uma lágrima
página 29

sábado, 13 de julho de 2013

Dia mundial do rock \m/

Hoje não é sexta de música aqui no blog, mas peço licença aos leitores pois 'É dia de ROCK, bebê!!!!!"


Estamos comemorando o Dia Mundial do Rock e, apesar de a MTV achar que o rock morreu,  nós rockeiros continuamos aqui para provar o contrário! Nenhum estilo musical morre: assim como tudo na vida, a música também vive de ciclos, vários já passaram e continuarão passando eternamente. Ás vezes um certo estilo fica meio de lado, apreciado apenas por aqueles admiradores mais fervorosos e fiéis, enquanto outra moda fica em evidência, e o rock está passando por essa fase agora. Além disso, o sucesso desse ou daquele estilo depende das pessoas que o ouvem. Por exemplo: rock para mim é aquele que eu cresci ouvindo, que eu curtia quando tinha 15 anos, mas, para quem tem essa idade hoje, o rock pode ser a música feita por Fresno, NXZero, Simple Plan, Cine e até Restart. Cada um tem um gosto ;)


Mas como vocês podem ler ai no meu perfil, eu gosto de rock, e hoje contar para vocês quais as minhas bandas preferidas e fazer a elas uma pequena homenagem.


Podem me julgar, mas não curto muito Metallica, não gosto do Iron Maiden, Pink Floyd, Doors, Black Sabbath nem Led Zeppelin. Ok, eles têm uma ou outra música que me chama a atenção, mas no geral, não fazem meu estilo.

Prefiro músicas mais rápidas, daquelas que levantam a plateia nos shows, que nos fazem querer pular em casa quando as ouvimos. Nesse estilo posso citar Ramones, Clash, Sex Pistols, Green Day, Slipknot e System of a Down.


Outras bandas está há muito, muito tempo na estrada, e vêm fazendo parte de toda a minha vida, como Rolling Stones, Pearl Jam, Red Hot Chilli Peppers e U2 (de quem o fdp Sambô estragou para sempre a clássica 'Sunday Bloody Sunday'):


E aquelas que não estão mais enter nós? Também têm seu espaço na história do rock e no meu coração: Nirvana, Beatles, Guns'n'Roses e Rage Against the Machine:


E não posso deixar de falar das bandas nacionais que moram no meu coração: Titãs, Raimundos, Ira!, Capital Inicial, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Camisa de Vênus e Engenheiros do Hawaii:


Vou finalizar a homenagem com um vídeo de uma banda que eu adoro e que vem mostrando há alguns anos porque merece ser uma das mais importantes do cenário rock atual. O Foo Fighters, com seu vocalista Dave Grohl não só ocupou o espaço deixado pelo Nirvana quando Kurt Cobain morreu como conquistou novos fãs, e sabe fazer rock como poucos:


O site "O guia dos curiosos" tem várias curiosidades sobre o Dia Mundial do Rock e outras coisas interessantes sobre o universo rockeiro, como a origem de algumas bandas, casos de plágio e a linha do tempo do rock. Vale a pena conferir e ficar bem informado (clique aqui, aqui, aqui e aqui).

É isso. Para todos aqueles que curtem o bom e velho roc'n'roll, hoje é um dia de festa, e espero que tenham gostado dessa pequena homenagem feita aqui. Como dizem os Rolling Stones: "I know, it's only rock and roll (but I like it)".