quinta-feira, 30 de abril de 2015

A mais pura verdade [Resenha]


"Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha. Mas, em certo sentido, um sentido muito importante, Mark não tem nada a ver com as outras crianças. Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram. Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça."

Quando a Novo Conceito me enviou a degustação desse livro, eu fiquei decepcionada por ter terminado aquelas poucas páginas sem saber o que ia acontecer com Mark, e de tanta ansiedade para descobrir o final da sua aventura, nem esperei eles me mandarem o livro completo, fui na loja e comprei. E valeu a pena.

Mark é um menino que tinha uma vida como a de qualquer criança, até que foi diagnosticado com câncer. A notícia abalou a família e sua melhor amiga Jessie, que ele conhece desde sempre, e com quem compartilha tudo. Então, entre os longos tratamentos no hospital, a perda dos cabelos e alguns períodos de melhora na doença, ele se interessa em conhecer o Monte Reinier, que seu avô vivia dizendo que um dia iria escalar.

Além da montanha, ele gosta de fotografia, também influenciado pelo avô, e de escrever haicais. Ele tem uma máquina fotográfica antiga, daquelas de filme, que pertenceu ao avô, e um caderno onde escreve seus haicais.

Mark está triste por causa da doença, se sentindo culpado por fazer os pais sofrerem, e com medo de morrer. Então, ele decide encarar logo a morte e acabar com tudo de uma vez. Para isso, ele planeja escalar, sozinho, o Monte Reinier. Sabendo que ninguém vai deixá-lo ir, ele foge, levando consigo apenas o necessário para completar a aventura: a câmera, o caderno, dinheiro, algum suprimento em barras de cereal, cordas, e seu cachorro, Beau.

Durante o trajeto, ele passa por situações muito complicadas, que o desafiam a continuar: desde sentir muita dor de cabeça e vomitar por causa do efeito dos remédios até ser assaltado na rua e ficar sem nenhum dinheiro para continuar a viagem. Mas mesmo assim ele segue em frente, e durante seu trajeto até a montanha acompanhamos sua reflexão sobre a vida.

Se por um lado torcemos para ele consiga chegar ao seu objetivo, por outro temos medo de que ele chegue lá e não consiga sobreviver - o que seria uma morte muito triste. Também sofremos com a angústia dos pais de Mark, por não saber onde o filho está, e com o drama de Jessie, que sabe que o maior sonho do amigo é chegar ao Reinier, mas também tem consciência de que isso poderá matá-lo. E como se não fosse o suficiente, ela não consegue decidir se o melhor a fazer é avisar os pais de Mark que sabe para onde ele está indo, ou se deve apenas esperar que o pior aconteça.

Essa poderia ser apenas mais uma estória de uma criança com câncer, mas o autor conseguiu tirar o foco da doença e chamar nossa atenção para os sentimentos de Mark: aos poucos ele vai percebendo tudo que está deixando para trás, e, em alguns momentos, chega a avaliar se vale mesmo a pena viajar para os braços da morte certa. O livro é sobre algo muito maior que uma doença, é sobre vida.

Um ponto alto da narrativa é a relação de Mark com Beau. O cachorro é totalmente fiel ao amigo, assim como acontece na realidade, e está sempre ao seu lado, para o que der e vier. Enfrenta a fome e o frio, mas não o abandona, e muitas vezes é a presença de Beau que permite que Mark continue sua caminhada.

Outra coisa que chamou minha atenção foi a disposição dos capítulos, que se revezam entre a narrativa de Mark a caminho da montanha e da agonia das pessoas que ficaram para trás, sem notícias suas - mãe, pai e amiga. Gosto dessa fórmula, que mistura momentos diferentes da estória, e mostram dois lados da mesma situação, narrados por personagens diferentes: além de permitir que o leitor veja os acontecimentos por ângulos diferentes, também faz com que ele se atenha mais ao que lê, tendo que parar numa determinada cena, entrar em outra, e depois retomar aquela que ficou para trás. Isso exige atenção do leitor, e deixa a leitura mais interessante.

Há momentos muito tensos na viagem de Mark até a montanha, e em determinadas situações eu cheguei a acreditar que seria o fim. Mas mesmo com algum sofrimento, a leitura é agradável, e bastante simples. A certa altura comecei a pensar que tudo aquilo é impossível de acontecer, que nenhuma criança jamais faria o que Mark fez, fugindo de casa assim, deixando os pais tão aflitos, mas depois me lembrei de que se trata de uma ficção, e que em ficção tudo é possível.

Esse é um livro sobre o valor das pequenas coisas da vida, dos momentos que podem não significar muito, mas que têm sua importância. Ele alterna momentos tristes e divertidos, na medida certa, e pode agradar a maioria dos leitores. Recomendo que leiam e vivam cada capítulo junto com os personagens, para sentir exatamente o que eles sentem e entender os motivos que levaram Mark a tomar a decisão de fugir em busca de um sonho (quase) impossível.

A mais pura verdade
Dan Gemeinhart
editora Novo Conceito
224 páginas
nota do Skoob: 4.4 
nota do blog; 4.5 


Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

terça-feira, 28 de abril de 2015

Afinal, o que é literatura?



O que dizer sobre a entrevista que a escritora Ruth Rocha deu essa semana para o portal Ig, falando sobre os seus 50 anos de carreira? Em primeiro lugar, gosto muito da Ruth Rocha; li alguns de seus livros na escola, e respeito o trabalho dela. Mas, talvez por uma escolha infeliz de palavras ou até por uma edição equivocada da entrevista, ela pareceu não respeitar o trabalho alheio.

De acordo com a entrevista, ela teria dito que "os atuais best-sellers infanto-juvenis não são literatura, é tudo besteira", e que "não acha errado Harry Potter fazer sucesso, mas não acha que seja literatura". Alto lá amiga, mexer com Harry Potter é quase heresia hoje em dia. 

Torcendo para que ela não tenha querido dizer o que disse, vale falar um pouquinho sobre o que é literatura. Será que é possível definir de verdade? Ou a literatura é algo diferente para cada um de nós?

Pois bem, técnicamente falando, literatura é a arte de criar e compor textos, em diversas vertentes de produções literárias, como poesia, prosa, literatura de ficção, literatura de romance, literatura médica, literatura técnica, literatura de cordel, entre outras. A literatura apresenta diversos gêneros, que atingem diversos públicos diferentes, como a literatura infantil, por exemplo, ou a erótica.




Dentro desse conceito, podemos assumir que livros, independente do gênero, são literatura, certo? E se a série Harry Potter é um conjunto de livros, é totalmente aceitável dizer que eles são literatura. Ou não? Até onde pude entender da definição de LITERATURA, a criação de J. K. Rowling se encaixa perfeitamente no termo, e ainda pode ser inserida nos gêneros infanto-juvenil ou fantasia.

Claro que cada pessoa tem o direito de gostar ou não gostar de Harry Potter, e até de concordar com o que a Ruth Rocha disse, mas achei um pouco de exagero, principalmente sendo ela uma colega de profissão de Rowling. Eu acho um pouco radical um escritor taxar o trabalho de outro de "besteira". Argumentar, explicar, expor as razões que nos levam a gostar (ou desgostar) desse ou daquele livro é a forma correta de se expressar, principalmente se você é uma pessoa pública, um representante expressivo da literatura brasileira, formador de opinião. 

Tia Ruth deveria ter pensado mais um pouquinho antes de fazer a declaração polêmica, desmerecendo o trabalho da Tia Jo né. Apesar disso, devemos reconhecer a importância da obra de Ruth Rocha na literatura nacional, e aproveitar a parte boa da entrevista dela, onde ela fala sobre um problema real, e que todos nós trabalhamos para mudar: a latente falta de incentivo da maioria dos pais para que seus filhos aprendam a amar a literatura. Ela disse "vejo pais gastando R$ 1.000 em um celular, mas não gastam R$ 1 em livros para seus filhos".





Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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domingo, 26 de abril de 2015

Filmando #14 - Os vingadores - a era de Ultron





















Semana passada tivemos uma resenha sobre a HQ da Era de Ultron. Agora que fomos ver o filme, nada mais justo do que fazer uma retratação e julgar se a Marvel atendeu as expectativas mais uma vez. Portanto, muita atenção, pois este post estará tão carregado de Spoilers quanto a aljava de flechas do Gavião Arqueiro.



Vamos começar com a seguinte premissa: se vocês leram os quadrinhos, não esperem nada parecido. Aqueles que não leram, podem se apegar apenas a resenha feita aqui mesmo.

O início é arrebatador, ação para ninguém colocar defeito e o foco ainda está no Tesseract. Quem o possui, onde estará e como recupera-lo, mas esse objetivo dá lugar a algo muito maior depois que a Feiticeira Escarlate coloca o Tony Stark em uma realidade paralela mostrando a ele todos os Vingadores mortos. Depois disso, o Homem de Ferro decide construir uma inteligência artificial com a ajuda de Bruce Banner e o nomeia de Ultron. Ao final de uma série de erros e acertos, o Ultron finalmente acorda e decide que está na hora da raça humana ser extinta e substituída por uma evolução.

O desenvolvimento do filme foi perfeito, duas horas e meia que passaram sem cansaço. Desde o início o telespectador é lançado no meio de batalhas bombásticas e golpes mirabolantes. Quando eles não estão lutando contra o mal, a guerra de egos acontece a todo instante; haveria motivos para a guerra civil começar desde já, mas deixaremos para outro filme.

Falando nos novos personagens, Feiticeira Escarlate e Mercúrio foram muito bem encaixados na trama, com as motivações necessárias para justificar suas ações. O Visão também foi bem elaborado, se encaixou muito bem, mas faltou um desenvolvimento, talvez, se tivesse tempo, poderia ter explorado um pouco mais o personagem. Palmas também para a participação dos coadjuvantes de outrora: Patriota de Ferro e Falcão que finalmente se juntaram a saga, e para Nick Fury que, como o Ikki de Fênix, retornou das cinzas mais uma vez. E claro que não poderia faltar a participação digna de Oscar do eterno Stan Lee, (todos se curvando perante o mestre). Todavia aconteceu aquilo que eu temia, um romance entre agente Romanoff e Bruce Banner, uma lástima, mas não teve força suficiente para chamar a atenção, então nenhum dano foi causado.




Em síntese, nada do que aconteceu nos quadrinhos foi para o cinema, porém o diretor Joss Whedon, conseguiu transmitir muito da essência da saga. Essa é uma das mais difíceis tarefas dos Vingadores, eles são derrotados muitas vezes, perdem amigos, se sacrificam pelo bem maior e isso tudo, guardado as devidas proporções, foi mostrado. Como se não bastasse deixar o público entusiasmado com as cenas de ação que ocorrem o tempo todo, ainda conseguiram dar destaque para a tão aguardada briga entre Hulk e Hulkbuster. É assim que se faz uma batalha quase apocalíptica senhor Zack Snyder.




Ao final do filme, uma mistura de sentimentos acontece com o tom melancólico, quase de despedida de alguns personagens, mas dura pouco tempo, pois na sequência dos créditos a cena extra chega como uma cotovelada no rim de qualquer fã. Se você esperou ansiosamente para ver A Era de Ultron, com certeza será desesperador aguardar até a Guerra Infinita Parte 1.




Quem já assistiu, deixe seus comentários dizendo o que achou, se já leu os quadrinhos ou não. Se não assistiu e leu até aqui, apesar do aviso de spoiler, comente também! Quero saber a opinião dos leitores sobre essa adaptação.



João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
@oliveira_jh

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sexta de música #88: O que o The Voice (EUA) tem?



Há algumas temporadas venho acompanhando o The Voice americano - que é infinitamente melhor que o daqui - e desde então tenho descoberto músicas que não conhecia. Algumas delas estão por ai, na boca do povo, mas como eu raramente ouço rádio, não sabia da sua existência. Outras são clássicas, mas eu ainda não tinha tido a chance de ouvi-las.

Vocês podem até achar estranho, mas há 1 ano atrás, eu realmente não sabia quem era Ed Sheeran, e após ouvir uma canção do ruivo sendo interpretada por um candidato do programa, fui pesquisar para saber de quem se tratava. Curiosamente, descobri que já incluí um vídeo dele num post musical, onde criei uma playlist para Rony Weasley (confira aqui).

Demorei um pouco para me acostumar com o estilo dele, mas agora já gosto bastante. E não foi só com o inglesinho peculiar que isso aconteceu, mas com muitas outras músicas populares que eu passei a conhecer e curtir através do programa.

Além das apresentações musicais, temos os jurados, que são parte do show, sem parecer artificial como os do Brasil; Adam Levine e Blake Shelton são muito divertidos. Esse último, inclusive, era totalmente desconhecido dessa blogueira aqui, que não costuma acompanhar música country. É interessante ver como esse estilo tem muitos admiradores por lá.




Foi no The Voice que conheci um pouco do trabalho do Usher, além de sua simpatia, claro. E também descobri que o Pharrel Williams é extremamente cativante, e entende realmente de música. Não é a toa que ele é um produtor tão bem conceituado entre os músicos. Entre as participantes femininas que pude acompanhar, a mais técnica sem dúvidas é Christina Aguilera, que ficou fora por 2 temporadas e retornou agora, na oitava. Durante sua ausência ocuparam sua cadeira a linda Shakira e a mulher que não envelhece nunca, Gwen Stefani.

Se vocês ainda não assistiram ao programa, vale a pena dar uma conferida. Aqui no Brasil ele é transmitido com alguns dias de atraso pelo canal pago Sony, aos domingos e segundas a noite. Mas claro que dá pra ver tudinho pela internet, inclusive, rever os melhores momentos no canal deles no Youtube.



Mas o foco do programa são os cantores: alguns são realmente muito bons, e conseguem despontar no mercado musical depois do The Voice, o que é bem diferente da nossa versão brazuca né. Mas não vou ficar aqui malhando a versão nacional do reality, vocês assistam a ambos e tirem suas próprias conclusões (eu juro que tentei gostar do TVBrasil, mas não deu; é tudo muito artificial e forçado, apesar de alguns participantes cantarem muito bem).

Querem saber o que o The Voice tem? Cantores competentes, boas músicas, ótima produção e jurados divertidos que são parte do show. Ouçam a playlist de hoje: ela vem cheia de sucessos que eu conheci através do programa, e que agora fazem parte do meu dia a dia. Aproveitem!





1. It's a man's man's man's world
2. Counting stars
3. Stay with me
4. Chandelier
5. All of the stars
6. I need your love
7. All about that bass
8. Stuck in the middle with you
9. Collide
10. Make it rain
11. Sugar
12. Money on my mind

E como faixa bônus, uma música que todo mundo conhece (inclusive eu! rsrs), mas que ganhou uma versão meio obscura na temporada passada, interpretada por um dos meus participantes favoritos - mas que não foi o campeão, infelizmente. Mr. Taylor John Williams, interpretando Come together, dos Beatles:







Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Cure meu coração [Resenha - Parceria]


"A expectativa de Clem para as férias que passaria velejando em alto-mar com os pais e a irmã caçula era de um verão no exílio. Em crise consigo mesma, ela embarca no veleiro 'Tudo é possível' sem saber que, na verdade, o que a espera é uma viagem de descobertas sobre a amizade, o amor e o perdão. Seja bem-vindo a bordo! Alternando capítulos no passado e no presente, essa é uma deliciosa estória de amor que vai agradas aos fãs de Sarah Dessen."

Esse é um YA bem YA mesmo: retratando em detalhes muitos dos sentimentos confusos que nos dominam durante a adolescência, "Cure meu coração" é destinado ao público nessa faixa etária. Com a personagem principal, Clem, sofrendo e chorando por ter estragado sua amizade de anos com Amanda, e assim, se afastando cada vez mais de todo o restante do mundo, acreditando que é a culpada por tudo de mal que lhe acontece, o texto vai mostrando que nada é tão difícil e complicado assim.

A família de Clem sempre viaja de veleiro no verão, mas esse ano ela está se sentindo a pior pessoa do mundo por ter cometido um erro grave com a melhor amiga, e acredita que a viagem será muito chata. Na verdade, o quadro que ela pinta é muito mais feio do que a realidade: durante a narrativa vamos descobrindo o que realmente aconteceu nessa relação Clem/Amanda, e percebendo que tudo não passou de uma confusão comum, daquelas que acabam ficando sem explicação de parte a parte, porque simplesmente ninguém deu o primeiro passo para por tudo em pratos limpos. 

Clem sabia o tempo todo que estava errada, mas não conseguia evitar continuar errando, e é isso que mais a consome agora, saber que poderia ter evitado se tivesse apenas parado de agir como agiu. Quando ela exagerou na dose, logo de cara percebeu que tinha decepcionado Amanda e que a amizade ficaria abalada, mas nunca pensou que terminaria.

O turbilhão de emoções que envolve Clem é característico de uma adolescente de 15/16 anos, ainda se descobrindo, e encontrando o primeiro amor. Toda a dor que ela está sentindo por ter perdido a melhor amiga acaba sendo descontada na família e em algumas pessoas que ela vai encontrando durante a viagem: Clem trata todos com distância e frieza, e parece sempre estar brava com todo mundo, preferindo ficar, na maioria do tempo, sozinha.

Para acabar com a depressão de Clem, temos sua irmã Olive, que é uma dessas crianças gênio, que sempre têm resposta para tudo e parecem entender mais sobre a vida do que os adultos. A menina é bem divertida, e quem tem irmã ou irmão mais novo vai se identificar com ela. Dentro de um veleiro, no meio do mar, a pequena Olive só quer um pouco de atenção da irmã, que provavelmente é seu ídolo. Mas como Clem está sempre de mau humor, Olive usa de toda a sua paciência e amor fraterno para tentar ajudá-la a sair dessa e se divertir.

Os pais de Clem também são muito interessantes (e claro, ficcionais), compreensivos e acolhedores, têm paciência com os arroubos de agressividade da filha, e continuam tentando o tempo todo inclui-la filha nos programas familiares para que ela aproveite mais a viagem. No momento em que Clem revela a eles tudo o que se passou com Amanda, eles a apoiam e aconselham.

Para curar o coração de Clem surge James, um garoto de cabelos vermelhos e sempre sorridente, que vai aos poucos ganhando a confiança dela, e mostrando que nem tudo na vida são só flores ou só espinhos, e que mesmo sofrendo por alguma coisa, é possível continuar vivendo. E acima de tudo, devemos aceitar nossas escolhas e lidar com os efeitos delas.

O romance que nasce entre eles é muito delicado, construído com base na confiança e na ajuda emocional que um dá ao outro para que se recupere daquilo que os entristece. James é fofo, educado, alegre, gosta de música e desenha. Ele usa toda a sua alegria para contagiar Clementina e traze-la de volta ao mundo real, fora da concha onde ela vem insistindo em ficar.

A escrita de Melissa é tão delicada e simples, que envolve o leitor. Mesmo não sendo fã de mar, barco e seus pequenos espaços, é impossível não sentir vontade de sair velejando pelo mundo, para sentir o sacolejar gostoso das ondas enquanto se lê um bom livro. Talvez esse seja o diferencial do livro, aquela sensação de que estamos realmente em alto-mar, vendo o sol nascer e se por, aproveitando a brisa e comendo comida enlatada, rs.

Gostei muito da capa do livro, em tons pasteis, que dão uma ideia do seu conteúdo. A edição da Farol está perfeita e a diagramação permite uma boa leitura. Também achei muito bacana os capítulos transitarem entre passado e futuro; gosto muito de livros que fazem esse passeio temporal, e nos transportam através da história, nos deixando mais próximos dos personagens e mais cientes de seus sentimentos. Ponto para a autora =)

Super indico o livro, principalmente para as meninas que estejam na faixa etária de Clem, que certamente vão se identificar em alguns pontos com os dramas e alegrias vividos pela personagem. Para quem não está nessa fase, também vale a pena a leitura, para se sentir viajando com Clem e sua família pelo mar a bordo do Tudo e possível.


Cure meu coração
Melissa Walker
editora Farol Literário (Facebook: FarolLiterario)
272 páginas
nota do Skoob: 4.3
nota do blog: 4
(livro cedido em parceria com a editora)



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

sábado, 18 de abril de 2015

Momento HQ - Vingadores, A Era de Ultron

Boas, caros amantes de quadrinhos. Essa semana será emblemática para o universo HQ dentro de Hollywood. Uma semana que os nerds fizeram fila na pré estreia da venda de ingressos para a pré estreia. Os cinéfilos deixaram para comprar seus ingresso uns três dias depois para evitar a euforia geek e os amantes dessa cultura que se tornou pop vão ao cinema só na semana seguinte para evitar ambas multidões.

Essa semana, mais precisamente na quinta-feira às 21h00, acontece a estreia de VINGADORES, A ERA DE ULTRON.























Portanto, vamos fazer uma breve resenha sobre o que aconteceu na saga dos quadrinhos e tentar fazer um prognóstico amador do que será o filme, tentando evitar qualquer spoiler.

O evento na HQ acontece em linhas temporais diferentes, o que pode complicar um pouco o entendimento, então, não se percam nas datas: no presente, tudo foi destruído pelas máquinas controladas por Ultron, umas inteligência artificial criada no passado por Hank Pin, o Homem Formiga, uma das mentes mais brilhantes do universo Marvel, porém o Ultron odeia a humanidade e está devastando tudo a sua volta. Enquanto isso, os criminosos e antigos vilões passam seus dias a procurar os heróis para capturar e vender às máquinas.

Muitos heróis foram mortos desde que as máquinas tomaram o poder, e os que sobrevivem, precisam se esconder, se reunir e pensar em uma forma de terminar com o caos. Muitos sacrificam suas vidas para que os planos possam continuar.






































Com a ajuda de Nick Fury, os heróis conseguem chegar à Terra Selvagem de Wakanda. Um local na África livre de ataques robóticos. Ali existe uma máquina do tempo e é então que surge a maior dúvida de todas: voltar no tempo e fazer o Homem Formiga desistir de construir tal inteligência, ou rumar ao futuro onde eles sabem que Ultron estará e surpreende-lo com um ataque para que ele morra? Se optar por voltar ao passado, a teoria do caos entra em prática, se cuidar disso no futuro, todos que morreram nunca mais voltarão.

Esse é o plot principal da saga nos quadrinhos. Apesar de serem seis revistas, em momento nenhum a aventura parece maçante ou parada, e sempre algo acontece que mexe com o leitor de uma forma diferente. Emoção de ver os heróis se sacrificando, a tensão de vê-los lutando sem esperança, serem torturados, a agonia de ver, por exemplo, a Viuva Negra com um lado do rosto totalmente desfigurado. Sinceramente, em minha despretensiosa opinião, uma das melhores sagas dos Vingadores.





















Bom, pessoal, agora vamos ao que pode ser visto no cinema.


























Sabemos que o Ultron foi criado pelo Homem Formiga, porém alguns dizem que o Tony Stark será o pai do robô no cinema, quero muito acreditar que não, pois esse seria o gatilho perfeito para o filme do Homem Formiga. Hank Pym entra numa depressão profunda por ter criado a IA responsável por arrasar toda a humanidade e passa a vez para Scott Lang, mas estou perdendo essa esperança trailer após trailer. Acho que não haverá mais de uma linha temporal, ou seja, nada de máquina do tempo, nada de Wakanda, tudo será resolvido ali mesmo, em Nova Iorque. Os principais personagens da saga em quadrinhos são: Wolverine e Sue Storm (nenhuma chance de estarem no filme).

Um momento que todos vimos nos milhares de trailers lançados foi a briga em Hulk e Hulkbuster. Bom, sinceramente não sei o que significa, talvez uma prévia para o Planeta Hulk, que não foi anunciado? Acho difícil. Talvez só um momento de loucura do Hulk para dar aos fãs o gosto de vê-los lutando? Pode ser. O problema é que não vejo espaço entre uma guerra contra máquinas e uma briga particular entre Hulk e Homem de Ferro. Entretanto, é a cena mais aguardada desde a fracassada luta entre Neo e Agente Smith.




















Nos quadrinhos a Viuva Negra aparece com o rosto totalmente desfigurado por um ataque das máquinas, e, sinceramente, seria incrível se a Scarlett Johanson realmente aparecesse assim na adaptação. Not gonna happen, bro.

Expectativas com o cabeça de teia.

Todos ficaram extremamente animados com a (breve) volta do Homem Aranha para a Marvel, e desde então começaram a surgir teorias de que ele pode entrar em cena em algum momento, provavelmente nas já esperadas cenas pós crédito. Realmente, isso colocaria o cinema abaixo e eu estou com essa esperança.

Sei que o filme não será como o quadrinho, mas todos nós estamos com uma expectativa que alcança as botas do Thanos. Apenas peço que não tenha nenhum tipo de romance, isso agravaria o trauma que consegui vendo A Desolação de Smaug.





























João Oliveira, jornalista, aficionado por quadrinhos, livros e cinema. Mochileiro em busca de sua próxima aventura.
@oliveira_jh

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sexta de música #87: Cameron Wolfe

Olá leitores! Há alguns meses eu postei aqui no blog as resenhas de 3 livros muito bacanas, escritos por Markus Zusak, o mesmo de A menina que roubava livros, que só fizeram aumentar minha a admiração pelo trabalho do autor.



Essa é uma trilogia que fala sobre o relacionamento familiar dos Wolfe, mas que também discute bastante a evolução de cada um deles como pessoa. As resenhas podem ser lidas clicando e cada título: Bom de briga, O azarão e A garota que eu quero.

Gostei bastante de cada um dos livros, mas principalmente do terceiro, que é mais romântico que os outros, e é onde o personagem Cameron se destaca: depois de sofrer sem entender seus próprios sentimentos nos dois primeiros livros, aqui ele se encontra, descobre sentimentos que ainda não sabia que tinha, e se torna um jovem mais acessível e mais seguro de si.

Quando Cameron se apaixona e tem seu amor correspondido, ele encanta o leitor com sua doçura, sua dedicação em fazer o romance dar certo, ainda que ele não saiba direito como fazê-lo. Ao longo de toda a trilogia podemos acompanhar o amadurecimento dos irmãos Wolfe e a união de toda a família, que vai aos poucos aprendendo ao entender cada um do jeito que ele é.

Para embalar todos os sonhos e anseios de Cameron, montei uma playlist bem calma, mas que pode surpreender, assim como as atitudes do personagem. 

Não conhecem ainda a trilogia? Leiam as resenhas, leiam os livros, se encantem com as aventuras de Cam e Ruben, e se encantem pela escrita delicada e singela de Zusak.




1. Velha infância - Tribalistas
2. Drão - Gilberto Gil
3. From me to you - Beatles
4. Please don't go girl - New Kids on the Block
5. Sereia - Lulu Santos
6. She - Green Day
7. Oceans - Pearl Jam
8. Como devia estar - Capital Inicial
9. Sobre o tempo - Pato Fu
10. My girl - The Temptations



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen


quarta-feira, 15 de abril de 2015

25 razões para amar (mais) Emma Watson



Aquela garotinha fofa que conquistou a todos nós ao representar a Hermione Granger perfeita, cresceu, e hoje está completando 25 anos. Ela continua linda e carismática, mas vem mostrando que também é muito humana e tão inteligente quanto a personagem que a projetou.

Com outras boas atuações em filmes de peso, Emma Watson mostrou que sabe fazer mais que girar e sacudir sua varinha e tirar Harry Potter de situações difíceis, Além da carreira de atriz, ela também batalha pelos direitos das mulheres, exercendo seu papel de Embaixadora da ONU.

Em homenagem ao seu 25º aniversário, vamos listar os 25 motivos que nos fazem amar Emma Watson cada vez mais:




1. Ela é A Hermione Granger;

2. Da primeira vez que interpretou  a bruxinha,  ostentou um cabelão armado e bagunçado, mas que ficava ótimo para ela - já mostrando que a menina tinha estilo;

3. Ela cresceu em frente às câmeras, sendo um ídolo para fãs ao redor do mundo, e nunca se incomodou com essa posição, tão pouco se mostrou deslumbrada com tanta fama;

4. Em 2014 Emma foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da ONU para Mulheres;

5. Para dar a notícia aos fãs do mundo inteiro, ela usouo Twitter,  dizendo: "Estou muito animada para começara trabalhar com pessoas maravilhosas das Nações  Unidas  Mulher.  Vou atuar na área que luta pela igualdade  de  gênero e pela liderança da mulher.";




6. Seu primeiro discurso à frente do cargo, na sede da entidade em New York impressionou a todos;

7. Trabalhando como embaixadora, ela criou a campaha #HeforShe, lutando pela igualdade entre os gêneros;

8. Para comprovar que realmente acredia na causa que defende, num de seus discursos, quando foi questionada se gostaria que um homem lhe abrisse a porta do carro, ela disse: "Eu amo quando abrem a porta para mim. E amo ser levada para jantar. Mas isso não é só uma política? O que eu quero dizer é, você se importaria se eu abrisse a porta para você? Nós estamos fazendo do mundo um lugar melhor com esses pequenos gestos. Eu levei um homem para jantar recentemente. Escolhi o restaurante e me ofereci para pagar a conta, e isso foi muito estranho e desconfortável. Mas o legal é que nós ficamos conversando sobre o porquê disso ser tão estranho. Eu escolhi o restaurante dessa vez, você pode escolher da próxima. Nós podemos dividir a conta, ou você pode pagar, ou tanto faz! O importante é se sentir confortável. Nós nunca poderemos voar alto a não ser que apoiemos uns aos outros."

9. Emma mostrou muita coragem e determinação quando recebeu uma ameaça logo depois de seu primeiro discurso feminista: "Isso foi um alerta de que isso tudo é real, está acontecendo agora, mulheres estão recebendo ameaças. E isso me deixou muito brava. Eu pensei, 'esse é o motivo de eu estar fazendo isso. Então, se eles estão tentando fazer com que eu me afaste, eles fizeram o oposto'.";

10. Por ser tão engajada em seu trabalho, ela ganhou o apoio de várias celebridades para a campanha #HeforShe, como Russell Crowe, Tom Hiddleston e Harry Styles, do One Direction;

11. Se não bastasse trabalhar como atriz e embaixadora da ONU, Emma ainda entrou para a Universidade Brown, uma das mais respeitadas dos EUA, onde se formou em Literatura Inglesa;




12. Emma participou de um evento organizado pelo príncipe William, e logo surgiram rumores de que eles estariam namorando. Os fãs diziam que ela daria uma ótima princesa;

13. Com a classe de sempre, ela desmentiu os boatos e disse que é preciso muito mais que namorar um príncipe para se tornar uma princesa;




14. Além de conhecer a família real, Emma tem muitos amigos famosos, a quem ela ajuda sempre que precisam, como aconteceu quando Jennifer Lawrence teve fotos íntimas roubadas. Ela defendeu a amiga dizendo: "Pior do que ver a intimidade de mulheres sendo violadas nas redes sociais é acompanhar os comentários, mostrando nenhum sinal de empatia.";

15. Emma tem uma estátua no Museu de Cera Tussauds, em Londres, e isso diz muita coisa;




16. Como pessoa pública importante que é, Emma precisa estar sempre muito bem vestida. Mas ela muitas vezes ousa, e surpreende quem espera aquele look certinho em todos os eventos: na entrega do Golden Globe Awards de 2014 ela apareceu de vestido e calça, e estava ótima!;

17. Ainda sobre estar sempre na moda e impecável, Emma disse: "Eu não quero ser igual a todo mundo. Eu não tenho dentes perfeitos e não sou magra igual palito.";




18. Como nem só de Harry Potter se faz uma carreira de sucesso, Emma atuou (e convenceu) na adaptação de "As vantagens de ser invisível";

19. E agora vai interpretar a Bela, na próxima versão do clássico "A Bela e a Fera", da Disney;

20.  Sempre que pode, ela dá muita atenção a seus fãs, principalmente às crianças. Certa vez uma garotinha lhe disse o pai não a deixava ser engenheira, pois essa é um profissão de homens, e perguntou o que poderia fazer para mudar a opinião dele. Emma simplesmente respondeu: Seja uma engenheira;

21. No Halloween de 2013 ela andava pela rua e viu um menino vestido de Harry Potter. Emma perguntou a ele: - Você é Harry Potter?, e ele respondeu, emocionado: - Sim. Ela continuou: - Prazer, eu sou Hermione Granger, sua melhor amiga!. O meninho começou a chorar e ela pediu para tirar uma foto com ele, que foi postada em seu Twitter;




22. Mais uma vez Emma conseguiu deixar as pessoas surpresas ao revelar que, além de atriz, também é instrutora de Yoga;

23. Em "Harry Potter e as Relíquias de Morte - parte 2", Emma teve que beijar Rupert Grint na cena em que Hermione e Rony ficam juntos. Ela disse que no começo foi estranho e ficou chato depois que tiveram que fazer 4 ou 5 tomadas. Para ajudar na concentração Emma revelou que teve que fingir que Rupert era um dos pretendentes que seu pai escolheu para ela;

24. Emma apareceu de cabelo curtinho para a premiére do último filme da série Harry Potter, e continuava linda;

25. Na mesma noite, em seu discurso de despedida, ela emocionou a todos dizendo a J. K. Rowling que  a escritora era um exemplo a ser seguido na vida real, e que estava muito agradecida por ela ter escrito a personagem Hermione e ter deixado que ela o fizesse. Fofura master!




Com tanta coisa assim, fica difícil não admirar a pessoa que Emma Watson se tornou, e torcer para que ela esteja sempre por perto, nos brindando com seu trabalho, tanto artístico quanto social. 



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

terça-feira, 14 de abril de 2015

Sei Que Eu Sei News #20














Olá leitores! Temos muitas notícias cinematográficas essa semana, confiram:






















A Warner Bros. revelou que seu ator favorito para interpretar Newt Scamander na adaptação de Animais fantásticos e onde habitam é Eddie Redmayne. Não está ligando o nome à pessoa? Eddie fez o papel de Stephen Hawking em A teoria de tudo, trabalho pelo qual recebeu o Oscar de melhor ator esse ano. Acho uma boa escolha, mas ainda não está nada confirmado.

O livro Animais fantásticos e onde habitam foi lançado em 2011, como um livro didático para os alunos de Hogwarts, onde eles poderiam aprender sobre todos os animais do universo mágico, mas o filme focará no seu autor, o pesquisador Newt Scamander, e seu trabalho para catalogar todas as criaturas mágicas. A estória se passará 70 anos antes de Harry entrar para Hogwarts, portanto, ele não aparecerá no filme, que será dividido em 3 partes, com a primeira lançada em novembro de 2016.




























E finalmente decidiram filmar a saga de Stephen King, A torre Negra: a Sony Pictures e a MRC produtora vão financiar a produção do filme baseado no primeiro livro da série, O pistoleiro. O roteiro será de Akiva Goldsman, de Uma mente brilhante (2001) e Jeff Pinkner, de Missão Impossível: protocolo fantasma (2011); os produtores serão Brian Grazer e Ron Howard. 

Ainda sem nomes confirmados, há algum tempo já foram cogitados os atores Javier Bardem e Russel Crowe para viver o protagonista Roland. A série de livros mostra a jornada do pistoleiro em busca da torre negra em meio a um mundo devastado.






















E saiu o trailer da animação O pequeno príncipe, que tem estreia marcada para 8 de outubro aqui no Brasil. O filme se passa alguns anos depois do acidente de avião que levou o famoso piloto ao deserto do Saara, na estória original: agora, esse piloto já está mais velho, e tenta se aproximar de uma menininha para passar adiante o relato de suas aventuras com o Pequeno Príncipe:





O que acharam do trailer? Eu gostei, parece bem produzido e acho que vai ser interessante. Qual desses filmes vocês estão esperando ansiosamente? Contem-me tudo ;)



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dia do beijo: os 5 melhores da literatura



Olá leitores! Hoje é o dia do beijo, de novo. Sim, existe mais que um dia do beijo: o mundial, que é comemorado em 13 de abril, e outro em 6 de julho, apenas no Reino Unido.  Ninguém sabe ao certo o que deu origem à essa data, mas reza a lenda que, no século 19,  o italiano maluco Enrique Porchello beijava todas as mulheres que encontrava na vila em que vivia, fossem elas casadas ou não, e, em 13 de abril de 1882, o padre local ofereceu um prêmio em ouro para alguma mulher que não tivesse sido vítima das bitocas de Porchello. Nenhuma imaculada apareceu, e dizem que o tesouro está escondido até hoje, em algum lugar da Itália.













Todo mundo já nasce sabendo beijar, e gosta! Na história da arte, a referência mais antiga ao beijo de que se tem notícia são imagens eróticas esculpidas nas paredes dos templos de Khajuaraho, na Índia, por volta de 2.500 a.C. Aqui vou listar alguns do beijos literários que eu mais gosto, e que ficaram na minha memória depois de terminar os livros (pode conter spoiler):



Will e Lake, como sempre, fazendo parte das minhas listas =)

"Eu rio, depois vou até o carro e me inclino na janela, esperando outro beijinho. Em vez disso, ele desliza a mão por trás do meu pescoço e me puxa delicadamente em sua direção, com nossos lábios abrindo ao se encontrarem. Nenhum dos dois se contém dessa vez. Coloco o braço para dentro da janela e passo os dedos pela de trás de seu cabelo enquanto continuamos a nos beijar. Tenho de me esforçar ao máximo para não abrir a porta e me sentar nom colo dele. A porta entre nós funciona como uma barricada.
Finalmente paramos. Nossos lábios ainda ficam se tocando enquanto hesitamos em nos separar.
- Nossa - sussurra ele contra meus lábios. - Isso fica da vez melhor."



Jaqueline e Lucas, um dos casais mais problemáticos do YA, e um dos mais queridos também:

"Você é tão linda - sussurrou ele, levando a boca até a minha.
Seus lábios eram quentes e firmes, pressionando os meus, e abri a boca quando sua língua deu início a um suave ataque contra os meus lábios. A língua explorou minha boca, as mãos deslizavam em direções opostas - uma sobre meus pulsos ainda cruzados, apertando-os contra o colchão acima da minha cabeça, e a outra deslizando pela lateral do meu corpo, quimando a pela da minha cintura." 




Como não lembrar do beijo de Gus e Hazel? Eles formam um casal tão fofo que é inesquecível:

"E então, de repente, estávamos nos beijando. Minha mão largou o carrinho de oxigênio, segurou o pescoço do Gus, enquanto ele me puxou para cima pela cintura, me deixando na ponta dos pés. Quando os lábios semiabertos dele encontraram os meus, comecei a sentir uma falta de ar totalmente inédita e fascinante. O espaço à nossa volta evaporou, e por um estranho momento me senti bem no meu corpo..."





Holder e Sky e todas as suas primeiras vezes, são fofos:

"- Caramba, Sky. - O rosto dele passa um alívio incrível agora. - Senti tanto a sua falta. - Imediatamente, ele abaixa a boca e pressiona os lábios nos meus. Já estava mais que na hora de sentirmos isso; não sobrou paciência em nenhum de nós. Reajo na mesma hora, separando os lábios e deixado ele me preencher com o gosto doce de menta e refrigerante. Ele é tudo o que sempre imaginei e mais um pouco. Delicado, firme, cuidadoso, egoísta. Nesse único beijo, sinto mais suas emoções do que em todas as palavras que ele já me disse. Nossos lábios finalmente estão se entrelaçando pela primeira vez, pela vigésima ou pela milionésima vez. Não importa que vez é - qualquer que seja, é algo perfeito demais."


E como não se apaixonar por um personagem tão singelo e complexo ao mesmo tempo como Paul? E como não torcer para ele ficar com Noah?

"Tenho vontade de chorar. Sou tão bobo, mas agora estou tão feliz. São jacintos e jacarandás e um dezena de outras flores que não consigo nem começar a nomear. Um alfabeo de flores. Ele as está dando para mim, sorrindo e dizendo oi, esticando os braços e colocando-as na minha mão...
Eu me inclino para a frente e o beijo. As flores são esmagadas entre nossas camisas. Toco nos lábios, inspirto seu hálito. Fecho os olhos, abro os olhos. Ele está surpreso, consigo perceber. Também estou surpreso. Noah retribui meu beijo com um beijo que parece um sorriso."


Ainda deixei muitos beijos incríveis de fora, para a lista não ficar imensa. O que vocês acharam desses? O seu preferido está entre eles? Se não, me contem qual é, quero muito saber.

Feliz dia (ou noite) do beijo para todos vocês!



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen