"Na voz de Christian, e através de seus pensamentos, reflexões e sonhos, E. L. James oferece uma nova perspectiva da história de amor que dominou milhares de leitores ao redor do mundo. Christian Grey controla tudo e todos ao seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio - até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso, acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian - além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?"
Toda a história do primeiro livro da trilogia Cinquenta tons de cinza está novamente aqui, porém, agora quem conta os fatos é o próprio Christian. No começo pode ser meio cansativo ler tudo novamente, os diálogos, a troca de e-mails, mas conforme a leitura vai se desenvolvendo, a coisa fica até interessante.
Desconsiderando a repetição, o principal trunfo desse novo trabalho de James é desmistificar o protagonista, revelando aos leitores que ele pode sim ter um lado bem humano, e não ser aquele dominador sem sentimentos que todos veem o tempo todo. É muito interessante conhecer os pensamentos de Christian quando ele vê Ana pela primeira vez, e entender por quê afinal ele achou que ela seria uma boa submissa, quando, na verdade, todos sabemos que ela não se encaixa nesse estilo de vida.
Em alguns momentos dá para sentir o sofrimento de Christian, e foi com descobrir a real causa de seus pesadelos, entrando em sua mente e acompanhando os sonhos que o atormentam muitas noites. Também podemos concluir que, além de ganhar mais milhões de dólares, a intenção da autora aqui foi meio que redimir Christian; em alguns momentos, suas reflexões soam quase como um pedido de desculpa àqueles que criticaram negativamente a trilogia, mostrando que ele não é um homem que maltrata mulheres, nem que bate nelas por maldade e outras tantas coisas que foram ditas sobre a conduta sexual do personagem. Grey gosta de relações dominador/submissa, e toda e qualquer mulher que se submeteu às suas surras foi totalmente consciente e com permissão das mesmas.
"Nunca corri atrás de uma mulher. As mulheres que tive entendiam exatamente o que eu queria delas. Meu medo é que a Srta. Steele seja muito jovem e não esteja interessada no que tenho a oferecer. Será? Será que ela daria uma boa submissa?" (página 22)
A melhor parte do livro, para mim, é o final, que vai um pouco além de onde termina o primeiro livro na versão da Ana. Vemos como Christian reagiu à sua partida, e como ele tomou a decisão de finalmente voltar a procurá-la. E também as lembranças de quando ele era criança e perdeu a mãe. Vemos várias vezes um flashback do pequeno Christian na casa dos pais adotivos, sem falar com ninguém e cheio de medos, antes de conhecer a terrível Ms. Robinson.
"Tive uma noite divertida, repleta de música, uma inspeção nostálgica pelo meu iTunes, criando uma lista para Anastasia. Lembro-me dela dançando na cozinha. Gostaria de saber o que estava ouvindo. Ela ficou totalmente ridícula e absolutamente adorável. Isso foi depois que trepei com ela pela primeira vez.
Não. Depois que fiz amor com ela pela primeira vez.
Nenhum dos dois me parece correto." (página 520)
Parece também que a escrita de James evoluiu, apesar de ser a mesma história, dá para ver que ela melhorou bastante. A trilogia Cinquenta Tons é uma obra que divide opiniões desde que ficou mundialmente famosa: ou amam ou odeiam. No meu caso, eu gosto muito, e não consigo olhar a história pela perspectiva de quem acha que é uma apologia à violência contra a mulher, esse tipo de coisa. Na verdade, não existe nada disso aqui, e mesmo os livros não explorando tão profundamente as relações BDSM, é disso que eles tratam. Uma mulher que aceita o estilo de vida do homem por quem está apaixonada, mas não aceita ser humilhada nem maltratada gratuitamente. Tanto que, como todos já devem saber, depois de levar uma surra de Christian, totalmente consensual, ela percebe que aquilo não é para ela, e vai embora. Ana não aceita apanhar, ainda que seja como uma forma de explorar e proporcionar prazer.
Ninguém é obrigado a ler o que não gosta, mas não sejam aquele tipo de pessoa que não conhece, mas repete uma crítica ruim só porque ouviu alguém dizer que é ruim.
Toda a história do primeiro livro da trilogia Cinquenta tons de cinza está novamente aqui, porém, agora quem conta os fatos é o próprio Christian. No começo pode ser meio cansativo ler tudo novamente, os diálogos, a troca de e-mails, mas conforme a leitura vai se desenvolvendo, a coisa fica até interessante.
Desconsiderando a repetição, o principal trunfo desse novo trabalho de James é desmistificar o protagonista, revelando aos leitores que ele pode sim ter um lado bem humano, e não ser aquele dominador sem sentimentos que todos veem o tempo todo. É muito interessante conhecer os pensamentos de Christian quando ele vê Ana pela primeira vez, e entender por quê afinal ele achou que ela seria uma boa submissa, quando, na verdade, todos sabemos que ela não se encaixa nesse estilo de vida.
Em alguns momentos dá para sentir o sofrimento de Christian, e foi com descobrir a real causa de seus pesadelos, entrando em sua mente e acompanhando os sonhos que o atormentam muitas noites. Também podemos concluir que, além de ganhar mais milhões de dólares, a intenção da autora aqui foi meio que redimir Christian; em alguns momentos, suas reflexões soam quase como um pedido de desculpa àqueles que criticaram negativamente a trilogia, mostrando que ele não é um homem que maltrata mulheres, nem que bate nelas por maldade e outras tantas coisas que foram ditas sobre a conduta sexual do personagem. Grey gosta de relações dominador/submissa, e toda e qualquer mulher que se submeteu às suas surras foi totalmente consciente e com permissão das mesmas.
"Nunca corri atrás de uma mulher. As mulheres que tive entendiam exatamente o que eu queria delas. Meu medo é que a Srta. Steele seja muito jovem e não esteja interessada no que tenho a oferecer. Será? Será que ela daria uma boa submissa?" (página 22)
A melhor parte do livro, para mim, é o final, que vai um pouco além de onde termina o primeiro livro na versão da Ana. Vemos como Christian reagiu à sua partida, e como ele tomou a decisão de finalmente voltar a procurá-la. E também as lembranças de quando ele era criança e perdeu a mãe. Vemos várias vezes um flashback do pequeno Christian na casa dos pais adotivos, sem falar com ninguém e cheio de medos, antes de conhecer a terrível Ms. Robinson.
"Tive uma noite divertida, repleta de música, uma inspeção nostálgica pelo meu iTunes, criando uma lista para Anastasia. Lembro-me dela dançando na cozinha. Gostaria de saber o que estava ouvindo. Ela ficou totalmente ridícula e absolutamente adorável. Isso foi depois que trepei com ela pela primeira vez.
Não. Depois que fiz amor com ela pela primeira vez.
Nenhum dos dois me parece correto." (página 520)
Parece também que a escrita de James evoluiu, apesar de ser a mesma história, dá para ver que ela melhorou bastante. A trilogia Cinquenta Tons é uma obra que divide opiniões desde que ficou mundialmente famosa: ou amam ou odeiam. No meu caso, eu gosto muito, e não consigo olhar a história pela perspectiva de quem acha que é uma apologia à violência contra a mulher, esse tipo de coisa. Na verdade, não existe nada disso aqui, e mesmo os livros não explorando tão profundamente as relações BDSM, é disso que eles tratam. Uma mulher que aceita o estilo de vida do homem por quem está apaixonada, mas não aceita ser humilhada nem maltratada gratuitamente. Tanto que, como todos já devem saber, depois de levar uma surra de Christian, totalmente consensual, ela percebe que aquilo não é para ela, e vai embora. Ana não aceita apanhar, ainda que seja como uma forma de explorar e proporcionar prazer.
Ninguém é obrigado a ler o que não gosta, mas não sejam aquele tipo de pessoa que não conhece, mas repete uma crítica ruim só porque ouviu alguém dizer que é ruim.
Grey - cinquenta tons de cinza pelos olhos de Christian
E. L. James
editora Intrínseca
528 páginas
nota no Skoob: 4.0














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