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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Grey - Cinquenta tons de cinza pelos olhos de Christian [Resenha]

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"Na voz de Christian, e através de seus pensamentos, reflexões e sonhos, E. L. James oferece uma nova perspectiva da história de amor que dominou milhares de leitores ao redor do mundo. Christian Grey controla tudo e todos ao seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio - até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso, acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian - além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que  sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?"

Toda a história do primeiro livro da trilogia Cinquenta tons de cinza está novamente aqui, porém, agora quem conta os fatos é o próprio Christian. No começo pode ser meio cansativo ler tudo novamente, os diálogos, a troca de e-mails, mas conforme a leitura vai se desenvolvendo, a coisa fica até interessante.

Desconsiderando a repetição, o principal trunfo desse novo trabalho de James é desmistificar o protagonista, revelando aos leitores que ele pode sim ter um lado bem humano, e não ser aquele dominador sem sentimentos que todos veem o tempo todo. É muito interessante conhecer os pensamentos de Christian quando ele vê Ana pela primeira vez, e entender por quê afinal ele achou que ela seria uma boa submissa, quando, na verdade, todos sabemos que ela não se encaixa nesse estilo de vida.

Em alguns momentos dá para sentir o sofrimento de Christian, e foi com  descobrir a real causa de seus pesadelos, entrando em sua mente e acompanhando os sonhos que o atormentam muitas noites. Também podemos concluir que, além de ganhar mais milhões de dólares, a intenção da autora aqui foi meio que redimir Christian; em alguns momentos, suas reflexões soam quase como um pedido de desculpa àqueles que criticaram negativamente a trilogia, mostrando que ele não é um homem que maltrata mulheres, nem que bate nelas por maldade e outras tantas coisas que foram ditas sobre a conduta sexual do personagem. Grey gosta de relações dominador/submissa, e toda e qualquer mulher que se submeteu às suas surras foi totalmente consciente e com permissão das mesmas.

"Nunca corri atrás de uma mulher. As mulheres que tive entendiam exatamente o que eu queria delas. Meu medo é que a Srta. Steele seja muito jovem e não esteja interessada no que tenho a oferecer. Será? Será que ela daria uma boa submissa?" (página 22)

A melhor parte do livro, para mim, é o final, que vai um pouco além de onde termina o primeiro livro na versão da Ana. Vemos como Christian reagiu à sua partida, e como ele tomou a decisão de finalmente voltar a procurá-la. E também as lembranças de quando ele era criança e perdeu a mãe. Vemos várias vezes um flashback do pequeno Christian na casa dos pais adotivos, sem falar com ninguém e cheio de medos, antes de conhecer a terrível Ms. Robinson.

"Tive uma noite divertida, repleta de música, uma inspeção nostálgica pelo meu iTunes, criando uma lista para Anastasia. Lembro-me dela  dançando na cozinha. Gostaria de saber o que estava ouvindo. Ela ficou totalmente ridícula e absolutamente adorável. Isso foi depois que trepei com ela pela primeira vez.
Não. Depois que fiz amor com ela pela primeira vez.
Nenhum dos dois me parece correto." (página 520)

Parece também que a escrita de James evoluiu, apesar de ser a mesma história, dá para ver que ela melhorou bastante. A trilogia Cinquenta Tons é uma obra que divide opiniões desde que ficou mundialmente famosa: ou amam ou odeiam. No meu caso, eu gosto muito, e não consigo olhar a história pela perspectiva de quem acha que é uma apologia à violência contra a mulher, esse tipo de coisa. Na verdade, não existe nada disso aqui, e mesmo os livros não explorando tão profundamente as relações BDSM, é disso que eles tratam. Uma mulher que aceita o estilo de vida do homem por quem está apaixonada, mas não aceita ser humilhada nem maltratada gratuitamente. Tanto que, como todos já devem saber, depois de levar uma surra de Christian, totalmente consensual, ela percebe que aquilo não é para ela, e vai embora. Ana não aceita apanhar, ainda que seja como uma forma de explorar e proporcionar prazer.

Ninguém é obrigado a ler o que não gosta, mas não sejam aquele tipo de pessoa que não conhece, mas repete uma crítica ruim só porque ouviu alguém dizer que é ruim.


Grey - cinquenta tons de cinza pelos olhos de Christian
E. L. James
editora Intrínseca
528 páginas
nota no Skoob: 4.0
nota do blog: 4.0


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sei Que Eu Sei News #24 - Cinquenta Tons Mais Escuros

É isso minha gente! depois de quase dois anos da exibição do primeiro filme, Cinquenta tons de cinza, hoje foi divulgado o trailer da continuação, Cinquenta tons mais escuros, que estará nos cinemas no ano que vem.




O fandom está em polvorosa e a timeline to Twitter fez contagem regressiva desde ontem, quando foram mostrados a primeira foto oficial da adaptação e um teaser trailer meio misterioso. Isso já foi o bastante para mexer com a mulherada que espera ansiosamente para rever Sr. Grey.

Como prometido pela Universal, hoje podemos ver o trailer oficial completo (por enquanto, sem legendas em português). Divirtam-se:




Sinopse oficial divulgada pelo estúdio:
"Quando o ferido Christian Grey (Jamie Dornan) tenta seduzir a cautelosa Ana Steele (Dakota Johnson) e trazê-la de volta para sua vida, ela exige um novo acordo antes de dar uma nova chance a ele. Enquanto os dois começam a construir um relacionamento baseado em confiança e estabilidade, figuras sombrias do passado de Christian começam a rodear o casal, determinadas a destruir todas as suas esperanças de um futuro juntos." (fonte: Portal 50 tons)

Só queria lembrar que é nesse livro que tem o momento mais emocionante pra mim de toda a trilogia: quando Christian manda para Ana o Ipod com músicas selecionadas por ele. Nas duas vezes que li o livro (sim, 2 vezes), meus olhos ficaram marejados.

Agora é só esperar por 2017 para correr para os cinemas. Segurem a ansiedade aí mulherada, o Sr. Grey vai recebê-las em breve!







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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

E. L. James escreveu conto em homenagem ao aniversário de Ana Steele

Ao que parece, E. L. James vai seguir os passos de J. K. Rowling e nunca mais vai parar de escrever sobre o universo do Sr. Grey. E por que ela faria isso? Está dando dinheiro? Tem alguém reclamando? Eu não! rsrsrs

Na última quinta-feira, 10 de setembro, a personagem da trilogia 50 tons de cinza, Anastasia Steele completou 26 anos, e a autora E. L. James postou em seu Facebook um conto, como um presente para os fãs, mostrando o que a Srta. Steele estaria fazendo para comemorar seu aniversário.




O conto foi originalmente publicado em inglês (claro!), e foi traduzido pela equipe do Portal 50 tons (obrigada queridos!), versão que transcrevo para vocês agora:

"Ana olhou para o seu relógio; ela tinha meia hora antes que Christian a esperasse em casa. Talvez ela devesse voltar mais cedo. Não... Faça com que ele espere. Ela sorriu, puxou um manuscrito qualquer da pilha bagunçada e começou a ler:

Foi a língua dela que chamou a atenção dele primeiro. Era pequena e rosa, e lambia desesperadamente o sorvete derretido que escorria em gostas pela casquinha de wafer. Ela tentou lambidas curtas e delicadas, levando sua língua entre e por cima dos dedos, mas ela lutava uma batalha perdida. Então, em um longo movimento ela passou a língua pelo cone e por cima dos dedos.

Caralho. Uma tensão passou por seu corpo inesperadamente. Ele franziu o cenho e se mexeu no banco desconfortavelmente. Ele tentou desviar o olhar, fixando-o em se café morno. Mas a alegria inocente no rosto dela, seus olhos escuros e brilhantes, e a maneira como a brisa de verão perturbava seus longos cabelos castanhos instantaneamente atraíram ele novamente, encarando-a através da janela do café.

Os olhos dela dançaram furtivamente pelo pier checando se ninguém a estava assistindo. Era uma agradável tarde de setembro; uma sexta, e não havia muitas pessoas em volta. Ela mordeu o final do cone, envolveu seus lábios em torno da ponta e sugou. E chupou com força, e a baunilha desapareceu através do pequeno vórtice que ela criou.

O mundo dele congelou. Os poucos turistas passeando desapareceram, e como o sorvete, ele foi sugado pelo vórtice, sob o feitiço dela. Seu corpo tremeu novamente.

Ela olhou para cima, repentinamente consciente que alguém a assistia, e seus olhos se encontraram através do vidro, verdes para castanhos. Ela inclinou a cabeça para o lado e o encarou explicitamente. Ele queria desviar o olhar, mas estava preso - pego a admirando, como um adolescente faminto. Sim. Era isso que ele estava fazendo. Admirando essa garota.

'Gostando do show?' - ela gritou. Ele não sabia dizer o que a reação dela significava. Ele queria gritas de volta, 'Tanto quanto você está gostando desse sorvete', mas não o fez. Havia um casal de idosos ao lado dele, apreciando um sossegado chá da tarde, e ele não queria incomodá-los. E, claro, ele estava tímido.

Ela inclinou a cabeça para o outro lado. 'E então?', ela chamou.

Ele deu de ombros, envergonhado. Ela não tinha vergonha - gritando com um completo estranho onde outros podiam ouvi-la?

Ela caminhou alguns passos na direção dele, longas pernas e uma saia de verão curta, e o contemplou pode debaixo de longos cílios. Ela lambeu o interior do cone com aquela pequena, rosada língua e depois sugou a ponta novamente. Ele estava enfeitiçado. Vestindo uma camiseta branca colada no corpo, uma saia jeans e sapatilhas, ela era magra mas bem torneada - muito bem torneada. Ele se mexeu novamente em seu assento. Ela acabou com o resto do cone, mas uma última gota de sorvete escapou, escorrendo de sua mão para seu pulso. Sem desviar seu olhar do dele, ela lambeu os resquícios, beijando a ponta de cada dedo ao que terminava. Ele reprimiu um gemido. Usando a mesma mão ela deu um pequeno abano.

Inconscientemente ele abanou de volta, depois franziu o cenho e abaixou o braço. Ela jogou a cabeça para trás e riu. Riu dele? Ou com ele? Ele não sabia dizer, mas sua risada era contagiante, e ele sorriu. Ela sorriu de volta, e por alguma razão bateu palmas, e fez seu caminho para a porta do café.

'Merda. Ela está vindo aqui.' No momento seguinte ela estava parada na frente dele, suas bochechas coradas - de vergonha? Excitação? Ele não sabia. Ela era mais bonita e mais velha do ele havia pensado previamente.

'Olá', ela disse, estendendo o que ele sabia ser uma palma melada. Ele sentiu um aperto ao pensar em seu filho pequeno.

'Oi', ele respondeu. Tomando a mão oferecida, ele a balançou gentilmente.

'Você é um yank?'

'Sou americano, sim.'

'Eu por acaso ganho em café pelo meu pequeno espetáculo?'

Ele estava zonzo. Sentado e zonzo.

'Claro.'

Ele ergueu a mão e a garçonete entendiada reapareceu.

'Dois cafés, por favor', ele disse.

'Um cappuccino, um americano', a Senhorita Sorvete interveio, sorrindo cheia de si para ele. A garçonete a lançou  um olhar de leve desgosto e voltou para o balcão.

'Então, o que um americano bonito está fazendo no píer de Southwold no meio da tarde?'

'Negócio, principalmente'.

'Você parece que estava pescando', seu tom era divertido.

'Hoje, pescando. Por favor, sente-se.' Ele achou estranho, como ela foi tão confiante em se apresentar e insistir num café, mas agora hesitava ao lado dele esperando por um convite para se sentar.

Ela sentou no bando adjacente e ele pôde examinar seu adorável rosto. Ela estava nos seus vinte e poucos anos, nas a adolescente que ele tinha pensado inicialmente. Sua consciência e libido respiraram com mais facilidade, mas ela ainda era nova demais. 'Nova demais para o quê?'

'O que você faz quando não está pescando?', ela perguntou, seus olhos escuros brilhando com curiosidade ao que ela mexia com a corrente em seu pescoço.

'Eu assisto jovens mulheres comerem sorvete.'

Ela arqueou uma sobrancelha.

'Você faz isso soar obsceno.'

O rosto dele esquentou. O que o possuiu para dizer uma coisa daquelas? Talvez o jeito com que a ponta da língua dela espreitava de sua boca ao que ela umedecia seu lábio superior. Isso mexeu com ele novamente. Ele corou mais uma vez, envergonhado com a reação de seu corpo. 'Quantos anos tenho? Catorze?'

'Eu faço?', ele disse, e sua voz era áspera.

'Você faz. Foi a minha técnica, por um acaso?'

Ele piscou a ela várias vezes. Ela estava flertando com ele. Flertando!

'Eu gosto de chupar', ele respondeu, surpreendido com a facilidade com que retornava a provocação dela.

'Todo mundo gosta de chupar". Ele sorriu maliciosamente.

'Como poderiam pensar o contrário?'. Como foi possível essa conversa ter entrado tão rápido nessa caminho indecente? O sorriso dela aumentou, e ele não podia evitar copiar sua  expressão.

'Você parece estar sem ninguém.'

Era tão óbvio assim?

'Eu viajo sozinho', ele disse.

Ela se inclinou para frente e espiou em volta sorrateiramente antes de olhar nos olhos dele. A respiração dele ficou presa na garganta com a proximidade dela.

'Ótimo. Porque você também parece estar precisando de uma boa foda.'

O tempo foi interrompido... Será que ele a ouviu direito? Ela acabou de dizer 'foda'?

'Desculpa, o quê?'

'Você ouviu.'. Ela sorriu.

Ele olhou para ela boquiaberto, sem palavras. Todas as noções preconcebidas que ele teve da inocência e ingenuidade dela eram uma pilha amassada aos pés dele.

'Vamos lá, esqueça o café', ela sussurrou. 'Foder é melhor do que pescar, e você parece estar precisando tanto quanto eu. Hoje é o seu dia de sorte.'

O celular de Ana vibrou na sua mesa do escritório, interrompendo a sua leitura. Era uma mensagem de Christian.

Venha para casa. Agora.
Eu tenho o seu presente de aniversário pronto.
Isso não é um pedido.

Ana sorriu, um delicioso arrepio correndo por sua espinha, e ela respondeu de volta:

Estou a caminho, Sr. Grey."



Well, well, well, parece que a Srta. Steele continua a mesma, não? E o que vocês acharam do conto? Me contem tudo!


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Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
Twitter: @joana_masen

domingo, 1 de março de 2015

Filmando #14 - Cinquenta tons de cinza

Não me lembro se comentei com vocês nos posts anteriores que minha expectativa para esse filme estava bem baixa, mas que eu esperava que ele me surpreendesse. Pois bem, não aconteceu isso: ele é fraco mesmo, e não conseguiu me empolgar.


Para não dizer que foi totalmente decepcionante, por incrível que pareça achei a interpretação de Dakota bem convincente. Ela realmente sabe se passar por uma menina sem sal nem açucar que ficou parada nos anos 80. O único problema é que, dependendo do ângulo da câmera, fica bem visível que ela já passou dos 21 anos. Enfim. além de salvar o trabalho da atriz, também preciso elogiar a trilha sonora, que é incrível: músicas bem sensuais para dar o clima necessário ao filme. Apesar de ter gostado muito das canções, achei que o filme ficou tão lento quanto elas.

O que dizer de Jamie Dornan? Ele nunca será meu Christian Grey, infelizmente. Tá, ele pode até ser um bom ator, e ter convencido e conquistado muitas fãs do livro, mas eu tenho uma visão mais crítica: acho que ele não tem a beleza nem o porte que o personagem exige. Ao olhar para ele, não me sinto intimidada, não acredito que ele é um bilionário controlador e mandão. E o pior, nas cenas de sexo, em que ele deveria passar a imagem de dominador, Jamie ficou longe disso! Mas acredito que a culpa não seja totalmente dele; além da sua atuação depender bastante das decisões da diretora do filme, não consegui sentir uma ligação entre ele e Dakota, parece que não têm química.



Algumas cenas são bem próximas do original, como a do elevador, que ficou com uma fotografia boa, a do planador, e a da entrevista que Ana faz com Grey, logo no início do filme, o que me deu a esperança de que ele seria bom. Já em outras, lamento pelas pessoas que não leram o livro e não conhecem a estória, pois deixaram muitas coisas sem explicação, como, por exemplo, antes deles saírem para jantar na casa da família Grey, quando ele pergunta se ela tem tudo o que precisa. Se vocês leram, sabem do que estou falando, e se não, saibam que não vão descobrir pelo filme, rs.




Para mim, faltou um pouco de ousadia no roteiro, deveriam ter se arriscado mais nas cenas íntimas, pois tudo ficou meio caricato. Além de explorarem demais a nudez de Dakota, não mostraram nada que escadalizasse os espectadores. Aliás, como eu já disse na resenha do livro, a estória não é escandalosa, não existe ali nada que as pessoas já não conheçam sobre sexo. Ok, em alguns momentos no quarto vermelho eles usam alguns acessórios incomuns, mas é só isso.

Outro detalhe que me chamou a atenção foi a simplicidade dos atores em geral, fisicamente falando. Claro que a beleza descrita num livro é bem diferente da real, e é quase impossível trazer para a tela do cinema aquela imagem que fazemos de cada personagem, mas os escolhidos para atuarem nesse filme não chegam nem perto de serem tão bonitos quanto os do livro. A amiga de Ana, no filme não chama a atenção de ninguém, e até parece ser uma irmã bem mais velha de Anastasia. A mãe de Christian também não tem a classe que deveria ter, não passa segurança. E sobre Elliot não sei nem o que dizer! Não consegui ver nenhuma característica marcante do personagem no filme.




Enfim, aconselho que, se vocês ainda não assistiram ao filme, assistam, pelo menos para construírem uma opinião própria, e não ficarem apenas lendo críticas, tanto positivas quanto negativas, e tirando conclusões precipitadas. Eu sai do cinema bem decepcionada, e fiquei vários dias pensando em como escreveria essa resenha, mas admito que algumas (poucas) cenas me agradaram. Talvez minha resistência em aceitar o ator tenha atrapalhado meu julgamento, mas a verdade é que achei tudo muito parado, muito lento e confuso. Faltou alguma coisa no filme, um tchan, uma faísca que fizesse meus olhos brilharem, é difícil explicar, já que gosto tanto da estória. Repito meu conselho: assistam ao filme e tirem suas próprias conclusões.



Cinquenta tons de cinza
Fifty shades of Grey, EUA, 2015, Universal Pictures
Diretora: Sam Taylor-Johnson
Jamie Dornan, Dakota Johnson, Eloise Mumford, Victor Rasuk, Luke Grimes, Rita Ora, Max Martini.









Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Cinquenta tons de cinza [Releitura]


"Quando a estudante de literatura Anastasia Steele entrevista o jovem bilionário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que o deseja e que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Christian admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família, ele é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Ao embracar num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, mas também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos."

Então, antes de assistir ao filme, resolvi reler o livro, e tive a mesma sensação que na primeira leitura: a essência de Cinquenta tons de cinza é o romance entre Grey e Ana. Apesar de a maioria das pessoas só falarem sobre as cenas de sexo e as práticas estranha do bilionário bonitão, não é só isso que rege a narrativa.

Ainda acho que Anastasia é muito sonsa, consegue até superar Bella Swan, e que a linguagem usada no livro é bem simples - além das intermináveis repetições de frases e expressões (vide o post "Cinquenta tons de repetição") - mas que tudo isso contribui para a construção do personagem Christian Grey, que não passa de um homem que teve uma infãncia prejudicada pelo abuso da mãe, uma adolescência conturbada, sendo dominado pela amiga da mãe adotiva, que conseguiu se dar muito bem no mundo dos negócios, mas ainda não conseguiu se encontrar como pessoa. Para começar a se conhecer de verdade e se abrir para outra pessoa, foi necessário encontrar a inocência exagerada de Ana.

Enquanto Anastasia tenta se aproximar de Grey e quebrar essa barreira que ele mesmo se impôs, ela própria vai se descobrindo, conhecendo sensações e desejos que ela ainda não tinha experimentado. Claro que, se formos comparar com a vida real, nenhuma menina virgem aceita com tanta facilidade ser submissa a alguém e se submeter às práticas BDSM do dominador, mas aqui é ficção, então, aceitem. O universo Star Wars também não existe, e ninguém fica comparando com a realidade. Me odeiem.

Christian Grey é muito controlador, e isso é bastante difícil de aceitar, mas a personagem Ana foi criada como uma menina tão fora da realidade, tão inexperiente em relacionamento humano, que sua inocência a ajuda a compreender por quê ele age assim, tornando mais fácil a convivência dos dois. Ainda assim, ela deixa claro em alguns momentos que as atitudes dele não são normais, e que ela precisa de espaço e privacidade às vezes. Essa é uma das causas de conflitos entre eles.

Além do problema com controle, Ana não consegue entender os motivos de Christian para gostar de lhe aplicar castigos físicos quando considera que ela fez algo que ele desaprova, como o simples ato de revirar os olhos quando ele fala alguma coisa. É bem idiota a reação dele, mas foi a forma que a autora achou de mostrar que, dentro da relação maluca do casal, umas palmadas na bunda podem levá-los a sentir algum prazer. Mas quando Ana desafia o limite de Christian é pede para ver até onde ele iria para machucá-la, e ele mostra, ela se revolta e vai embora, deixando-o desolado, pois ele já estava apaixonado por ela, só não sabia ainda.

No próximo livro veremos o desenrolar desse afastamento e a solução que eles encontram para balancear o romance e o sexo ao estilo Grey. As resenhas de Cinquenta tons mais escuros e Cinquenta tons de liberdade podem ser lidas clicando aqui e aqui. E a minha primeira resenha de Cinquenta tons de cinza pode ser acessada por aqui.

O livro continua sendo encantador para mim, que sou louca por romance, a única diferença é que aqui existe a pegada sexual para apimentar a estória. Mesmo gostando das cenas mais quentes, eu ainda prefiro manter meu foco no relacionamento entre Christian e Ana, e desfrutar dos momentos divertidos e românticos que eles vivem. Talvez algumas pessoas não entendam isso, ou não conheçam esse lado da estória, por isso ouvimos tantas críticas ao livro. Mas eu adoro e não tenho vergonha de admitir. No fim das contas, Christian Grey não passa de um príncipe encantado super moderno e rico, que tem gostos peculiares - que a maioria não entenderia.


Cinquenta tons de cinza
E. L. James
editora Intrínseca
480 páginas
nota do Skoob: 3,6
nota do blog: 4,6



Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
@joana_masen

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Sexta de música #84 - Tons de cinza, dourado e azul










Aproveitando o gancho do vestido que abalou o psicológico de pessoas no mundo todo e o filme que vem sendo muito comentado nas últimas semanas, a playlist de hoje  é composta por músicas que têm nomes de cores no título.

Se o cinza vem sendo a cor preferida de 9 entre 10 mulheres há alguns dias, essa soberania foi ameaçada pelo branco (ou azul) do vestido do mal que dominou a internet de ontem para hoje. No cenário musical, as cores são sempre uma boa opção para nomear canções, ou até mesmo escrever uma boa letra. 

A playlist ficou bem colorida, mas cada pessoa pode enxergá-la de uma cor diferente, rsrs. Confiram:




1. Black - Pearl Jam
2. Pink - Aerosmith
3. White as snow - U2
4. Stop when the red lights flash - Green Day
5. Yellow - Coldplay
6. Back to black - Amy Winehouse
7. Black red yellow - Pearl Jam
8. Green eyes - Coldplay
9. Red morning lights - Kings of Leon
10. Grey blue eyes - Dave Matthews Band
11. Blue ocean floor - Justin Timberlake


E como já é de costume, uma faixa bônus para encerrar o post. Não tem cor no título, mas me lembra muito "Cinquenta tons de cinza", já que na letra fala: "Yeah, well, you know gray is my favorite color" (sabe, o cinza é minha cor favorita):






Joana Masen, quando não está resenhando, pintando e bordando por aqui, está escrevendo poesia no blog Milonga.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Orkut [TAG]

Olá leitores! Vamos responder mais uma TAG?



Essa foi postada no blog Entre um livro e outro, e foi criada pela Ariel, do Verão de noventa e quatro. A TAG é uma homenagem a primeira rede social de sucesso mundial, que conquistou milhares de adeptos e deixou saudade em muita gente quando foi desativada no ano passado. Se vocês não chegaram a conhecer o Orkut, não sabem como era legal poder deixar um depoimento para uma pessoa que curtia muito, ou criar um bonequinho interativo com a sua cara (essa era a minha parte preferida!).

As questões devem ser respondidas com base em perfis que os personagens teriam no Orkut, utilizando alguns recursos que a rede disponibilizava, como scrap e depoimentos. Acho que vai dar para entender, então, que tal passarmos para as respostas?


1. Um personagem 100% sensual:

Digam o que quiserem, sensual pra mim é Christian Grey, e eu sou fã da trilogia.

2. Um personagem 100% divertido:

Gilderoy Lockhart, Ordem de Merlin, Terceira Classe, eleito pelo Semanário dos Bruxos por cinco anos consecutivos pelo sorriso mais atraente, nosso querido professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Harry Potter e Câmara Secreta: já falei aqui que sou fã de Lockhart e algumas pessoas disseram não gostar muito dele, mas eu simplesmente o acho cômico, por tudo o que ele faz e pelo que diz fazer. E o ator Kenneth Branagh imortalizou o personagem com sua atuação perfeita no filme.

3. Um personagem 100% confiável:

Park, do livro Eleanor & Park: ele é quieto, na dele, está sempre lendo HQs e ouvindo música em seu walkman. Pela descrição da personagem no livro, e depois de ver como ele entendia todas as complicações de Eleanor, ele me inspirou bastante confiança.

4. Um personagem para ser fã:

Cameron, de A garota que eu quero: é impossível não ficar fã de Cam depois de ler a trilogia dos irmãos Wolfe, conhecer todos os seus medos e dúvidas e depois vê-lo deixar todos para trás.

5. Um personagem para quem eu mandaria um depoimento fofo:

Will, de Mérica: porque ele é fofo e com certeza mereceria um depoimento tão fofo quanto!

6. Um personagem para bloquear:

Professora Dolores 'Maligna' Umbridge: se ela tivesse Orkut, seria bloqueada por todo mundo.

7. Um personagem para add sem scrap:

Blake, de Fortaleza Negra: meio prepotente, não mereceria um scrap. Provalvemente, eu o adicionaria apenas por educação.

8. Um personagem que "mal conheço mas já considero pakas":

Trenton Maddox: achei ele muito mais legal do que Travis, e com certeza já o considero mais que ao irmão caçula.

O que acharam da TAG? E das minhas respostas? Deixem suas opiniões nos comentários, e se quiserem responder basta dar os devidos créditos a criadora, ok?

Para participar da brincadeira, vou indicar os blogs parceiros Os dragões de fogo e Mais um trecho. 

domingo, 10 de agosto de 2014

2 x Frozen

E parece mesmo que eu fui a única pessoa no mundo que não gostou de "Frozen" :(


O  grupo editorial Random House vai publicar quatro livros derivados do longa da Disney, destinado ao público infantil.

Os dois primeiros serão sobre as princesas Anna e Elsa, e estão previstos para serem lançados em janeiro de 2015: "All hail the queen" (Todos saudem a rainha) e "Memory and magic" (Memória e mágica). Os demais ainda não têm nome nem nada programados.

Além dos livros, Anna e Elsa também vão aparecer, na versão carne e osso, na série "Once upon a time", da ABC.


"Frozen" arrecadou mais de 1,2 bilhão em bilheterias apenas nos EUA, e também vendeu mais de três milhões de cópias de sua trilha sonora. Acho que também fui só eu que detestei aquela musica!

Embalados pelo sucesso do filme congelante da Disney, muita gente fez vídeos, desenhos, fanfics e outros tantos tipos de arte baseados nos personagens do longa, e rolou até uma paródia do trailer de "Cinquenta tons de cinza", com Anna e Hans vivendo Anastasia e Christian. Assistam, ficou muito legal:


Não vão embora ainda: comentem e compartilhem o post clicando nos ícones aqui embaixo =)

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Cinquenta Tons de Cinza - Trailer Oficial

A mulherada hoje está em polvorosa!

Saiu o tão aguardado trailer do filme "Cinquenta tons de cinza", que tem estreia prevista para fevereiro de 2015, baseado no best seller de E. L. James, com Dakota Johnson e Jamie Dornan como Anastasia Steele e Chrstian Grey. Confiram a versão legendada:






E ai, o que acharam? Eu continuo não concordando com a escolha do ator, mas melhor esperar para ver o que vai ser ;)

O que chamou bastante a atenção foi a trilha sonora, com uma nova versão de "Crazy in love", da Beyoncé. Ficou perfeita"

Minha cena  preferida até agora:



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sei Que Eu Sei News #14 - Atualizado



Mais novidades no universo do cinema: Ansel Elgort, que viveu Augustus Waters na adaptação do livro "A culpa é das estrelas", vai protagonizar outro filme interessante.



Ele vai interpretar o pianista americano Van Cliburn, que ficou muito conhecido ao ganhar o Prêmio Internacional Tchaikovsky de piano em 1958, quando tinha apenas 23 anos. Assim, o músico conquistou o público russo em meio a Guerra Fria e se tornou um dos artistas mais famosos no país naquela época.

Infelizmente, sua carreira terminou cedo: em 1978 Cliburn decidiu parar de tocar publicamente. No ano de 87 ele ainda fez uma apresentação na Casa Branca para os presidentes Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev, como solista do Concerto nº 1 de Tchaikovsky.

A vida de Cliburn, que morreu em 2013, vítima de câncer nos ossos, foi biografada por  Howard Reich, e essa biografia agora será a base para o filme. A produção será de Wyck Godfrey e Marty Bowen, que já trabalharam com Ansel em ACEDE.

Além de bom ator, Ansel também é músico, e posta suas produções musicais aqui.



Outro ator muito conhecido do público deu o ar da graça nesses últimos dias.



Daniel Radcliffe, sim, aquele mesmo de "Harry Potter", disse numa entrevista ao portal americano BuzzFeed que gostaria de participar do novo filme do Batman, ao lado de Ben Affleck, como Robin. Segundo o ator, ele seria perfeito para o papel.

O filme chegará aos cinemas em 2016, e ainda está em fase de produção, o que dá aos fãs uma pontinha de esperança de que Dan esteja realmente no elenco. Vale lembrar que o site Buzzfeed costuma levar algumas entrevistas mais para o lado humorístico.

E só para não sair do assunto cinema, vou fechar o post com a primeira foto de Christian Grey, que foi divulgada há alguns dias.

A adaptação do best-seller "Cinquenta tons de cinza" tem estreia prevista para fevereiro de 2015, e conta com Jamie Dornan no papel principal, interpretando o milionário-bonitão-louco por controle Grey.


E olha que novidade boa! Assim que terminei esse post ontem, li no Twitter que "Quem é você, Alasca?", de John Green, também vai virar filme! uhu!


O próprio autor anunciou em seu perfil oficial que Sarah Polley (veja o perfil dela aqui), vai escrever o roteiro e dirigir o filme, que só deve chegar aos cinemas depois de "Cidades de Papel". Ainda não há informações sobre o elenco. Esperemos ;)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Sei Que Eu Sei News #8


 Uma das adaptações mais aguardadas para esse ano com certeza é o filme "A culpa é das estrelas", que, infelizmente, só vai estrear nos cinemas brasileiros 3 meses depois da estreia americana em 6 de junho. Isso mesmo, 3 MESES! Só mesmo esse atraso poderia chatear mais os fãs da estória de John Green depois da gafe da frase "doentes de amor" no poster do filme:


O trailer oficial sai hoje, mas já vazou no Youtube e algumas pessoas conseguiram assistir antes que ele fosse retirado do ar. Eu não vi, e por isso fiquei contente com o teaser de 15 segundos divulgado pelo próprio John Green:





E outro filme que vem sendo bastante comentado nas redes sociais é "Cinquenta tons de cinza", que só vai estrear em 2015, mas já teve seu primeiro poster divulgado:



Depois da escolha de Charlie Hunnam para viver Christian Grey e sua posterior desistência, resolvi me abster de comentar sobre o filme até que tudo estivesse confirmado e as fãs se conformassem com os atores designados a dar vida aos personagens no cinema. Eis que agora, com as filmagens em curso, a maioria das pessoas já se conformou e, como eu, já se acostumou com a carinha de Jamie Dornan como o bonitão Grey, e tudo parece que vai acabar bem, rs.

O que vocês acharam do poster? 



E o McDonalds vai substituir o brinquedo por livros infantis no McLanche Feliz. A partir de fevereiro a rede de fast food vai lançar uma campanha que promete distribuir 10 milhões de exemplares por todo o Brasil, a fim de estimular nas crianças o hábito da leitura. Cá entre nós, já era hora. Para uma empresa que tem tanto poder de influenciar pessoas, já deveriam estar fazendo isso há muito tempo.

De início serão seis títulos de autores nacionais, como Ana Maria Machado, Vinícius de Moraes, Toquinho, Caio Ritter e Marcelo Pires. A editora Planeta foi a escolhida para fazer edição dos livros.

A ideia é que a campanha seja feita de tempos em tempos, mas que se torne um hábito aqui no Brasil. O diretor de planejamento de marketing da empresa, Daniel Arantes, disse: "Se a gente fizer que uma criança saia das nossas lojas com um livro e compartilhe com um amiguinho, teremos a nossa missão cumprida. Dizem que poesia não enche barriga, mas enche a alma... Nossos clientes vão poder sair dos nossos restaurantes com a barriga e alma cheias agora".

A iniciativa é muito boa e poderia ser seguida por mais empresas, assim como já faz o Itaú. Tomara que consigam alcançar muitas crianças e disseminar de verdade o hábito da leitura.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cadê meu Christian Grey???

As redes sociais estão agitadíssimas! Enfim, depois de séculos de suspense (e doce) E. L. James, autora da trilogia "Cinquenta tons de cinza", anunciou em seu Twitter os escolhidos para viverem o galã-lindo-maravilhoso-milionário-deus-grego Christian Grey e a insossa Anastasia na adaptação para o cinema:



Eu acho, só acho, que a James está precisando usar óculos: dizer que o Charlie Hunnam é maravilhoso é um pouco de exagero... mas, não acho que minha opinião esteja valendo muito.

Ainda vamos todos assistir aos filmes, mas tem muita leitora que não gostou dessa escolha. Sempre tem aquelas que aprovaram, já que é impossível agradas a todas, mas pelas opiniões que estou lendo nas redes sociais, grande parte das meninas preferiam Matt Bomer ou Ian Somerhalder.

Olha para eles tia James, e me fala se eles não são Christian por natureza?

Charlie Hunnam é britânico (pelo menos teremos o belo sotaque), tem 33 anos e já atuou em diversos filmes, como "Hooligans" (2005), "Filhos da esperança" (2006) e "Could mountain" (2003). Apesar do sorriso bobo que vi em todas as fotos que pesquisei, espero que o talento se destaque e ele faça jus a sua escolha.


Já a atriz Dakota Johnson é americana e tem 24 anos (apesar de não parecer). Fez uma rápida aparição no filme "A rede social" (2010) onde contracenou com Justin Timberlake. É filha de Melanie Griffith, mas acho que isso não tem relevância nenhuma.

Agora meninas, é só esperar e torcer para que o resultado do filme seja pelo menos parecido com o livro, e que os atores consigam transportar para as telas toda a emoção que sentimos ao ler a trilogia de James, e que tenham química para interpretar Anastasia e Christian, pois não será fácil.

Alías, eu ainda quero meu Christian Grey, que é o Matt Bomer (e sempre será).

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sexta de música #15

Todo mundo curioso para saber quem vão ser os atores escolhidos para interpretar Christian Grey e Anastasia Steele no cinema, muitas apostas sendo feitas e poucas informações concretas por parte da produção do filme e E. L. James. Eu, como fã da trilogia e muito envolvida com toda a estória, torço para que não seja ninguém ligado a "Crepúsculo" (por favor, esqueçam a chata da Kristen!!!), nem a Emma Watson, pois, apesar de adorá-la, eu acho que ela não combina com o papel de Ana. Dentre os homens, eu torço loucamente para que seja escolhido o Matt Bomer, mesmo achando que as chances dele são pequenas. Mas se for o Ian ou aquele carinha da série "Arrow" também acho que vai ficar interessante.  Não queria que fosse o Ryan Gosling, mas depois de assistir um filme com ele recentemente, entendi porque tem tanta gente pedindo por ele... 


Mas por que estou falando sobre "Cinquenta tons de cinza" mais uma vez? Porque hoje acordei nostálgica e com vontade de reler os três livros. Só não o farei devido a grande fila de leituras pendentes que tenho na estante, rs.


Mas hoje é dia de música aqui no blog, e não de se lamentar pela falta de tempo para ler, rs. Para embalar essa sexta saudosista, escolhi duas músicas, uma para Christian e outra para Ana, como trilha sonora de "Cinquenta tons de liberdade".

Quem já leu a última parte da trilogia sabe como os personagens se entregaram totalmente ao amor que sentiam um pelo outro e que decidiram tentar resolver todo e qualquer problema que pudesse atrapalhar seu relacionamento. Claro que o sexo continua  quente, talvez com menos toques BDSM, mas sempre intenso. Por isso, Christian colocou no seu Ipod "Love her madly" do The Doors:

"Don't you love her madly?
wanna meet her daddy?
don't you love her face?
don't you love her as
she's walkin' out the door
like she did one thousand times before?"

"Você não a ama loucamente?
quer conhecer o pai dela?
você não ama o rosto dela?
você não a ama enquanto
ela sai por aquela porta
como ela já fez mil vezes?"


Enquanto isso, a Sra. Grey complementa sua playlist com "Fogo e Gasolina", da Roberta Sá. Ok, vocês podem alegar que ela não conhece MPB, mas vamos sonhar! Ela ouviu essa música na casa do amigo José e adorou, achou que combina perfeitamente com o sentimento que toma conta dela e de Christian quando estão juntos:

"...Você é o fósforo e eu sou o pavio
você é um torpedo e eu sou um navio
você é o trem e eu sou o trilho
eu sou o dedo e você é o meu gatilho

o nosso jogo é perigoso, menina
nós somos fogo
nós somos fogo
nós somos fogo e gasolina..." 


Gostaram das músicas de hoje? Concordam, discordam? Quais seria suas indicações para o casal? Quero ouvir a opinião de vocês. Até!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cinquenta tons de repetição



Desde que terminei a (segunda) leitura de "Cinquenta tons de cinza" venho preparando esse post, e tive que ler minuciosamente os três livros da série para fechar com exatidão minha contagem. Vou explicar: quando comecei a ler o primeiro volume da trilogia, logo de cara percebi a pobreza do vocabulário de E. L. James, e, acredito que essa falha seja realmente dela, pois me recuso a colocar a culpa em quem fez a tradução do texto original para o português. Além de ser muito simplista, a autora abusa da repetição, principalmente, das palavras "puta merda", "olhos cinzentos" e "deusa interior", e sim, eu contei quantas vezes ela usa cada uma dessas expressões.

Eu, como muitas leitoras, adorei a série "Cinquenta tons...", e por isso acredito que tenho o direito de ver e apontar seus defeitos e defender suas qualidades. Já disse nas resenhas de cada um o que acho da história em si, e que esse papo de "pornô para mamães" nada mais é que um chamariz para aumentar as vendas. Não recrimino essa prática, e acho que, se a série está fazendo mais gente ler, a tática é totalmente válida. Se a leitura é relevante na vida das pessoas, isso só diz respeito a quem lê. Os livros são cheios de romance-romance, além de sexo, claro, mas o foco da história é o amor entre Ana e Christian. Daria para usar uma escrita mais refinada? Certamente, mas nem todo mundo escreve como Gabriel Garcia Marquez ou José Saramago não é mesmo, mas todo escritor tem seu valor. Vamos aos números:

Cinquenta tons de cinza
- puta merda: 93 vezes
- olhos cinzentos: 42 vezes
- deusa interior: 51 vezes

Cinquenta tons mais escuros 
- puta merda: 57 vezes
- olhos cinzentos: 44 vezes
- deusa interior: 43 vezes

Cinquenta tons de liberdade
- puta merda: 49 vezes
- olhos cinzentos: 25 vezes
- deusa interior: 16 vezes

Graças aos deuses (rs) James foi diminuindo a referência à chata da deusa interior de Anastasia a cada livro, ela me dava nos nervos. Sei que algumas pessoas vão argumentar que as expressões eram importantes para a construção do texto e que citar, por exemplo, os olhos cinzentos de Christian era fundamental para o desenvolvimento da trama. Concordo plenamente, e entendo seu uso, só acho que em alguns momentos daria para inserir outra interjeição que não fosse simplesmente "puta merda".

Não sei se mais alguma leitora se incomodou com tanta repetição nos livros, talvez seja apenas implicância minha ou a lembrança das aulas de Linguística, mas queria saber a opinião de vocês sobre o assunto, ok?

Tks =D

domingo, 16 de dezembro de 2012

Série a sério #4

Mais um domingo para falarmos de série, e hoje é a vez de "White Collar".


Por que comecei a ver essa série? Para conhecer o tão comentado Matt Bomer, cotado (pelas leitoras) para viver Christian Grey, de "Cinquenta tons de cinza" em sua adaptação para o cinema. E eu gostei muito! *.*

Só assisti partir da 3a. temporada (a série atualmente está na 4a.), mas deu pra entender a essência do programa: Neal Caffrey é um ladrão de luxo, daqueles que conhecem tudo sobre história, arte, armas, literatura, jogos, roupas, joias, falsificação de documentos, comida, e vinho, e que acaba sendo pego pelo FBI, que decide mantê-lo como um consultor para casos especiais, principalmente que envolvam roubos de colarinho branco.

Neal é o tipo de bandido que nos faz torcer para ele o tempo todo. Além de ajudar os agentes Burke, Diana e Jones em muitos momentos, ele continua atuando em pequenos golpes com seu amigo e cúmplice Mozzie. Cafrrey é monitorado 24 horas por dia com uma daquelas tornozeleiras que os presos em liberdade condicional usam, mas em alguns momentos consegue enganar os policiais e cometer pequenas transgressões.



"White Collar" é produzida pelo canal de TV "USA Network" desde 2009, e transmitida aqui no Brasil pelo canal pago Fox, mas também já foi exibida pela Rede Globo, após o Programa do Jô (naquele horário em que a maioria da população já está dormindo) com o título de "Colarinho Branco".

A série trouxe de volta à TV a bela Tiffani Thiessen, que viveu a malvada Valerie em "Beverly Hills 90210", ou "Barrados no Baile" na versão em português.

Em 2011 "White Collar" foi indicada para o prêmio "People's Choice Awards", na categoria "Favorite TV Obsession".

Para quem quiser ver todos os episódios (dublados) da série, acesso o site da Fox . Lá também tem várias informações e fotos do seriado.

Algumas leitoras torcem para que Bommer seja Grey no cinema, mas há quem diga que ele não seria indicado para o papel por ser homossexual assumido, e que talvez não consiga fazer as cenas mais quentes de "Cinquenta tons...". Sendo ou não escolhido para isso, o certo é que ele é um ótimo ator e desempenha com perfeição o papel de ladrão-que virou-mocinho em "White Collar", sempre em ternos bem alinhados, com chapéu super charmoso e os olhos azuis (quase cinzas, rs).




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cinquenta tons de liberdade


"Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade."

Quando terminei de ler a trilogia "Cinquenta Tons", o vazio me dominou... a exemplo de que aconteceu com outras pessoas que conheço. Gostei de tudo; os três livros são interessantes, não pelo apelo sexual, mas pelo romance, que está presente principalmente nesse terceiro volume, que mostra o que realmente duas pessoas precisam fazer para manterem uma boa união: cada um tem compartilhar e abrir mão de algumas de suas vontades para que a relação dure.

Foi exatamente isso que Anastasia começou a perceber logo na sua lua de mel; que ela deveria mudar alguns de seus hábitos em prol do casamento, mas que também teria que mostrar a Christian que ele precisaria fazer o mesmo. Ele que é acostumado a sempre ter o controle de tudo, vai percebendo que é impossível garantir que uma pessoa faça só o que ele acha que deve ser feito, o tempo todo. Essas diferenças aos poucos vão sendo amenizadas, e com a recém-adquirida maturidade da personagem, fica claro que o casamento dará certo, mesmo com alguns conflitos.

Quando comecei a ler pensei que não teria muita coisa para contar nessa última parte, imaginei que alguns acontecimentos seriam narrados em todos os seus detalhes, mas não: fui surpreendida por um início diferente, com o casal fora do ambiente dos livros anteriores, e com pequenos flashbacks do que aconteceu antes.

Eles continuam fazendo muito sexo em todos os lugares imagináveis, e isso é legal, por que não altera o principal tema da história, mas também têm muitos momentos de diálogo, e é durante essas conversas que Christian começa a se abrir e exorcizar seus demônios.

Anastasia enfim assume uma posição de respeito na editora, e começa a mostrar que tem seus talentos, não só no trabalho, mas também para lidar com as mudanças radicais do marido, absorvendo, muitas vezes, a tensão de suas discussões, como a  maioria das mulheres faz na vida real.

Essa quase bipolaridade de Christian e a capacidade de Anastasia de aceitar e ajudar seu marido a tentar resolver seus problemas psicológicos, torna esse livro muito dinâmico, e aproxima um pouco os personagens da realidade.

A autora ainda conseguiu desenvolver mais uma trama misteriosa ao longo desse volume, que enriqueceu a narrativa e pôs novamente à prova o amor dos personagens, que precisam ficar juntos para enfrentar as pessoas que querem derrubar Grey. E, se ele tem seus traumas de infância, acaba por descobrir que não é só ele que carrega as marcas do passado. É interessante ver como James insere novos personagens sem perder o rumo da história e consegue trabalhar com eles de forma que se tornem importantes para o desfecho da narrativa.

Aqui Christian está ainda mais apaixonado e faz todas as vontades de Ana, talvez por medo de perdê-la a qualquer momento devido às suas mudanças constantes de humor e insegurança, ou por sentir a necessidade de  dar a ela aquilo que ele nunca teve. O motivo realmente não importa; ele faz suspirar qualquer mulher que leia esse livro, e não há como não idealizar um príncipe encantado como ele.

Não vou dar muitos detalhes sobre a história, mas preciso dizer que adorei o final do livro, e fui pega de surpresa pela última parte; ainda faltavam muitas páginas para terminar, e de repente, era o fim! Só no dia seguinte consegui ler o epílogo, que me trouxe lágrimas aos olhos: a autora aproveita esse parte para nos apresentar os 50 tons de Grey e deixar aquele gostinho de saudade no ar. Retornamos ao início da trilogia, quando eles Ana e Grey se conheceram, mas de uma forma diferente, que ficou muito bacana. Foi uma despedida inusitada, porém difícil, rs.

Espero que todas as leitoras tenham gostado tanto quanto eu gostei dessa saga romântica, e que estejam também ansiosas pelo filme.

Quando terminei a leitura, fiquei muito emocionada e compartilhei esse sentimento com minhas amigas que estão comigo desde o início dessa aventura, aguentando meus comentários exagerados e me ajudando a idealizar o Grey perfeito, rs: Sandra, Marina e Juliana (olha minha irmã aqui de novo!), mais uma vez, obrigada meninas, pela companhia, pelas risadas e pela paciência.

Cinquenta Tons de Liberdade
E.L.James
544 páginas
Editora Intrínseca