domingo, 27 de setembro de 2015

Fala, Rafa! - O espelho sem reflexo



''Escrevi um conto gótico para a aula de literatura e resolvi compartilhar com vocês essa minha nova experiência. Aproveitando a ocasião, peço desculpas pela minha ausência, estudar em período integral é deixar os escritos apenas no bloco de notas na maioria das vezes.
Contudo, espero que gostem, deixem seus comentários por favor.
Beijo grande amados!''



Escritório escuro, com barulho de goteira e um vento apressado do lado de fora, são as características do lugar em que o senhor Benjamim passava a maior parte do seu tempo. Sua atividade preferida era investigar, claramente, não foi a toa que escolheu como profissão ser Detetive.
Em meio a tantos envelopes prestes a serem arquivados, sua próxima missão era a de achar três homens, de semelhanças opacas para finalmente cessar a constante inquietação rotineira, pois quem encomendou a busca foi um anônimo. 
O primeiro caso tinha personalidade forte e seu apelido era conhecido como verme, porque assim como eles, tinha como alimento preferido o sangue. 
Se tratando do segundo o que se destaca na ficha é a identidade do tal, que se dominava dupla.
Já o terceiro se comovia falsamente, e essa era sua maior qualidade.
Certo dia Benjamim saiu as ruas, e decidiu cercar três homens suspeitos mas os mesmos se assustaram com aquele ato ligeiramente estranho, o cenário da correria foi um estacionamento com paredes cinzas, o que era pra ser apenas observado virou uma verdadeira fuga. 
Enquanto corria Benjamim sentiu seus pés formigarem, enxergou sangue saindo de suas narinas e se via fora de si por intensos segundos. Para apartar os nervos, policiais que rodeavam o local dispararam contra Benjamim e o amarraram pois sua agitação era bastante. 
-Me prenda, mas leve os rapazes também! Gritava o especialista.
Mais tarde e ainda cercado o levaram para uma sala repleta de espelhos.
-Olha ai senhor, não tem gente com você não, três moços onde, só se for contando você, eu e meu colega de trabalho. indagou irônico o xerife.
-Eles estão aqui rindo me solta. Rebateu o detetive
-Esse homem está de palhaçada. -disse um dos policiais. 
No dia seguinte os policiais foram encontrados mortos, ambos do avesso com as cabeças coladas e pouco sangue os restavam. 
Benjamim não foi encontrado na sua respectiva cela, no lugar da sua presença constava um envelope com o seguinte texto: "O suspeito nem sempre é o estranho só pelo estranho ser desconhecido, geralmente o suspeito é irrefletido no espelho por isso se torna anônimo, portanto eu faço parte do anonimato e você também faz"
Quem encontrou a carta também correu, e virou prisioneiro de si mesmo, esse infelizmente ainda vai demorar a descobrir que quem tanto procura a fora esquece que a realidade está do lado de dentro.

7 comentários:

  1. Rafa!
    Bem inteligente, curtinho, mas gostei!
    Parabéns!
    “A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.”(Soren Kierkegaard)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  2. Muito legal o seu conto Rafa, parabéns pela escrita, tem muita capacidade de escrever um livro!!!

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  3. Oi!
    Mesmo sendo curtinho, gostei bastante da sua escrita !!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Rafa, realmente fazia um tempinho que não via o que escrevia por aqui. Você tem um talento enorme, continue assim. Sempre adoro o que escreve e com este conto não foi diferente !
    Bjs

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  6. Rafa, parabéns por esse texto maravilhoso. Ele é curto em questão de palavras, mas é longo em questão de reflexão porque ao ler esse texto parei para refletir bastante sobre o que você escreveu.

    Beijos, Jessica
    http://ohamoramia.blogspot.com/

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