"Ser ou não ser, eis a questão.
Será mais nobre sofrer na alma
pedradas e flechadas do destino feroz
ou pegar em armas contra o mar de angústias -
e, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
só isso. E com o sono - dizem - extinguir
dores do coração e as mil mazelas naturais
a que a carne é sujeita; eis uma consumação
ardentemente desejável. Morrer - dormir -
dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que há de vir no sono da morte
quando tivermos escapado ao tumulto vital
nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão
que dá à desventura uma vida tão longa..."
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| Ato III, cena I página 67 |


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